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Usiminas dispara 6%, JBS cai 4% e ação de imobiliária dispara 55% em setembro

Confira os principais destaques de ações desta segunda-feira

Confira abaixo os principais destaques de ações desta segunda-feira:

JBS (JBSS3, R$ 8,50, -3,95%)
O Conselho de Administração da JBS elegeu por unanimidade no sábado, José Batista Sobrinho, fundador da companhia, como presidente para completar o mandato em curso, informou a JBS por meio de nota.

O Conselho também definiu a criação de um Time Global de Liderança, responsável por assessorar a presidência em tomada de decisões. O time é composto por Gilberto Tomazoni, André Nogueira e Wesley Batista Filho, que comandam algumas das principais áreas de negócios da JBS e que seguem com suas atribuições e responsabilidades atuais.

José Batista Sobrinho foi o primeiro presidente da JBS, empresa que criou em 1953. É membro do Conselho de Administração da companhia há mais de dez anos, diz a nota distribuída.

Contudo, o BNDES quer anular a decisão. O presidente do banco de fomento, Paulo Rabello de Castro, afirmou ao jornal O Globo que vai consultar a área jurídica da instituição para avaliar a possibilidade de suspender a decisão. Paulo Rabello alega que a reunião foi “convocada às pressas” e que não havia previsão para que os conselheiros deliberassem sobre o processo de sucessão. Ele diz ainda que não sabia do encontro e que a representante do banco no Conselho, Claudia Santos, “votou por conta própria”. 

Por fim, segundo a revista Exame, bancos e investidores começaram a se movimentar sobre uma possível venda de controle da empresa de alimentos. A publicação apurou que a gestora de private equity Brookfield tem interesse na aquisição e já começou a avaliar a companhia para uma possível proposta. “A JBS não é uma empresa com forte geração de caixa, mas o fundo entende que pode ser uma oportunidade em segurança alimentar”, disse uma pessoa com conhecimento do assunto à revista. 

Contudo, segundo o BTG, a decisão de colocar José Batista Sobrinho como CEO tem 2 consequências importantes: i) reitera a posição de controle da família, fazendo com que os recentes rumores de venda de parte da empresa pelos Batistas se afastem, e ii) atrasa a tão esperada transição para uma gestão profissional. 

Petrobras (PETR3, R$ 15,77, +1,16%;PETR4, R$ 15,14, +0,73%)
A Petrobras anunciou oferta títulos de 2025 e 2028 de US$ 1 bilhão cada. Os títulos da nova emissão serão vendidos para investidores institucionais qualificados nos Estados Unidos e para investidores em geral em quaisquer outros países (conforme as regras de cada país). A Petrobras também anunciou o início de duas ofertas de gerenciamento de passivos (“Liability Management”) visando repactuar cinco séries de títulos antigos por novos títulos de maturidade mais longa ou recomprá-los, de acordo com as condições definidas abaixo. Os títulos repactuados terão os mesmos termos e condições dos títulos vendidos na nova emissão.

Já na sexta, a companhia informou que a produção em agosto atingiu 2,72 milhões de boed (barris de óleo equivalente por dia, 0,7% menor ante julho. Contribuiu para esta queda o recuo na extração do pré-sal e fechamento de poços dos EUA pela tempestade Harvey.

Da produção total de agosto, 2,61 milhões de boed foram produzidos no Brasil e 107 mil boed no exterior. A produção média de petróleo no Brasil foi de 2,11 milhões de barris por dia, ante os 2,124 milhões de barris por dia registrados em julho, segundo a petroleira.

Segundo o Itaú BBA, a Petrobras poderia aumentar o guidance de produção de 2017, considerando que a meta provavelmente inclui as vendas de alguns ativos que foram adiadas por decisão do TCU e continuam a contribuir com a produção. Os analistas citam blocos em terra na bacia do Recôncavo e alguns pequenos blocos de águas rasas nas bacias de Campos e Santos entre esses ativos. Banco mantém recomendação outperform para Petrobras; valor justo para o final de 2017 é R$ 18,50 por PETR4 e $11,40 por PBRA. 

"Esperamos que a Petrobras continue apresentando resultados operacionais positivos com base em novas reduções de custos e recuperação da participação no mercado interno de combustível após a implementação da nova política de preços de combustível (anunciada no final do segundo trimestre de 2017)".

Nesta segunda-feira, a Petrobras informou um corte em 0,7% no preço da gasolina e elevação do diesel em 0,6%, com novos preços válidos a partir da próxima terça-feira (19) nas refinarias. 

Vale (VALE3, R$ 34,30, +1,48%; VALE5, R$ 31,71, -1,09%)
A Vale opera entre perdas e ganhos em dia misto também para os preços do minério de ferro, com investidores de olho na conversão total de ações PNs em ONs e em pregão marcado na B3 pelo vencimento de opções sobre ações, que normalmente traz volatilidade para os papéis da mineradora.

Os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 25,75, +0,19%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 12,34, +1,48%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,97, +2,23%), CSN (CSNA3, R$ 11,12, +2,49%) e Usiminas (USIM5, R$ 9,22, +6,22%) operam em alta. 

Hoje, o minério de ferro à vista negociado no porto de Qingdao, na China, caiu 0,51%, a US$ 71,76 a tonelada, enquanto os contratos futuros da commodity cotados na bolsa chinesa de Dalian subiram 0,39%, a 512 iuanes. 

Além disso, no radar, a Vale convocou acionistas para Assembleia Especial em 18 de outubro, às 17h00, no Rio de Janeiro, para deliberarem sobre a proposta de conversão da totalidade das ações PN classe A em ações ON, segundo comunicado. A conversão é proposta na na relação de 0,9342 ação ON para cada ação PN classe A.

SLC Agrícola (SLCE3, R$ 23,46, +2,49%)
Em uma decisão inesperada pelo mercado, o conselho de administração da SLC Agrícola anunciou na noite de sexta-feira (15) a distribuição extraordinária de R$ 200 milhões em dividendos para seus acionistas, equivalente a um payout (dividendo pago dividido pelo lucro líquido) de 74%, bem acima do nível histórico de até 50%, pontuam os analistas do BTG Pactual.

De acordo com o comunicado, serão pagos R$ 2,06984255 por ação e receberão estes proventos os acionistas que detiverem ações da empresa até o fechamento de 29 de setembro. A data de pagamento será em 10 de outubro.

Levando em conta o valor proposto e o fechamento da última sexta-feira (15) em R$ 22,89, o dividend yield (dividendo pago por ação dividido pela cotação do papel) chega na casa de 9%. Por conta do anúncio inesperado, as ações da empresa operam em alta de 1,57% às 10h30 (horário de Brasília), cotadas a R$ 23,25.

Sabesp (SBSP3, R$ 33,49, +1,61%)
O governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, sancionou a reorganização societária da Sabesp. A sanção pelo governador é mais um passo para uma possível capitalização da companhia, disse a Sabesp em fato relevante. A sanção tornou projeto em lei estadual, que será publicada no Diário Oficial do Estado, disse a empresa.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 34,11, +1,46%)
Segundo o Valor Econômico, o Banco do Brasil quer recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para utilizar como funding para linha de financiamento de equipamentos e infraestrutura em municípios, que foi lançada em julho com o nome de Programa de Eficiência Municipal. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, o projeto ainda é embrionário, mas mesmo com a dificuldade de caixa do FAT, existem recursos para financiamento de programas por bancos que não estão sendo utilizados e que poderiam ser remanejados para a linha do Banco do Brasil.

Cemig (CMIG4, R$ 9,03, +1,01%)
Segundo o Estadão, dirigentes da empresa chinesa State Power (SPIC) estiveram em Brasília para manifestar interesse no leilão de usinas da Cemig.? O leilão está marcado para o dia 27 e outras empresas, além da SPIC, também já demonstraram apetite pelos ativos da estatal mineira, que tem lance mínimo de R$ 11 bilhões.O presidente do conselho da SPIC Overseas, Xuezhong Hou, e outros executivos da companhia chinesa estiveram com os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Dyogo Oliveira (Planejamento). A empresa contratou dois grandes bancos e dois escritórios de advocacia para assessorá-la na disputa.

Aos representantes do governo, a SPIC disse que vai entrar no leilão da concessão das quatro usinas da Cemig: São Simão, Jaguara, Volta Grande e Miranda. Segundo fontes do governo, a portuguesa EDP, a italiana Enel e a francesa Engie também já manifestaram interesse em participar do leilão. A brasileira Alupar estuda se vai entrar na disputa.

Duratex (DTEX3, R$ 10,15, +1,40%)
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições a aquisição pela Duratex da Ceusa, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

 O Cade  considerou que a operação de compra da totalidade do capital social da empresa pela Duratex não implica concentração de mercado. "Pode-se considerar que a operação trata de uma mera substituição de agente econômico no mercado de revestimentos cerâmicos a partir da entrada da Duratex nesse mercado, tanto sob a ótica da demanda quanto da oferta", disse o Conselho.

Construtoras
Chamam atenção novamente as ações do setor de construção civil e imobiliárias, com as ações da Lopes Brasil (LPSB3, R$ 7,39, +6,33%), Gafisa (GFSA3, R$ 13,98, +5,51%), PDG Realty (PDGR3, R$ 2,42, +3,86%), Helbor (HBOR3, R$ 2,74, +3,40%), Rossi (RSID3, R$ 8,38, +2,82%) e Even (EVEN3, R$ 6,02, +2,21%) subindo mais de 2% neste pregão. No mês, esses papéis sobem 58%, 20%, 16%, 22%, 17%, 26%, respectivamente. 

Segundo o analista Marco Saravalle, da XP Investimentos, o setor vem reagindo à curva de juros. "Cada papel tem um motivo em particular, mas o setor como um todo tem andando junto", disse.

No caso da Lopes Brasil, cuja alta chama mais atenção (+58% em setembro), o analista diz que os fundamentos são muito fracos e não tem justificativa para subir além de especulação. "Olhando rapidamente para o P/VP (Preço sobre Valor Patromonial) histórico, a ação está negociando quase 3 vezes acima da média histórica. No setor, as grandes construtoras estão caminhando para ter equipes próprias de venda, o que não está sendo incorporado no risco do business e neste preço. Em uma análise rápida, a recomendação seria uma (bela) venda", comentou o analista.

Lojas Americanas (LAME4, R$ 20,06, +0,75%)
Em entrevista à InfoMoneyTV, o gestor João Braga, da XP Gestão, comentou que o papel da varejista é hoje a maior posição do fundo. "Brinco que a ação da Lojas Americanas dá uma chance em uma década de comprá-la barata. A da década passada foi 2008/2009 e agora estavamos vivendo [a chance] dessa década", comentou. Segundo ele, o case na varejista combina um cenário de melhora do consumo, questão da alavancagem financeira e menor risco em relação à B2W (veja aqui).  

Cesp (CESP6, R$ 14,77, +2,29%)
Depois de caírem quase 5% na última sexta-feira após o governo de São Paulo suspender o processo de privatização da empresa, as ações da Cesp têm pregão de recuperação na bolsa nesta segunda-feira. Além disso, contribui para o sentimento positivo do mercado uma elevação de recomendação dos papéis pelo Itaú BBA, indo de "underperform" (desempenho abaixo da média) para "market perform" (desempenho em linha com a média). 

Eternit (ETER3, R$ 1,19, +3,48%)
A Eternit apresentará defesa na Bahia e recorrerá no Rio de Janeiro sobre amianto. A ação na Bahia trata das condições ocupacionais e do uso do amianto na unidade da cia. de Simões Filho, e pede entre outros, obrigatoriedade de substituição do amianto em prazo não superior a 10 dias, “pedido que não foi deferido até o presente momento”, e pagamento de dano moral coletivo no valor de R$ 225 mi, “a ser apreciado quando da decisão”. 

No Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro reformou a decisão de 1ª Instância, determinando, entre os mais relevantes, que cia. “se abstenha de fabricar e comercializar, no território do Estado do Rio de Janeiro, produtos que tenham em sua composição o amianto”, e pagamento de indenização a título de danos morais coletivos, no valor de R$ 1 mi, corrigidos com juros e correção monetária. A “Eternit esclarece que cabe recurso da referida decisão, uma vez que a mesma não é definitiva”: "independente da questão jurídica, a Eternit vem gradativamente preparando suas unidades de produção de telhas de fibrocimento para fabricar produtos sem amianto e já atende a demanda dos Estados da Federação, onde há restrição legal, com telhas produzidas com fibras sintéticas”
“Companhia já produz, desde 2015, fibras de polipropileno em sua fábrica de Manaus (AM) e tem capacidade instalada suficiente para atender sua necessidade e ainda a demanda de terceiros”.

A "produção de fibras de amianto crisotila pela SAMA (mineradora controlada pela Eternit) vem sendo gradativamente direcionada para o mercado externo, atendendo clientes em outros países onde o produto também é permitido, como Estados Unidos, Índia e diversos países asiáticos”. 

Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 43,64, +0,02%)
O Itaú comprou 1,8 bilhão de ações do Itaú CorpBanca por R$ 55,6 milhões. A aquisição decorreu de exercício de uma opção de venda (put option) de ações prevista no acordo de acionistas do Itaú CorpBanca celebrado entre Itaú Unibanco e Corp Group e afiliadas em 1º de abril de 2016, diz comunicado. Com isso, a participação do Itaú Unibanco no Itaú CorpBanca passa de aproximadamente 35,71% para aproximadamente 36,06%, sem alterações na governança do Itaú CorpBanca. 

Oi (OIBR4, R$ 3,68, -2,22%)
Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, após visita à sede da Oi no Rio de Janeiro, na sexta-feira, o China Development Bank (CDB) deve receber a administração da operadora na semana que vem para tratar de possível investimento na companhia. No Brasil, o CDB conversou com o presidente da Oi, Marco Schroeder, sobre detalhes da viagem que a diretoria fará à sede do banco chinês. A Oi tem buscado apoio com investidores no exterior e outros bondholders para um aumento de capital e para aprovar seu plano de reestruturação. Procurada pelo jornal, a Oi não comentou.

Renova (RNEW11, R$ 7,32, -2,40%)
A Renova ampliou período de exclusividade concedido à Brookfield Energia Renovável para a realização de due diligence e negociação dos documentos finais para um aporte primário na companhia, segundo fato relevante. O prazo foi estendido até 17 de outubro.

Educacionais
Segundo o Valor, grupos interessados na Uniasselvi, empresa de ensino superior à distância, podem entregar propostas de compra nesta semana, segundo três fontes familiarizadas com o tema ouvidas pelo jornal. Há uma forte expectativa de que o fundo de private equity americano CVC faça uma oferta. A Estácio (ESTC3, R$ 28,38, -0,42%), que busca oportunidades de compra depois que fracassou a sua aquisição pela Kroton (KROT3, R$ 19,59, -0,51%), estuda se também coloca uma proposta, mas havia dúvidas até sábado. Outros grupos como Laureate e Ser Educacional (SEER3, R$ 30,40, +0,35%), que chegaram a se aproximar da companhia, não demonstraram um interesse firme recentemente.

 

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