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Santander, Bradesco Asset e mais 9 são alvos da Operação Greenfield da PF; confira

Brookfield, Sete Brasil, Deloitte, Ecovix, Engevix, WTorre, Invepar, J&F, OAS foram alvos de busca e apreensão

Polícia Federal
(Divulgação/PF)

SÃO PAULO - Onze empresas são alvos de busca e apreensão na Operação Greenfield, deflagrada nesta manhã (5) pela Polícia Federal. 

São elas: Santander, Bradesco Asset Management, Brookfield, Sete Brasil, Deloitte, Ecovix, Engevix, WTorre, Invepar, J&F e OAS, segundo informações do Valor Econômico e do jornal O Estado de S. Paulo. Além dessas, a vice-presidência de gestão e ativos da Caixa também é alvo, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão nesta segunda-feira no departamento do banco que fica em São Paulo. 

“A Polícia Federal solicitou ao Santander o fornecimento de alguns documentos relacionados aos fundos Funcef, Global, Petros, Previ e à Sete Brasil”, disse o Santander, em comentário por e-mail à Bloomberg. "O fundamental esclarecer que essas investigações não têm qualquer relação com o Santander, mas sim com os referidos fundos”, afirmou o banco. Já Bradesco e Caixa não responderam imediatamente pedido de comentários feito por e-mail pela agência. 

A Operação Greenfield investiga crimes de gestão temerária e fraudulenta em quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef, Petros, da Petrobras Previ e Postalis. A operação conta com o auxílio técnico do Ministério Público Federal, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar e da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Ao todo, 560 policiais federais cumpriram 127 mandados judiciais expedidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal. A Justiça determinou ainda o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação, no valor aproximado de R$ 8 bilhões.

De acordo com a PF, as investigações começaram a partir de dez casos investigados que revelaram déficits bilionários nos fundos de pensão. Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizadas de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (fundos de Investimentos em Participações).

Em nota, a Bradesco Asset Management destacou que segue a regulamentação da gestão de fundos de investimento e está prestando os esclarecimentos à Justiça. "A BRAM e a BEM, na qualidade de prestadores de serviços para terceiros, respectivamente para gestão e administração de fundos de investimentos, informam que seguem estritamente o regulamento dos fundos sob sua gestão e administração e as regras definidas pelos reguladores. Acrescentam ainda que estão prestando toda a colaboração requerida pelas autoridades", diz a nota enviada pela gestora. 

(Com Bloomberg)

 

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