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"Piratas" atacam refinaria da Petrobras; estreia da Biotoscana, recomendações, balanços e mais notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (25)

Petrobras
(Alf Ribeiro / Shutterstock.com)

SÃO PAULO - Na noite desta terça-feira, a temporada de balanços se intensifica, com os números de Pão de Açúcar, Lojas Renner e TIM, enquanto a Fibria divulga seus números antes do pregão. Já entre as empresas que divulgaram resultados, o mercado digere os números de Via Varejo e Locamerica. Atenção ainda para as recomendação, com a Hypermarcas tendo a recomendação reduzida pelo Bradesco BBI, Localiza teve a recomendação elevada pelo JPMorgan, enquanto o Safra iniciou a cobertura para elétricas. Confira os destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4)
Segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo, a Reman, Refinaria da Petrobras em Manaus, está sendo alvo de ataques por piratas. A unidade é produtora de gasolina e óleo diesel e abastece a Região Amazônica.

O modus operandi desses ataques é o mesmo dos assaltos a embarcações nos rios, aponta o jornal: os piratas usam barcos pequenos e rápidos para chegar ao local e, com armas pesadas, rendem os vigilantes. Na sequência, chega um barco maior para onde é transportado o combustível e os equipamentos roubados. Os assaltos ocorrem, principalmente, na época das cheias, quando o nível alto dos rios facilita o acesso dos bandidos à refinaria.  

“O perigo existe e é iminente. Já fizemos várias denúncias, que estão sendo investigadas pela direção da refinaria”, afirmou ao jornal Roberto Pinheiro, diretor do Sindipetro-AM. “Isso ocorre há uns 20 anos, mas se intensificou nos últimos anos. Recentemente, houve duas ou três ocorrências seguidas.”

Ainda no radar da companhia, a Petrobras anunciou a elevação do preço do diesel em 1,4% e da gasolina em 1,9%. Os reajustes serão válidos a partir da próxima quarta-feira para as refinarias. 

Gerdau (GGBR4)
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a Operação Zelotes trabalha em denúncia contra integrantes do Grupo Gerdau por envolvimento em suposto esquema de compra de decisões no Carf.

De acordo com a publicação, o presidente da siderúrgica, André Gerdau, não deve ser acusado, embora tenha sido indiciado pela PF. Procuradores avaliam que o CEO não teve participação direta nos crimes investigados, pois apenas assinou procuração para terceiros, que teriam atuado para manipular decisões. 

A empresa se posicionou em nota enviada ao jornal, afirmando que "a Gerdau ou qualquer dos executivos mencionados jamais prometeu, ofereceu ou deu vantagem indevida a funcionários públicos para que recursos em trâmite no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) fossem ilegalmente julgados em seu favor". A Gerdau ainda afirmou "que possui rigorosos padrões éticos na condução de seus pleitos junto aos órgãos públicos e reafirma que está, como sempre esteve, à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que vierem a ser solicitados, bem como irá defender firmemente, em todas as instâncias processuais, a legitimidade e lisura de seus atos.”

De acordo com o Itaú BBA, apesar de não ser propriamente uma novidade, a notícia pode pesar negativamente sobre a ação, já que revive os riscos para a companhia. 

Biotoscana
Os BDRs da Biotoscana estreiam hoje na B3 após levantar R$ 1,34 bilhão em IPO com fixação de preço de sua ação em R$ 26,50, no meio da faixa
indicativa. O código de negociação é GBIO33. O IPO foi o 5º na bolsa brasileira este ano, depois de Movida, Azul, Hermes Pardini e Carrefour.  

Camil
Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, a fabricante de alimentos Camil trabalha para emplacar sua abertura de capital bilionária em outubro. A projeção, no momento, é que a precificação da ação da companhia ocorra na segunda semana de outubro. Além da própria Camil, o grupo também é dono das marcas União e Coqueiro.

Vale (VALE3;VALE5)
A bancada mineira no Congresso pressiona o Governo Federal para elevar para 3% a alíquota de royalties cobrada sobre a exploração mineral. O tema foi discutido em reunião na noite desta segunda-feira, 24, no Palácio do Planalto. Nesta terça-feira, 25, o presidente Michel Temer anuncia, em cerimônia marcada para as 16h, o novo marco regulatório do setor de mineração, que deve trazer definição sobre os royalties, o principal ponto do projeto, destaca o Estadão

A proposta do governo federal é estabelecer uma alíquota flexível para o royalty do minério de ferro, um dos principais itens da balança comercial brasileira. Minas Gerais e Pará são os dois Estados que concentram a exploração e produção nacional de minério de ferro. Pela proposta do governo, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) iria variar de 2% a 4%, atrelada às oscilações internacionais da cotação da commodity. Quanto maior o preço alcançado no mercado, maior o royalty. Também haveria royalties menores para empresas de menor porte. A proposta já contaria com o apoio da área econômica do governo.

A bancada mineira pressiona, porém, para fixar esse piso em um mínimo de 3%. Isso traria benefícios adicionais a Minas Gerais, pois a divisão da arrecadação dos royalties privilegia municípios e Estados produtores, em detrimento da União. Atualmente, a União fica com 12% das receitas; os Estados produtores, com 23%, e os municípios produtores, com 65%. No ano passado, a arrecadação com royalties da mineração ficou em R$ 1,797 bilhão.

A expectativa do governo, com as novas regras, é elevar a arrecadação com Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), para algo entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. Além da elevação das alíquotas, outra mudança prevista na proposta do governo é que a Cfem passaria a incidir sobre o faturamento bruto das empresas. Hoje, o royalty incide sobre o faturamento líquido.

Fibria (FIBR3)
A Fibria registrou um prejuízo de R$ 259 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 745 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita líquida foi de R$ 2,775 bilhões, alta de 16% na base anual, superando a maior estimativa de analistas consultados pela Bloomberg, de R$ 2,72 bilhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,07 bilhão, alta de 16% na base anual, enquanto a margem Ebitda foi de 45%, alta de 2 pontos percentuais na mesma base de comparação. 

Via Varejo (VVAR11)
A Via Varejo, rede dona das marcas Casas Bahia e Pontofrio, reportou prejuízo líquido de R$ 45 milhões no segundo trimestre de 2017, perda 87% inferior à apurada no mesmo período do ano anterior, de R$ 350 milhões. No acumulado do primeiro semestre do ano, a Via Varejo tem lucro de R$ 52 milhões, revertendo assim o prejuízo de R$ 546 milhões acumulado no ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia de varejo de eletroeletrônicos atingiu R$ 190 entre abril e junho de 2017, crescimento de 117% na comparação com os mesmos meses do ano passado. Em seis meses, o Ebitda chega a R$ 498 milhões, aproximadamente sete vezes superior a 2016.

A Via Varejo teve receita líquida ajustada de R$ 6,146 bilhões entre abril e junho, expansão de 10,8% na comparação anual. No semestre, a receita chegou a R$ 12,139 bilhões, alta de 7,8%.

De abril a junho de 2017, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 195 milhões. No total do primeiro semestre, o valor também foi negativo em r$ 335 milhões.

O balanço agradou os analistas de mercado. Segundo o Credit Suisse, a companhia reportou bom resultado, com vendas nas mesmas lojas crescendo 11% (melhor valor desde 2013). "A empresa fez um bom trabalho em margem, com diluição de custos gerais e administrativos, reportando uma margem Ebitda de 6%. "Vale lembrar que a base de comparação é fraca, mas o resultado foi forte (...) O resultado positivo já era esperado pelo mercado, mas acreditamos que as ações devem reagir de forma positiva e com leitura positiva também para Pão de Açúcar", aponta o banco. 

Locamerica (LCAM3)
A Locamerica encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 9,866 milhões, o que representa uma alta de 30,2% em relação aos R$ 7,578 milhões apurados no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a receita líquida subiu 13,2% no mesmo período, para R$ 216,5 milhões.

A receita obtida com o segmento de seminovos cresceu 30,3%, para R$ 115 milhões, compensando a queda de 1,5% na receita da divisão de locação, que totalizou R$ 101,6 milhões.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) fechou o período entre abril e junho em R$ 62,3 milhões, uma queda de 0,7% em um ano. A margem Ebitda avançou 0,5 ponto porcentual, para 61,3%.

Players de combustíveis
Segundo o Valor Econômico, a Receita Federal está refazendo os cálculos do aumento do PIS/Cofins sobre o etanol para verificar se ele está em conformidade com o que estabelece a lei, conforme afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. De acordo com a Receita Federal, "as alíquotas para a Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins não devem ser superiores a 9,25% do preço médio de venda no varejo do etanol, apurado de forma ponderada com base no volume comercializado em cada estado e no Distrito Federal nos 12 meses anteriores". Caso essa revisão acontece, o Itaú BBA aponta para um possível aumento nos preços-alvo para as ações de São Martinho (SMTO3) e Cosan (CSAN3). 

Ultrapar (UGPA3)
A Ultrapar informou que seu conselho de administração autorizou a controlada Ipiranga a captar R$ 1,5 bilhão em debêntures de cinco anos. As debêntures simples, não conversíveis em ações, pagarão aos investidores o equivalente a 105% do CDI. A companhia vai emitir 1,5 milhão de títulos em série única.

O anúncio acontece cerca de um mês após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ter estendido por mais 30 dias o prazo para análise da aquisição da rede de postos de combustíveis Alesat pela Ipiranga. O prazo final para conclusão do processo é 16 de agosto.

Bancos
O Credit Suisse atualizou os modelos para os bancos brasileiros reforçando a visão positiva para o setor, mesmo que cautelosos com o cenário de crescimento de receita para 2018. Os analistas mantiveram o Bradesco (BBDC4) - recomendação outperform - como top pick, seguido de Santander Brasil (SANB11), também outperform, assim como o Banco do Brasil (BBAS3). O Itaú (ITUB4), com recomendação neutra, é o menos preferido do Credit Suisse, devido um valuation menos atrativo (16% upside) e momentum de lucros pior.

Hypermarcas (HYPE3)
A Hypermarcas foi cortada de outperform para neutral pelo Bradesco BBI, com o preço-alvo passando de R$ 34,00 para R$ 33,00, o que representa um potencial de alta de 16,4%, ante o fechamento desta segunda-feira. A companhia divulga seu resultado do segundo trimestre no próximo dia 28 de julho.

Localiza (RENT3)
Já a Localiza teve, dias depois da divulgação dos resultados do segundo trimestre, a recomendação elevada para overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan. O preço-alvo por ação é de R$ 60,00. O Credit Suisse, por sua vez, elevou o preço-alvo para a ação de R$ 45,00 para R$ 56,00. 

Elétricas
O banco Safra de Investimento iniciou a cobertura de diversas companhias elétricas. AES Tietê (TIET11), Cemig (CMIG4), Copel (CPLE6), Eletrobras (ELET6), Energisa (ENGI3), Equatorial (EQTL3) e Taesa (TAEE11) possuem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado). Já Alupar (ALUP11), Cesp (CESP6), Transmissão Paulista (TRPL4), Eletropaulo (ELPL4) e Light (LIGT3) possuem recomendação neutra. 

Cemig (CMIG4)
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia entendeu que não há urgência que justifique a atuação da Presidência do Supremo, durante o período de férias forenses, na análise do pedido da Cemig para suspender a realização de leilão da Usina Hidrelétrica de Jaguara, segundo comunicado no website do STF.

O despacho da presidente do STF foi dado nos autos da Ação Cautelar (AC) 3980, e a análise do pleito caberá ao relator do processo, ministro Dias Toffoli. O deferimento do mandado de segurança asseguraria o contrato antes firmado com a Cemig e alteraria o objeto do leilão. O presidente do Supremo observou que a matéria vem sendo questionada há alguns anos e tem sido objeto de constantes tentativas de acordo, sem se chegar ao consenso pelas partes. Segundo a presidente do Supremo, não há fato novo que seja desconhecido pelo relator do processo.

Ex-OGX (OGXP3)
A OGX e a OGPAR celebraram acordo definitivo junto aos credores detentores dos bonds OSX-3 Senior Secured Callable Bond 2012/2015 emitidos pela OSX-3 Leasing BV e credores dos financiamentos DIP e Incremental Facility. 

O acordo será implementado mediante (i) a capitalização, na OGX, dos créditos detidos pela OSX-3 e pelos Credores IF; (ii) conversão das Debêntures em ações de emissão da OGX, nos termos da escritura de emissão; e (iii) a entrega em dação em pagamento de 2/3 das ações que a OGX detém no capital social da Eneva para os credores, sendo 1/3 para os detentores das Debêntures e para os Credores IF em conjunto e 1/3 para a OSX-3 (o valor das ações Eneva entregues em dação em pagamento será abatido do valor dos créditos capitalizados, assim como será deduzido qualquer valor eventualmente pago, até a data da capitalização, a título de frete para a OSX-3, em função do afretamento da embarcação FPSO OSX-3). 

Natura (NATU3)
O Cade aprovou, sem restrições, a compra da Body Shop no Brasil pela Natura. O negócio foi anunciado dia 26 de junho pelo preço de 1 bilhão de euros.

Oi (OIBR4)
Segundo o colunista do jornal O Globo Ancelmo Gois, a Oi quer vender sua operação de Cabo Verde. O colunista destaca que a decisão já foi tomada. 

(Com Bloomberg e Agência Estado)

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