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Magazine Luiza dispara 10% após otimismo de analistas com resultado do segundo trimestre

BTG Pactual prevê crescimento de 50% para o segmento de e-commerce; resultado será publicado em 31 de julho

SÃO PAULO - A ação da Magazine Luiza (MGLU3) disparou 10,06% nesta sexta-feira (7), cotada a R$ 285,49 (renovando máxima histórica), após os analistas do BTG Pactual projetarem mais um trimestre de forte resultado. Com isso, o papel acumula valorização de 170% neste ano, sendo o melhor desempenho entre as 100 ações que compõem o IBrX100. De 2016 para cá, as ações sobem 1.500%.

Vale destacar que a Magazine Luiza foi avaliada nesta sexta-feira no evento da Carteira InfoMoney. Nos minutos finais do programa, que está disponibilizado no começo da matéria, falamos sobre o impacto da queda dos juros no desempenho das ações da varejista.

De acordo com o banco, apesar do momento ruim da economia, com o alto nível de desemprego e os impactos na confiança por conta da crise política, a empresa deverá apresentar crescimento anual de 50% no segmento de e-commerce, sendo que as "vendas mesmas lojas" consolidadas deverão crescer 22% na passagem anual. Vale lembrar que a empresa publicará seu resultado referente ao segundo trimestre em 31 de julho, após o fechamento do mercado.

"Apesar do cenário político incerto, com efeitos negativos no ritmo de recuperação econômica do Brasil, a Magazine Luiza não mostra sinais de desaceleração, beneficiada por sua forte execução (...) no segundo trimestre, MGLU3 deve ser o principal destaque positivo em nosso universo de cobertura, corroborando com nossa visão positiva", exaltam os analistas.

Para o segundo trimestre, o banco de investimento espera um crescimento anual de 21,2% para a receita líquida, enquanto o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado deve crescer 31,7% na mesma base de comparação, alcançando R$ 215 milhões. Para o lucro líquido, os analistas esperam R$ 58 milhões, alta de 461,6% frente os R$ 10 milhões do segundo trimestre do ano passado.

Perspectivas para o setor
Com relação as outras empresas do setor, Lojas Renner (LREN3), CVC (CVCB3) e Arezzo (ARZZ3) deverão apresentar vendas fortes e crescimento de Ebitda, mas a linha de lucro não deve acompanhar esse ritmo de expansão, projetam os analistas. Lojas Americanas (LAME4) deve apresentar um bom resultado no acumulado do semestre, impulsionado pelas fortes vendas no período de Páscoa. Do lado negativo, Marisa (AMAR3) deve seguir lutando para "reviver suas vendas", enquanto Natura (NATU3) deve postar números nada empolgantes, corroborando com a visão mais cautelosa do banco para a empresa.

Apesar das incertezas quanto ao rumo da economia nos próximos trimestres (o que poderia impedir um crescimento mais forte das receitas), o setor de varejo será beneficiado pela queda da inflação e, principalmente, da taxa básica de juros, fato que implicará em um menor custo de financiamento para as empresas do setor.

Tendo em vista as expectativas para os resultados, o BTG Pactual mantém sua recomendação de compra para Magazine Luiza, Lojas Americanas, Lojas Renner e CVC, dando preferência para empresas com sólidos fundamentos, disciplina de caixa e gestão de qualidade. A lista de compra do banco de investimento ainda é composta pelas ações da Arezzo e da RD (ex-Raia Drogasil; RADL3).  

 

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