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Vale e siderúrgicas sobem até 3%; Fibria salta 4% com recomendação e Cielo cai 2% e aciona "call" de venda

Confira os principais destaques de ações da bolsa nesta segunda-feira

Fibria - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O Ibovespa tem queda nesta segunda-feira (29), pressionado pelas ações dos bancos e Petrobras. Os papéis da Vale e siderúrgicas fazem o contrapeso, com alta de até 3%. Às 14h52 (horário de Brasília), o principal índice de ações da bolsa registrava queda de 0,60%, a 63.701 pontos, com apenas 15 das 58 ações no campo positivo. As maiores baixas ficavam com TIM, Cielo e Lojas Renner, com quedas entre 2% e 3%.

Do lado positivo, destaque ainda para as ações do setor de papel e celulose - Fibria e Suzano -, que saltaram até 4%, entre recomendação de compra e alta do dólar frente ao real. 

Confira abaixo os principais destaques de ações desta segunda-feira:

Papel e celulose
As ações do setor de papel e celulose - Fibria (FIBR3, R$ 37,85, +3,64%) e Suzano (SUZB5, R$ 15,87, +2,78%) - subiram forte nesta segunda-feira, entre alta do dólar e elevação de recomendação. O dólar comercial fechou em valorização de 0,15%, a R$ 3,2705. As ações da Fibria figuraram como a maior alta do Ibovespa e atingiram na máxima do dia ganhos de 3,94%, a R$ 37,96.

O Santander revisou o setor de papel e celulose, elevando Fibria e Suzano de manutenção para compra, com preços-alvos respectivos de R$ 43,00 e R$ 17,00, ante R$ 35,00 e R$ 15,00. Já a Klabin (KLBN11, R$ 17,15, +0,29%) teve a recomendação reduzida para manutenção pelo banco, com o preço-alvo caindo de R$ 20,00 para R$ 18,00. 

Vale (VALE3, R$ 28,06, +0,72%; VALE5, R$ 26,63, +1,14%)
As ações da Vale subiram apesar do dia misto para os preços do minério de ferro. Os contratos futuros da commodity negociadas na bolsa chinesa de Dailian recuaram 0,66%, a 454 iuanes, enquanto o minério spot (à vista) negociado no porto de Qingdao, na China, subiu 1,01%, a US$ 58,50 a tonelada. 

Veja mais: Os desafios são grandes, mas a Vale está em boas mãos; analistas "sabatinam" novo CEO

A ação da Vale foi uma das recomendações do "Visão Técnica" da última sexta-feira. Na ocasião, o analista Igor Rodrigues, da Clear Corretora, comentou que, se ultrapassasse o patamar dos R$ 26,30 (rompido nesta sessão), a ação abriria compra na bolsa, com potencial de alta até os R$ 30,00, ou ganho de 14% (veja aqui). A ação foi também uma das indicações desta segunda-feira da Arena do Investidor, dos analistas da XP Investimentos. A entrada da operação ocorreu nos R$ 26,80, com alvo nos R$ 29,65.

Acompanharam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 19,38, +3,09%) - holding que detém participação na Vale - e as siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 9,81, +2,72%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,50, +1,35%), Usiminas (USIM5, R$ 4,09, +0,74%) e CSN (CSNA3, R$ 7,18, +3,01%). 

Petrobras (PETR3, R$ 14,36, -1,31%; PETR4, R$ 13,55, -0,66%)
As ações da Petrobras fecharam em queda apesar da leve alta preços do petróleo. Lá fora, os contratos futuros do petróleo Brent registravam alta de 0,19%, a US$ 52,25 o barril, enquanto os contratos do WTI subiram 0,38%, a US$ 49,99 o barril. 

Cielo (CIEL3, R$ 23,20, -2,44%)
As ações da Cielo figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sessão, atingindo a região dos R$ 9,66 (-3,40%) na mínima do dia. Nesta segunda-feira, a Arena do Investidor, dos analistas da XP Investimentos, incluiu a ação na sua carteira semanal, com recomendação de venda.

Os analistas comentaram que o papel encontrou uma média móvel de 21 períodos, após subir 17% em apenas 7 pregões, e que poderia funcionar como uma resistência, abrindo caminho para uma correção nos próximos dias. 

A operação teve entrada nos R$ 23,14, com alvo final nos R$ 21,15. Caso atinja esse patamar, o trade dará ganhos de até 9,4%. Os analistas recomendam, contudo, uma redução parcial nos R$ 22,42. O stop loss fica nos R$ 24,01. 

JBS (JBSS3, R$ 7,70, +0,13%)
As ações da JBS subiram até 5,71%, a R$ 8,15, em meio aos sobre venda de ativos e com o mercado de olho em possível acordo de leniência da empresa com o Ministério Público Federal.

Ontem, a coluna do Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou que Wesley Batista procurou bancos na semana passada para tentar rolar dívidas de curto prazo e comunicou que vai colocar à venda a Alpargatas, a Eldorado Celulose e a Vigor. Dias atrás, o jornal O Estado de S. Paulo já havia informado sobre essa possibilidade, negada horas depois pela própria J&F. O colunista do Globo aponta também que a J&F colocará a venda o Canal Rural. 

O MPF fez uma nova proposta para fechar o acordo de leniência com o grupo J&F, que controla a JBS, mas não quer abrir mão da cifra de R$ 11 bilhões. Houve um desconto na multa, mas muito pequeno, de cerca de R$ 170 milhões. A concessão que foi feita pelos procuradores diz respeito ao prazo de pagamento. Antes, a dívida deveria ser paga em 10 anos e agora poderá ser quitada em 13 anos. Ficou determinado ainda que o acordo será fechado exclusivamente com a holding J&F, que será responsável pelos pagamentos, eximindo as demais empresas do grupo do compromisso.

Os investidores ficaram de olho também na notícia de que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu a oitava investigação diretamente ligada à JBS. O processo foi instaurado dia 26 de maio, segundo informações do site da autarquia.  

BTG Pactual (BBTG11, R$ 16,33, -0,37%)
 O BTG Pactual informou na sexta-feira que Persio Arida renunciou a seu cargo no conselho de administração e que venderá nos próximos meses sua posição acionária no banco e no braço de participações do maior banco de investimento independente da América Latina.

Segundo o BTG, a renúncia de Arida ocorreu em "consequência de decisão pessoal". "Persio Arida informou nesta data sua decisão de se dedicar exclusivamente aos seus interesses intelectuais", informou o BTG em comunicado ao mercado.

CVC (CVCB3, R$ 31,20, +0,32%)
O conselho de administração da CVC aprovou, por unanimidade, o exercício do direito de opção de compra de 33% de participação acionária na Read Serviços Turísticos e na Reserva Fácil Tecnologia por R$ 179,5 milhões, informou a CVC, em comunicado divulgado ao mercado na sexta-feira. O montante vai ser pago 30% à vista e 70% em 3 parcelas anuais.

O BTG Pactual aponta que, com essa aquisição, a CVC pode obter mais benefícios com essa divisão, depois das vendas terem fracassado devido à recessão econômica e a margem EBITDA aumentou significativamente desde 2014 de cerca de 30% para cerca de 50%, por conta das sinergias com o business de B&M. A empresa ainda tem uma opção de compra para adquirir a participação remanescente da Rextur em 2018, e manteve seu principal executivo, Marcelo Sanovicz, alinhado com a estratégia da empresa pelo menos até 2020.  

Ecorodovias (ECOR3, R$ 9,45, +0,21%)
A Ecoponte, controlada pela EcoRodovias, teve aval a reajuste de 2,5% na ponte Rio-Niterói. Assim, a tarifa para automóvel, caminhonete e furgão na Ponte, após arredondamento, passa de R$ 4,00 para R$ 4,10, segundo resolução da ANTT publicada no Diário Oficial. O novo valor entra em vigor a partir de zero hora de 1 de junho.

Paranapanema (PMAM3, R$ 1,32, +1,54%)
A Paranapanema formalizou na sexta, em conjunto com seus principais credores, o primeiro aditamento ao acordo de standstill, de forma que seus efeitos vigorarão até 20 de Junho de 2017, disse a companhia em fato relevante.

Nesse período, credores comprometem-se a não tomar medidas relacionadas a cobrança de seus créditos, inclusive abstendo-se de vencer antecipadamente obrigações de pagamento de principal ou juros, executar garantias ou fazer apontamentos voluntários nos cadastros dos órgãos de proteção ao crédito em decorrência dos instrumentos financeiros e/ou de dívidas bancárias, segundo o acordo. 

Itaúsa (ITSA4, R$ 8,95, -0,22%)
A Itaúsa emitiu R$ 1,2 bilhão em debêntures a 106,9% do CDI. A oferta é para investidores qualificados e as debêntures têm vencimento em maio de 2024. O coordenador líder é o Itaú BBA. 

Aliansce  (ALSC3, R$ 14,13, -0,14%)
A Aliansce Shopping Centers e o CTBH Fundo de Investimentos Imobiliários pediram análise ao Cade de ato que envolve operação de aquisição de controle envolvendo setor de incorporação de empreendimentos imobiliários, segundo documento de divulgação protocolado no Cade e publicado no Diário Oficial. O documento tem acesso restrito no site do Cade. O fundo CTBH foi constituído em 2014, sob forma de condomínio fechado com prazo de duração de 42 meses, segundo documento da CVM. Em dezembro de 2015, o fundo possuía o imóvel Boulevard Corporate Tower, em Belo Horizonte.

Renova (RNEW11, R$ 6,25, +1,63%) 
A Renova Energia, empresa de geração limpa controlada por Cemig e Light, fechou acordos para receber um total de 107,8 milhões de dólares pela venda de suas ações na empresa de energia renovável TerraFormGlobal e pelo encerramento de uma arbitragem movida contra a companhia.

Segundo fato relevante divulgado na noite de sexta-feira, a Renova Energia celebrou acordo para vender à canadense Brookfield Asset Management as ações que a companhia detém na TerraForm Global por 92,8 milhões de dólares, a serem pagos em dinheiro na data de fechamento do negócio.

A Renova também receberá outros 15 milhões de dólares como parte de acordo com a TerraForm Global para encerrar um processo de arbitragem contra a companhia.

A Renova informou que "este é mais um importante passo em direção à sua nova trajetória" e para "restabelecer a estabilidade financeira da companhia."

A Reuters publicou no início de maio, com informação de uma fonte, que a Renova chegaria a um acordo de cerca de 120 milhões de dólares com a Brookfield por sua fatia na TerraForm Global. Segundo essa fonte, as negociações envolveriam ainda a compra do controle da Renova pela Brookfield e a injeção de novos recursos na empresa.

A TerraForm Global gere ativos de energia renovável ao redor do mundo e era controlada pela norte-americana SunEdison. Em março deste ano, a Brookfield anunciou negociações para a compra da totalidade da TerraForm Global.

A Renova havia vendido ativos à TerraForm em troca de ações, mas posteriormente viu os papéis perderem o valor devido a uma crise financeira da SunEdison, o que levou à abertura da arbitragem contra a empresa.

 

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