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Vale zera perdas e Petrobras ganha forças; banco atinge máxima histórica; varejista salta 17% e mais 8 reações a balanços

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (8)

 

Bancos
As ações de bancos registram ganhos de mais de 1% na sessão desta terça-feira, enquanto os papéis do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 31,88, +1,69%), que operavam praticamente estáveis durante a manhã, viraram para alta. Na próxima quinta-feira, antes da abertura do pregão, o BB divulgará resultados e a perspectiva é de números fracos para a estatal. O Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 39,91, +1,50%) avança mais de 1%, enquanto o Bradesco (BBDC4, R$ 32,06, +2,30%) atingiu máxima histórica. No ano, os papéis BBDC4 saltam 22%. As units do Santander (SANB11, R$ 27,62, +4,11%) também têm ganhos expressivos, acima de 2%. 

Vale (VALE3, R$ 32,52, +0,31%;VALE5, R$ 30,24, 0%)
As ações da Vale chegaram a cair mais de 2% após a disparada de cerca de 4% na véspera, mas logo amenizaram as perdas.  O minério de ferro negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, um dos mais acompanhados pelo mercado, recuou 0,93% hoje, cotado a US$ 75,46 por tonelada, pressionado pelos dados da balança comercial chinesa de julho, que vieram abaixo do esperado pelo mercado. 

Na mesma linha, mas com maior intensidade, os contratos futuros de minério de ferro negociados na Bolsa de Mercadorias de Dalian registraram queda de 2,66%, encerrando o pregão cotados a US$ 81,90 (549 iuanes). As exportações chinesas subiram 7,2% em julho ante o mesmo período do ano passado, enquanto o mercado esperava crescimento de 10,5%. Já as importações avançaram 11% frente ao visto em 2016, abaixo das projeções de 16,4%. 

As siderúrgicas, por sua vez, alternam entre ganhos e perdas após um início de sessão negativo.. Após disparada de 8,67% na véspera, as ações da CSN (CSNA3, R$ 8,67, +1,76%) ficam próximas à estabilidade, enquanto Gerdau (GGBR4, R$ 11,70, +0,95%) cai mais de 1% e Usiminas (USIM5, R$ 5,93, +2,24%) fica estável. 

 

Eletropaulo (ELPL4, R$ 15,30, +2%)
A AES Eletropaulo vê suas ações em alta após o balanço do segundo trimestre. A responsável pela distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo registrou lucro líquido de R$ 31,4 milhões no período, número nove vezes maior que os R$ 3,5 milhões reportados no mesmo período do ano passado. Com isso, no acumulado em seis meses a distribuidora anota um lucro de R$ 44 milhões, montante 29,3% maior que o reportado em igual etapa de 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia somou R$ 262,2 milhões entre abril e junho, alta de 37,5% em relação ao reportado nos mesmos meses do exercício anterior. A margem Ebitda subiu 2 pontos porcentuais e passou de 6,8% para 8,8%. No semestre, o Ebitda soma R$ 498,3 milhões, alta de 34%, com margem de 8,5%, o que corresponde a um avanço também de dois pontos porcentuais.

A companhia também divulgou o Ebitda ajustado, no qual são consideradas questões como ativos possivelmente inexistentes e fundo de pensão. Nesse caso, a distribuidora registrou um Ebitda de R$ 360,2 milhões, 58% acima dos R$ 228 milhões anotados no mesmo intervalo do ano passado. A margem Ebitda ajustado subiu 3,9 p.p., para 12%. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado avançou 56%, para R$ 694,4 milhões, com margem 4 p.p. maior, de 11,8%.

A receita líquida da distribuidora totalizou R$ 2,99 bilhões no abril a junho, alta de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seis meses, a receita somou R$ 5,866 bilhões, alta de 3,3%. O resultado financeiro representou uma despesa de R$ 79,3 milhões no segundo trimestre, ante uma despesa de R$ 58 milhões anotada um ano antes. A piora nessa linha se deve principalmente à variação cambial de Itaipu, com impacto negativo de R$ 32,9 milhões.

A Eletropaulo divulgou ainda atualizações de suas projeções de sobrecontratação e do Programa de Produtividade, que visa reduzir os custos operacionais. Para este ano, a previsão de sobrecontratação feita pela companhia passou dos 105,8% divulgados em maio para 104,2%. Para 2018, a expectativa foi revista de 104,8% para 105,1%. Segundo a Eletropaulo, para 2017, além da participação nos leilões de Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD), a projeção da sobrecontratação foi revista por conta do crescimento esperado em seu mercado para o ano, que estava em um intervalo de 0,8% a 1,2%, e passou para algo entre 0,6% e 1%. No que diz respeito ao programa de redução de custos, a Eletropaulo espera um corte de R$ 200 milhões neste ano, dos quais R$ 70 milhões realizados no segundo trimestre, R$ 80 milhões no terceiro trimestre e os R$ 50 milhões restantes nos últimos três meses do ano.  

 

AES Tietê (TIET11, R$ 14,38, -0,83%)
A AES Tietê, geradora de energia do grupo AES, vê suas ações em leve queda após os números do segundo trimestre. A companhia registrou lucro líquido de R$ 91 milhões no segundo trimestre deste ano, 11,8% abaixo do apurado na mesma etapa de 2016. No acumulado do primeiro semestre, o resultado somou R$ 217 milhões, 22,2% acima do reportado em igual período do ano passado. O Ebitda ficou em R$ 212,9 milhões entre abril e junho, montante 11,9% menor frente o reportado em igual etapa do ano passado. A margem Ebitda passou de 58,7% para 53,3%. No acumulado do ano, o Ebitda da geradora somou R$ 471,9 milhões, alta de 12,1% frente igual etapa de 2016. A margem Ebitda apresentou evolução positiva e passou de 52,9% para 58,8%.

A receita líquida da AES Tietê Energia totalizou R$ 399,4 milhões no segundo trimestre deste ano, montante 3,1% inferior ao registrado nos mesmos meses do ano passado. De janeiro a junho, a receita totalizou R$ 908,8 milhões, o que corresponde a uma alta de 1,2% frente igual etapa de 2016.

O resultado financeiro líquido correspondeu a uma despesa de R$ 31,1 milhões no trimestre, montante 34,9% menor que a despesa de R$ 47,8 milhões anotada no mesmo período de 2016. No ano, a despesa financeira recuou 11,7%, para R$ 62,8 milhões.

De acordo com o Santander, a companhia reportou ganhos que estavam em linha com a expectativa, refletindo menores custos com energia e um recebimento financeiro não recorrente da CCEE. 

Marcopolo (POMO4, R$ 3,34, -2,91%)
A Marcopolo vê suas ações em expressiva queda apesar do resultado considerado positivo pelos analistas. A companhia  fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 22,2 milhões, uma queda de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os fatores que pressionaram o resultado está o aumento de despesas com vendas (+20,5%), gerais e administrativas (+5,35%), além do reconhecimento de R$ 10,6 milhões em outras despesas operacionais. Enquanto isso, a receita líquida da companhia subiu 19,5%, passando de R$ 619,7 milhões para R$ 740,9 milhões em um ano. Já o Ebitda avançou 2,8%, para R$ 47,4 milhões.

De acordo com o Santander, os resultados da Marcopolo foram ligeiramente positivos, alimentados por uma combinação de: (1) bons volumes no mercado interno (principalmente no segmento interurbano de maior margem); (2) manutenção das exportações a um bom nível (as vendas cresceram 6,9% em relação ao ano anterior apesar do real 8,6% mais forte) e; (3) resultados dos projetos de eficiência implementados pela administração começam a aparecer. Porém, os analistas destacaram que o bom desempenho já estava precificado no papel. Por outro lado, o Itaú BBA destacou que os resultados foram mais fortes do que esperados e deve para cima as estimativas.

Restoque (LLIS3, R$ 42,50, +14,86%)
O grande destaque, contudo, fica com as ações da Restoque, que saltam após o balanço do segundo trimestre, chegando a subir 17,24% na máxima do dia. A dona das marcas Le Lis Blanc e Dudalina, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 8,26 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 12,79 milhões registrado um ano antes. Já a receita líquida da companhia teve uma alta de 20,5%, passando de R$ 283,08 milhões para R$ 341,10 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) consolidado, por sua vez, avançou 45,2%, saindo de R$ 62,05 milhões no segundo trimestre de 2016 para atuais R$ 90,11 milhões, com a margem Ebitda subindo de 21,9% para 26,4%.

Segundo a companhia, foi o maior valor de faturamento trimestral e o maior EBITDA trimestral de sua história. Durante o primeiro semestre, foram fechadas 26 lojas (que passaram de 327 para 301) e foram reduzidas 277 posições na área administrativa, representando uma redução de 35%, disse a Restoque.

De acordo com o BTG Pactual, o balanço foi forte, com a receita avançando por conta de forte vendas nas mesmas lojas (21%), crescimento de 192% em e-commerce e 64% de crescimento em outlets. John John,  Le Lis, Bo.Bo (+19%) e Dudalina  foram destaques positivos, enquanto Individual e Rosa Chá decepcionaram. A margem bruta expandiu 150 pontos-base na comparação anual em cima de melhora de estoques e menores promoções, enquanto a companhia diminuiu as suas despesas gerais e administrativas. Após o balanço, o BTG revisou o preço-alvo para as ações de R$ 47 para R$ 49, com recomendação de compra. 

M. Dias Branco (MDIA3, R$ 48,28, -5,33%)
A empresa de alimentos M. Dias Branco registra forte queda na bolsa após o balanço do 2º trimestre, chegando a cair 7,02% na minima. A companhia obteve lucro líquido de R$ 199,4 milhões no segundo trimestre deste ano, aumento de 8,3% ante os R$ 184,1 milhões registrados em igual período do ano passado, informou a companhia na segunda-feira, 4. O Ebitda avançou 7% na mesma comparação, para R$ 247,7 milhões.

Já a receita líquida cresceu 3,7% no segundo trimestre, para R$ 1,375 bilhão. Esse resultado refletiu um aumento de 2,5% dos volumes e de 1% do preço médio de venda.

Segundo a companhia, o desempenho no período foi marcado pela recuperação do crescimento dos volumes de vendas nas principais linhas de produtos (biscoitos e massas). Essa melhora, disse a M. Dias Branco, é “consequência principalmente das campanhas comerciais e de marketing realizadas no período e da readequação dos preços através de descontos e bonificações”. 

Já o BTG Pactual aponta que o resultado foi fraco e 19% abaixo do esperado em termos de lucro por ação, por conta da margem Ebitda menor (18%, 280 pontos-base abaixo do esperado), numa combinação de margem bruta mais fraca e altas despesas com vendas. "O resultado decepciona por conta da dinâmica de preços de trigo, além de precificação abaixo do esperado. A companhia optou por sacrificar margens (via preço e maiores despesas comerciais) para proteger a participação de mercado. Depois de fortes results nos últimos trimestres, o crescimento também desacelerou, impedindo expansão de ROIC", afirmam os analistas. O BTG manteve recomendação neutra para os ativos, reduzindo o preço alvo de R$ 54 para R$ 51. 

Sonae Sierra (SSBR3, R$ 22,70, +5,68%)
A Sonae Sierra registrou lucro líquido de R$ 54,6 milhões no segundo trimestre de 2017 e animou o mercado. O montante é 13 vezes maior que o resultado do mesmo período do ano passado, que foi de R$ 3,9 milhões. O crescimento também foi visto no acumulado do primeiro semestre, quando o lucro (atribuível aos acionistas) atingiu R$ 72,23 milhões, 3,2 vezes maior do que em igual intervalo do ano anterior.

O Ebitda somou R$ 61,3 milhões no segundo trimestre, avanço de 15,5% na mesma base de comparação. A margem Ebitda cresceu 5,1 pontos, para 69,6%. No semestre, o Ebitda totalizou R$ 120,8 milhões, expansão de 3,1%.

A companhia também apresentou lucro operacional medido pelo FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) de R$ 41,5 milhões no segundo trimestre, crescimento de 33,6%. No semestre, o FFO chegou a R$ 76,9 milhões, alta de 16,2%.

A receita líquida totalizou R$ 88,1 milhões no segundo trimestre, um aumento de 7,0%. No semestre, a receita atingiu R$ 173,2 milhões, alta de 4,4%. A Sonae Sierra Brasil atribuiu a melhora da lucratividade ao melhor desempenho de todos os shoppings, marcados pelo aumento das vendas de lojistas e menores concessões de descontos, além de menores custos operacionais e despesas financeiras. A Coinvalores destacou que a companhia apresentou bom resultado, com destaque para a boa evolução nas vendas nas mesmas lojas nos shoppings da companhia, indicador bastante observado pelo varejo, que saltou 8,3% no período. 

Linx (LINX3, R$ 17,71, +1,20%)
A Linx vê suas ações em alta após reportar lucro líquido de R$ 21,4 milhões no segundo trimestre de 2017,  22,4% superior na comparação anual, enquanto a receita operacional líquida cresceu 10,7% no período, para R$ 135,4 milhões. O Ebitda teve alta de 3,2%, a R$ 32,97 milhões no trimestre, enquanto a margem Ebitda ficou em 24,3% ante 26,1% nas mesmas bases de comparação. As despesas operacionais tiveram alta de 20,5% no intervalo, para R$ 82,5 milhões. 

De acordo com o BTG Pactual, o resultado foi em linha. "Apesar de não esperarmos qualquer melhora nos números no curto prazo, resultado deve melhorar mais para o fim do ano por conta de reabertura de lojas (com a economia melhor), planos de expansão dos grandes clientes, expansão de margens de companhias adquiridas, entre outros fatores", apontam os analistas, que mantêm recomendação de compra para os ativos. 

Tegma (TGMA3, R$ 14,56, +1,46%)
A Tegma fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 24,1 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 700 mil registrado em igual período de 2016. A receita líquida subiu 15,9% no mesmo período, atingindo R$ 265 milhões. Já a margem líquida da companhia teve alta de 9,4 pontos percentuais para 9,1%. O Ebitda subiu 17,7%, para R$ 19,9 milhões, enquanto o resultado financeiro foi positivo, a R$ 3,6 milhões, revertendo os R$ 6,2 milhões negativos em igual período de 2016. 

De acordo com o BTG, a companhia apresentou bom resultado, levemente acima do esperado pelos analistas do banco."O trimestre continuou mostrando uma melhora de rentabilidade em logística automotiva, reflexo da melhora de volumes e recente corte de custos. Reiteramos recomendação de compra uma vez que a normalização da demanda no Brasil deve suportar contínua melhora de resultado", afirmam os analistas. 

Valid (VLID3, R$ 18,43, +4,72%)
A Valid registra fortes ganhos mesmo após a companhia registrar um balanço considerado fraco pelos analistas. A empresa fechou  o trimestre com lucro líquido de R$ 3,2 milhões, revertendo  o prejuízo de R$ 1,4 milhão do segundo trimestre do ano passado. A receita líquida teve queda de 10,5% na comparação com o segundo trimestre do ano anterior, passando de R$ 437,8 milhões para R$ 391,9 milhões. Já o Ebitda caiu 15,9%, passando para R$ 60,3 milhões. 

De acordo com o Santander, os resultados do segundo trimestre da companhia superaram as estimativas dos analistas. Contudo, os números seguem fracos e o cenário de um Ebitda estável para 2017 torna-se ainda mais desafiador. O BTG Pactual também apontou para o trimestre fraco: "seguimos aguardando uma virada nos results antes de ficarmos mais otimistas com o case. O destaque negativo ficou para a nova taxação que vem sendo cobrada pela SERPRO (entidade federal que controla base de dados para emissão de CNHs), levando a margem para 29% (teria sido 34% sem a nova tarifa)"

JBS (JBSS3, R$ 8,50, +6,92%)
As ações da JBS saltam nesta sessão. Ontem, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, sinalizou que Wesley Batista pode deixar o cargo na companhia. Com 21,3% de participação por meio da BNDESPar, o banco estatal é o segundo principal acionista da empresa dos Batista.  "A sinalização de fala de Rabello de Castro é positiva para o papel, porque afasta a ideia dos irmãos Batista; podemos ter empresa com outro perfil", disse Ari Santos, operador de mesa Bovespa da H. Commcor, para a Bloomberg. 

 Castro também disse ontem preferir que a Eldorado Brasil, empresa de celulose da J&F Investimentos, seja vendida para uma companhia também brasileira. A BNDESPar é uma das controladoras da Fibria (FIBR3, R$ 34,40, -2,99%) e é acionista Suzano Papel e Celulose (SUZB5, R$ 15,33, -2,97%). As ações das duas maiores produtoras mundiais de celulose de eucalipto registram queda expressiva nesta sessão, apesar da alta dos preços de celulose na Europa, segundo dados do Foex. 

Somos Educação (SEDU, R$ 15,10, +5,59%) 
As ações da Somos Educação têm forte alta. De acordo com o Brazil Journal, a Kroton sinalizou à Tarpon (TRPN3, R$ 3,60, +1,98%) que está disposta a oferecer até R$ 5 bilhões pela companhia, um prêmio de 33% sobre o valor de mercado atual, de R$ 3,75 bilhões. 

Natura (NATU3, R$ 25,43, -1,20%)
A Natura informou que seu conselho de administração aprovou a captação de R$ 3,7 bilhões em notas promissórias com prazo de 180 dias para pagar a compra de The Body Shop. Os papéis embutirão oferta de rentabilidade ao investidor equivalente a 108% do CDI, informou a companhia.

A Natura fechou a compra da britânica The Body Shop pelo equivalente a 1 bilhão de euros, operação que já recebeu aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no mês passado.

Petrobras (PETR3, R$ 14,12, +0,71%;PETR4, R$ 13,65, +0,74%)
Em meio ao maior ânimo com os futuros de petróleo com as notícias de que a Arábia Saudita planeja reduzir exportações para a Ásia no próximo mês e após dados sinalizarem que a demanda da China pela commodity permanece forte, as ações da Petrobras ganharam forças nesta tarde. O WTI registrou alta de 0,08%, a US$ 49,40, enquanto o brent tem leve alta de 0,06%, a US$ 52,40. 

Vale destacar ainda as falas do CEO da Petrobras, Pedro Parente, que participa de evento realizado pela Exame nesta manhã. Ele apontou que o custo de produção no pré-sal é da ordem de US$ 8 o barril e que o pré-sal já é a área que mais produz petróleo na Petrobras. Ele ainda ressaltou que a Petrobras teve 14.000 funcionários inscritos no programa de demissão voluntária e refutou as discussões sobre a privatização da Petrobras, afirmando que retomar o assunto agora "só atrapalha". "A sociedade brasileira não está preparada para privatizar a Petrobras. Há estatais petróleo que estão muito bem, outras não", afirmou. 

Ainda no radar da companhia, a estatal anunciou nesta terça um novo reajuste de preços nos combustíveis, com corte do preço da gasolina em 0,3% e do diesel em 0,5%.  Os novos preços entram em vigor a partir da meia-noite desta terça-feira (9).  A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais. 

BR Malls (BRML3, R$ 13,55, -0,15%)
Os analistas do Itaú BBA retomaram a cobertura para as ações da BR Malls com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) com preço justo para 2018 de R$ 15,50 por ação. Os analistas destacam a estratégia da empresa para melhorar a alocação de capital e fortalecer os ativos principais irão melhorar os retornos a longo prazo. 

Mais recomendações
A Weg (WEGE3, R$ 19,37, -0,92%) vê suas ações em leve queda após a empresa ter a recomendação reduzida de compra para manutenção pelo HSBC.  A Copel (CPLE6, R$ 26,26, -0,87%), por sua vez, teve a recomendação elevada pelo banco, com preço-alvo de R$ 34, enquanto a Ultrapar (UGPA3, R$ 71,74, -0,26%) foi cortada para manutenção com preço-alvo de R$ 79. 

Sabesp (SBSP3, R$ 33,51, -0,62%)
A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) publicou nesta segunda-feira deliberação com novo cronograma da etapa inicial da 2ª revisão tarifária da Sabesp, segundo comunicado da companhia. A Tarifa Média Máxima Preliminar (P0 Preliminar) será divulgada e autorizada até 3 de outubro de 2017. A Tarifa Média Máxima Final (P0 Final) será divulgada e autorizada até 10 de abril de 2018.

Em 1 de agosto, a Arsesp concedeu prazo adicional solicitado de 7 dias para esclarecimentos finais sobre o teor das informações apresentadas pela companhia na etapa preliminar da 2ª Revisão Tarifária Ordinária. A Sabesp também teve a recomendação reduzida pelo HSBC para manutenção, com preço-alvo de R$ 39,00. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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