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Lucro da Embraer salta 142% em 2016 e mais 2 balanços; 4 ações rebaixadas e 2 empresas "X" são destaque

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (9)

Phenom 300
(Divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é bastante agitado, com destaque para a Petrobras anunciando a data do balanço e confirmando que usará contabilidade de hedge no resultado. Já a Lojas Americanas levantou R$ 2,4 bilhões com a emissão de ações ON e PN. Além disso, o resultado de Embraer e recomendações agitam o noticiário. Confira os destaques desta quinta-feira (9):

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras informou que irá divulgar o resultado do quarto trimestre e o consolidado de 2016 no dia 21 de março após o fechamento do mercado. Além disso, a companhia confirmou que irá manter no balanço a contabilidade de hedge que está sendo questionada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Com isso, a companhia entra em período de silêncio a partir de hoje até a data da divulgação, "durante o qual encontra-se impossibilitada de comentar ou prestar esclarecimentos relacionados aos seus resultados financeiros e perspectivas", disse a estatal.

A confirmação da data do balanço ocorre no mesmo dia em que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determinou que a estatal refaça e reapresente seus balanços anuais completos de 2013, 2014 e 2015, para contemplar estornos de efeitos decorrentes da prática de contabilidade de hedge.

Segundo o Itaú BBA, se a decisão da CVM prevalecer e não for mais permitido que a Petrobras use o "hedge accounting", isso vai aparecer no lucro de 2016, levando a um pagamento de dividendos que deve favorecer o spread entre as ações PNs/ONs. "Em outras palavras, a ação PN parece negociar com um prêmio em relação à ON", comentaram os analistas Diego Mendes e André Hachem, do banco.

Segundo eles, se não adotar o "hedge accounting" para o exercício de 2016, a Petrobras deverá entregar um lucro líquido de R$ 18,5 bilhões, levando a um pagamento de dividendos de R$ 4,6 bilhões (25% do lucro líquido).

Ainda em entrevista ao Valor, o presidente da Yara Brasil, Lair Hanzen, afirmou que a companhia quer crescer no país em produção e que os ativos nitrogenados da Petrobras - e mesmo os remanescente da Vale, em Cubatão (SP) -, seguem no radar. "A gente sempre está monitorando. Olhamos os ativos da Petrobras e da Vale há dez anos. Em algum momento, pode ser que haja uma oportunidade que traga os interesses deles junto com os nossos".

Bradesco (BBDC3; BBDC4)
O Bradesco afirmou nesta quarta-feira que são remotas as chances de ser mantida uma pena de R$ 800 milhões imposta contra o banco em ação de primeira instância na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul sobre demissões de funcionários.

"De acordo com os consultores jurídicos externos do Bradesco, os valores das condenações a pagamento de indenizações por danos morais em precedentes julgados no âmbito do TRT e do TST são muitíssimo inferiores ao montante de 800 milhões de reais objeto da sentença", afirmou o banco em comunicado ao mercado. "(...) tal montante não está em conformidade com a jurisprudência da justiça trabalhista". A condenação corresponde a 1% do lucro líquido do banco entre 2008 e 2012.

Embraer (EMBR3)
A fabricante brasileira de aeronaves Embraer teve lucro líquido de 648,3 milhões de reais no quarto trimestre, 52,25 por cento maior que o resultado de 425,8 milhões de reais apurado no mesmo período de 2015.

A empresa ainda apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 1,258 bilhão de reais entre outubro e dezembro, mais que o dobro dos 579,5 milhões de reais observados no último trimestre de 2015.  

A Embraer fechou 2016 com lucro líquido de R$ 585,4 milhões, alta de 142,3% ante R$ 241,6 milhões um ano antes. A receita avançou 5,6%, para R$ 21,436 bilhões.

Time For Fun (SHOW3)
A Time For Fun fechou o quarto trimestre de 2016 com lucro líquido de R$ 6,3 milhões, o que representa uma queda de 48,4% ante igual período do ano anterior. Entre outubro e dezembro, a receita da companhia recuou 41%, passando de R$ 229,4 milhões para R$ 134,4 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), por sua vez, ficou em R$ 11,9 milhões, queda de 27%.

A companhia informou que o período foi atípico, uma vez que, historicamente, os últimos três meses do ano são os mais fortes em termos de shows de música ao ar livre, que apresentam a maior receita. Por outro lado, no acumulado do ano "houve grande concentração da agenda dos artistas no primeiro trimestre do ano ao invés do último". 

Equatorial (EQTL3)
A Equatorial Energia teve lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 206 milhões no 4º trimestre de 2016, valor 45,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Já a receita operacional líquida somou R$ 2,337 bilhões, 24,7% acima do R$ 1,874 bilhão de igual intervalo de 2015.

O Ebitda somou R$ 435 milhões no último trimestre de 2016, valor 31,2% acima dos R$ 332 milhões do três meses finais de 2015.

Marfrig (MRFG3)
Marfrig confirmou a emissão de bônus no valor total de US$ 750 milhões com prazo de 7 anos e remuneração de 7% ao ano. De acordo com a companhia, a emissão teve demanda mais que 3 vezes superior à oferta e tem objetivo de alongar o perfil e reduzir o custo da estrutura de capital da empresa.

Lojas Americanas (LAME4)
A Lojas Americanas fixou em 16 reais o preço das ações preferenciais para a oferta primária com esforços restritos, em uma operação que elevará o capital social da empresa em 2,405 bilhões de reais, segundo fato relevante divulgado na madrugada desta quinta-feira.

Foram emitidas no âmbito da operação 9.303.562 ações ordinárias e 142.925.334 ações preferenciais. Conforme o documento, o preço por papel ON foi definido em 12,71 reais, tendo como base o valor da PN, aplicado desconto de 20,55 por cento. O cálculo leva em conta a negociação no mês anterior a 17 de fevereiro deste ano, último pregão antes do anúncio da oferta restrita.

As ações PN da Lojas Americanas fecharam o pregão de quarta-feira em baixa de 4,96 por cento na BM&FBovespa, a 16,10 reais. Com a operação, o capital social da varejista passa a ser de aproximadamente 3,847 bilhões de reais, dividido em 539.943.630 papéis ON e 1.040.318.790 PNs.

Os recursos líquidos da oferta serão destinados para expansão da rede de lojas da companhia, capitalização da controlada de comércio eletrônico B2W e reforço de capital. Lojas Americanas levantou R$ 2,4 bilhões com emissão de ações ON e PN.

Weg (WEGE3)
A Weg teve sua recomendação rebaixada de outperform para market perform pelo Itaú BBA, com preço-alvo de R$ 19,00 para o fim deste ano. De acordo com os analistas, a companhia é um bom veículo para operar em meio à recuperação econômica brasileira, Contudo, eles apontam que a ação já teve seu rali e há um potencial de valorização limitado para o papel. 

Os analistas mantiveram recomendação outperform para Randon, Metal Leve e Tupy e recomenda evitar Marcopolo. Iochpe Maxion segue com recomendação outperform e novo preço-alvo, de R$ 22,00 para R$ 18,00, enquanto a Tegma teve o preço-alvo elevado de R$ 13 para R$ 16,50. 

Elétricas
As ações da Cesp (CESP6) e da AES Tietê (TIET11) tiveram a recomendação rebaixada de compra para neutra pelo Santander, tendo como base o impacto do déficit hidrológico. Contudo, eles apontam que há potencial de valorização para novos projetos, no caso da AES Tietê, e para maior eficiência. Os analistas mantiveram recomendação de manutenção para a Engie Brasil (ENGI3). Os preços-alvo da TIET11 passaram para R$ 17,75 ante R$ 18,00, da Engie passou para R$ 39,55 ante R$ 41,55 e da Cesp passou de R$ 17,24 para R$ 19,98. 

Totvs (TOTS3)
Os analistas do Itaú BBA rebaixaram a recomendação para a Totvs de outperform para marketperform, embolsando os lucros após a forte performance. O preço-alvo é de R$ 28,00 para os ativos. 

Hypermarcas (HYPE3)
A empresa de produtos farmacêuticos Hypermarcas propôs aos acionistas redução de capital no valor de 821,9 milhões de reais, sem cancelamento de ações, por considerá-lo excessivo, informou a empresa em fato relevante divulgado na noite de quarta-feira.

Conforme o documento, acionistas receberão 1,30 real por ação dois meses após a aprovação da operação em assembleia de acionistas. O valor poderá ser ajustado até a data em que a redução de capital se tornar efetiva, dependendo da quantidade de ações em tesouraria.

A Hypermarcas também deve submeter proposta de recompra de até 10 milhões de papéis ordinários, o equivalente a 2,6 por cento do total de 358.868.507 ações em circulação no mercado, a serem mantidos em tesouraria, cancelados e/ou posteriormente alienados.

O novo programa de recompra de ações tem prazo máximo de 18 meses, a começar em 8 de março de 2017 até 8 de setembro de 2018, segundo o fato relevante. Os papéis da Hypermarcas encerraram a quarta-feira em alta de 0,2 por cento na BM&FBovespa, acumulando neste ano um ganho de 5,8 por cento.

BR Malls (BRML3)
A BR Malls Participações informa a venda de sua participação de 33% no Itaú Power Shopping (10,8 mil m2 de ABL próprio) localizado na cidade de Contagem, Estado de Minas Gerais, por R$ 107,0 milhões.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que a venda está em linha com a estratégia de reciclagem de ativos da companhia de forma a gerar valor aos seus acionistas. “Essa foi a 11ª venda de participação em shopping center desde 2011”, destaca.

Segundo a empresa, essa operação possibilita que ga BR Malls utilize os recursos provenientes da venda para otimizar sua estrutura de capital e para investimentos que possuam maior rentabilidade.

Arezzo (ARZZ3)
O Conselho de Administração da Arezzo elegeu Daniel Levy para diretor vice-
presidente corporativo, diretor Financeiro e diretor de Relações com Investidores.

OGPar (OGXP3)
Os debenturistas da 3ª Série representando 0,68% das Debêntures DIP em circulação, reunidos em assembleia geral nesta quarta-feira, manifestaram interesse em aderir ao acordo (Term Sheet) firmado em 10/janeiro, segundo comunicado.

Tendo em vista que desde a assinatura do Term Sheet 100% dos debenturistas de 1ª e 2ª Séries das debêntures DIP já haviam aderido ao Term Sheet, “97,21% da totalidade dos titulares das Debêntures DIP em circulação aderiram ao Term Sheet”,
segundo o comunicado. “Titulares das debêntures DIP que não manifestaram
interesse em aderir ao Term Sheet permanecem com os direitos previstos na escritura de emissão das debentures DIP inalterados”.

MMX (MMXM3)
A MMX informou em comunicado que a Fazenda Monte Alvão, em Minas Gerais, de propriedade da MMX Sudeste Mineração foi invadida por integrantes do MST nesta quarta-feira, segundo comunicado.

A MMX afirmou que “está avaliando as medidas legais cabíveis e providências a serem adotadas com respeito à invasão”. A Fazenda é um dos imóveis rurais que compõem a Unidade Produtiva Isolada da MMX Sudeste (UPI Fazendas), “tal como previsto no plano de recuperação judicial da MMX Sudeste”, segundo comunicado.

“Dentre os meios de recuperação da MMX Sudeste, o processo de venda da UPI Fazendas é uma das formas de disponibilização de recursos e liquidez para que a MMX Sudeste venha a realizar o pagamento de credores, no âmbito de sua recuperação judicial e na forma prevista no plano de recuperação”.

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

 

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