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Cesp dispara 5% com notícia sobre privatização ainda em 2018; petroleira despenca até 18% e Gafisa cai 9%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (9)

Linhas de transmissão
(Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Cesp (CESP6, R$ 13,70, +5,38%)
As ações da Cesp engataram um forte movimento de alta após O Estado de S. Paulo noticiar fala do governador Geraldo Alckmin de que a companhia elétrica será privatizada ainda esse ano, segundo informações da Bloomberg. 

Gafisa (GFSA3, R$ 16,03, -9,33%)
As ações da Gafisa fecharam em forte baixa com volume mais de duas vezes a média dos últimos 21 pregões (R$ 31,7 milhões ante média de R$ 14,4 milhões) enquanto os acionistas vendem seus direitos de subscrição antes do aumento de capital, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg. Os investidores que não desejam entrar no aumento de capital estão vendendo, o que inunda o mercado e torna mais barato comprar o direito do que as ações, disseram as pessoas, pedindo  para não serem nomeadas. 

A Gafisa aprovou um aumento do capital através da venda privada de pelo menos 13 milhões de ações e um máximo de 20 milhões de novas ações ordinárias a R$ 15 reais cada. A  Gafisa ainda não respondeu aos pedidos de comentário feitos pela agência. 

PetroRio (PRIO3, R$ 91,43, -10,61%)
As ações da PetroRio geraram a cair 18% nesta terça-feira. Contudo, vale destacar que, nos últimos 365 pregões, a alta acumulada já é de 241%. Dois comunicados foram divulgados pela companhia, um com os dados operacionais de dezembro e do ano, com uma produção médio no Campo de Polvo de 6.856 barris por dia e de 540.775 em Manati no último mês de 2017 e outro sobre posição acionária. O Morgan Stanley informou à companhia deter de forma agregada, por meio de suas subsidiárias, 663.702 ações ordinárias de emissão da Companhia, correspondentes a 5,0% do capital social, informando ainda que não objetiva alterar a composição do controle ou estrutura administrativa da companhia. O banco também comunicou ter atingido uma exposição econômica vendida, por meio de instrumentos financeiro derivativos, referenciados em 418.091 ações ordinárias de Companhia, o que representa 3,2% do número total de ações ordinárias.

Segundo um gestor ouvido pelo Infomoney,  pelo fato relevante, poderia-se conjecturar que o banco estaria atuando como formador de mercado em opções, pois ele está comprado em ações (5%) e vendido via derivativos (3%). "Essa é uma posição clássica de delta hedge que deveria ter impacto neutro no mercado. Mas, aparentemente, as opções 'saíram do dinheiro' - em que o exercício não compensaria se estivesse no momento de seu vencimento - e ele está com diversas ações em carteira que precisarão ser vendidas de hoje até o vencimento destas opções", avalia. Outra questão é que o mercado pode ter sentido que a ação subiu “artificialmente” nos últimos dias porque o Morgan sozinho comprou 5% do total de papéis. No acumulado do ano, mesmo com essa queda, os papéis PRIO3 avançam 10%. 

Embraer (EMBR3, R$ 20,23, -2,27%)
O noticiário sobre as negociações com a Boeing seguem dando o tom sobre a Embraer. As indefinições sobre a conclusão do negócio, principalmente com relação ao preço a ser pago, travaram os papéis em R$ 20,00 e pelas últimas notícias pode não ser um bom negócio para o investidor ficar comprado esperando o desfecho. Antevendo isso, Victor Mizusaki, analista do Bradesco BBI, reforçou sua recomendação de underperform (equivalente a venda) para as ações e apontam 3 motivos para ficar fora da empresa, destacando o preço-justo para os papéis, além da resistência do governo e a possibilidade de maior concorrência caso o acordo com a Boeing não der certo. Veja mais clicando aqui.

Vale destacar que, em entrevista ao Estadão, o professor da Universidade de Cambridge  Ha-Joon Chang, que se tornou famoso globalmente por seu livro Chutando a Escada, em que defende que países ricos já adotaram medidas protecionistas e agora tentam impedir os emergentes de fazerem o mesmo, defende que o Brasil mantenha o controle da Embraer. Chang diz que o Brasil perderá capacidade tecnológica se a Embraer for vendida para a Boeing e vê falhas no modelo de protecionismo que já foi adotado no País por não ter implementado garantias de aumento de produtividade. 

CSN (CSNA3, R$ 10,22, +2,71%) e Usiminas (USIM5, R$ 10,25, +1,08%)
De acordo com a Coluna do Broad, do Estadão, a venda da fatia detida pela CSN na Usiminas tem chances de, enfim, ocorrer. Os bancos de investimento – Bank of America Merril Lynch e Morgan Stanley são os mais “vocais” nesse processo – estão sondando investidores para destravar esse negócio até o fim desta semana, em uma venda de um “block trade”, ou seja, em um leilão agendado na B3.

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A CSN possui cerca de 14% das ações com direito a voto de sua concorrente mineira e 20% dos papéis preferenciais, que foram adquiridos em bolsa de valores em 2011, quando Steinbruch mirava a compra de uma participação dentro do bloco de controle da Usiminas.

Além de ajudar a sanear a CSN, que está atolada em dívidas, a venda dessa fatia é uma exigência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que identificou problemas concorrenciais. Na agenda da CSN para esta semana ainda está previsto um acordo com seus principais bancos credores, para alongamento de cerca de R$ 14 bilhões em dívidas. Procurada, a CSN não comentou. 

Gerdau (GGBR4, R$ 14,03, +0,57%)
Ainda sobre siderúrgicas, o conselho de administração da Gerdau aprovou a recompra de até 10 milhões de ações preferenciais ou recibo de ações (ADRs). Elas representam cerca de 0,96% do total em circulação, de 1,040 bilhão de ações. O prazo para aquisição vai de 9 de janeiro até 9 de abril de 2018 e as operações serão realizadas na B3 e na bolsa de Nova York pelas corretoras do Itaú, Bradesco e Merrill Lynch, Pierce, Fenner & Smith.  

Vale (VALE3, R$ 43,07, -0,37%)
As ações da Vale, após abrirem com ganhos seguindo o dia de ânimo para o minério de ferro, com a commodity negociado em Dalian registrando alta de 3,51%, a 560,5 iuanes, operam praticamente estáveis. 

Ainda em destaque, foi anunciada na véspera a conclusão da venda da Vale Fertilizantes para a Mosaic, conforme havia anunciado em fato relevante de 2 de janeiro. Na ocasião, a Vale informou que alguns ajustes finais tinham sido realizados nos termos e condições da transação. A Vale decidiu reter participação acionária no terminal portuário Tiplam, no Porto de Santos, da VLI, que anteriormente estava incluída na transação.

 A Vale receberá cerca de US$ 1,15 bilhão mais 34,2 milhões de ações da Mosaic, representando 8,9% do capital total da Mosaic após a emissão de ações. Anteriormente, a transação tinha um valor estimado de US$ 2,5 bilhões, metade em dinheiro e metade em ações. A Mosaic também divulgou nota informando a conclusão da operação. Conforme o comunicado, Luciano Siani Pires, diretor Financeiro da Vale desde 2012, foi eleito membro do conselho de administração da Mosaic.

Em nota, a Vale disse que a transação contribuirá para a redução da dívida da empresa e para a "simplificação do portfólio de ativos".

Petrobras (PETR3, R$ 18,12, 0,00%;PETR4, R$ 17,03, 0,00%)
As ações da Petrobras ficaram estáveis em dia de ganhos para o petróleo. O WTI fechou negociado a US$ 62,89 o barril, com ganhos de 1,88%, enquanto o brent ficou negociado em alta de 1,40%, a US$ 68,73. 

No radar da companhia, a estatal comunicou acidente na P-32 com um ferido. Um técnico de manutenção sofreu queimaduras nas mãos e no pescoço, em consequência de acidente durante manutenção preventiva elétrica do painel de controle de um guindaste da unidade P-32, no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, disse a estatal em comunicado.

Após primeiros socorros a bordo da plataforma, o trabalhador foi encaminhado a um hospital de Macaé, onde permanece em observação médica e passa bem. A companhia acompanha o estado de saúde do técnico e está prestando assistência necessária. Os órgãos de controle foram comunicados e não houve danos ao meio ambiente; a produção da plataforma segue normal. 

Por fim, a Petrobras anunciou a elevação do preço da gasolina em 0,7% e redução do preço do diesel em 0,2%, válido para as refinarias a partir de quarta-feira. 

Eletrobras (ELET3, R$ 17,65, -3,97%; ELET6, R$ 20,40, -4,23%)
As ações da Eletrobras registraram baixa forte nesta sessão. Nos últimos dias, foram destaques notícias apontando dificuldades em privatizar a companhia, avaliação essa reforçada por Elena Landau, ex-presidente do Conselho da estatal. A economista apontou ao jornal Valor que a privatização da Eletrobras é "muito difícil" de ocorrer ainda neste ano, segundo a economista Elena Landau, que vê um cenário politicamente contaminado e falta de comando no governo para avançar com o assunto. "Perdemos o momento favorável", avalia a ex-presidente do conselho de administração da estatal.

Para ela, tudo indica que a transferência de controle acionário ao setor privado - por meio de um aumento de capital sem a participação da União - ficará para 2019. "Não quero dizer que acabou, já fizemos privatizações até em ano eleitoral, mas acho muito difícil".

Destaque ainda para notícia do mesmo jornal apontando para mais obstáculos para a privatização. Segundo a publicação, o endividamento das distribuidoras da Eletrobras colocou a companhia em uma situação complicada e, com isso, pode acontecer que apenas parte das seis concessionárias tenham sucesso na privatização.

CVC Brasil (CVCB3, R$ 50,08, +1,11%)
A CVC registrou um aumento de 12,4% nas reservas no quarto trimestre de 2017 na comparação com o terceiro trimestre, totalizando R$ 2,7 bilhões nos últimos três meses do ano. Em 2017, o montante de reservas foi de R$ 10,2 bilhões. 

Caso seja considerado apenas o segmento de lazer (CVC e Visual), o incremento foi de 12,8% no ano, totalizando R$ 6,3 bilhões. O destaque ficou por conta do corporativo (Rextur Advance + Trend), com reservas confirmadas de R$ 3,3 bilhões, alta de 19,5% em relação ao ano passado. 

De acordo com o BTG Pactual, os números foram positivos e os analistas do banco seguem com visão positiva para o case,  dadas as sinergias a serem capturadas pelas aquisições recentes e um cenário macroeconômico mais benigno em 2018. 

Gol (GOLL4, R$ 15,32, -2,42%)
A Gol divulgou seus resultados prévios de tráfego referentes a dezembro, ao último trimestre e a todo o ano de 2017. No quarto trimestre, a taxa de ocupação dos voos oferecidos pela companhia aérea fechou em 80,9%, ante 77,6% do mesmo período de 2016. Em dezembro, a taxa ficou em 81%, ante 79% em dezembro do ano anterior, e em 12 meses, o indicador ficou em 79,7%, ante 77,5% em 2016.

No quarto trimestre, a oferta de assentos, representada pela sigla ASK, cresceu 3,5%, enquanto o indicador de demanda (RPK) avançou 7,8% na comparação anual. Em dezembro, a ASK avançou 5,5%, enquanto a RPK subiu 8,2%. Em 2017, a oferta cresceu 0,8%, ante aumento de 3,6% na demanda. O número total de passageiros transportados pela Gol no quarto trimestre cresceu 6,9%. Em dezembro, esse número aumentou 6,3%, e em 2017, ficou praticamente estável (+0,4%).

Entre outubro e dezembro, a melhora na taxa de ocupação foi impulsionada pelo mercado doméstico, com aumento de 3,7 pontos porcentuais, para 81,6%. Em dezembro, o indicador cresceu 1,9 ponto, para 81,4%. Já em todo o ano a ocupação foi de 80,2% nos voos dentro do Brasil, ante 77,9% em 2016.

No mercado local, a demanda cresceu 7,7% no trimestre, ante avanço de 2,8% da oferta. Em dezembro, a RPK subiu 7% ante 4,5% de avanço da ASK. Em 2017, houve aumento de 3,7% da demanda por voos domésticos, ante crescimento de 0,9% da oferta.

Nas rotas internacionais, a taxa de ocupação caiu no quarto trimestre, de 75,6% para 75,1% na comparação anual. Em dezembro, houve aumento de 3,2 pontos, para 77,2%. No ano de 2017, os voos para fora do Brasil fecharam com ocupação de 76%, ante 74,6% em 2016.

Nos últimos três meses do ano passado, a demanda cresceu 8,7% nos voos internacionais, ante avanço de 9,4% da oferta. Em dezembro, os crescimentos foram de 19,3% e 14,5%, respectivamente. Em 2017, a demanda cresceu 2,1%, ante oferta praticamente estável (+0,2%).

Em relação à pontualidade dos voos, a Gol registrou piora no quarto trimestre, passando de 94% para 92,5%. Em 2017, esse indicador ficou praticamente estável em 94,7%. Em dezembro, caiu de 93,8% para 90,6%.

Fibria (FIBR3, R$ 49,77, +1,57%) e Suzano (SUZB3, R$ 19,30, +1,05%)
As ações de Fibria e Suzano têm um novo dia de alta, sendo destaques de ganhos do Ibovespa. Em destaque, estão os preços da celulose na Europa e na China, que continuam a subir. Na China, o preço da celulose subiu em US$ 3 a tonelada, a US$ 759 a tonelada, enquanto o preço na Europa também teve alta. Em dois pregões, a Fibria já subiu 4% e a CSN teve ganhos de 3%. 

"Acreditamos que os preços da celulose continuarão a ganhar impulso em decorrência da contínua demanda saudável na China e em outras regiões", apontam os analistas do Bradesco BBI. 

BRF (BRFS3, R$ 39,85, +0,38%)
As ações da BRF têm um dia de leves ganhos na bolsa no dia em que anunciou a sua nova marca de alimentos, a Kidelli.  Alexandre Almeida, vice-presidente de operações do Brasil da empresa, afirmou que a Kidelli não competirá com as marcas Sadia e Perdigão. 

Segundo Almeida, a nova marca terá preços em torno de 15% abaixo da média do mercado e ajudará a reduzir a capacidade ociosa da BRF. Inicialmente, a Kidelli terá 14 produtos e atuará em nove categorias, entre elas, presuntos, empanados, mortadela, linguiças e hambúrguer, feitos a partir de "excedentes de matéria-prima" da Sadia e da Perdigão. O executivo explica que essas sobras são "compostos de pedaços nobres" que eram vendidos para outras empresas dentro e fora do Brasil. Em teleconferência com jornalistas, o executivo explicou que a terceira marca de alimentos da BRF atuará em um segmento responsável por mais de 30% das vendas de alimentos processados no país. 

(Com Agência Estado)

 

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