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Venda da Petrobras Chile e o futuro de Parente; 7 recomendações, Vale e mais 8 notícias no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo nesta quinta-feira (5)

Pedro Parente
( Antonio Cruz/ Agência Brasil)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta quinta-feira tem como destaque mais uma conclusão de venda de ativos da Petrobras, desta vez da Petrobras China. Já a Vale nomeou Fernando Jorge Buso Gomes vice-presidente do conselho de administração. No radar de recomendações, a BR Malls foi elevada de neutra para compra pelo BTG Pactual. Confira os destaques desta quinta-feira (5): 

Petrobras (PETR3PETR4)
A Petrobras informou que concluiu a operação de venda de 100% da Petrobras Chile Distribuición (PCD) para a Southern Cross Group. Com o negócio, aprovado em 22 de julho de 2016, a Petrobras terá entrada de caixa de US$ 470 milhões, dos quais US$ 90 milhões oriundos da distribuição de dividendos líquidos de impostos da PCD.

Os US$ 380 milhões restantes foram pagos nesta quarta-feira pela Southern Cross, segundo a companhia, que disse ainda que valor está sujeito a ajustes finais. A PCD é a companhia de distribuição de combustíveis da Petrobras no Chile e possui 279 postos de serviços, uma planta de lubrificantes, oito terminais de distribuição, operações em 11 aeroportos e participação em duas empresas de logística.

A operação é parte integrante do plano de parcerias e desinvestimentos 2015-2016 da Petrobras, que atingiu US$ 13,6 bilhões no biênio, em programa que visa reduzir o endividamento da companhia.

Além disso, a coluna Broad, do jornal O Estado de S. Paulo, afirma que o presidente da estatal Pedro Parente teria sinalizado a interlocutores que seu plano seria permanecer na estatal por cerca de dois anos, prazo esperado para o início da ‘virada’ (turnaround) da petroleira. Se isso ocorrer, ele poderia sair antes mesmo do fim do mandato de Temer. 

Por fim, de acordo com o jornal Valor Econômico, Parente criticou em carta aos funcionários a proposta de greve. O executivo destacou que 2017 será o “ano da virada” da companhia e pediu foco dos trabalhadores no cumprimento das metas do plano de negócios.

Vale (VALE3VALE5)
Os conselheiros da Vale aprovaram a nomeação de Fernando Jorge Buso como novo vice-presidente do Conselho de Administração da companhia. Com isso, houve uma realocação de membros suplentes de forma que Moacir Nachbar Junior passou a ser membro suplente de Buso, mantendo vago o cargo de membro efetivo do Conselho que tem como respectivo suplente Luiz Maurício Leuzinger.

BRF (BRFS3)
A BRF comunicou que a One Foods Holdings, empresa com sede em Dubai, Emirados Árabes Unidos, está em processo final de criação. "A OneFoods, até o momento referida como 'Sadia Halal', concentrará os ativos da companhia relacionados à produção e distribuição de produtos destinados a mercados mulçumanos", disse a empresa de alimentos em comunicado.

Segundo a nota, o processo de reestruturação envolve a transferência de determinados ativos relacionados à produção e distribuição de produtos halal, incluindo: (i) unidades de armazenamento de grãos, fábricas de ração, contratos de integração, incubatórios e oito unidades produtivas, todos localizados no Brasil; (ii) uma unidade produtiva nos Emirados Árabes; (iii) a participação da Companhia na FFM Further Processing SDN BHD; e (iv) a participação da Companhia em empresas de distribuição localizadas na Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Sultanato do Omã e Kuwait.

BRF comunicou também que licenciará ou transferirá definitivamente à OneFoods certas marcas em determinados mercados halal. Por fim, a companhia disse que celebrará com a OneFoods contratos prevendo o rateio de custos relacionados a determinadas atividades operacionais e corporativas e o fornecimento de matérias primas e produtos acabados. A Reuters informou, citando fontes, que a BRF tentará levantar US$ 1,5 bilhão com IPO de unidade Halal, oferta essa que deve ser precificada entre o final de março e o começo de abril. Vale destacar que, nesta quinta, o Deutsche Bank cortou a recomendação dos papéis de compra para neutra, com o preço-alvo sendo cortado de R$ 18 para R$ 15,50. 

Oi (OIBR4)
Segundo o jornal Valor Econômico, a Oi tenta na Justiça reduzir pagamentos previstos num contrato de prestação de serviços que consumiu US$ 242 milhões do caixa da operadora, só no ano passado. Segundo a petição encaminhada no mês passado por advogados da empresa, o contrato foi assinado em 2013 com a empresa de cabos submarinos GlobeNet. A Oi havia vendido a GlobeNet ao fundo de investimentos e participações BTG Pactual Infraestrutura II, gerido pelo BTG Pactual, e firmou acordo do tipo "take-or-pay" (compra obrigatória) em que se comprometia a pagar por uma capacidade mínima de transmissão independentemente de utilizá-la ou não. 

Telefônica Brasil (VIVT4)
A Telefônica Brasil informou que Amos Genish, que deixou o comando da empresa em outubro, renunciou ao cargo de membro do conselho de administração da companhia. Para substituí-lo foi eleito José María Del Rey Osorio, que deve cumprir mandato até a assembleia geral ordinária de acionistas de 2019, afirmou a companhia.

Genish renunciou ao cargo de presidente-executivo da operadora de telecomunicações em outubro, sendo substituído por Eduardo Carvalho no mês seguinte.

Hypermarcas (HYPE3)
A Hypermarcas informou que Marcelo Henrique Limírio Gonçalves reduziu sua participação na companhia para 4,82% do capital social total, passando a deter 30.499.903 ações ordinárias. No dia 3 de novembro a participação dele era de 5,28%. Segundo Gonçalves, em notificação à empresa, trata-se "de alienação pontual e que não afeta a característica de investimento minoritário de longo prazo".

Triunfo (TPIS3)
A Triunfo informou na quarta-feira ter sido notificada que o BNDES pediu a execução de fianças bancárias de empréstimo-ponte tomado por sua subsidiária Concebra, cujo valor era de 796,4 milhões no final de setembro.

Segundo a Triunfo, empréstimo-ponte cujo valor original era de cerca de 690 milhões de reais, foi liberado pelo BNDES a partir de junho de 2014 e venceu em 15 de dezembro de 2016. Ainda segundo a companhia de concessões de infraestrutura, os juros mensais dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2016 foram pagos pela Concebra.

O empréstimo-ponte é garantido por fiança bancária do Banco do Brasil  no valor principal de 100 milhões de reais e pelo BDMG, de 60 milhões de reais, além de fiança da Triunfo.

As fianças bancárias prestadas por BB e BDMG são garantidas por recebíveis e ações da Concebra e fiança da Triunfo.

De acordo com a Triunfo, a quitação do empréstimo-ponte seria feita com parte dos recursos do empréstimo de longo prazo de 3,6 bilhões já aprovado pela diretoria do BNDES em fevereiro passado, mas ainda não assinado.

Cosan (CSAN3)
De acordo com fonte ouvida pela Bloomberg, a Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell, contratou bancos para possível emissão no exterior. Segundo a fonte, a Raízen Fuels Finance deu mandato a BofAML, Citi, JPM, Santander e Bradesco BBI para organizar série de reuniões com investidores de renda fixa nos EUA e na Europa a partir de 9 de janeiro. A emissão deve ser de notas sêniores benchmark em dólar pela 144A/Reg S com prazo intermediário.  

BR Malls (BRML3)
O BTG Pactual elevou a recomendação para as ações da BR Malls de neutro para compra, com um preço-alvo de R$ 16,00, destacando que a ação da companhia é um ótimo veículo para operar a redução dos juros no Brasil. A melhora nos resultados e o cenário macroeconômico mais positivo também são fatores que levam ao maior otimismo com a companhia. 

Setor de saúde
O BTG Pactual destacou as notícias mais importantes do setor de saúde no último mês, chamando a atenção para os movimentos de consolidação no setor (com grande interesse de players estrangeiros), o que reforça a tese de que esse vai ser um tema bastante relevante para o setor, dado o perfil ainda fragmentado da indústria. Os analistas apontam que a dinâmica de crescimento do setor continua fraca. De acordo com os dados da ANS, A OdontoPrev (ODPV3) continua perdendo participação de mercado consistentemente ao longo dos últimos meses, um dos principais fatores por trás do call dos analistas no papel, enquanto a Fleury (FLRY3) segue como top pick no setor.

Siderúrgicas
O BTG Pactual comentou ainda a notícia de que a Usiminas e a CSN fecharam aumento de preço de aço para 2017 em 25%, ante estimativa de 15%. Esse aumento veio acima do que o mercado esperava, mas vale destacar que este setor não sofria reajuste há anos, diz o BTG. "Apesar de poucas razões para acreditar numa recuperação dos volumes no curto prazo, os aumentos de preços no Brasil foram impulsionados por expectativas de pressões significativas nos custos (carvão). Esperamos que as pressões de importação no Brasil permaneçam baixas, por volta de 8-10%". Os analistas revisaram os modelos e aumentaram o preço-alvo de Usiminas (USIM5) para R$ 5,50 (de R$ 5) com recomendação neutra. CSN (CSNA3) segue com recomendação de venda e o preço-alvo foi elevado de R$ 5 para R$ 6. 

Já para montadoras, o BTG lembra que o aumento de preços é negociado caso a caso, mas se de fato o aumento dessa magnitude (25%) for generalizado para toda a cadeia, a tendência natural é que as auto-partistas (via proteção contratual) e montadoras tentem repassar tudo para o preço final. "Entretanto, isso naturalmente deve atrapalhar a recuperação das vendas de veículos no Brasil, via elasticidade-demanda", afirmam. No setor, os analistas preferem Tupy (TUPY3) e Iochpe-Maxion (MYPK3).

 

Minerva (BEEF3)
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, um ano após firmar sociedade com o fundo da Arábia Saudita, o Saudi Agricultural and Livestock Investment (Salic), que fez um aporte de R$ 746 milhões por 20% do capital do grupo, o frigorífico Minerva planeja expandir seus negócios para a América do Sul. Com unidades no Paraguai, Uruguai e Colômbia, o próximo passo dos controladores da companhia será entrar no mercado argentino - considerado estratégico para expansão do grupo na região.

CCR (CCRO3)
A CCR Autoban teve aval para emitir debênture incentivada. O projeto de investimento em infraestrutura da Concessionária do Sistema Anhanguera - Bandeirantes é aprovado para fins de emissão de debênture incentivada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. O projeto envolve melhorias para maior fluidez de tráfego na Rodovia Anhangüera - SP-330; faixas adicionais nas Rodovias SP-348, SP-330 e SP-300, intervenções na ligação Campinas-Sumaré-Nova Odessa-Americana, entre outras obras. O aval está publicado no Diário Oficial.

 

(Com Bloomberg, Reuters e Agência Estado) 

 

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