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Três gratas surpresas: resultados surpreendem os analistas e ações sobem forte nesta sexta-feira

Banco de investimento eleva recomendação e preço-alvo para uma dessas empresas

forte resultado

SÃO PAULO - A temporada de resultados do segundo trimestre está surpreendendo positivamente o mercado, com boa parte das empresas (até então) publicando bons resultados. Nesta sexta-feira (28), Estácio (ESTC3; +14,78%; R$ 19,72), Fleury (FLRY3; -0,24%; R$ 29,50) e Multiplan (MULT3; +4,59%; R$ 73,32) ganharam o apreço dos analistas em vista dos números trimestrais, culminando, inclusive, na elevação de recomendação das ações e do preço-alvo de duas delas.

Começando pela empresa de educação, ela de fato demostrou porque a Kroton (KROT3) viu tanto valor na companhia. A receita líquida no segundo trimestre alcançou R$ 913,4 milhões, enquanto o mercado esperava R$ 854,2 milhões para o período. Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido superaram o consenso do mercado em 45% e 53%, respectivamente. De acordo com os analistas do BofA (Bank of America Merrill Lynch), o resultado foi impulsionado basicamente por três motivos: i) crescimento de dois dígitos do ticket médio (receita em razão do número de estudantes) do campus e de ensino a distância; ii) queda do nível de evasão de alunos; iii) maior eficiência com gastos pessoais e de marketing.

O resultado também foi elogiado pelos analistas do BTG Pactual, que destacaram os mesmo pontos do time do BofA. Apesar dos bons números publicados, o BTG afirma que ainda possui algumas dúvidas estruturais, principalmente relacionadas à necessidade marginal da empresa de ajustar a estrutura de custos e despesas após o veto do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), receio que passa longe dos analistas do banco norte-americano, que inclusive elevaram a recomendação para as ações da Estácio para compra.

"Elevamos a recomendação de Estácio para compra, pois acreditamos que o bom momentum dos resultados permanecerá e a possibilidade de M&A [com outras empresas do setor] não pode ser descartada, o que pode continuar a oferecer suporte às ações no médio prazo". Sobre a possibilidade de fusão, o mercado especula uma união com Ser Educacional (SEER3). Para completar, os analistas do BofA elevaram o preço-alvo para as ações da Estácio de R$ 16,00 para R$ 21,00, o que representa um potencial de valorização de 22% frente ao fechamento de quinta-feira (27).

Outras gratas surpresas
Além da companhia de educação, os números de Multiplan e Fleury também foram elogiados pelos analistas. No segundo trimestre, a administradora de shoppings superou as estimativas de receita, Ebitda e lucro líquido do consenso em 3%, 2% e 5%, respectivamente. De acordo com os analistas do Bradesco, o resultado acima do esperado foi devido ao crescimento da receita de aluguéis e controle de custos. Para o time do Credit Suisse, "as métricas operacionais do segundo trimestre superaram as expectativas e apontaram para a continuação (e o aprimoramento) do processo de recuperação observado no primeiro trimestre".

Aproveitando o bom resultado reportado, os analistas do BTG Pactual reiteraram a recomendação de compra para as ações da Multiplan, com preço-alvo de R$ 76,00, culminando em um potencial de valorização de 8% frente ao último fechamento. O time do Bradesco também reforçou o call de compra e o preço-alvo em R$ 77,00, resultado em um upside de 10% em relação a quinta-feira.

O resultado de Fleury também "caiu nas graças" dos analistas. Com lucro líquido 24% acima da estimativa do consenso, em vista da menor alíquota de imposto, os analistas do BofA destacaram que o sólido operacional no segundo trimestre foi devido à forte marca da empresa, resiliente aos efeitos da crise, como também a eficiência da gestão em promover crescimento orgânico. Por fim, destacaram: "acreditamos que a combinação de execução premium, um plano de expansão bem implementado e a alavancagem operacional do negócio continuarão a dar suporte para as ações. Nós vemos Fleury com um case premium e defensivo no Brasil".

Depois de absorvido o resultado nos modelos, os analistas do Credit Suisse elevaram as estimativas de 2017 e 2018 em 17% e 18%, respectivamente e, com isso, aumentaram o preço-alvo para as ações de R$ 25,00 para R$ 35,00, culminando em um potencial de valorização de 18% frente ao último fechamento.

 

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