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Itaú desiste de tentar comprar o Patagonia; JCP da Raia Drogasil e mais notícias no radar

Confira os principais destaques do noticiário corporativo da noite desta quarta-feira (21)

Agência do itaú
(Divulgação)

SÃO PAULO - Radar de notícias agitado na noite desta quarta-feira (21), com destaque para o Itaú Unibanco, que após os rumores de que ele liderava a disputa para comprar o Banco Patagonia, informou que decidiu não fazer uma proposta pela instituição. Juros sobre capital próprio da RD e novidades na educação também agitam o mercado. Confira os destaques:

Itaú Unibanco (ITUB4)
O Itaú Unibanco disse que, "após uma análise cuidadosa, decidiu não apresentar uma proposta vinculante para aquisição do Banco Patagonia", em comunicado enviado à Bloomberg por email. O jornal Clarín havia informado que o maior banco privado do Brasil liderava a disputa para comprar o Patagonia do Banco do Brasil.

"No entanto, o Itaú Unibanco permanece atento a qualquer oportunidade que possa fortalecer sua presença na região, ao mesmo tempo em que permanece focado na criação de valor para seus acionistas e seus clientes regionais", diz o texto.

RD (RADL3)
A RD (antiga Raia Drogasil) informou que irá distribuir juros sobre capital próprio o valor bruto de R$ 0,148614618 - e não sofrerá nenhuma atualização monetária. De acordo com comunicado, o pagamento será feito com base na posição acionária de 26 de junho, com os papéis ficando "ex" no dia 27.

Ser Educacional (SEER3)
O Ministério de Educação (MEC) apresentou um novo marco regulatório para o credenciamento de instituições e a oferta de cursos de educação superior à distância (EAD), com entidades do setor considerando as mudanças favoráveis e alertando para os reflexos na dinâmica concorrencial deste segmento de ensino.

Entre as novidades, a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira permite que as instituições de ensino superior se credenciem para ofertar cursos de EAD sem a necessidade de credenciamento para modalidade presencial.

Além disso, o MEC passou a permitir que as instituições já credenciadas para EAD criem polos por ato próprio, respeitando os limites quantitativos fixados de acordo com o conceito institucional. Conforme o texto, aquelas com classificação 3 podem criar até 50 polos EAD por ano, enquanto as com nota 4 podem abrir até 150 unidades e as com conceito 5 até 250.

A medida deve agilizar a abertura de novos polos EAD por instituições que já demonstraram qualidade, o que, por sua vez, vai impactar a dinâmica concorrencial no segmento de ensino à distância.

Em comunicado, a Ser Educacional informa que o novo marco regulatório permitirá a expansão imediata das atividades em EAD para um total de até 318 polos, ante 18 atualmente. Isto porque as suas duas instituições credenciadas para ensino à distância - a UNINASSAU, em Recife, e a UNG/UNIVERITAS, em Guarulhos - possuem conceito 4.

"Nosso objetivo será lançar aproximadamente 100 novos polos nesse segundo semestre e a partir de 2018 acelerarmos esse ritmo até atingir o total de polos aprovados pela legislação em vigor”, disse Janyo Diniz, presidente do Grupo Ser Educacional, no comunicado.

Cemig (CMIG4) e Light (LIGT3)
O Conselho de Administração da Cemig aprovou nesta quarta-feira o início do processo de alienação da totalidade de sua participação na Light S.A., de acordo com fato relevante.

A aprovação ocorre após a elétrica mineira ter anunciado no início do mês um plano de desinvestimentos que inclui ativos que somam valor patrimonial de R$ 6,564 bilhões, com o objetivo de reduzir sua enorme dívida, que concentra mais de R$ 10 bilhões em vencimentos até 2019.

Ultrapar (UGPA3)
A Ultrapar informou que seu conselho de administração elegeu Frederico Pinheiro Fleury Curado para ser o diretor-presidente da companhia a partir de 2 de outubro.

A decisão veio após o atual presidente, Thilo Mannhardt, ter informado que não tem intenção de renovar seu contrato com a companhia, informou a Ultrapar por meio de fato relevante.

"Frederico Curado, 55 anos, tem experiência sólida que inclui longo período como presidente em companhia aberta de primeira linha", diz trecho do documento.

Curado trabalhou por 32 anos na Embraer, 22 deles na diretoria, antes de a fabricante de aeronaves surpreendentemente anunciar que troca de comando do grupo, que passou para Paulo Cesar de Souza e Silva.

(Com Reuters)

 

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