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Eleições: 2º turno impulsiona papéis de empresas candidatas à privatização

As ações dos setores à espera de marcos regulatórios também exibem bom desempenho nesta segunda-feira

SÃO PAULO - Com os investidores reagindo de uma forma bastante favorável ao resultado das eleições presidenciais, que apontou para o forte crescimento da popularidade de Geraldo Alckmin (PSDB) e para a necessidade de realização de segundo turno, o Ibovespa opera com significativa valorização nesta segunda-feira e o dólar em território negativo.

As taxas dos contratos de juros futuros também ilustram um maior otimismo dos investidores e recuam. Já o risco país opera praticamente estável, aos 233 pontos.

O mercado financeiro mostra preferência pelo candidato tucano, graças à sua postura mais pró-mercado e às perspectivas de uma maior racionalização dos gastos públicos. A vitória do tucano também poderia significar uma retomada das privatizações.

Papéis mais influenciados

Nesta segunda-feira a ação que mais reflete o quadro eleitoral é a da Eletrobrás (+4,44%). Grande parte do mercado acredita que uma vitória de Alckmin poderia resultar na privatização da companhia, embora o candidato tucano negue o fato.

Ainda no setor elétrico, a reeleição de Aécio Neves, em Minas Gerais, e a necessidade de realização de um segundo turno, com a possível saída de Roberto Requião, no Paraná, impulsionam os papéis de Cemig (+3,09%) e Copel (+4,24%), respectivamente.

Além disso, as ações de setores à espera de marcos regulatórios, como energia, telefonia, serviços públicos e saneamento, e novas rodadas de privatizações também mostram bom desempenho. Destaque para a valorização dos papéis de Sabesp (+2,69%), CCR (+4,00%), Banco do Brasil (+3,15%) e Cesp (+1,73%).

 

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