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Itaú lucra R$ 6,25 bi, Cielo tem lucro de R$ 1 bi e outros 6 balanços; Embraer rebaixada de novo e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (31) 

Banco Itaú - Bloomberg

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é bastante movimentado, com destaque para os resultados de Itaú Unibanco, Cielo, Multiplan, M.Dias Branco, entre outras companhias. Além disso, a Braskem disse que não foi abordada pela LyondellBasell sobre proposta de aquisição. Confira mais destaques desta terça-feira (31):

Itaú Unibanco (ITUB4)
O Itaú Unibanco reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,25 bilhões no terceiro trimestre deste ano, superando em 1,1% as expectativas compiladas pela Bloomberg, que apontavam lucro de R$ 6,18 bilhões. O resultado ficou 11,7% acima dos R$ 5,60 bilhões registrados um ano antes.

O lucro foi influenciado, conforme explica o banco, pela melhora no custo do crédito, reflexo de menores gastos com provisões para devedores duvidosos, e maiores ganhos com receitas de serviços e tarifas. Já do lado negativo, a instituição destaca menores margens com clientes, impactadas pela redução dos juros, limitação de uso do crédito rotativo e eventos não recorrentes como operações estruturadas de clientes do atacado e maiores ganhos com derivativos comerciais de nossa operação na América Latina.

O ROAE (Retorno Médio Sobre o Patrimônio) do Itaú no período entre julho e setembro ficou em 21,6%, acima dos 19,9% do mesmo período de 2016.  A margem operacional, por sua vez, teve alta de 3,1% em um ano, para R$ 22,67 bilhões. Os ativos totais da instituição fecharam em R$ 1,47 trilhão. 

As receitas de prestação de serviços cresceram 6,8%, para R$ 8,358 bilhões, enquanto as despesas com provisões para devedores duvidosos caíram para R$ 4,28 bilhões, com a taxa de inadimplência caindo de 3,9% em setembro do ano passado, para atuais 3,2%.

A carteira de crédito total fechou setembro em R$ 575,2 bilhões, uma queda de 4,9% sobre um ano antes, quando era de R$ 605,1 bilhões. Pessoas físicas tiveram queda de 1,4%, com o pior desempenho ficando para o crédito de veículos, que recuou 12,7%. A carteira de crédito pessoal caiu 6,9% e consignado recuou 2,3%. Já o crédito imobiliário e o de cartão de crédito foram os únicos que subiram: 2,5% e 2,6%, respectivamente.

O Itaú publicou ainda lucro líquido de R$ 6,077 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 12,7% em relação ao mesmo intervalo de 2016, de R$ 5,394 bilhões. Em comparação com o segundo trimestre deste ano, que era de R$ 6,014 bilhões, teve alta de 1,0%.

As principais diferenças entre o lucro líquido e o resultado recorrente, conforme explica o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, foram R$ 155 milhões obtidos com a venda de ações detidas no ressegurador IRB Brasil Re, que abriu capital na bolsa; efeito de R$ 125 milhões em amortização de ágio de aquisições feito pelo banco; ajustes de R$ 137 milhões no valor de ativos (principalmente relacionados à tecnologia); provisões para planos econômicos no valor de R$ 61 milhões e outros.

De acordo com o BTG Pactual, o Itaú reportou bons resultados, mas em linha na maior parte dos números. Os analistas do banco reiteraram a recomendação de compra, rolando o preço-alvo para 2018, que passou de R$ 42 para R$ 50. 

Já segundo os analistas do Credit Suisse, a qualidade do lucro do Itaú foi mais positiva. Os analistas destacaram a queda sequencial de ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) por causa das margens menores com o impacto negativo da Selic, volume de crédito menor e um resultado menor das operações estruturadas no Brasil e derivativos no restante da América Latina. Por outro lado, a qualidade do ativo melhorou, a receita de taxa de serviços subiu 6.8% na base de comparação anual. O banco ainda mostrou bom controle de custo (queda do opex de 7.7% na base de comparação anual), enquanto a taxa de inadimplência de 90 dias ficou estável em 3.2%, resultado de uma melhora no segmento de pequenas e médias empresas (queda de 20 pontos-base) e pessoa física (baixa de 10 pontos-base). Já  as despesas com provisão caíram 11% na comparação trimestral.

Os analistas afirmam não acreditar que o resultado deva levar a uma revisão dos números do mercado, uma vez que eles já estão otimistas para 2018, seguindo com recomendação neutra para o ativo.

Multiplan (MULT3)
A Multiplan, dona de 18 shopping centers no País, teve lucro líquido de R$ 75,552 milhões no terceiro trimestre de 2017. Esse montante representa crescimento de 30,2% em relação ao mesmo período de 2016, conforme balanço publicado nesta segunda-feira, 30, pela companhia. No acumulado do ano, o lucro líquido da Multiplan chegou a R$ 234,368 milhões, um aumento de 3,3%.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 181,078 milhões no terceiro trimestre, recuo de 1,8%. No ano, totalizou R$ 580,653 milhões, alta de 0,4%.

O Ebitda ajustado, sem a conta de remuneração baseada em ações, somou R$ 205,608 milhões, crescimento de 7,3%. No ano, totalizou R$ 634,644 milhões, avanço de 6,2%. A receita operacional líquida atingiu R$ 291,297 milhões no terceiro trimestre, expansão de 7,9%. No ano, alcançou R$ 853,564 milhões, aumento de 4,3%.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) ajustado atingiu R$ 145,453 milhões, crescimento de 41,1%. No ano, foi de R$ 427,997 milhões, alta de 15,7%.

As vendas em mesmas lojas alcançaram um crescimento robusto, dizem analistas do Itaú BBA em relatório. Os resultados operacionais, no entanto, foram afetados pelos serviços de consultoria, derrubando a margem Ebitda para 69,7% (ante 75,2% no segundo trimestre). O Credit Suisse também destacou o forte avanço na venda em mesmas lojas, apontando que mesmo com uma menor relevância do FGTS, fica reforçada a tese de recuperação econômica, especialmente para os portfólios de maior qualidade.

"Na nossa visão a Multiplan deve conseguir novamente entregar maior vendas nas mesmas lojas dentro da nossa cobertura. Ela já indica que está conseguindo capturar algum crescimento real em aluguéis, o que nos impressiona bastante. Olhando para o valuation, justificamos o nosso neutro por acreditar que o valuation atual deixa pouco espaço para alguma volatilidade nas taxas de juros longas em função das eleições do ano que vem", apontam os analistas.

Cielo (CIEL3)
A Cielo anunciou que teve lucro líquido de R$ 1,017 bilhão no terceiro trimestre, alta de 0,8% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 2,93 bilhões, número 4,3% menor do que o registrado no terceiro trimestre de 2016.

Já o resultado da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês), somou R$ 1,298 bilhão de julho a setembro, queda de 6,1% ano a ano.

As vendas consolidadas caíram 4%, em linha com as estimativas do Itaú BBA, dizem analistas em relatório. Cateno, setor de pré-pagamentos e dinâmica de custos foram pontos positivos. O Credit Suisse também destacou resultados melhores do que o esperado, apontando volumes bastante fortes (alta de 11,3% na base de comparação anual) e receita pré-pagamento 4,5% acima da estimativa dos analistas do banco. 

M. Dias Branco (MDIA3)
A M.Dias Branco registrou lucro líquido de R$ 253,6 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a receita da companhia passou de R$ 1,446 bilhão para R$ 1,469 bilhão, alta de 1,6%.

O lucro acabou impactado, principalmente, pela redução no resultado operacional, que caiu 8,7%, para R$ 258,7 milhões. Segundo a companhia, a piora em sua lucratividade foi consequência também dos maiores investimentos em marketing, que fizeram com que a linha de despesas com vendas aumentasse em 17%, para R$ 283,3 milhões.

O destaque do trimestre foram os gastos com vendas, 3% menor do que o esperado pelo Bradesco BBI, dizem analistas em relatório. A companhia continua a liderar a indústria de biscoitos, com crescimento em volume e em preços. 

SulAmérica (SULA11)
A SulAmérica registrou lucro líquido após participação de não controladores de R$ 151,4 milhões no terceiro trimestre, elevação de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado, de R$ 148,3 milhões. No comparativo trimestral, quando somou R$ 80,6 milhões, foi identificado incremento de 87,8%.

 “O bom desempenho operacional no trimestre, combinado com a adequada gestão das despesas administrativas, mais do que compensou a já esperada menor contribuição do resultado financeiro decorrente da redução da taxa básica de juros (Selic)”, destaca o presidente da seguradora, Gabriel Portella, em relatório que acompanha as demonstrações financeiras da companhia.

O resultado financeiro da SulAmérica foi a R$ 200,9 milhões no terceiro trimestre, queda de 15,8% em um ano. No comparativo trimestral, o recuo foi menor, de 5,5%. Os prêmios e receitas da seguradora alcançaram R$ 4,781 bilhões de julho a setembro, montante 7,6% maior ante um ano e de 9,7% em relação ao trimestre anterior. O empurrão veio, principalmente, do ramo de saúde e odontologia, que respondem pela maior parte do faturamento da companhia, com aumento de 13,1% e 8,0%, respectivamente.

“Mantivemos bons níveis de retenção e de vendas novas (no segmento de saúde), com aplicação de reajustes necessários para a manutenção do equilíbrio econômico das apólices, o que levou ao crescimento de receitas em todas as carteiras de planos coletivos”, explica Portella, em relatório. O índice de sinistralidade da SulAmérica apresentou melhora de 0,6 ponto porcentual (p.p.) no terceiro trimestre ante um ano, para 76,3%. Em relação aos três meses anteriores, houve melhora de 4,5 p.p.. Como consequência, o índice combinado, que mede a eficiência operacional das seguradoras, foi a 99,1% ao final de setembro, melhora de 0,7 p.p. e de 3,9 p.p., nesta ordem. Neste caso, quanto menor, melhor. Acima de 100% indica prejuízo da operação.

O presidente da SulAmérica explica, em relatório, que o segmento de automóveis segue mostrando “importante recuperação na sinistralidade” apesar da elevação na frequência de roubo e furto de veículos em várias regiões do Brasil. “Esse desempenho é fruto do aprimoramento de nossa política de subscrição adequada ao nível de risco crescente dos últimos ciclos que, ainda que impacte o crescimento em um primeiro momento, traz necessária recuperação para a rentabilidade dessa carteira”, justifica o executivo. O retorno recorrente (ROAE, na sigla em inglês) da SulAmérica foi a 13,1% ao final de setembro ante 13,5% em junho e 13,7% um ano antes.

Transmissão Paulista (TRPL4)
A Transmissão Paulista somou um lucro atribuível aos acionistas de R$ 450 milhões, 90% menor frente os R$ 4,5 bilhões do terceiro trimestre de 2016. Vale destacar que o lucro de 2016 foi afetado pelo reconhecimento contábil das indenizações por ativos antigos de transmissão a que a companhia tem o direito de receber pelos próximos oito anos. Tirando o efeito da indenização, o lucro do ano passado seria de R$ 367,8 milhões. 

A receita líquida teve baixa de 89%,  de R$ 6,734 bilhões para R$ 744,2 milhões -  também influenciada pelas indenizações. Sem esse efeito, a receita teria queda de 12,7%, para R$ 365,1 milhões.

Arezzo (ARZZ3)
A Arezzo lucro R$ 37,7 milhões no terceiro trimestre, 6,3% acima do registrado no mesmo período do ano passado. 

O Ebitda, por sua vez, foi de R$  65,4 milhões, com margem de 17,6%, ante resultados respectivos de R$ 55,9 milhões e margem de 16,1% no terceiro trimestre de 2016. 

Porto Seguro (PSSA3)
A Porto Seguro viu seu lucro subir 90%, para R$ 382,431 milhões no terceiro trimestre de 2017 na base de comparação anual, enquanto a receita total subiu 4,7%, totalizando R$ 4,336 bilhões.  O resultado financeiro teve alta de 67%, para R$ 473,5 milhões, uma vez que houve a contabilização da venda das ações da Porto Seguro no momento do IPO do IRB. Excluído esse efeito, o resultado financeiro totalizaria R$ 273 milhões. A sinistralidade teve baixa de 1,7 ponto percentual, para 54,3%. 

CSN (CSNA3)
Segundo a coluna do Broad, do Estadão, a CSN terá que terminar de colocar em dia seus demonstrativos financeiros para poder sentar com os bancos credores para alongar seus vencimentos. A empresa divulgou os balanços auditados do exercício de 2016, mas ainda está em falta com os números de 2017 – os dados deste ano conhecidos ontem não tiveram auditoria. Até o momento, os credores não receberam previsão de quando essa divulgação ocorrerá. Mesmo com todos resultados devidamente auditados, uma negociação da dívida exigirá reforço em garantias.

Braskem (BRKM5)
A Odebrecht afirmou que está estudando alternativas para seu investimento na Braskem; contudo, pretende manter a petroquímica como parte de seus investimentos. A declaração ocorreu após o jornal Wall Street Journal afirmar que a holandesa Lyondellbasell teria feito uma aproximação para comprar o controle da Braskem.

Já a Braskem afirmou que “não foi abordada pela LyondellBasell com qualquer proposta de aquisição das ações de sua emissão e desconhece qualquer outro fato que possa ter justificado a movimentação atípica das ações” entre 17 e 30 de outubro, segundo comunicado. “Conveniência e oportunidade de disposição das ações da Braskem é decisão que cabe exclusivamente aos seus acionistas”, afirmou a companhia. Ontem, as ações subiram 12% na esteira da notícia. 

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras informa que recebeu na última sexta-feira (27), R$ 81 milhões da empresa britânica Rolls-Royce, que firmou acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Lava Jato. Outros dois acordos de colaboração premiada renderam mais R$ 5,8 milhões ao caixa da companhia: R$ 1,7 milhão foi devolvido pelo ex-diretor da área Internacional Nestor Cerveró e R$ 4,1 milhões, pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

O acordo firmado com a Rolls-Royce inclui a devolução do lucro líquido obtido pela empresa em seis contratos de fornecimento de bens e serviços para a Petrobras. Contempla ainda o valor integral pago a título de comissão a intermediários contratados para atuar perante a companhia e o pagamento de multa, prevista na Lei de Improbidade, equivalente a uma vez o valor das comissões dos intermediários.

A Petrobras diz que seguirá adotando medidas jurídicas contra empresas e pessoas, inclusive ex-funcionários e políticos, que causaram danos financeiros e à imagem da companhia. “A companhia atua como coautora com o MPF e a União em 13 ações de improbidade administrativa em andamento. Além de ser assistente de acusação em 41 ações penais”, diz. A estatal afirma ainda que trabalha em estreita parceria com as autoridades que conduzem a Operação Lava Jato e é reconhecida por tais autoridades, inclusive pelo próprio MPF e pelo Supremo Tribunal Federal, como vítima da corrupção investigada. A Petrobras reforça que continuará colaborando com as autoridades e buscará o ressarcimento de todos os prejuízos causados em função dos atos ilícitos cometidos contra a companhia.

A companhia ainda informou ter assinado em 18 de outubro carta de intenções com BP para identificar e avaliar conjuntamente oportunidades de negócio, envolvendo ativos ou empreendimentos no Brasil e no exterior. Oportunidades de negócios incluem cooperação nas áreas de exploração & produção, refino, transporte e comercialização de gás, GNL, trading de petróleo, lubrificantes, combustível de aviação, geração e distribuição de energia, renováveis, tecnologia e iniciativas de baixa emissão de carbono.

Segundo a Petrobras, a realização de parcerias é estratégia importante do plano de negócios e gestão 2017-2021 e tem como benefícios potenciais compartilhamento de riscos, aumento da capacidade de investimentos na cadeia de óleo e gás, intercâmbio tecnológico e fortalecimento da governança corporativa.  

Por fim, a estatal cortou o preço da gasolina em 0,2% e do diesel em 0,4%, com preços válidos na refinaria a partir de 1 de novembro. 

CPFL Energia (CPFE3)
A CPFL comunicou que o acionista controlador, State Grid Brazil Power Participações, realizará o leilão de OPA (Oferta Pública de Aquisição) da companhia em 30 de novembro. 

Oi (OIBR4)
O tratamento para as dívidas da Oi com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será fundamental para desenhar a solução para a empresa, disse a ministra-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça. A companhia está em recuperação judicial desde junho do ano passado e deve R$ 65 bilhões, dos quais R$ 20 bilhões à União.

“A forma de tratamento dos créditos da Anatel será determinante para a solução”, afirmou a ministra. “Não podemos considerar que qualquer tratamento aos créditos públicos têm reflexo no todo. Não podemos desconsiderar todo o acervo dos débitos da empresa. Não adianta construirmos o melhor caminho para os créditos públicos desconsiderando todo esse acervo”, acrescentou.

Diante do tamanho das dívida da Oi com a União, qualquer proposta de renegociação desses valores terá impacto sobre os demais credores, inclusive os bancos oficiais, como BNDES, Banco do Brasil e Caixa. Isso justifica a presença dessas instituições financeiras no grupo de trabalho do governo. Os bancos, na avaliação dela, também têm mais experiência para estudar cenários que considerem fluxos de caixa futuros da companhia.

Grace Mendonça disse que ainda não há uma decisão sobre o caminho que o governo vai adotar para a empresa. Segundo ela, existe a possibilidade de que a União edite uma Medida Provisória sobre o assunto, mas o martelo ainda não foi batido. Ainda de acordo com ela, é possível que não seja necessário editar uma MP ou publicar um projeto de lei.

“O cenário é complexo e exige cautela e segurança jurídica”, afirmou. “Não fechamos ainda qual seria o melhor cenário.” Na avaliação da ministra, não será preciso fazer um novo pedido para adiar a assembleia de credores, marcada para 10 de novembro. “O ritmo de trabalho que imprimimos ao grupo de trabalho sobre a Oi gera expectativa no mercado.”

Acionistas da Oi, como Société Mondiale, do empresário Nelson Tanure, e Pharol (ex-Portugal Telecom), pediram audiências com a ministra para discutir o andamento das negociações sobre a tele. A ministra disse, no entanto, que ainda não foi informada sobre um comitê, pelo Conselho de Administração da tele, criado para acompanhar a evolução das negociações do grupo de trabalho do governo.

Também integrante do grupo de trabalho do governo sobre a Oi, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, reiterou que ainda não há uma solução desenhada para a empresa. “Não há nenhuma decisão sobre nenhum ato legal para a companhia”, disse.

Segundo ele, após a ameaça de intervenção na semana passada, o Conselho de Administração da Oi se comprometeu a manter a diretoria da executiva da Oi, inclusive o presidente, Marco Schroeder. “O Conselho de Administração da Oi se manifestou, inclusive presencialmente, que não tem intenção de destituir a diretoria".

Banco Pan (BPAN3)
O Banco Pan vendeu 10,1% do capital da Stone Pagamentos para a DLP Pagamentos Brasil por R$ 229 milhões, segundo fato relevante. Com a venda, o Banco Pan saiu do capital da Stone.

Embraer (EMBR3)
A Embraer teve a recomendação reduzida para neutra pelo JPMorgan, que possui preço-alvo de R$ 21 para as ações. Ontem, a companhia já havia tido a recomendação reduzida para equivalente à neutra pelo Santander. 

Vale (VALE3;VALE5)
Devido à complexidade do assunto, Samarco e Ministério Público solicitaram a prorrogação do prazo para a conclusão da negociação de um acordo na ação de R$ 155 bilhões movida pelo MP. O juízo deferiu o pedido, e postergou o prazo para celebração do acordo até 16 de novembro de 2017, disse a companhia. 

(Com Agência Estado e Agência Brasil) 

 

 

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