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"Dia D" para a recuperação judicial da Oi; Petrobras, Vale e mais destaques no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (19)

Oi - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta terça-feira tem como grande destaque a assembleia de credores da Oi, além de notícias sobre a Petrobras e a Vale. Confira no que se atentar nesta terça-feira (19):

Oi (OIBR4)
Depois de protagonizar o maior pedido de recuperação judicial da história brasileira, a Oi tenta concluir a batalha que travou nos últimos 18 meses com os credores na
assembleia marcada para esta terça-feira às 11h. A Oi teve de adiar a assembleia pelo menos 3 vezes desde a primeira data reservada no Riocentro, em outubro, por decisões da Justiça. Estarão reunidos no local 4.000 credores. 

Do total de 55.000 credores, Oi já acertou as contas com 30.000 com os quais tinha dívidas de até R$ 50.000 cada.  Já as negociações com os grandes credores não foram tão fáceis, exigindo um ano e meio de idas e vindas entre credores,
acionistas e o governo.

Segundo O Globo, assembleia de credores da Oi tem disputa até o último minuto. A Advocacia-Geral da União (AGU) recomendou, por escrito, à Anatel que vote contra o plano de recuperação judicial da empresa. Já o BNDES votará a favor do plano de recuperação da Oi, segundo o colunista Lauro Jardim, do mesmo jornal. 

Vale (VALE3)
A Vale disse em comunicado que greve em operações de carvão em Moçambique é ilegal.  Trabalhadores iniciaram mobilização em 15 de dezembro após a remoção do 14º salário, mudanças estas que foram "legalmente negociadas durante o acordo
coletivo trabalhista em 2015”. Segundo a mineradora,  ela elevou salários em 15,6% em 2017, mantendo pagamento do 13º salário. “Esse ato é ilegal e todos os empregados devem retornar ao trabalho", segundo o comunicado. 

Ainda sobre a companhia, o presidente Michel Temer sancionou texto aprovado pelo Congresso que aumentou os royalties para a produção de minério de ferro, principal produto do setor de mineração do Brasil, de acordo com publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira.

Pelo texto, o minério de ferro passará a ter alíquota de 3,5%, ante 2% previamente, o que causou queixa à Vale.  

 

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras deu início a fase vinculante do processo de alienação integral de sua participação acionária na raucária Nitrogenados (Ansa) e de sua Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), segundo comunicado.

Os interessados habilitados na fase anterior receberão cartas-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para realização de due diligence e para envio das propostas vinculantes.

AES Tietê (TIET11)
A AES Tietê prevê investir cerca de R$ 280 milhões em AGV Solar. Complexo Solar Água Vermelha, ou AGV Solar, será construída no Estado de São Paulo com capacidade instalada de 94 MWp (75 MWac) e início do desembolso do investimento total estimado está previsto para 2º semetre de 2018, em conjunto com a construção do Complexo Solar Boa Hora, segundo comunicado. A capacidade de geração certificada da AGV Solar é de aproximadamente 28%. 

Na segunda-feira, a AES Tietê obteve no 25º Leilão de Energia Nova A-4/2017 o direito de comercializar, no mercado regulado, energia a ser gerada por AGV Solar. A  AGV Solar possui garantia física de 19,8 MWm de energia contratada por 20 anos, ao preço médio de R$ 145,96/MWh, com reajuste anual pelo IPCA. A energia gerada acima da garantia física será comercializada no mercado de curto prazo. A participação no leilão segue estratégia da companhia de “crescimento e diversificação de, até 2020, compor 50% de seu Ebitda com fontes não hidráulicas com contratos de compra e venda de energia elétrica de longo prazo”, diz AES Tietê no comunicado.

Renova (RNEW11)
Segundo a Coluna do Broad, do Estadão, a  Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já abriu dois processos administrativos relacionados à proposta do fundo canadense Brookfield para ficar com o controle da empresa do setor de energia Renova. A operação acabou gerando muitas dúvidas entre os acionistas minoritários da companhia. Um dos processos foi instaurado pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) e trata do aumento de capital incluído na proposta. O outro veio da Superintendência de Registro (SRE) e diz respeito à eventual oferta pública de aquisição ações (OPA) por alienação de controle.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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