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Lucro do Bradesco cai para R$ 3,59 bi no 4º tri; UBS vê upside de 50% para Petrobras e mais 4 recomendações

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (2) 

Bradesco_Bloomberg

SÃO PAULO -  O grande destaque no noticiário corporativo fica para o resultado do Bradesco, mas as recomendações do UBS para a Petrobras e a elevação da recomendação de ações da Gol e TIM pelo Deutsche Bank e Bradesco BBI também devem impactar o mercado. Confira os destaques desta quinta-feira (2):

Bradesco (BBDC4)
O Bradesco , segundo maior banco privado do país, anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de 3,592 bilhões de reais no quarto trimestre, queda de 17,5 por cento ante mesma etapa de 2015. Na métrica ajustada, o lucro do período foi de 4,385 bilhões de reais, recuo de 3,9 por cento sobre um ano antes.

A carteira de crédito da instituição fechou o ano em 514,99 bilhões de reais, aumento de 8,6 por cento em 12 meses. O índice de inadimplência acima de 90 dias foi de 5,5 por cento no período, ante 5,4 por cento no trimestre anterior e 4,1 por cento no fim de 2015. 

A provisão para perdas esperadas com calotes deu um salto de 31,8 por cento na medição com o último quarto de 2015, a 5,525 bilhões de reais, valor que no entanto representou recuo de 3,8 por cento em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Na avaliação do Itaú BBA, os lucros do Bradesco ficaram “levemente abaixo do esperado e do consenso do mercado” e a evolução da qualidade dos ativos e as margens foram os principais destaques negativos do quarto trimestre de 2016. O banco de investimento reiterou a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para o Bradesco, mas afirmou que o upside dos papéis estão limitados a 12%. “Na nossa opinião, outro rodada de performance significativamente acima da média só virá com a redução do custo de capital do Brasil”, diz o relatório. O Credit Suisse aponta ainda que os números apresentados e o guidance devem ser marginalmente negativos para as ações. 

Petrobras (PETR3; PETR4)
Em relatório, o UBS reiterou sua recomendação de compra para os papéis da estatal e os preços-alvo de R$ 22,50 para as ações preferenciais e de R$ 22 para as ordinárias, o que representa potenciais de valorização de 49,8% e 36,5%, respectivamente, ante o último fechamento. O banco suíço considera que 2017 vai deve trazer mudanças estruturais que permitirão aos investidores ter demandada previsibilidade de longo prazo sobre a situação dos negócios da petroleira. Os analistas questionam, no entanto, se o novo momento da companhia se estenderá por 18 meses ou por 6 anos, indagando se o novo momento da companhia dura apenas até o fim do mandato de Temer em 2018 ou se o futuro governo também propiciará as atuais condições favoráveis para o gerenciamento da empresa.

Ainda no noticiário da estatal, um juiz de Washington, nos Estados Unidos, sinalizou que deve aceitar uma nova ação contra a empresa proposta pelo fundo EIG Partners por prejuízos com a Sete Brasil. Segundo o jornal Valor Econômico, o pedido de indenização é de cerca de US$ 300 milhões. 

Gol (GOLL4)
O Deutsche Bank elevou a recomendação para as ações da Gol de manutenção para compra e o preço-alvo dos ADRs de US$ 24,00 para US$ 36,00, afirmando que o pior para a companhia ficou para trás. De acordo com os analistas do banco, a expectativa é de que a Gol mantenha uma abordagem disciplinada e seja beneficiária do plano de governo que permite a participação do capital estrangeiro nas aéreas. 

TIM Participações (TIMP3)
O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações da TIM de neutra para outperform, com preço-alvo de R$ 10,50. 

São Martinho (SMTO3)
A São Martinho teve a recomendação iniciada com outperform pelo Bradesco BBI. 

Sanepar (SAPR4)
Após o BTG Pactual e o Bradesco BBI (veja mais no Insights do dia da última quarta-feira), o Itaú BBA iniciou a cobertura para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 20,00 e apontando que a companhia está construindo um novo ambiente regulatório. "Esperamos que o novo ambiente regulatório desbloqueie valor para os acionistas da empresa através de uma alta tarifária de 15% em abril de 2017 e antecipamos novos fluxos de notícias nas próximas semanas", avaliam os analistas. 

BTG Pactual (BBTG11)
A CNP desistiu de comprar Pan Seguros e Pan Corretora do BTG Pactual. “A conclusão dessa aquisição estava sujeita ao cumprimento de diversas condições precedentes. Diante do fato de que algumas destas condições precedentes não foram cumpridas, tanto a CNP Assurances como BTG reconheceram que os acordos de aquisição deixaram de ser eficazes”, disse a CNP em comunicado por e-mail.

Em abril de 2016, o BTG havia acertado venda da Pan Seguros e Panamericano Corretora à CNP por R$ 700 milhões.  

Oi  (OIBR4)
A operadora de telecomunicações Oi informou que a diretoria recebeu aval do conselho de administração na véspera para seguir negociações com credores, aprofundando alguns itens, incluindo a possível conversão de parte da dívida em ações.

A medida veio após a LaPlace, assessor financeiro da Oi, apresentar ao conselho alguns cenários desenvolvidos com base nas respostas de credores, informou a empresa em comunicado. A companhia pediu recuperação judicial em junho do ano passado.

Ainda no setor, a Lei Geral de Telecomunicações foi enviada para sanção presidencial
 na noite de 3ª-feira, disse a Agência Senado em notícia no site. A oposição apresentou 3 recursos para que texto fosse discutido no plenário e STF requisitou informações sobre a tramitação da matéria. 

Porto Seguro (PSSA3)
A Porto Seguro aprovou a recompra de até 5 milhões de ações preferenciais no período de um ano, entre 22 de fevereiro de 2017 e a mesma data em 2018. O montante representa cerca de 5% do total em circulação. Em fato relevante publicado nesta quinta-feira (1º), a seguradora informou que não utilizará instrumentos derivativos e que a Itaú Corretora intermediará as operações.

Valid (VLID3)
A Valid autorizou a recompra de até 1 milhão de ações ordinárias, que correspondem a cerca de 1,57% dos papéis em circulação. O prazo final estipulado para as operações é 02 de fevereiro de 2018. A BTG Pactual Corretora e a Credit Suisse Corretora intermediarão os negócios.

Ultrapar (UGPA3)
Após o Cade impugnar para análise a compra da Alesat pela Ultrapar, a companhia afirmou que o parecer publicado pela Superintendência Geral do órgão não é vinculante, cabendo ao tribunal a decisão final do caso. "A companhia seguirá buscando a aprovação da operação junto ao tribunal do Cade, de maneira a afastar as preocupações concorrenciais apontadas pela Superintendência do órgão", disse a empresa.

De acordo com o Itaú BBA, caso o negócio não seja concretizada, a reação dos mercados será negativa, uma vez que iria reduzir o momentum de ganhos para a companhia. Além disso, a Alesat representa R$ 1,60 do preço-justo de R$ 86,90 que o banco de investimentos possui para a ação. A expectativa dos analistas é de que a compra seja aprovada com restrições.  O Credit Suisse também aponta a notícia como negativa, apontando que a aquisição poderia adicionar R$ 5,40 por ação. "No entanto, o nosso preço-alvo de R$ 89 para a ação não incorpora Alesar e Liquigás. Com isso, acreditamos que as ações ainda estão subvalorizadas, independente da aprovação dos negócios".

BR Properties (BRPR3)
A BR Properties concluiu a alienação de fatia na BRPR 46 por um valor de R$ 240,2 milhões.

(Com Bloomberg e Reuters)

 

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