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Fazenda vence queda de braço na Eletrobras, MRV volta à renda média, acordo sobre planos econômicos e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (12)

Eletrobras 05
(Divulgação/Eletrobras)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo tem como destaque o novo processo que a CVM abriu contra Wesley Batista, a vitória da Fazenda dentro da Eletrobras, a LPS Brasil rebaixada pelo Itaú BBA, entre outros destaques. Confira no que se atentar:

Eletrobras (ELET3;ELET6)
Segundo o Valor Econômico, a equipe econômica venceu uma queda de braço dentro do governo e conseguiu mudar um ponto sensível do projeto de lei de privatização da Eletrobras. Por pressão da Fazenda, que contestou as orientações iniciais do Planalto, foi retirado um artigo que mantinha a prerrogativa da União em indicar o futuro presidente do conselho de administração da empresa - mesmo depois da transferência do controle para o setor privado. 

MRV (MRVE3)
A MRV Engenharia e Participações anunciou que voltará a lançar no segmento de média renda, devido à melhora na economia. "Sempre atenta às oportunidades e tendências do mercado,(a MRV) voltará a lançar no segmento de média renda", disse a empresa em comunicado, acrescentando que "com o aumento da confiança" pretende investir mais na Linha Premium. A companhia faz nesta terça-feira um encontro com investidores e analistas, quando deve dar maiores detalhes sobre os planos.

"Mantemos a recomendação de compra para as ações MRVE3 para investidores com perfil de longo prazo e também para investidores com perfil de dividendos, já que a expectativa de dividend yield para 2018 é de 6,7% neste atual patamar de preços", aponta a XP Investimentos. Vale destacar que, nesta terça, acontece o MRV Day. 

Bancos
Segundo o Estadão, uma disputa de cerca de três décadas finalmente será encerrada na Justiça brasileira. Representantes de poupadores e bancos chegaram ontem a um consenso sobre o pagamento de perdas ocorridas na caderneta de poupança em função dos planos econômicos das décadas de 80 e 90. Fontes ouvidas pelo jornal confirmaram que o acordo, que vinha sendo intermediado desde o ano passado pela Advocacia-Geral da União (AGU), foi assinado pelas partes na noite de ontem.

Com a assinatura, o acordo depende agora apenas da homologação do Supremo Tribunal Federal para começar a valer. Os pagamentos, que ultrapassam os R$ 10 bilhões, devem começar logo após a homologação. 

Representantes do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e da Frente Nacional pelos Poupadores (Febrapo), que negociaram em nome dos poupadores, estiveram reunidos ontem o dia todo com os representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O encontro, que contou com a presença do presidente da Febraban, Murilo Portugal, resolveu as últimas pendências entre as partes.

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras anunciou a elevação em 1,1% do preço da gasolina e de 1% do diesel, com preços válidos a partir de quarta-feira (13). A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

LPS Brasil (LPSB3)
O Itaú BBA revisou sua recomendação para a LPS Brasil para underperform e rolou o preço-alvo de R$ 4,30 em 2017 para R$ 5,40 em 2018. De acordo com os analistas do banco, é esperado que a empresa tenha uma significativa recuperação das vendas à frente, apoiada por uma aceleração dos lançamentos e melhora das perspectivas de demanda de moradias. No entanto, a avaliação atual da ação já incorpora uma recuperação um tanto alta, deixando o upside limitado neste momento.

Fleury (FLRY3)
O Itaú BBA rolou o preço-alvo para Fleury de R$ 33 em 2017 para R$ 32,40 em 2018, mantendo recomendação outperform. Os analistas destacam que há uma preocupação sobre a expansão da receita da companhia em meio as mais fracas vendas nas mesmas lojas, enquanto a inflação mais baixa deve contribuir para a desaceleração da receita. Contudo, a recomendação segue de compra.  

ABC Brasil (ABCB4)
O BTG Pactual manteve recomendação de compra para os ativos da ABC Brasil, com um preço-alvo de R$ 19, destacando que a instituição financeira está bem posicionada para crescer e as provisões devem cair em 2018. 

Siderúrgicas
Segundo o Broadcast, Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3)estão na reta final das negociações com as montadoras para a alta dos preços do aço para 2018. O aumento deverá ser da ordem de 25%, conforme o almejado, e será aplicado a partir do início do ano. Em 2017, as siderúrgicas subiram seus preços entre 25% e 28%. Procurada, a Usiminas disse que mantém sua posição para um reajuste de 25% e esclarece, ainda, que as negociações com cada cliente seguem normalmente. Já a CSN não comentou.

Oi (OIBR4)
Segundo o Valor Econômico, os credores da Oi poderão ficar com até 90% do capital da companhia, conforme o novo plano de recuperação que a companhia deve levar à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Na segunda-feira (11), a Oi assinou com o maior grupo privado de credores, detentores de R$ 22 bilhões em dívidas com bonds e agências internacionais de fomento, o apoio ao novo plano.

JBS (JBSS3)
 A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou na segunda-feira (11) abriu na última sexta um novo processo administrativo contra a JBS, Seara, Eldorado e o empresário Wesley Batista. Este novo processo investiga a compra de dólares pelo frigorífico no mercado futuro, dias antes da divulgação da notícia de que seus executivos fizeram delação premiada.

Segundo comunicado, Wesley Batista é investigado "por ter ordenado a compra de contratos derivativos de dólar com uso de práticas não equitativas" em nome da JBS, Eldorado e Seara. O executivo era presidente da JBS na época. As três empresas são investigadas por terem se beneficiado da compra de dólar.

Vale destacar que este processo é sancionador, em uma etapa mais À frente das investigações, no qual a acusação é formulada contra empresas e seus administradores ou acionistas. Antes disso, a CVM abre um processo administrativo e um inquérito dentro do órgão. Ao todo, a CVM tem 12 processos em curso contra a JBS e seus acionistas.

Locamerica (LCAM3)
A Locamerica vai emitir R$ 118 milhões em notas comerciais, a CDI + 1,40%. Os recursos obtidos com a emissão serão utilizados para reforço de caixa, diz companhia em comunicado ao mercado. O prazo é de até 4 anos. 

BR Properties (BRPR3)
O Conselho de Administração da BR Properties aprovou a emissão de R$ 250 milhões em debêntures. A oitava emissão de debêntures terá juros de 121,50% do CDI, segundo comunicado ao mercado, com vencimento de 20 de dezembro de 2021. A data de emissão será em 20 de dezembro. A oferta é para investidores qualificados e os recursos serão integralmente utilizados para o reforço de caixa.

Somos Educação (SEDU3)
A Somos Educação informou que a compra de escolas de ensino básico é parte da estratégia e que permanece aberta a alternativas de financiamento que possam viabilizar o plano de aquisição de escolas por meio de recursos próprios ou parceria com terceiros, segundo comunicado ao mercado esclarecendo notícias da mídia. A Somos também diz que não há negociação com Kroton ou outro terceiro envolvendo a alienação da companhia ou de seu controle. Em 8 de dezembro, o Valor Econômico disse em 8 de dezembro que Somos deve desistir de venda de fatia do negócio de colégios e que Kroton fez duas propostas para comprar o grupo.

PetroRio (PRIO3)
A PetroRio convocou AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para decidir sobre recompra de 1 milhão de ações. A assembleia será realizada em 22 de dezembro às 16h, segundo comunicado ao mercado. A proposta de recompra no prazo de 18 meses para manutenção das ações em tesouraria, cancelamento ou posterior alienação.

São Martinho (SMTO3)
Na São Martinho, o Conselho de Administração aprovou o financiamento com o BNDES de R$ 135 milhões. 

 

 

 

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