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Ibovespa salta 2% no primeiro pregão do ano e tem o maior fechamento da história

Juros futuros recuam após presidente do BC afirmar que há possibilidade de seguir cortando os juros sem a aprovação da reforma da Previdência

ações

SÃO PAULO - No primeiro pregão do ano, o Ibovespa subiu forte e renovou seu maior fechamento da história nesta terça-feira (2), refletindo a alta dos principais ADRs (American Depositary Receipt) em Nova York na última sexta-feira (29) e os dados surpreendentes da indústria chinesa em dezembro. Além disso, vale destacar a queda dos juros futuros após fala do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, sobre o rumo da Selic.

O benchmark da bolsa brasileira fechou com alta de 1,95%, aos 77.891 pontos, ficando quase 1.000 pontos acima do antigo recorde, marcado em 13 de outubro do ano passado, quando fechou a 76.990 pontos. A máxima intraday, porém, ainda está mais distante, com os 78.024 pontos atingidos em 5 de outubro. O volume financeiro ficou em R$ 7,987 bilhões.

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O índice Brazil Titans 20, que reúne os principais ADRs de empresas nacionais negociados em Wall Street, fechou o último pregão de 2017 em alta de 0,34%, aos 22.690 pontos, guiado pela valorização dos ativos da Petrobras e dos bancos. Com isso, o índice fechou o último ano com ganhos de 21,05%.

Além de acompanhar o desempenho dos principais ADRs, o índice é impulsionado pelo resultado acima do esperado da indústria chinesa em dezembro. O PMI (Índice dos Gerente de Compras) elaborado pela Caixin subiu de 50,8 novembro para 51,5 no último mês, enquanto o mercado esperava 50,7 na passagem mensal, com subíndices apontando melhora das encomendas e exportações.

Em meio ao cenário de menor aversão ao risco, os juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 registraram baixa de 6 pontos-base, aos 6,81%, enquanto os contratos com vencimento em janeiro de 2021 recuaram 19 pontos, cotados a 8,88%, refletindo também a entrevista do presidente do BC, Ilan Goldfajn, para a rádio Jovem Pan na manhã desta terça-feira, quando disse que há possibilidade de seguir cortando os juros sem a aprovação da reforma da Previdência.

No mesmo momento, o dólar futuro com vencimento em janeiro registrava desvalorização de 1,74%, aos R$ 3,272, acionando venda ao perder um importante suporte (veja mais aqui). Enquanto isso, o dólar comercial fechou com queda de 1,64%, cotado a R$ 3,2601 na venda.

Destaques do mercado
Do lado positivo, destaques para as ações da Gerdau (GGBR4), que subiram mais de 4% após a empresa acertar a venda de fábricas de vergalhões de aço nos EUA para a Commercial Metals por US$ 600 milhões. Na outra ponta, os papéis da Lojas Americanas (LAME4) corrigiram os ganhos de 7% na última semana.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 9,60 +5,49 +5,49 131,39M
 GGBR4 GERDAU PN 12,97 +4,77 +4,77 108,86M
 GOAU4 GERDAU MET PN 6,05 +4,49 +4,49 117,53M
 WEGE3 WEG ON 25,02 +3,77 +3,77 45,59M
 VALE3 VALE ON EJ 41,72 +3,63 +3,63 533,27M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ELET6 ELETROBRAS PNB 21,84 -3,79 -3,79 28,19M
 ELET3 ELETROBRAS ON 18,79 -2,84 -2,84 52,00M
 LAME4 LOJAS AMERICPN 16,60 -2,64 -2,64 295,03M
 BRML3 BR MALLS PARON 12,40 -2,59 -2,59 84,57M
 NATU3 NATURA ON EJ 32,30 -2,30 -2,30 38,17M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN 16,55 +2,80 549,61M 523,05M 40.658 
 VALE3 VALE ON EJ 41,72 +3,63 533,27M 637,91M 28.918 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED 43,74 +2,76 436,11M 514,94M 30.606 
 BBAS3 BRASIL ON 32,93 +3,49 297,34M 254,53M 22.492 
 LAME4 LOJAS AMERICPN 16,60 -2,64 295,03M 70,02M 26.919 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 34,60 +2,22 289,99M 308,57M 21.441 
 ABEV3 AMBEV S/A ON EJ 21,69 +1,93 244,97M 283,39M 33.443 
 BVMF3 B3 ON EJ 22,91 +0,57 215,63M 213,94M 34.270 
 MGLU3 MAGAZ LUIZA ON EJ 79,30 -1,15 149,63M 130,51M 7.380 
 ITSA4 ITAUSA PN EJ 11,03 +1,94 139,64M 154,93M 21.512 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Agenda de indicadores da semana
Na quarta-feira (3), será apresentado um dos dados mais importantes da semana, a ata do Fomc, que deve trazer mais detalhes sobre os futuros planos do Federal Reserve após a alta de juros em dezembro. A sexta-feira (5) será o dia mais agitado deste começo de ano, com destaque, no Brasil, para os dados de produção industrial e ao Relatório de Emprego nos EUA, com expectativa de criação de 188 mil postos de trabalho em dezembro.

Noticiário político
O ano das eleições presidenciais, que já estão há meses no radar de Brasília e dos mercados, finalmente chegou, com já um grande evento para ser monitorado neste mês: o julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula, que pode culminar com o seu impedimento para concorrer à presidência. Enquanto o julgamento não chega, destaque para a notícia da coluna Painel, da Folha, destacando os conselhos de integrantes da executiva nacional do PT a Lula. Segundo eles, o ex-presidente deve se reaproximar do empresariado nacional.

A mesma coluna apontou ainda que, mesmo tendo negado candidatura à presidência, o apresentador de TV Luciano Huck teve uma reunião em dezembro com o diretor do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, quando pediu que seu nome não seja excluído das pesquisas de intenção de voto. O apresentador teria dito que, para o Agora!, movimento do qual participa e que prega renovação política, nenhum nome de centro conseguiu se firmar como opção viável para o Planalto.

Por fim, atenção ainda para a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao jornal O Estado de S. Paulo. Segundo ele, o governador Geraldo Alckmin ainda precisa provar ser capaz de aglutinar o centro do espectro político e de “transmitir uma mensagem” aos brasileiros para se viabilizar como candidato do PSDB e de seus aliados ao Palácio do Planalto neste ano. O tucano foi enfático ao defender Alckmin, mas avaliou que, caso ele não cumpra essas tarefas, os tucanos podem apoiar outro nome para evitar a fragmentação do centro, hoje reunido em torno das bandeiras do governo.

 

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