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SÃO PAULO – A noticiário da noite desta segunda-feira (13) é agitado pelo resultado da JBS e pelo comunicado de uma grande aquisição da companhia nos Estados Unidos. Além disso, a CCR explicou os motivos para ficar de fora do leilão de aeroportos, enquanto a Eternit foi processada pelo uso de amianto. Confira os destaques:
JBS (JBSS3)
A JBS informou a celebração nesta segunda-feira (13), por meio de sua controlada JBS USA, da aquisição da Plumrose nos Estados Unidos. Segundo a companhia, o valor da aquisição foi de US$ 230 milhões e dá continuidade a estratégia da empresa de expandir o seu portfólio de produtos e fortalece a sua base de clientes e distribuição geográfica nos Estados Unidos.
A Plumrose opera no segmento de produtos preparados e de alto valor agregado, incluindo bacon, presunto, carnes fatiadas, e cortes suínos, comercializados através de marcas reconhecidas, explica a JBS. Estão incluídas na operação: (i) cinco fábricas de produtos preparados localizadas nos estados de Indiana, dois em Iowa, Mississippi e Vermont; (ii) dois centros de distribuição localizados em Indiana e Mississippi. A receita líquida anual da Plumrose é de aproximadamente US$ 500 milhões.
A companhia também apresentou seu resultado, reportando um lucro líquido de R$ 693,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo o prejuízo de R$ 275,1 milhões de um ano antes. No acumulado de 2016, a JBS apresentou queda de 91,9% no lucro, passando de R$ 4,64 bilhões para R$ 376 milhões.
A receita líquida, por sua vez, recuou 11,7% no quarto trimestre ante o mesmo período de 2015, ficando em R$ 41,63 bilhões entre outubro e dezembro, ao passo que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), ficou praticamente estável, em R$ 3,112 bilhões.
Em 2016, a empresa registrou receita líquida de R$ 170,38 bilhões, leve alta de 4,6% sobre os R$ 162,91 bilhões do ano anterior. Já o Ebitda, recuou 15,1%, passando de R$ 13,30 bilhões para R$ 11,29 bilhões entre 2015 e 2016.
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CCR (CCRO3)
Quatro grupos entregaram nesta segunda documentação para o leilão de quatro aeroportos do país na quinta-feira, um número menor de interessados que o sinalizado no final da semana passada por fontes do governo federal. O governo federal leiloará na quinta-feira as concessões para os aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC), no primeiro teste importante da confiança dos investidores no país sob o comando do presidente Michel Temer.
Em entrevista para a Bloomberg, Leonardo Vianna, diretor de Novos Negócios da CCR explicou os motivos para a companhia não participar da concorrência. “Os projetos não se enquadram dentro de perfil de resultados que nossos acionistas estipulam e da nossa disciplina de capital”, afirmou.
Ele explicou que o principal motivo para a empresa ter ficado de fora do leilão foi “o problema da demanda”. “Na hora que a gente simula a demanda (de passageiros) projetada com os estudos apresentados pelo governo a defasagem é muito grande”, disse Vianna, acrescentando que no caso de Salvador a diferença chegava a cerca de 20%.
Segundo ele, os três principais elementos que inviabilizaram uma proposta do grupo foram: (i) comparação entre cálculos feitos pelo governo do tráfego dos aeroportos que estão sendo leiloados e cálculos da empresa apontaram defasagem de até 25%; (ii) estimativa de Capex da CCR também foi superior à prevista nos editais; e (iii) condições de financiamento do BNDES diminuíram enquanto o custo de mercado está muito alto.
Um dos grupos é a francesa Vinci Airports, que submeteu proposta para disputar o leilão de pelo menos dois dos quatro aeroportos, disse uma fonte com conhecimento do assunto nesta segunda-feira, sem detalhar quais terminais. A Vinci foi a primeira a entregar os documentos nesta segunda-feira. O prazo para apresentar a documentação acabou às 16h.
Suzano (SUZB5)
A Suzano Papel e Celulose anunciou nesta segunda um fundo em parceria com o banco Rabobank para financiar clientes locais da companhia. O instrumento, estruturado como Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), “permitirá uma oferta adicional de crédito a clientes locais da Suzano no valor de até 100 milhões de reais”.
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“A partir dessa operação, a Suzano se torna a primeira empresa brasileira do setor de papel e celulose a viabilizar uma nova linha de crédito nesses moldes”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.
Eternit (ETER3)
A Eternit informou que foi notificada na tarde de sexta-feira (10) de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho contra a companhia. O processo se encontra em curso na 1ª. Vara do Trabalho de Colombo, Estado do Paraná.
Na ação, o MPT acusa a Eternit de expor os empregados da sua fábrica em Colombo ao amianto e pede que a companhia substitua o produto por fibras alternativas em até 90 dias, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. Solicita ainda a condenação da empresa a pagar uma indenização de R$ 85 milhões por dano moral coletivo.
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A companhia informou que “foram pleiteados diversos pedidos em caráter liminar, dentre eles a substituição da matéria prima dentro do prazo de 90 dias, tendo sido indeferidos pelo Juízo de 1ª. instância”.
Por fim, a Eternit disse que “cumpre as normas e procedimentos de segurança estabelecidos pela lei […] Oportunamente a empresa apresentará sua defesa e espera que sejam consideradas as evidências técnicas e científicas no julgamento desta ação”.
Atualmente, a companhia tem valor de mercado de R$ 254 milhões, ou seja, a multa pedida no processo representa 33,5% do que a empresa vale. Além disso, segundo o site Fundamentos, a Eternit tem um ativo hoje de R$ 871,7 milhões, com disponibilidade de R$ 8,87 milhões. Ou seja, a companhia não tem hoje capital suficiente para pagar esta multa se for condenada.