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Gol, Gerdau e mais 9 balanços do 2º tri; Bradesco BBI positivo com Vale, 3 recomendações e outros destaques no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (9)

Avião GOL
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A temporada de resultados do segundo trimestre é foco do radar desta quarta-feira, com destaque para os balanços de Gerdau, Gol, Iguatemi, entre outras. Além disso, a Paranapanema fechou um acordo para renegociar dívidas de aproximadamente US$ 616 milhões, enquanto recomendações estão no radar. Confira os destaques:

Gol (GOLL4)
A Gol registrou prejuízo de R$ 406,3 milhões no segundo trimestre de 2017, revertendo assim o lucro de R$ 309,5 milhões que havia anotado no mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o resultado ficou negativo em R$ 173,6 milhões, ante lucro de R$ 1,066 bilhão no ano passado.

O Ebitdar (lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação, amortização e custos com leasing de aeronaves) atingiu R$ 386,3 milhões, um avanço de 71,5% contra o segundo trimestre de 2016. A margem Ebitdar foi de 10,8% para 17,3%. De janeiro a junho de 2017, o Ebitdar somou R$ 987,6 milhões, queda de 10,3% ante os seis primeiros meses do ano passado, e a margem Ebitdar passou de 22,9% para 20,2%

A receita líquida operacional de abril a junho cresceu 7% ante igual intervalo de 2016, para R$ 2,234 bilhões. Nos primeiros seis meses de 2017, o avanço foi de 1,6%, para R$ 4,879 bilhões.

Ainda no radar da companhia, o Senado deve votar hoje um possível teto do ICMS para combustível de aviação. Esse imposto é uma das principais razões pelas quais o preço do combustível de aviação no Brasil é tão mais alto que em outros países, destaca o BTG, e a proposta necessita de pelo menos dois terços de votos favoráveis (tal votação já foi adiada em outros momentos por falta de quórum). "Apesar do impacto que pode causar no fiscal de alguns estados, alguns senadores tem se mostrado favoráveis à mudança pois vai aumentar o número de rotas e diminuiria o preço das passagens. O impacto potencial para as companhias pode ser significativo e reiteramos visão positiva no setor", destaca o BTG. 

Gerdau (GGBR4)
A Gerdau teve lucro líquido consolidado ajustado de R$ 147 milhões no segundo trimestre, 20,1% menor ante o resultado positivo de R$ 184 milhões no mesmo período de 2016. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 1,12 bilhão, queda de 6,7% ante igual intervalo do ano passado. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 9,17 bilhões, frustrando a expectativa de analistas consultados pela Bloomberg, que esperando o número a  R$ 9,44 bilhões (faixa entre R$ 9,18 bilhões a R$ 9,84 bilhões).

Segundo o BTG, o resultado veio forte, com a rentabilidade em todas as regiões melhorando na comparação trimestral com destaque para: (1) Brasil: margem EBITDA em 15.5%; (2) EUA: margem EBITDA de 6%; (3) aços especiais em 18.4%. "É um resultado ainda bem abaixo do potencial dado o nível de ociosidade nos dois principais mercados, mas mostra um fluxo de caixa positivo", apontam. Segundo os analistas, as ações devem continuar suportadas pela cenário externo, mas a grande dúvida é quando vão ajustar para cima preço de aço no mercado interno e quando haverá atualizações sobre vendas de ativos. 

 

BR Properties (BRPR3)
A BR Properties teve prejuízo líquido de R$ 8,8 milhões no segundo trimestre de 2017, montante 67,0% abaixo do prejuízo de R$ 26,9 milhões registrado no mesmo período de 2016.

Segundo balanço publicado nesta terça-feira, 8, pela companhia, o resultado líquido foi impactado, principalmente, pelo efeito não caixa da desvalorização cambial sobre o bônus perpétuo denominado em dólares, no montante de R$ 26,0 milhões.

O lucro líquido ajustado (que desconsidera amortização, depreciação e efeitos não caixa) foi de R$ 20,9 milhões, recuo de 4,1% na mesma base de comparação. No semestre, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 41,357 milhões, queda de 10%.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 82,970 milhões no segundo trimestre, baixa de 15%. No semestre, o Ebitda ajustado alcançou R$ 172,257 milhões, retração de 14%.

A receita líquida no segundo trimestre foi de R$ 104,678 milhões, encolhimento de 13%. No semestre, a receita totalizou R$ 218,708, queda de 12%. Essa redução no faturamento é explicada pelo aumento dos espaços vagos nos empreendimentos na comparação anual, bem como pela redução do valor de aluguel de determinados contratos. 

A companhia teve a recomendação reduzida para neutra pelo Credit Suisse. 

Iguatemi (IGTA3)
A Iguatemi, dona de 17 shopping centers no País, teve lucro líquido de R$ 50,975 milhões no segundo trimestre de 2017, uma alta de 45,3% em relação ao mesmo período de 2016, conforme balanço publicado nesta terça-feira, 8, pela companhia. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido totalizou R$ 101,594 milhões, aumento de 37,7% na mesma base de comparação.

O aumento do lucro no trimestre decorre, principalmente, do recuo das despesas financeiras por conta das quedas na alavancagem e no custo da dívida. Pelo lado operacional, também houve ganhos de receita com o recebimento de luvas pela entrada de novos lojistas, alta no faturamento com aluguéis e redução da inadimplência dos comerciantes que ocupam espaços nos shoppings.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 130,472 milhões no segundo trimestre, crescimento de 7,3%. No semestre, o Ebitda totalizou R$ 256,236 milhões, alta de 2,2%. No fim de junho, a margem Ebitda atingiu 76,1%, patamar próximo do teto da meta para o ano, que vai de 73% a 77%.

O lucro medido pelo FFO (lucro líquido antes de depreciação, amortização e efeitos não caixa) atingiu R$ 77,356 milhões de abril a junho, avanço de 24,1%. No semestre, o FFO chegou a R$ 154,454 milhões, crescimento de 19,9%.

A receita líquida atingiu R$ 169,413 milhões no segundo trimestre, variação positiva de 4,1%. No semestre, a receita foi a R$ 336,762 milhões, expansão de 4,2%. A companhia tem a meta de elevar a receita entre 2% a 7% no ano.

A Iguatemi teve uma despesa financeira líquida de R$ 43 milhões, o que representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando atingiu R$ 53 milhões.

Segundo o Itaú BBA, foram divulgados “sólidos dados operacionais para o trimestre, apresentando uma melhoria decente em SSS e sustentando seu crescimento resiliente de SSR”

Movida (MOVI3)
A Movida teve lucro líquido de R$ 11,1 milhões no segundo trimestre, quase o dobro do obtido no mesmo período de 2016. O Ebitda subiu 12,3%, para R$ 71,5 milhões. A companhia vendeu no segundo trimestre 9.471 carros, alta de 5,6% sobre o volume vendido um ano antes, mas queda de 10,1% sobre o primeiro trimestre. Já as compras somaram 17.263 veículos, alta de 65% sobre o volume adquirido no segundo trimestre do ano passado.

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi fraco, com Ebitda ajustado (pelos créditos fiscais de R$ 7 milhões) em R$ 71,5 milhões vindo  10% abaixo do estimado pelos analistas. "Esse foi mais um trimestre em que apresentaram crescimento de volume forte no RAC com preço médio caindo 4.5% na base anual - porém a margem Ebida ajustada do segmento contraiu 530 pontos-base na comparação anual, para 25%, em cima de uma piora de despesas gerais e administrativas", afirma o BTG, que cortou o preço-alvo para as ações de R$ 14 para R$ 12. 

Equatorial (EQTL3)
O lucro líquido consolidado ajustado da Equatorial atingiu R$148 milhões no trimestre, uma redução de 17,9% em relação ao valor apresentado na base de comparação anual. No segundo trimestre, a Receita Operacional Bruta atingiu R$ 1,127 bilhão, um aumento de 17,2% quando comparada ao segundo trimestre. 

De acordo com o BTG, o resultado foi forte, com Ebitda ajustado em R$ 412 milhões. "Estávamos esperando uma recuperação mais gradual dos problemas vistos no primeiro trimestre, mas a velocidade de melhoria foi muito maior. Mantivemos a recomendação de compra apesar da recuperação do papel recentemente", afirmam os analistas. 

Sanepar (SAPR4)
A Sanepar registrou lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre, enquanto a receita líquida somou R$ 908,8 milhões. O Ebitda foi de R$ 320,5 milhões e a margem Ebitda foi de 35,3%. 

Segundo o BTG, o resultado foi fraco impactado por volumes menores. "Enquanto no primeiro trimestre, os volumes cresceram 4.5% na base anual, no segundo trimestre houve uma queda de 2.8%. Essa diferença se deu pela mudança da estrutura tarifária da companhia que reduziu a tarifa minima de 10 metros cúbicos para 5 metros cúbicos. 

"No entanto, a principal pergunta dos investidores é: qual a probabilidade de que o diferimento tarifário de 8 anos será respeitado, especialmente considerando que temos duas eleições estaduais durante esse período? Se o diferimento não for respeitado, isso significaria que o retorno regulatório implícito é menor que o esperado inicialmente (ou seja, uma RAB menor). Então, parece que o mercado está em compasso de espera antes de se posicionar, até que se tenha mais visibilidade do cenário eleitoral de 2018", afirmam os analistas do BTG, que seguem com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15.

Mills (MILS3)
A Mills registrou prejuízo líquido de R$ 36,4 milhões no segundo trimestre, a receita líquida foi de R$ 70,6 milhões, o Ebitda ficou negativo em R$ 6,1 milhões e a margem Ebitda ficou em 8,6%.

Segundo o BTG, o resultado foi fraco, apontando que o ROIC ajustado piorou de novo para 11.2% negativo. "A queda do Ebitda na base trimestral foi explicada por um aumento de R$ 8 milhões em ADD. Seguimos cautelosos com o case e ainda temos dificuldade de enxergar o ponto de inflexão", apontam os analistas.

Fras-le (FRAS3)
A Fras-le reportou um lucro líquido de R$ 27,9 milhões no segundo trimestre, uma alta de 45,7% ante os R$ 19,1 milhões de um ano antes. Enquanto isso, a receita líquida consolidada caiu 0,9% no mesmo período, atingindo R$ 215,1 milhões. Apesar do resultado pior, a receita evoluiu ante o primeiro trimestre, o que se deve, em grande parte, pelo maior volume de vendas.

O Ebitda no segundo trimestre ficou em R$ 33,8 milhões, também sofrendo a influência do menor nível de receitas e lucro bruto, com uma queda de 24% ante os R$ 44,4 milhões reportados entre abril e junho de 2016. A margem Ebitda ficou em 15,7% no trimestre, que corresponde a uma queda de 4,8 pontos percentuais comparado ao mesmo período do ano passado.

O custo dos produtos vendidos do primeiro semestre somou R$ 296,4 milhões, e representou 75,5% da receita líquida consolidada, resultando em uma pequena evolução de 2,6% em valor absoluto, e um acréscimo de 7,0 pontos percentuais em proporção à receita líquida consolidada.

Já as despesas operacionais somaram R$ 32,3 milhões entre abril e junho, apresentando uma redução de 10,2% comparadas ao segundo trimestre de 2016, quando haviam ficado em R$ 36,0 milhões.

Vale (VALE3;VALE5)
O Bradesco BBI vê bom desempenho de ações da Vale no curto prazo, destacando que a mineradora deve continuar a ser negociada dentro de uma ampla faixa de preços, sendo US$ 12 por ADR na máxima e US$ 8 por ADR na mínima. O fluxo de caixa descontado/preço-alvo mantido em US$ 10 por ADR, enquanto o preço-alvo das ações locais foi cortado de R$ 33,00 para R$ 31,00 devido ao esperado fortalecimento do real.

O Bradesco BBI elevou a estimativa do preço do minério de ferro para o segundo semestre de 2017 de US$ 55 a tonelada para US$ 70 a tonelada e manteve a estimativa de 2018 em US$ 60 a tonelada, com volta dos preços ao normal ministrados pela oferta. A perspectiva dos analistas para a Vale nos próximos 12 meses continua neutra, já que os preços do minério de ferro devem se normalizar. 

Já o Valor informa que a conversão voluntária de ações preferenciais em ordinárias da Vale, cujo prazo para adesão ao processo se encerra na sexta-feira, deve atingir e até mesmo superar o "piso" definido para a operação, segundo estimativas de mercado. Os controladores da Vale fixaram a adesão mínima de 54,09% dos preferencialistas para que a transação vá adiante - o equivalente a cerca de 1 bilhão de ações PNA da mineradora. 

Ouro Fino (OFSA3)
A Ourofino apresentou receita líquida de R$ 137,9 milhões no segundo trimestre de 2017, um crescimento de 2,5% comparado ao mesmo período do ano passado. Já o lucro líquido ajustado fechou em R$ 14,9 milhões, um aumento de 136,5% em relação a um ano antes.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 32,0 milhões com margem Ebitda de 23,2%, um aumento de 8,2 p.p. em relação ao segundo trimestre de 2016. As despesas com vendas, gerais e administrativas do segundo trimestre somaram R$ 46,4 milhões, com recuo de 14,7% em um ano.

Segundo o Bradesco BBI, os principais destaques do trimestre foram maior recuperação em animais de produção e forte redução na alavancagem. Já o Itaú BBA apontou que os resultados foram “em linha com nossas estimativas e de consenso”; “divisão de animais de companhia permaneceu fraca, mas o segmento de animais de produção mostrou sinais de recuperação”

Comgás (CGAS5)
A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), distribuidora de gás natural com atuação em parte do Estado de São Paulo, incluindo a região metropolitana, registrou um lucro líquido normalizado pela conta corrente regulatória de R$ 204 milhões no segundo trimestre deste ano, montante 66,5% maior que o reportado no mesmo intervalo de 2016. O indicador normalizado, na visão da administração, melhor reflete o desempenho da companhia. Pelo critério IFRS, o lucro líquido foi de R$ 146,3 milhões, representando uma queda de 66,5% sobre igual período do ano passado..

O Ebitda normalizado pela conta corrente regulatória somou R$ 459,8 milhões entre abril e junho, alta de 37,5% na comparação anual. A companhia destacou que o número foi negativamente impactado por um ajuste não caixa na conta corrente regulatória no valor de R$ 60 milhões. “Excluindo esse efeito, o Ebitda normalizado teve um incremento de 16,6%, refletindo o maior volume de vendas, melhor mix e positivamente afetado pela correção das nossas margens pela inflação em maio de 2016 e 2017 (9,81% e 2,55%, respectivamente)”, explicou a companhia. A margem Ebitda normalizado avançou 11,4 pontos porcentuais, para 33,8%.

O Ebitda IFRS somou R$ 366,3 milhões no segundo trimestre, o que corresponde a uma queda de 42,9%, influenciado pela mecânica da devolução da conta corrente regulatória. A Margem Ebitda, por esse critério, recuou 16 p.p., para 26,9%.

As despesas financeiras líquidas atingiram o montante de R$ 41,2 milhões no segundo trimestre deste ano, o que corresponde a um redução de 10,3% em relação ao mesmo período de 2016. “Essa variação é explicada principalmente pela menor dívida líquida, queda da taxa de juros e reversão de contingência civil no segundo trimestre de 2017, parcialmente compensada pelo reconhecimento de juros sobre créditos tributários no segundo trimestre de 2016”, explicou a companhia.

A receita líquida atingiu R$ 1,359 bilhão, retração de 9%, refletindo a redução das tarifas, definidas pelas portarias da agencia reguladora, a Arsesp. “Vale mencionar que estes movimentos ocorreram em virtude da dinâmica do custo do gás e do saldo da conta corrente regulatória, sem impactar as margens normalizadas da companhia”, destacou a companhia.

MRV (MRVE3)
A MRV Engenharia convoca reunião do conselho de administração para o dia 14 de agosto para propor aumento de capital da controlada Log Commercial Properties e Participações no valor de R$ 308,466 milhões.

A MRV será responsável por um aporte de capital de R$ 209,289 milhões, o correspondente a 67,85% do total. Outro acionista da Log Commercial, a Conedi Participações, desembolsará R$ 45,830 milhões, ou 14,86%; FIP Multisetorial Plus entrará com R$ 30,535 milhões, 9,90%; Starwood Brasil FIP participará com R$ 2,373 milhões, 0,77%. e o restante, R$ 20,436 milhões, 6,63%, será aportado por outros acionistas.

De acordo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a diretoria executiva da MRV recomenda o aporte “tendo em vista o potencial de crescimento do mercado de galpões logísticos no Brasil, o menor custo de construção da LOG na comparação com seus principais concorrentes e modelo comercial único com uma clientela ampla e diversificada”.

Os recursos serão destinados para a conclusão de ativos em produção e redução do nível de alavancagem, suportando o crescimento e estabilização do balanço da LOG, permitindo aos acionistas retorno atrativo para o investimento da companhia.

O aumento de capital será realizado em três parcelas, sendo a primeira na data da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que deliberar sobre a matéria, e as demais em outubro de 2017 e janeiro de 2018.

Após o aporte, a MRV passará a deter 45,92% de participação de capital na Log, com 29.786.696 ações. A Starwood terá 22,14%, com 14.365.026 ações, a Conedi Participações com 14,86%, ou 9.638.425 ações, e o FIP Multisetorial Plus com 9,90%, 6.421.717 ações.

A AGE da Log Commercial acontecerá em até 15 dias, contados a partir de 8 de agosto, ou seja, até o dia 23 de agosto.

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras reajustou o preço do diesel, com um corte de 0,4% e da gasolina com alta de 0,9%. Os preços para as refinarias passarão a valer a partir de 10 de agosto, segundo informação no site da estatal. 

Paranapanema (PMAM3)
A Paranapanema celebrou com sua controlada CDPC – Centro de Distribuição de Produtos de Cobre, na qualidade de fiadora, e com seus principais credores, o Instrumento Particular de Acordo Global que envolve a renegociação de dívidas no montante total aproximado de US$ 616 milhões, disse a empresa em fato relevante.

O acordo está sujeito à realização, pela companhia, de aumento de capital mediante oferta pública de distribuição de ações, com esforços restritos de colocação, em um montante entre R$ 290 milhões e R$ 450 milhões.

O acordo também depende da conversão de debêntures conversíveis em ações de emissão da companhia, por parte dos credores, em montante equivalente a R$ 360 milhões.

Eneva (ENEV3)
A Eneva apresenta pedido para ofertas primária e secundária de ações. As ofertas foram aprovadas pelo conselho de administração em reunião nesta terça-feira, segundo fato relevante. O coordenador líder será BTG Pactual; Itaú BBA, Goldman Sachs, Bradesco BBI, Citi e Santander Brasil atuarão como demais coordenadores, segundo minuta do prospecto preliminar. A quantidade da oferta e cronograma estimado serão divulgados posteriormente.

Recomendações
Além do corte de recomendação da BR Properties pelo Credit, outras recomendações estão no radar. O ABC Brasil foi elevado para outperform pelo Bradesco BBI, enquanto a Odontoprev foi iniciada com recomendação de compra pelo HSBC. 

Sobre o ABC Brasil, os analistas do banco afirmam que há muito espaço para aumentar o crédito, já que sua posição de capital é de 16,2% (esperamos 13% em 2018), ainda apontando para 
valuation atraente com ROE resiliente.

 

(Com Agência Estado)

 

 

 

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