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Justiça suspende venda de campos da Petrobras, Eztec divulga prévia do 3° tri e mais 5 destaques

Confira os principais destaques corporativos após o fechamento do pregão desta terça-feira

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo foi movimentado após o fechamento do pregão desta terça-feira (17). Nos destaques, a 3ª Vara de Sergipe suspendeu a cessão de Iara e Lapa da Petrobras para a Total; a Marfrig teve perspectiva de rating rebaixada pela Standard & Poor's; as vendas líquidas da Eztec atingem R$ 715 milhões no 3° trimestre; e o conselho de administração da Aliansce aprova a recompra de até 550.000 ações ordinárias da empresa.

Confira abaixo os 7 destaques do after market desta terça-feira:

Petrobras (PETR3; PETR4)
A 3ª Vara da Justiça Federal de Sergipe concedeu liminar determinando a suspensão da cessão de 22,5% da participação da Petrobras na área de Iara e da cessão de 35% da participação da empresa no campo de Lapa para a Total, informou a estatal em comunicado ao mercado. A companhia diz que está tomando as medidas judiciais cabíveis em prol dos seus interesses e de seus investidores.

Marfrig (MRFG3)
A Marfrig teve perspectiva alterada de positiva para estável pela Standard & Poor's. A mudança reflete visão de que o déficit no fluxo de caixa operacional livre irá pressionar as métricas da companhia para os próximos trimestres e impedir
desalavancagem, diz a agência de classificação de risco em relatório. 

"Apesar de potencial IPO da Keystone acelerar pagamento de dívida, há incertezas sobre habilidade da Marfrig de executar sua agressiva estratégia de crescimento", aponta a S&P. A companhia deve se desviar de sua expectativa anterior de desalavancagem e deve manter métricas de crédito em linha com
perfil de risco de alta alavancagem. A estratégia de aumentar market share no mercado brasileiro ainda é arriscado, já que necessita investimentos significantes
no capital de giro e aumento de abastecimento de gado, o que
deve gerar maiores custos, comenta. 

Bancos
A Câmara aprovou nesta terça-feira requerimento de urgência a projeto de lei para instituir acordo de leniência de instituições financeiras e de mercado de capitais com o Banco Central e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e aumentar a capacidade desses órgãos de punir irregularidades.

A oposição discursou contra a proposta, mas não teve votos suficientes para barrar a urgência. A aprovação foi por 232 votos a 80, segundo a Agência Câmara.

Renova (RNEW11)
A Renova Energia informou que o prazo de exclusividade concedido à Brookfield para realizar trâmites referentes a um aporte primário na empresa de energia renovável acabou nesta terça-feira, mas afirmou que isso não altera o estágio da negociação para a citada operação. 

A Renova, controlada pela Cemig e pela Light, havia dado à Brookfield exclusividade de 60 dias, prazo renovado por mais 30 dias, para due diligence e negociação de documentos finais para um aporte primário na companhia.

Eztec (EZTC3)
A Eztec informou nesta terça-feira sua prévia operacional do 3° trimestre. As vendas líquidas da empresa atingiram no período R$ 715 milhões com a venda da Torre B do Ez Towers pelo valor de R$ 650 milhões. Mesmo desconsiderando esse efeito, a empresa apresentou aceleração em vendas líquidas, a melhor marca em sete trimestres, finalizando em R$ 65 milhões, contra vendas líquidas negativas em R$ 18 milhões no mesmo período de 2016. 

Já os lançamentos da empresa no período, incluindo a Torre B, totalizaram R$ 793 milhões, enquanto os distratos atingiram R$ 100 milhões no trimestre. 

Aliansce (ALSC3)
O conselho de administração da Aliansce aprovou a abertura de um programa de recompra de até 550.000 ações ordinárias, de emissão da empresa, sem redução de seu capital social. As ações representam 0,27% do total das ações ONs da companhia em circulação no mercado. O prazo máximo para aquisição dos papéis é de 365 dias, a partir de 17 de outubro.

Segundo a empresa, as ações adquiridas serão utilizadas para fazer frente aos compromissos de incentivo de longo prazo dos executivos, conforme Plano de Opção de Compra de Ações e de Incentivos Atrelados a Ações da Companhia, aprovado na Assembleia Geral de Acionistas, realizada em 6 de setembro de 2017. As ações poderão, ainda, ser mantidas em tesouraria, canceladas ou alienadas posteriormente, diz a companhia. 

Copel (CPLE6)
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Companhia Paranaense de Energia (Copel) a retomar temporariamente a operação comercial das três turbinas da Usina Termelétrica de Araucária, localizada no município de mesmo nome, no Paraná. Com a autorização, publicada ontem (16), no Diário Oficial da União, será possível gerar até 484 megawatts (MW).

O contrato de autorização vale até 31 de dezembro de 2018. A medida foi tomada após solicitação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) à Petrobras para “viabilizar” combustível para as termelétricas operacionalmente disponíveis, mas que estão paradas.

A decisão do comitê foi tomada diante da previsão de que o armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas fique abaixo do verificado em 2014, ano mais crítico do histórico recente.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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