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Petrobras salta 4% e fecha na máxima em mais de 3 anos; Sabesp dispara 5% e 8 ações sobem mais de 3%

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (17)

Petrobras Plataforma P-56
(Agência Petrobras)

SÃO PAULO - Em dia de forte euforia no mercado, o Ibovespa renovou mais uma vez sua máxima histórica de superou o patamar de 81 pontos. Neste cenário de bom humor, apenas 2 das 64 ações do índice registraram queda de mais de 2%, enquanto somente 6 caíram mais de 1%.

Na ponta positiva, 8 papéis tiveram ganhos de mais de 3%, com destaque para a Sabesp, que liderou o Ibovespa com alta de mais de 5%, além da Petrobras, com alta de 4%, e das siderúrgicas, que seguem seu rali desde o fim do ano passado.

Confira os destaques do pregão:

Vale (VALE3, R$ 43,15, +2,01%)
Após abrir estável, a Vale ampliou os ganhos e avançou 2%, apesar do cenário de queda para as commodities. O minério de ferro negociado em Dalian registra baixa de 0,84%, a 531,5 iuanes.

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Vale ressaltar que hoje, em apresentação a investidores em São Paulo, o diretor de relações com investidores da mineradora, André Figueiredo, destacou as projeções para a companhia para o minério de ferro, apontando que o mercado da commodity está em equilíbrio. Contudo, caso o preço cair, a produção também pode registrar queda. Figueiredo ainda disse que a companhia não investirá mais no negócio de níquel e que a companhia está comprometida com a disciplina na oferta de minério de ferro. 

Petrobras (PETR3, R$ 19,47, +3,62%; PETR4, R$ 18,36, +4,02%)
As ações da Petrobras seguiram o movimento de alta da véspera e avançaram cerca de 4%, impulsionadas ainda pela virada do petróleo, com o WTI em alta de 0,27% e o brent com ganhos de 0,23%. Com isso, a estatal viu suas ações preferenciais fecharem na máxima desde setembro de 2014.

Também impulsionando os ganhos, está o avanço nas negociações sobre a cessão onerosa. Os ministérios de Minas e Energia, Fazenda e Planejamento criaram comissão interministerial com a finalidade de concluir os termos da revisão de contrato celebrado entre a União e a Petrobras, segundo portaria publicada no Diário Oficial.

A comissão poderá negociar, no prazo de até 60 dias, prorrogáveis por igual período, com Petrobras, com base em laudos técnicos elaborados por certificadoras internacionais: valor do contrato, volume máximo, prazo de vigência e percentuais mínimos de conteúdo local. Segundo o BTG, apesar de ser um tema amplamente discutido e esperado pelo mercado, a notícia é positiva.  

Veja mais em: A notícia do governo que pode ajudar as ações da Petrobras neste pregão

Ainda no radar da companhia, ontem o CEO Pedro Parente afirmou que a empresa não está considerando a possibilidade de fechar acordos no Brasil e em outros países para ressarcir investidores por conta dos atos de corrupção investigados na Operação Lava Jato, como aconteceu recentemente nos Estados Unidos.

"A Petrobras não considera fechar acordos em outros lugares. Formos forçados a isso pelas contingências da legislação americana. Não temos qualquer disposição a fechar acordos em outras jurisdisções, a menos que as respectivas legislações, depois de um processo longo como aconteceu nos Estados Unidos, venham a demandar a empresa", afirmou.

Segundo ele, a legislação brasileira é diferente e não prevê que a empresa seja processada, mas sim os administradores. "Como vocês sabem, os administradores que provocaram esse prejuízo. Todos já estão sendo processados pela ação diligente da Polícia Federal e procuradores da justiça brasileira", afirmou.

Recentemente, a Petrobras fechou um acordo para encerrar ação coletiva de investidores estrangeiros, que corria em Nova York, contra a estatal, na qual se propôs a pagar US$ 2,95 bilhões àqueles que compraram ações da empresa nos EUA. 

Por fim, a companhia anunciou nesta manhã a redução em 0,5% do preço da gasolina e elevação do diesel em 0,2% válidos a partir de quinta-feira (18). 

Sabesp (SBSP3, R$ 35,89, +5,34%)
As ações da Sabesp avançam cerca de 4% após a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) anunciar  início de consulta pública para cálculo de etapa final da 2ª revisão tarifária da companhia. A consulta pública termina em 5 de fevereiro. Em outubro, foi autorizado um reajuste de 7,8888% para a companhia de saneamento paulista. 

Recomendações
O radar de recomendações é bastante movimentado, com algumas ações reagindo às revisões, como as seguradoras, Arezzo, Even e AES Tietê, enquanto outras registram poucas variações. A Arezzo (ARZZ3, R$ 61,55, +3,97%) foi iniciada como ‘compra’ por William O’Neil & Co Incorporated, a Lojas Renner (LREN3, R$ 37,23, +2,51%) foi elevada a 'overweight', a Hypermarcas (HYPE3, R$ 36,37, +0,03%) foi rebaixada a ''equal-weight'' e a Restoque (LLIS3, R$ 31,42, +0,06%) foi elevada a ''equal-weight'' pelo Brasil Plural.

Já a SulAmerica (SULA11, R$ 19,83, -2,32%) teve recomendação rebaixada à 'neutra' e a Porto Seguro (PSSA3, R$ 41,45, -3,33%) foi reduzida à 'venda' por BTG Pactual. A Braskem (BRKM5, R$ 48,80, -0,95%) foi iniciada como ’outperform’ por Safra, enquanto a Even (EVEN3, R$ 6,10, +2,52%) foi elevada a ’compra’ por BTG Pactual, com preço-alvo de R$ 7.

Por fim, a CSN (CSNA3, R$ 10,90, +4,01%) teve a recomendação para o ADR (American Depositary Receipt) elevada para neutra pelo JPMorgan. As ações da siderúrgica registram queda; contudo, no ano, avançam cerca de 23%. Já a AES Tietê (TIET11, R$ 12,64, -2,47%) têm baixa de cerca de 1% após ser rebaixada à neutra pelo UBS, com preço-alvo de R$ 13,50. 

Sobre o setor de seguros, os analistas do BTG Pactual destacaram que as reduções de recomendação foram motivadas principalmente por conta do valuation, com o papel da Porto Seguro muito esticado. Sobre a SulAmérica, os analistas seguem estruturalmente mais positivos no segmento saúde versus auto, mas papel parece bem precificado.

Já sobre o setor de construção, os analistas do banco apontaram estar mais positivos com o segmento de classe média/alta, mas parte dessa melhora já está precificada. "Por isso nossa preferência segue pelos players de baixa renda que vemos uma boa combinação de crescimento forte, valuation atrativo e perspectiva positiva para o Minha Casa Minha Vida". MRV segue como nosso top pick no setor.

JHSF (JHSF3, R$ 2,04, -0,49%)
A JHSF Participações informou que está fazendo uma reestruturação societária para consolidar suas atividades de shopping centers em subsidiárias, o que pode levar à realização de um IPO (Oferta Pública Inicial) de ações.

Em comunicado, a empresa confirmou "a existência de análises, conjuntas com seus assessores financeiros, para, após a conclusão da reorganização, eventualmente realizar oferta pública de distribuição de ações da mencionada subsidiária". 

Eletrobras (ELET3, R$ 17,27, +0,29%; ELET6, R$ 20,58, +1,38%)
As ações da Eletrobras abriram em queda, mas reverteram a baixa e operam próximas à estabilidade, com o mercado de olho nos desafios para a sua privatização. Ontem, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) em Pernambuco negou o pedido de suspensão de liminar, apresentado pela União, para incluir a Eletrobras e suas subsidiárias no Programa Nacional de Desestatização.

O pedido foi indeferido pelo presidente do TRF5, desembargador federal Manoel Erhardt. A liminar foi concedida na última quinta-feira pela 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do estado. Em sua decisão, o presidente do TRF5 diz que "não se visualiza, ao menos por ora, risco iminente ao insucesso do programa, dado que o próprio cronograma é algo indefinido”.

Na semana passada, o juiz Carlos Kitner, da Justiça Federal em Pernambuco, concedeu uma liminar para suspender o Artigo 3º da Medida Provisória (MP) 814, editada em 29 dezembro de 2017, que retirava de uma das leis do setor elétrico a proibição de privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias. 

A ação popular foi aberta na terça-feira (9) pelo advogado Antônio Accioly Campos. Ele questionou a revogação, pela MP, do Artigo 31 da Lei 10.848/2014, que excluía a Eletrobras e suas controladas (Furnas, Companhia Hidroelétrica do São Francisco, Eletronorte, Eletrosul e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica) do Programa Nacional de Desestatização. 

Carrefour (CRFB3, R$ 14,95, +3,03%)
O Carrefour Brasil teve vendas brutas de R$ 13,6 bilhões no quarto trimestre, uma alta de 5,3% ante o mesmo período do ano passado. No conceito mesmas lojas, a venda total do grupo no período, em que a empresa abriu 29 novas lojas, subiu 1,4%, segurada pela bandeira de atacarejo Atacadão, que teve expansão de 2,2%. Já a bandeira de supermercados Carrefour sofreu queda nas vendas mesmas lojas de 0,1%.

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 15,75, +1,61%)
A construtora e incorporadora MRV Engenharia, maior parceira do Minha Casa Minha Vida (MCMV), expandiu os lançamentos e as vendas no quarto trimestre de 2017, conforme relatório operacional preliminar.

Os lançamentos somaram R$ 1,671 bilhão em valor geral de vendas (VGV) entre outubro e dezembro, alta de 56% frente aos mesmos meses do ano passado. Esse crescimento, segundo informou a companhia, foi resultado da expansão do banco de terrenos.

Os projetos da MRV que já contam com registro de incorporação – prontos para lançamento – totalizam 23 mil unidades e VGV de R$ 3,5 bilhões.

No trimestre, foram adquiridos 39 terrenos, representando um VGV potencial de R$ 3,2 bilhões. A companhia disse que continua com a estratégia de expansão do seu banco de terrenos com o foco em reabastecer as cidades onde já atua e expandir as operações nas grandes cidades.

A MRV registrou vendas líquidas de R$ 1,451 bilhão de outubro a dezembro, crescimento de 43,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

As vendas brutas subiram 34,2%, para R$ 1,735 bilhão, atingindo volume recorde para um trimestre da companhia. Além disso, os distratos recuaram 0,2%, para R$ 285 milhões, o equivalente a 16,4% das vendas brutas. Um ano antes, esse patamar era de 22,1%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, no entanto, houve elevação de 7,4% nos distratos.

A MRV encerrou o quarto trimestre com geração de caixa de R$ 38 milhões. De acordo com a companhia, a geração de caixa foi afetada negativamente por um “comportamento errático apresentado pelos sistemas de agentes financeiros”. A incorporadora afirmou que tal comportamento gerou um menor número de assinaturas e impediu a companhia de repassar “um volume significativo de unidades”.

No acumulado do ano, a empresa concluiu as obras de 38.140 imóveis e fez o repasse de 35.391 clientes para o financiamento bancário. De acordo com o BTG Pactual, os números foram mistos, com combinação de vendas brutas na casa e baixo cancelamento vindo como destaques positivos, enquanto a geração de caixa veio aquém. 

Seguradoras
Atenção para uma notícia para o setor de seguros, que influencia principalmente a WIZ (WIZS3, R$ 12,00, -0,83%), cuja principal fonte de receita é a venda de produtos de seguros da Caixa Seguradora, e BB Seguridade (BBSE3, R$ 30,31, +2,29%). Segundo a Coluna do Broad, do Estadão, a BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, fez proposta não-vinculante para disputar o balcão de seguros da Caixa Econômica Federal. O prazo para entrega das propostas terminou na segunda-feira. Procurada pela coluna, a BB Seguridade não comentou.

Bradesco (BBDC4, R$ 36,89, +2,50%)
Em linha com o informado na véspera por Lauro Jardim, do jornal O Globo, a coluna do Broad, do Estadão, destaca que o Bradesco deve anunciar o sucessor do atual presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, ‘impreterivelmente’ antes do Carnaval, enquanto a AGO (Assembleia Geral Ordinária) que baterá o martelo quanto ao nome do candidato está agendada para o dia 13 de março.

Segundo o jornal, as apostas continuam sinalizando para o vice-presidente Maurício Minas, responsável pela área de tecnologia, uma das mais importantes atualmente. Mas outros seguem no páreo. São eles: Alexandre Glüher, de Relações com Investidores e que foi crucial da integração do HSBC – maior aquisição do Bradesco; Josué Pancini, que comanda a rede de agências; Marcelo Noronha, de cartões e banco de investimentos; Octavio de Lazari, que responde por seguros, e André Cano, de Recursos Humanos.

(Com Agência Estado)

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