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BTG recomenda compra de Petrobras e BB pagará R$ 352,7 milhões em proventos; veja mais 11 notícias

Confira o que é destaque no noticiário corporativo na sessão desta quinta-feira (1)

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Enquanto o mercado brasileiro segue de olho nos desdobramentos do impeachment, além de acompanhar os dados econômicos na China e Reino Unido, o noticiário corporativo segue movimentado. Veja o que é destaque na sessão desta quinta-feira (1): 

Petrobras
A Petrobras (PETR3;PETR4) teve a sua recomendação elevada de neutra para compra pelo BTG Pactual, que elevou o preço-alvo do ADR (American Depositary Receipt) da companhia para US$ 9,50, em relatório chamado "O poder do desconhecido".

Os analistas destacaram a notícia da véspera de que o governo federal busca renegociação dos valores do contrato da cessão onerosa com a Petrobras e que ela poderia até receber valores ao invés de pagar. "Tudo depende dos parâmetros (que estão sendo negociados)", afirmou o diretor do Departamento de Políticas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, José Botelho Neto a jornalistas na véspera. 

"Muitos investidores estão nos perguntando se o governo do Brasil tem o dinheiro para compensar a empresa. As leis atuais estabelecem que a Petrobras pode fazer um pagamento, reduzindo o volume extraído desses campos. Se o governo tiver que fazer um pagamento, ele pode fazê-lo em dinheiro, títulos do Tesouro ou de outra forma 'acordada entre as partes'. Em nossa opinião, o caminho natural para o governo seria transferir campos adicionais para a empresa e, mudando as regras do pré-sal, deixá-la vender os blocos depois. O regulamento vigente prevê que os campos relacionados a transferência de direitos não podem ser transferidos pela empresa, mas não temos certeza se isso poderia ser alterado a critério do governo. A legislação adicional pode ser necessária se o objectivo é capitalizar a Petrobras. Se as alterações forem aprovadas, podemos ver um enorme valor potencial de desbloqueio", afirmam os analistas. 

Ainda no radar da estatal, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a companhia conta com a adesão de 8 mil empregados ao Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV), que se encerrou à meia noite de quarta-feira (31). Segundo fonte da empresa, até a última sexta-feira (26), mais de 7 mil tinham aderido ao programa. Um novo balanço ainda não foi feito, porque a expectativa era de que muitos funcionários, até então em dúvida, se manifestassem no último momento.

Um número concreto das demissões apenas será conhecido em maio do ano que vem, prazo final para que todos os funcionários confirmem se querem, realmente, aderir ao PIDV. Os desligamentos acontecerão gradativamente. Ao optar pela adesão, o empregado é imediatamente informado sobre a data de saída, que deve ser entre setembro deste ano e maio do ano que vem. Cada um deles tem até essa data para desistir da demissão.

Cemig
A Cemig (CMIG4) informou ao final do pregão de ontem que seu conselho de administração deliberou autorizar a monetização, de até 40.702.230 units da Taesa (TAEE11), correspondentes a 40.702.230 ações ordinárias e 81.404.460 ações preferenciais de propriedade da Cemig. A companhia disse, em comunicado enviado ao mercado, que manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados sobre atualizações relacionadas ao tema. 

Banco do Brasil (BBAS3)
O Banco do Brasil anunciou o pagamento de R$ 352,7 milhões em juros sobre capital próprio, relativos ao 3° trimestre de 2016. O valor é equivalente a R$ 0,1266 por ação. Os proventos serão pagos em 30 de setembro e terão como base a posição acionária de 12 de setembro. As ações passarão a serem negociadas ex-juros a partir do dia 13 do mesmo mês.

Hering
O Conselho da Hering (HGTX3) autorizou celebração de contrato de empréstimos no valor de R$ 631,6 milhões através de incentivo fiscal do Produzir, junto à Secretaria de Desenvolvimento de Goiás, segundo comunicado.

O crédito tem prazo de fruição até 31 de dezembro de 2040. O contrato constitui “subvenção de investimento necessário para implantação e fomento da unidade industrial de São Luis de Montes Belos”

BR Properties
A BR Properties (BRPR3) teve aval do Cade à compra de ativo do Opportunity FII. A aquisição de ativos imobiliários localizados na cidade do Rio de Janeiro é aprovada sem restrições, segundo ato do Cade. O ato está publicado no Diário Oficial. A BR Properties compra imóvel em desenvolvimento do Opportinity FII.

Arteris
A Arteris (ARTR3) concluiu a transferência de ações da STP para DBTrans; o capital da STP passa a ser detido só pela DBTrans.

CCX
Destaque ainda para a nota da CCX (CCX3), que destacou que o "a
cordo com Yildirim para venda de ativos “vem sendo cumprido pelas partes, de forma que estas vêm adotando as atividades necessárias para o fechamento da transação”. Em meados de agosto, a companhia anunciou a venda de ativos para a Yildirim por US$ 45 milhões, montante que inclui os US$ 30 milhões que já foram pagos à CCX quando houve assinatura do contrato de aquisição de ativos. Assim, está previsto pagamento do saldo de US$ 15 milhões.

CSN 
A CSN 
(CSNA3teve seu rating cortado pela agência S&PGR de B- para CCC+, em escala global. "A elevada carga de juros e resultados operacionais ainda fracos continuarão a empobrecendo o caixa da CSN ao longo dos próximos trimestres, apesar de esperar uma ligeira melhora na produção de minério de ferro e aço", comentou a agência, em nota.

CPFL
A chinesa State Grid Corp pretende assinar os termos finais da compra de participação de 23,6% detidos pelo conglomerado Camargo Corrêa SA na CPFL Energia (CPFE3) na sexta-feira, disse uma pessoa diretamente envolvida no negócio para a Reuters. 

O processo de 'due diligence' para a compra foi concluído esta semana, disse a fonte, acrescentando que todas as condições prévias impostas pela gigante chinesa foram cumpridas.

Kroton e Estácio
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a Kroton (KROT3) deve vender unidades da Estácio (ESTC3) para assegurar a aprovação do Cade para o negócio.  

Oi
A Oi (OIBR4) enviou comunicado ao mercado em que “confirma que seus representantes e representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações reuniram-se a fim de debater temas relacionados às suas atividades reguladas e ao mercado de telecomunicações brasileiro”.

Segundo a companhia, não há qualquer informação relevante nova a ser divulgada sobre reportagem de O Globo de 29 de agosto, dizendo que lista de credores ultrapassou 66 mil.

Light
O Valor Econômico informa que a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrical) deverá decidir em setembro sobre o pedido de revisão tarifária extraordinária (RTE) da Light (LIGT3). Segundo o diretor Tiago Barros, relator do processo na autarquia, caso não haja impedimentos, o processo poderá ser apreciado já na primeira quinzena do mês. 

 

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