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Itaú BBA elege vencedoras com queda da Selic; reações aos balanços de Fibria e Cielo e mais 6 notícias

Confira os destaques da Bovespa na sessão desta terça-feira (31)

Cielo 01 - Fachada empresa
(Divulgação Cielo)

SÃO PAULO - A terça-feira começa com o mercado reagindo aos resultados do quarto trimestre, com a divulgação dos números da Fibria e Cielo. Já o Santander revisou a recomendação para duas construtoras e o Itaú BBA elegeu as preferidas no cenário de queda da Selic. A Petrobras, por sua vez, realizará assembleia hoje às 15h. Confira os destaques desta sessão:

Fibria (FIBR3)
A Fibria reverteu o lucro líquido de R$ 910 milhões do quarto trimestre de 2015 e registrou um prejuízo líquido de R$ 92 milhões nos três últimos meses do ano passado. O resultado foi impactado tanto pelo lado operacional, com queda do preço da celulose em dólar e desvalorização da moeda norte-americana, quanto por piora na linha financeira. A receita líquida da companhia ficou em R$ 2,53 bilhões no trimestre, queda de 15% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado recuou 50% em um ano, para R$ 804 milhões.

O resultado gerou análises divergentes. O BTG Pactual manteve a recomendação de compra, após o Ebitda do quarto trimestre e os embarques terem sido 12% superiores às expectativas dos analistas. O relatório avalia que os números ainda estão “abaixo do potencial devido aos elevados custos financeiros que devem ser gradualmente revertidos ao longo do segundo semestre de 2017 e de forma mais acentuada em 2018”. Ainda segundo a análise do BTG, os fundamentos de mercado seguem melhorando e a perspectiva de curto-prazo é positiva com a elevação dos preços da celulose de fibra longa.

Já para o UBS, os resultados do último trimestre de 2016 decepcionaram, com preços e vendas abaixo do esperado e custos mais elevados que as projeções indicavam. Para a equipe de análise do banco, os fatores de suporte dos preços permanecem temporários e existe um risco de baixa no segundo semestre de 2017. Os analistas esperam reação “levemente negativa” do mercado aos resultados e recomendam a venda dos papéis da empresa.

Na mesma linha, os analistas do Itaú BBA consideram que os resultados vieram 11% abaixo do esperado. A equipe da corretora no entanto mantém a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), mas espera reação negativa do mercado nesta terça-feira.

Cielo (CIEL3)
A Cielo, maior empresa de meios eletrônicos de pagamentos do país, informou que teve lucro líquido de R$ 1,064 bilhão no quarto trimestre, uma alta de 18,3% ante o mesmo período de 2015. Já o resultado da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação, na sigla em inglês), somou R$ 1,396 bilhão de outubro a dezembro, aumento de 5% na comparação ano a ano. A receita, por sua vez, atingiu R$ 3,120 bilhões, alta de 2,1% ante os R$ 3,056 bilhões do fim de 2015.

No anualizado, a companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,275 bilhões, uma alta de 14,4% ante os R$ 3,736 bilhões do ano anterior, com a receita avançando 10,6% e passando de R$ 11,122 bilhões para R$ 12,300 bilhões. Já o Ebitda, teve avanço mais tímido, de 5,8%, atingindo R$ 5,535 bilhões em 2016, com margem Ebitda de 45% - queda de 2,1 pontos percentuais sobre 2015.

Segundo o Itaú BBA, os resultados da Cielo misturam “volumes pouco inspiradores com entrada de receitas sucessivamente menores”. A corretora manteve sua avaliação neutra para a empresa assim como preço-justo de R$ 34,00 por ação para o fim de 2017. “Do ponto de vista de valuation, a ação não parece cara, mas no nosso ponto de visto isso não é suficiente para justificar um upgrade”, diz o relatório.A equipe de análise do Bradesco BBI considera que os resultados foram "fracos em termos gerais, apesar de melhores do que já estava precificado após a recente fraqueza da ação". 

Construtoras 
O Santander revisou sua recomendação para duas empresas. A MRV (MRVE3) teve a recomendação elevada de manutenção para compra, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 15,10 para R$ 15,50. Além disso, os acionistas da MRV aprovaram o pagamento de dividendos intermediários em caráter extraordinário, no montante aproximado de R$ 150 milhões, o que representa R$ 0,34 por ação. O pagamento será feito com base na posição acionária de 3 de março, com o pagamento ocorrendo em 30 de março.

A Eztec (EZTC3), por sua vez, teve a recomendação cortada pelo Santander de compra para manutenção, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 20,30 para R$ 20,90. 

Vencedoras com Selic em queda
O Itaú BBA, por sua vez, destacou em relatório que a BR Malls (BRML3) está entre as ações que podem ganhar com a Selic menor. As ações de empresas de shoppings, de serviços públicos e de administração de rodovias estão entre as mais propensas a se beneficiar da flexibilização monetária. A BR Malls é top pick entre shoppings; Ecorodovias (ECOR3), Copasa (CSMG3), Energisa (ENGI11), Sabesp (SBSP3) e Telefônica Brasil (VIVT4) também na lista de empresas do Itaú BBA com maior probabilidade de se beneficiar de cortes na taxa básica de juros. O Itaú BBA destaca que a taxa Selic pode cair para níveis de um dígito nos próximos anos e permanecer lá, sem comprometer a convergência da inflação para a meta. Confira a análise especial do InfoMoney sobre as impactadas com a queda da Selic clicando aqui.

Petrobras (PETR3;PETR4)
Em destaque, a  Petrobras realizada nesta terça, às 15h, uma assembleia geral extraordinária para os acionistas deliberarem sobre a venda da Liquigás, da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe). Contudo, a estatal informou hoje que foi intimada da decisão da 2ª Vara da Justiça Federal de Sergipe que concedeu liminar, em ação popular, determinando a suspensão da alienação das ações de Suape e Citepe. A Petrobras disse que “está tomando as medidas judiciais cabíveis em prol dos seus interesses e de seus investidores”.

Destaque ainda para a notícia do Valor Econômico de que, quatro meses após iniciar as negociações salariais com os petroleiros, a estatal está mais próxima de chegar a um acordo com a categoria. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse ontem que os 13 sindicatos associados à entidade aprovaram, em assembleias, a última proposta apresentada pela estatal, que ofereceu um reajuste de 8,57%, retroativo a setembro.

A Petrobras e a BP Energy pediram análise de operação de cessão de direitos e obrigações para exploração e produção de petróleo e derivados, segundo edital de divulgação
de ato protocolado no Cade publicado no Diário Oficial.

Por fim, o Itaú BBA fez relatório de prévia do quarto trimestre para o setor de óleo e gás, destacando que a Petrobras e a Cosan serão os destaques positivos no setor. "Esperamos outro conjunto de resultados saudáveis? para a Petrobras, excluindo os efeitos extraordinários relacionados ao processo de reestruturação. É provável que os custos recorrentes continuem a cair como resultado das iniciativas de redução de custos. Além disso, a produção maior de petróleo ajudará a reduzir os custos de extração, enquanto o refino deverá permanecer estável”, afirmam os analistas. 

Sobre a Cosan, a Raízen Combustíveis deverá registrar resultados robustos, com margem Ebitda/m3 de R$ 135, apesar da redução de 3% a/a nos volumes. "Esperamos que a Raízen Energia continue apresentando resultados positivos, sustentados pelos preços do açúcar e do etanol”, afirmam. Já sobre a Braskem, os resultados devem ser afetados negativamente pela redução de 3% na comparação trimestres nos spreads de PP- e PEnaphtha, o estreitamento dos spreads de PP-propileno na América do Norte, a redução sazonal da demanda doméstica e a parada de manutenção no complexo petroquímico de Camaçari.

Oi (OIBR4)
A operadora de telecomunicações Oi informou ter recebido da Orascom correspondência que propõe estender a validade de sugestões para um plano alternativo de recuperação judicial da companhia até 28 de fevereiro. No comunicado, a Oi informou que segue se reunindo regularmente com demais credores e potenciais investidores para discutir sugestões de melhora de plano de recuperação judicial.

Weg (WEGE3)
De acordo com informações do Valor Econômico, a WEG substituirá a Impsa em complexo eólico de Furnas. A empresa fornecerá equipamentos para o complexo de Itaguaçu, na Bahia,  formado por dez parques, totalizando 280 megawatts (MW) de capacidade instalada.

 

Aliansce (ALSC3)
O Conselho de Administração da Aliansce aprovou a emissão de R$ 180 milhões em debêntures. As debêntures simples da 5ª emissão terão série única, vencimento em 62 meses e remuneração de 99% do DI. A emissão terá colocação privada para RB Capital Companhia de Securitização, que emitirá CRIs tendo como garantia o imóvel onde está o Bangu Shopping e os recebíveis do empreendimento, segundo o comunicado da companhia. 

(Com Bloomberg, Reuters e Agência Estado) 

 

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