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Itaú tem lucro recorrente de R$ 5,6 bi e Magazine Luiza reverte prejuízo; Petrobras e mais 16 destaques

Confira os destaques corporativos desta segunda-feira (31)

Agência do itaú
(Divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário desta segunda-feira é movimentado, com destaque para os balanços de Itaú Unibanco e da Magazine Luiza, além da Petrobras concluir um financiamento de R$ 1,2 bilhão. Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (31):

Itaú Unibanco (ITUB4)
O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 5,595 bilhões no terceiro trimestre, queda de 8,9% ante igual período de 2015. O maior banco privado do país informou também que seu retorno recorrente sobre o patrimônio líquido anualizado foi de 19,9% de julho a setembro, queda ante os 20,6% do trimestre anterior e dos 24,1% de um ano antes.

O índice de inadimplência da carteira acima de 90 dias subiu a 3,9%, de 3,6% um trimestre antes e 3% de igual etapa de 2015.

A provisão feita pelo banco para perda esperada com calotes somou 6,169 bilhões de reais, queda de 2,7 por cento na comparação trimestral e alta de apenas 2,9 por cento sobre um ano antes. Em outra frente, o Itaú Unibanco viu suas receitas com prestação de serviços subirem 7,7 por cento sobre o terceiro trimestre de 2015, a 7,825 bilhões de reais.

O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido anualizado foi de 19,9 por cento no período, queda ante os 20,6 por cento do trimestre anterior e dos 24,1 por cento de um ano antes. O banco manteve suas previsões de resultado para 2016.

O BTG Pactual aponta que o resultado é melhor que o esperado, com o lucro líquido 12% acima do consenso. Já o PDD, que esperava-se que fosse crescer na comparação trimestral, registrou queda. "O grande destaque do resultado foi qualidade da carteira, o que abre espaço para uma queda mais forte de PDD em 2017", afirmam os analistas. O Credit Suisse também aponta os fortes números do Itaú, também apontando como destaque positivo a queda das despesas de provisão. Já o core opex foi significativamente acima das expectativas por causa de não-recorrentes. 

Embraer (EMBR3)
A fabricante de aeronaves Embraer informou nesta segunda-feira que teve lucro ajustado de R$ 255,9 milhões no terceiro trimestre, praticamente em linha com o obtido um ano antes.

Em termos líquidos, porém, o resultado atribuído aos acionistas foi de um prejuízo de R$ 111,4 milhões, ante resultado também negativo de R$ 387,7 milhões em igual etapa de 2015. A companhia avisou ainda que seu investimento (Capex) de 2016 deve ficar abaixo do previsto, mas não deu detalhes. O BTG aponta que o balanço, quando ajustado, foi em linha. A companhia reiterou o guidance para 2016, o que sinaliza um quarto trimestre melhor (em linha com a sazonalidade normal do business), de acordo com os analistas. 

Fibria (FIBR3)
A Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, anunciou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de 32 milhões de reais no terceiro trimestre, ante prejuízo de 601 milhões em igual etapa de 2015.

O resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ajustado somou 758 milhões de reais, queda de 51 por cento sobre um ano antes. Em termos líquidos, o Ebitda caiu 52 por cento, para 724 milhões. A companhia avaliou que os fundamentos do mercado global de celulose devem seguir estáveis nos próximos meses.

A Fibria também informou que completou 60 por cento do projeto Horizonte 2 no fim de setembro. O investimento esperado para o projeto foi ajustado de 7,7 bilhões de reais para 7,5 bilhões de reais.

Magazine Luiza (MGLU3)
A Magazine Luiza, que antecipou a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, registrou um lucro líquido de R$ 24,8 milhões no período, revertendo prejuízo de R$ 19,1 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Já a receita avançou 8,46% na comparação anual, para R$ 2,26 bilhões. O Ebitda teve alta de 63,4% no intervalo, totalizando R$ 180,4 milhões.

As vendas nas mesmas lojas subiram 9,6% no trimestre. Na separação entre lojas físicas e comércio eletrônico, o crescimento foi, respectivamente, de 5,5% e 24,3%, “que representou o primeiro crescimento das lojas físicas desde o início da crise econômica”.

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi muito forte, com destaque para as vendas nas mesmas lojas. Além disso, a carteira de CDC vem caindo, o que sinaliza que a empresa está conservadora na concessão de novos créditos. 

Hypermarcas (HYPE3)
A Hypermarcas registrou lucro líquido no terceiro trimestre de R$ 202,5 milhões, 168,7% maior que no mesmo período do ano passado. A companhia também apresenta o resultado no critério de operações continuadas, segundo o qual o lucro líquido aumentou 211,7%, para R$ 183,9 milhões, principalmente por melhoria do desempenho operacional e reversão das despesas financeiras líquidas de R$ 141,9 milhões no terceiro trimestre de 2015 para receita financeira líquida de R$ 700 mil neste exercício, conforme relatório da administração que acompanha o balanço.

A companhia ressalta que o resultado não inclui ainda ganhos relacionados à venda do negócio de preservativos, que foi concluída no início do quarto trimestre deste ano. O fechamento da venda do negócio para a Reckitt Benckiser Brasil gerou recebimento de R$ 570,8 milhões em outubro, equivalentes ao montante remanescente do preço total, de R$ 705,8 milhões. Dessa forma, a posição de caixa líquido pro forma da companhia era de R$ 722,6 milhões no início do quarto trimestre. O dado sobre o terceiro trimestre foi de R$ 151,8 milhões, após pagamento de dividendos e recompra de ações.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das operações continuadas ficou em R$ 255,5 milhões, 14,3% maior na mesma base de comparação, com margem de 31,5%, 1,2 ponto porcentual superior à do terceiro trimestre de 2015. A receita líquida teve aumento de 9,8%, para R$ 811,0 milhões.

De acordo com o BTG, os resultados operacionais foram sólidos, com destaque para o crescimento expressivo do lucro por ação.  

Porto Seguro (PSSA3)
O lucro líquido da Porto Seguro foi de R$ 205 milhões no trimestre, correspondendo a uma queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 620 milhões, sofrendo uma redução de 13% . O resultado financeiro apresentou um aumento de 35% no trimestre, favorecido por um melhor desempenho das aplicações financeiras, principalmente decorrentes das alocações em renda variável e também devido a base de comparação com o terceiro trimestre do ano anterior, quando o retorno apresentado foi abaixo do CDI.

As receitas das empresas financeiras e de serviços cresceram 11% no trimestre, associadas ao aumento das vendas do produto de telefonia móvel (Conecta) e dos produtos de cartão de crédito e financiamento, que retomaram o crescimento com aumento da lucratividade.

Comgás (CGAS5)
A Comgás, distribuidora de gás natural controlada pelo grupo Cosan, registrou um lucro líquido de R$ 216 milhões no 3° trimestre, crescimento de 12,3% em relação a igual período de 2015. O resultado foi influenciado principalmente por queda de 39,5% no custo gás. A receita líquida atingiu R$ 1,38 bilhão no período, queda de 20,9% na comparação anual.

Além do resultado, a empresa elevou a projeção de Ebitda entre R$ 1,9 bilhão e R$ 2 bilhões para 2016, ante expectativa na faixa de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,6 bilhão. O capex (investimentos em bens de capital) foi mantido entre R$ 470 milhões e R$ 520 milhões. 

Duratex (DTEX3)
A Duratex, fabricante de painéis de madeira, louças e metais sanitários, registrou lucro líquido de R$ 29,86 milhões no 3° trimestre, queda de 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita líquida ficou em R$ 967,09 milhões, queda de 7,2% em igual período de comparação. Já o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 5,7%, para R$ 254,89 milhões, enquanto a margem Ebtida (Ebitda/Receita Líquida) aumentou de 23,1% para 26,4%. 

De acordo com o BTG Pactual, os resultados vieram abaixo das expectativas, com destaque para o Ebitda 6% abaixo do esperado. "A recuperação está sendo mais lenta do que anteriormente esperada, mas está no caminho"

Petrobras (PETR3PETR4)
A Petrobras concluiu na sexta-feira, por intermédio de sua subsidiária integral Petrobras Global Trading B.V., um financiamento de 1,2 bilhão de dólares, com vencimento em 2023, sem garantia real (unsecured), com o Banco Santander, informou a petroleira estatal em um comunicado. 

A linha contratada, segundo a Petrobras, será utilizada para quitar 800 milhões de dólares de dívida existente com o próprio banco que vence em 2017. Os recursos restantes --400 milhões de dólares-- serão utilizados para antecipar o pagamento de outras dívidas bancárias, segundo a empresa.

BRF (BRFS3)
A BRF informou que a Vert fez oferta de até R$ 1,2 bilhão de CRA da companhia. A oferta de CRA lastreada em créditos do agronegócio devidos e/ou garantidos pela BRF inclui opção de ser elevada em até 35% em lote adicional e lote suplementar, segundo prospecto preliminar. 

Vale (VALE3VALE5)
A mineradora brasileira Vale afirmou na sexta-feira que seu Conselho de Administração deliberou a venda dos ativos de carvão Carborough Downs, na Austrália, mas que o desinvestimento não é relevante para a companhia. A informação consta de um esclarecimento feito ao mercado após notícia publicada no jornal Valor Econômico. Na nota, a Vale não divulga valor do ativo nem eventual comprador.

A mineradora também explicou que não houve qualquer deliberação sobre a venda de seu negócio de fertilizantes na reunião do Conselho de Administração da Vale, em 26 de outubro, após questionamentos feitos pela Bovespa. "Além disso, ressaltamos que a Vale continua trabalhando no sentido de formar uma parceria estratégica na área de fertilizantes, em linha com sua estratégia anteriormente comunicada ao mercado."

Destaque ainda para o noticiário da Samarco, joint venture entre a Vale e a BHP Billiton. Parada há um ano e sem previsão clara de quando retomará suas atividades, a mineradora Samarco decidiu não pagar credores estrangeiros e caminha para o que poderá ser seu segundo default, destaca o Valor Econômico.

Light (LIGT3)
A Light informou que recebeu proposta da EDF para a compra de 51% de sua usina hidrelétrica Itaocara. A usina é detida indiretamente pela Light por meio de sua subsidiária Itaocara Energia. A operação está sujeita ainda às aprovações regulatórias necessárias e demais condições precedentes. A proposta ainda prevê que a Light tenha até o dia 31 de janeiro de 2017 para negociar a aquisição durante o período de exclusividade.

Usiminas (USIM5)
Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente da Usiminas Rômel Erwin de Souza destacou esperar por um cenário de demanda bem melhor em 2017, com reaquecimento da economia e da demanda por aço. Ele disse ao jornal que trabalha com uma perspectiva de que a economia cresça 1,3% em 2017 e que a demanda doméstica por aço aumente a uma razão de 5% a 10%.  

Ambev (ABEV3)
A companhia de bebidas Ambev informou na sexta-feira que descontinuou a divulgação da projeção para receita líquida no Brasil para 2016. Mais cedo, ao divulgar os resultados do terceiro trimestre, a empresa havia informado que não mais esperava atingir meta de receita líquida estável no país para o ano de 2016, citando as incertezas da economia brasileira e a difícil base de comparação da receita com o quarto trimestre de 2015. A receita líquida da empresa de cerveja no Brasil caiu 5,3% no terceiro trimestre, na comparação anual.

Outras projeções foram mantidas. A de alta do custo dos produtos vendidos, excluindo depreciação e amortização, foi mantida na faixa de um dígito médio e alto. A de alta das despesas com vendas, gerais e administrativas, excluindo depreciação e amortização, se manteve em um dígito baixo para o ano, enquanto a de investimento seguiu inferior ao dos níveis de 2015.

Rumo (RUMO3)
O jornal O Estado de S. Paulo destaca em matéria desta segunda-feira que, um ano e meio após compra da ALL, as ações da Rumo quase dobraram de valor com reestruturação feita pelos controladores e a expectativa de antecipação do vencimento da concessão da Malha Paulista por mais trinta anos. Contudo, a troca de governo dificulta projeto de ampliação da ferrovia.

Agora falta a renovação a concessão. Segundo fontes disseram ao jornal, é crucial para a liberação dos recursos do BNDES. Logo após o fechamento do negócio, o empresário Rubens Ometto Silveira Mello, dono da Cosan, teve da ex-presidente Dilma Rousseff a promessa de que a renovação seria feita. Mas, com a troca da presidente, o rumo das conversas mudou.

CCR (CCRO3)
Apesar da dificuldade para obter recursos prometidos pelo BNDES, a CCR não cogita devolver a concessão do terminal aéreo Confins, em Belo Horizonte, disse o vice-presidente da empresa José Ciofi. A CCR compõe o consórcio BH Airport, ao lado de Zurich Airport e Infraero. O grupo venceu a disputa pela concessão do terminal em 2013.

Segundo o executivo, alguns empréstimos prometidos pelo banco ainda não se viabilizaram. Além disso, os sócios privados assumiram investimentos na expansão e melhora do terminal que não estavam planejados e que eram obrigação da Infraero. E os que aconteceram são menores do que o previsto, para o terminal e para rodovias administradas pela empresa.

"Não culpo o BNDES, que está se adequando a realidade do país", disse ele. "Estamos conversando com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para ver se a gente consegue ajustar contratos pela via do reequilíbrio mesmo", adicionou.

Equatorial (EQTL3)
Segundo o jornal Valor Econômico, a Equatorial Energia prepara uma oferta final bilionária pelos ativos de transmissão da Abengoa. A proposta é em conjunto com o fundo de participações dedicado à infraestrutura gerido pelo BTG Pactual, cuja fatia será minoritária, e será entregue ainda no começo do mês.  

Daycoval (DAYC4)
O banco Daycoval confirmou que firmou acordo com o Citi pelo qual vem comprando carteiras de crédito de empresas junto ao banco no Brasil, segundo comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O valor da transação é inferior aos R$ 600 milhões do piso da faixa de até R$ 1 bilhão que jornal O Estado de S. Paulo teria noticiado como referente à carteira de pequenas e médias empresas do Citi, diz Daycoval no comunicado. 

Segundo o banco, o valor em negociação representa menos de 3% da carteira de crédito do Daycoval e representa “parcela irrelevante de seus ativos totais”. 

Cteep (TRPL4)
A Cteep, ou Transmissão Paulista, informa que os recursos para a implantação dos empreendimentos arrematados na sexta-feira, 28, em leilão de transmissão serão obtidos através de aportes de capital dos acionistas. Segundo a empresa, os projetos buscarão também apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do mercado de capitais através de Debêntures de Infraestrutura e demais fontes de financiamento. 

"As conquistas fazem parte da estratégia de retomada do crescimento da companhia, por meio de investimento na implementação de infraestrutura e operação de novos empreendimentos, que contribuirão para a expansão do sistema de transmissão de energia elétrica do Brasil", disse a empresa em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além disso, os projetos podem proporcionar sinergias com operações existentes em Minas Gerais e Espírito Santo.

A empresa foi vencedora em três lotes do leilão de transmissão promovido hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Foram arrematados os lotes 3 e 4, através do Consorcio Columbia, do qual participa em parceria com Taesa, na proporção igualitária de 50%; e o lote 21, de forma individual.

(Com Reuters e Bloomberg)

 

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