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Ibovespa Futuro sobe acompanhando alta dos ADRs e com rali pós-condenação de Lula

Euforia do mercado prossegue com candidatura do petista praticamente descartada

Lula
(Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

SÃO PAULO - Os contratos futuros de Ibovespa com vencimento em abril sobem 1,05%, aos 84.930 pontos, às 9h12 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26), refletindo o desempenho positivo dos principais ADRs (American Depositary Receipt) na última quinta-feira (25) e seguindo com o rali pós-condenação de Lula, na avaliação que o petista está muito enfraquecido para seguir na disputa eleitoral. Além disso, os investidores aguardam pela primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA do quarto trimestre às 11h30.

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Em dia sem atividades na bolsa brasileira por conta do aniversário de São Paulo, o índice Brazil Titans 20, que reúne os principais ADRs de empresas nacionais negociados em Wall Street, fechou a última quinta-feira em alta e estendeu a euforia do mercado após a condenação de Lula. O índice fechou com ganhos de 0,75%, aos 26.026 pontos, após encerrar com alta de 5,78% na véspera, com destaque para a alta dos bancos e dos ativos da Petrobras.

Confira o desempenho dos principais ADRs brasileiras na NYSE no feriado:

Empresa ADR Variação Preço
CSN SID -0,15% US$ 3,37
Bradesco BBD +2,06% US$ 12,89
Santander BSBR +1,17% US$ 11,20
Itaú Unibanco ITUB +2,64% US$ 16,52
BRF BRFS +1,39% US$ 11,69
Ultrapar UGP +0,93% US$ 25,92
Sabesp SBS +0,04% US$ 11,35
Pão de Açúcar CBD +1,46% US$ 24,38
Fibria FBR -2,45% US$ 16,35
Copel ELP +1,34% US$ 7,58
Ambev ABEV -0,66% US$ 6,83
Telefônica Brasil VIV +1,15% US$ 16,78
TIM Participações TSU +0,76% US$ 20,51
Embraer ERJ +0,52% US$ 25,17
Cemig CIG +1,90% US$ 2,15
Petrobras PBR.A +1,35% US$ 12,42
Petrobras PBR +1,34% US$ 13,27
Vale VALE -1,75% US$ 12,95
Gerdau GGB +0,22% US$ 4,53

Em meio ao clima de menor aversão ao risco, o dólar futuro com vencimento em fevereiro registrava desvalorização de 0,56%, aos R$ 3,133, enquanto os contratos com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam praticamente estáveis, cotados a 6,80% e 8,76%, respectivamente.

Lula condenado
O ex-presidente segue dominando o noticiário após a sua condenação ser confirmada em segunda instância pelo TRF-4 na última quarta-feira. Um dia depois da condenação, PT lançou a pré-candidatura de Lula à Presidência, mas a avaliação é de que haverá dificuldades para que ele consiga apoio de outros partidos aliados históricos, que veem a candidatura inviabilizada, enquanto a possibilidade de que ele seja preso ainda no primeiro semestre também paira no radar - e leva a planejamento até da própria Polícia Federal sobre como será o dia em que ele será levado a prisão.

No final da noite de ontem, o ex-presidente sofreu mais um revés. O juiz federal da 10° Vara do DF, Ricardo Leite, determinou a apreensão do seu passaporte. Lula pretendia embarcar na madrugada desta sexta-feira (26) para a Etiópia, onde falaria em série de eventos sobre corrupção.

As análises sobre como fica o cenário eleitoral se o petista realmente não concorrer também seguem no radar. A avaliação é de que aumenta a chance de uma candidatura de centro, mas que os riscos para o mercado não estão eliminados - veja mais clicando aqui.

Bolsas mundiais
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, enquanto investidores continuaram observando a volatilidade do dólar na esteira de comentários de autoridades dos EUA. No meio da semana, o DXY (Dollar Index) atingiu mínimas em três anos após o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmar que um “dólar mais fraco é bom para o comércio”. Porém, Trump desmentiu essa mensagem no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, ao dizer que o “dólar vai ficar cada vez mais forte”, afirmando sobre a força da economia norte-americana.

Na China, atenção para o avanço no lucro de grandes empresas industriais chinesas que perdeu força em dezembro, ao subir 10,8% na comparação anual, contra um de 14,9% em novembro. Pequim também divulgou hoje um plano detalhado para que empresas alavancadas troquem dívidas por ações, numa nova tentativa de reduzir os elevados níveis de endividamento na segunda maior economia do mundo.

Às 9h12, este era o desempenho dos principais índices:

*Dow Jones Futuro (EUA)  +0,18%

*CAC-40 (França) +0,92%

*FTSE (Reino Unido) +0,37%

*DAX (Alemanha) -0,13% 

*FTSE MIB (Itália) +0,09%

*Hang Seng (Hong Kong) +1,53% (fechado)

*Xangai (China) +0,30% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,16% (fechado)

*Petróleo WTI +0,15%, a US$ 65,61 o barril

*Petróleo brent +0,06%, a US$ 70,46 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -1,52%, a 519 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin -3,69%, a R$ 35.670 (confira a cotação da moeda em tempo real)

Agenda econômica
Por aqui, o destaque da agenda de indicadores na volta do feriado fica para os dados de conta corrente e investimento estrangeiro direto de dezembro, às 10h30. Às 14h30, serão revelados os dados de arrecadação de dezembro, com estimativa de um número de R$ 139 bilhões, aceleração frente os R$ 115 bilhões arrecadados em novembro.

Vale apontar ainda uma notícia da coluna Painel, da Folha, de que aliados do presidente Michel Temer admitem reduzir a reforma da Previdência a apenas dois pontos para tentar aprovar o texto: a idade mínima e o fim da aposentadoria por tempo de contribuição. "Fora isso, tudo é negociável", aponta a coluna.

Nos EUA, as atenções estão por conta do PIB do quarto trimestre às 11h30, com estimativa de alta de 3% na comparação anual. No mesmo horário, atenção para os dados de estoques do atacado de dezembro e de pedidos de bens duráveis. 

Noticiário corporativo
O destaque do noticiário corporativo fica para Petrobras e Natura, que captaram no exterior após a euforia do mercado com a condenação de Lula. Atenção ainda sobre a Embraer, com notícia de que a Boeing sinaliza concessões para fechar o acordo. Segundo o Estadão, a empresa norte-americana exige a garantia da autonomia à parceria entre Saab e Embraer na produção dos caças Gripen; transformação do Brasil em um novo polo de produção de componentes dos aviões Boeing fora dos Estados Unidos; e manutenção, como exigem as autoridades brasileiras, do poder de veto do governo na empresa de São José dos Campos (SP). Por fim, o governo editou decreto que deve viabilizar privatização da Cesp.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

 

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