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Holding da Vale propõe remuneração zero a acionistas em 2016 e mais 5 balanços do 3° tri nos destaques

Confira os principais destaques corporativos após o fechamento da Bolsa desta segunda-feira

Minério de ferro
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo seguiu movimentado após o fechamento do pregão desta segunda-feira (31). Além da temporada de balanços corporativos, com 5 empresas divulgando seus números esta noite, o radar dos investidores foi preenchido por mais 5 destaques. Entre eles, a Bradespar - holding que detém participação na Vale - propôs remuneração zero a acionistas em 2016 e a Helbor informou que suas vendas contratadas caíram 36% no 3° trimestre na comparação anual, conforme sua prévia operacional. 

Confira abaixo o que foi destaque na noite desta segunda-feira: 

TIM (TIMP3)
A operadora de telefonia TIM registrou um lucro líquido normalizado pela venda de torres e outros impactos de R$ 200 milhões no 3° trimestre, crescimento de 14% sobre igual período do ano passado. A receita líquida total recuou 5,3% no trimestre, para R$ 3,9 bilhões. A margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) cresceu 1,9 ponto percentual, passando de 31,5% para 33,4% no período. 

Smiles (SMLE3)
Dando continuidade à temporada de balanços, a companhia de redes de fidelidade de clientes Smiles informou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de R$ 144,7 milhões no terceiro trimestre, alta de 47% ante mesmo período de 2015. O resultado foi impulsionado por crescimento de 32,5% no lucro operacional, para R$ 162,6 milhões, e pela evolução do resultado financeiro, que teve elevação de 77%, para R$ 50 milhões. A receita líquida da companhia somou R$ 398,3 milhões no período, acréscimo de 14% sobre o terceiro trimestre do ano passado.

"Permanecemos entusiasmados em relação às oportunidades do setor de fidelidade e empenhados em posicionar a Smiles como uma plataforma de negócios inovadora e em uma empresa completa de turismo", afirmou a empresa no balanço.

O acúmulo de milhas do programa referente ao terceiro trimestre teve crescimento de 4,2% em relação ao mesmos três meses de 2015, para 13,8 bilhões de milhas, apoiado na alta de 5,7% nas milhas de parceiros que não a Gol. O acúmulo de milhas com programas da Gol recuou 6,1 por cento. Já os resgates entre julho e setembro subiram 2,2% na comparação ano a ano. No final de setembro, a Smiles tinha 11,8 milhões de clientes, avanço de 7,6% sobre um ano antes.

Energias do Brasil (ENBR3)
A elétrica EDP Energias do Brasil fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 230,8 milhões, alta de 317,2% ante o mesmo período de 2015, principalmente devido ao melhor resultado financeiro, informou a companhia em comunicado nesta segunda-feira.

A empresa, que atua em geração e distribuição de eletricidade, apresentou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 625,8 milhões no trimestre, com avanço de 6,6% na comparação anual.

Multiplan (MULT3)
A administradora de shopping centers Multiplan divulgou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de R$ 58,03 milhões no terceiro trimestre, queda de 0,9% sobre a mesma etapa do ano passado. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 1,2% na mesma base de comparação, para R$ 184,43 milhões.

M.Dias Branco (MDIA3)
A M.Dias Branco, fabricante de massas e biscoitos, dona de marcas como Adria, Isabella e Richester, reportou um lucro líquido de R$ 269,7 milhões no 3° trimestre, resultado 63,4% acima do registrado no mesmo intervalo de 2015. A receita líquida da companhia atingiu R$ 1,45 bilhão, montante 14,4% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. O Ebitda chegou a R$ 313,3 milhões, com alta de 62,4%, o mais alto obtido pela companhia em um trimestre desde 2006. A margem Ebitda alcançou 21,7%, ante 15,2% um ano antes. 

Bradespar (BRAP4)
Além dos balanços, a diretoria da Bradespar - holding que detém participação na Vale - submeteu ao conselho de administração proposta de remuneração zero aos acionistas em 2016, "tendo em vista que não houve alteração significativa em seu fluxo de geração de caixa no ano", informa o comunicado da companhia enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta noite. Após o encerramento do atual exercício, a administração da companhia vai reavaliar a distribuição do lucro com base no resultado, disse a Bradespar. 

CPFL Energia (CPFE3)
A CPFL Energia concluiu nesta segunda-feira a aquisição da distribuidora de eletricidade AES Sul por um total de R$ 1,698 bilhão, afirmaram as empresas em comunicados ao mercado. O negócio, fechado junto à norte-americana AES Corporation, envolveu um valor de R$ 1,403 bilhão e mais um adicional de R$ 295,45 milhões, referente a um aumento de capital que havia sido feito na elétrica pela AES. O acordo inclui adicionais R$ 1,1 bilhão em dívida, conforme anunciado em junho.[]

Segundo a CPFL, o preço de aquisição será ajustado em até 45 dias de acordo com variações de capital de giro e dívida líquida da distribuidora, responsável pelo fornecimento em 118 municípios da região centro-oeste do Rio Grande do Sul.

Eletrobras (ELET3; ELET6)
O representante dos acionistas minoritários da Eletrobras no conselho de administração, Marcelo Gasparino, votou contra a venda do controle da distribuidora goiana Celg D em leilão de privatização, conforme consta em ata da assembleia que aprovou a alienação, realizada em 24 de outubro e arquivada esta segunda-feira na CVM. Em seu voto, Gasparino afirma que a estatal sabia da inviabilidade financeira das distribuidoras que assumiu, tendo contratado consultorias como Roland Berger, Santander, Acenture e Ernst Young para assessorá-la na alienação das participações acionárias.

Ecorodovias (ECOR3)
O conselho de administração da Ecorodovias aprovou a venda de R$ 215 milhões em debêntures com vencimento em 15 meses a partir da data de emissão, em 18 de fevereiro de 2018, informou a empresa em fato relevante. A oferta é destinada a investidores qualificados. Segundo a companhia, os recursos serão usados para pagar notas promissórias que vencem em 18 de novembro.  

Helbor (HBOR3)
A Helbor anunciou vendas contratadas totais de R$ 145,7 milhões no 3° trimestre, representando uma queda de 36% na comparação anual. A empresa não realizou lançamentos no trimestre "para melhor administração do estoque e da demanda atuais do mercado imobiliário", disse a companhia.  

Paranapanema (PMAM3)
A Paranapanema informou nesta noite que prorrogou o prazo do acordo "standstill" para 9 de dezembro de 2016, que determina que os credores da companhia por aquele prazo suspendem as obrigações financeiras que irão vencer, incluindo juros e o principal. Em 13 de outubro, a Folha de S. Paulo apurou que a companhia tinha contratado a RK Partners para reestruturar sua dívida. 

(Com Reuters)

 

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