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"Comprou na eleição? Venda na posse!" - A dica de ouro do Morgan Stanley para os mercados

Para o banco de investimentos, não é uma questão de "se" o rali vai acabar, mas "quando" isso vai acontecer

Trump
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Desde a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, as bolsas norte-americanas já quebraram recordes históricos em mais de 15 sessões O otimismo surpreendente dos mercados levou a um rali inesperado, que, na avaliação do banco de investimentos norte-americano Morgan Stanley está próximo do fim. "Para nós, é QUANDO, e não SE nós devemos abandonar essa retomada nos negócios", diz a instituição em relatório.

Desde 9 de novembro, quando o bilionário venceu as eleições, o índice Dow Jones já disparou cerca de 8% e está próximo de alcançar a marca de 20 mil pontos, e o S&P 500 saltou quase 6% - marcas impressionantes para apenas oito semanas, conforme destaca o portal CNBC.

Mas, o Morgan Stanley tem até uma data para a lua de mel dos mercados com Trump acabar: 20 de janeiro, o dia da posse do republicano na Casa Branca. "Afinal de contas, que resultados positivos e animadores adicionais poderiam ser produzidos nas semanas seguintes a isso?", questionam os economistas do braço de pesquisa do banco.

Entre os motivos para o pessimismo com o mercado dos Estados Unidos, a instituição financeira cita o alto grau de incerteza regulatório do governo Trump, além das decisões de política monetária do Fed (Federal Reserve), do consequente fortalecimento do dólar e da desaceleração da economia da China e da incerteza política na Europa.

Apesar de o foco do relatório ser as bolsas norte-americanas, investidores brasileiros também devem ficar atendo. Se a previsão se confirmar e o mercado acionário dos Estados Unidos azedar de vez, não há dúvidas que respingos do pessimismo terão impactos significativos sobre a Bovespa.

 

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