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Analistas comentam os 17 resultados divulgados hoje; ações vão de queda de 6% a alta de 11%

Faltando apenas mais dois dias da temporada de resultados, aumenta a quantidade de empresas divulgado seus números do segundo trimestre

Banco do Brasil BB

SÃO PAULO - Com a temporada de resultados se encaminhando para o fim, e com o mercado já de olho para o balanço do segundo trimestre da Petrobras na noite desta quinta-feira (11), 17 ações reagem aos números apresentados entre a noite de ontem e esta manhã, com destaque para o Banco do Brasil, que apesar de um resultado considerado fraco, ficou entre os maiores ganhos do Ibovespa.

Dentre as ações que fazem parte do principal índice da Bolsa, chamaram atenção ainda a Marfrig, JBS e Cosan, que registraram queda neste pregão. Entre os papéis de fora do Ibovespa, a Anima decepcionou os analistas e viu suas ações caírem até 6% na sessão de hoje.

Confira a análise e as reações dos principais resultados de hoje: 

Banco do Brasil (BBAS3)
O resultado: o banco viu seu lucro líquido cair 18% no segundo trimestre, para R$ 2,465 bilhões na comparação com o mesmo período de 2015. Já o índice de inadimplência das operações vencidas há mais de 90 dias ficou em 3,27% em junho, contra 2,6% registrados no primeiro trimestre. O BB cortou ainda a projeção para o crescimento de sua carteira de crédito ampliada neste ano para o intervalo de queda de 2% a alta de 1%, ante previsão de expansão entre 3 e 6%. A expectativa para a margem financeira bruta passou de 7% a 11% para 11 a 15%.

As análises: segundo o BTG Pactual, o resultado veio fraco, mas dentro das expectativas (embora destaque que o lucro líquido tenha vindo 10% abaixo do consenso do mercado). "A primeira leitura é de resultado fraco, mas dentro das expectativas. "Apesar da carteira de crédito ter caído na comparação trimestral, a margem financeira continua tendo bom resultado (nesse trimestre ajudada por recuperação de credito). As taxas também aceleraram e foram destaque positivo, assim como custos. O lado negativo continua sendo qualidade dos ativos e capital", destacam os analistas do BTG. O Safra, por sua vez, comentou que a qualidade do resultado melhorou, assim como as perspectivas para o banco.  

A reação: as ações do BB subiram 5,65%, a R$ 22,05, fechando próximas do patamar máximo do dia, mesmo após balanço ter sido considerado fraco pelos analistas do BTG. O volume financeiro movimentado hoje com os papéis foi forte, de R$ 341,08 milhões, contra média diária de R$ 186,15 milhões dos últimos 21 pregões. 

Marfrig (MRFG3
O resultado: a companhia teve prejuízo líquido de R$ 131,9 milhões, piora ante o resultado negativo de R$ 6,5 milhões no mesmo período um ano antes. O resultado foi influenciado pelo cenário desafiador para a operação de bovinos e itens financeiros. Já o Ebitda totalizou R$ 382,7 milhões, 17% menor na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 414 milhões, alta de 0,9%. A receita líquida avançou 1,1%, a R$ 4,8 bilhões. A companhia informou ainda que está revendo o guidance de 2016 ao longo do terceiro trimestre em função do novo cenário brasileiro e de câmbio e informará eventual alteração. 

As análises: o balanço foi impactado pelo desempenho fraco da divisão de carnes, enquanto a Keystone veio forte, ajudada pelo real mais forte em relação ao dólar, comentaram os analistas do BTG Pactual. Para os analistas do banco, é pouco provável que a empresa consiga entregar o guidance de receita entre R$ 22 bilhões e 24 bilhões, enquanto a margem Ebitda deve ficar na parte baixa da projeção entre 8,5% e 9,5%.

A reação: as ações da Marfrig afundaram até 5,65% após balanço, indo para R$ 5,18, mas conseguiram zerar as perdas e fecharem com queda de 0,73%, a R$ 5,45. Chamou atenção também o volume financeiro movimentado com os papéis de R$ 60,33 milhões, contra média diária de R$ 9,42 milhões dos últimos 21 pregões. 

Teleconferência: o presidente da Marfrig, Martin Secco Arias, disse que o negócio de carne ainda enfrenta condições desafiadoras, ressaltando que a menor disponibilidade de gado e preços de carne mais baixos têm comprimido as margens da unidade. Segundo ele, a perspectiva é de que o fornecimento de gado deve se tornar mais claro na segunda metade de 2017.  

Cosan (CSAN3)
O resultado: a empresa de infraestrutura e energia reportou um lucro líquido de R$ 281,6 milhões no segundo trimestre do ano, ante R$ 16,4 milhões no mesmo período do ano passado. Já a receita líquida da companhia ficou em R$ 11,45 bilhões de abril a junho, alta de 13,4% no comparativo com o segundo trimestre de 2015. Por sua vez, o Ebitda ficou em R$ 1,289 bilhão, ante R$ 823,8 milhões no mesmo período de 2015. A companhia informou ainda que sua controlada a RaízenCombustíveis aumentou em 17% o Ebitda no período chegando a R$ 597 milhões.

As análises: segundo o BTG Pactual, o mercado já aguardava por números robustos, mas ainda assim merece destaque a divisão de açúcar e etanol, que apresentou volumes de venda forte de açúçar e preço realizado mais alto de etanol no trimestre. O Santander comentou que o balanço veio sólido no período, 7% acima do estimado, impulsionado pela divisão de açúcar e álcool. Os analistas ressaltaram também que a companhia reportou sólido resultado em todas as suas divisões, particularmente na Comgás, que registrou crescimento de 35% do Ebitda. 

A reação: apesar de um balanço considerado sólido, a ação da Cosan não mostrou ânimo após o balanço do 2° trimestre e caiu 0,29%, a R$ 34,05. Na máxima do dia, o papel chegou a subir 1,32%, a R$ 34,60, enquanto na mínima ele caiu 1,87%, para R$ 33,51.

Ultrapar (UGPA3)
O resultado: a Ultrapar fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 367,1 milhões, o que representa uma alta de 11% sobre o mesmo período do ano passado. A empresa teve geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) de R$ 1 bilhão no período, avanço de 19% sobre o apurado no segundo trimestre de 2015. A receita líquida trimestral alcançou R$ 19,298 bilhões, com alta de 4% sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

As análises: Para o BTG Pactual, o resultado veio em linha com o esperado, com destaque positivo para Ipiranga, que mesmo com cenário macroeconômico desafiador apresentou Ebitda/m³ perto de R$ 121. Já o Credit Suisse comentou que o balanço da companhia veio um pouco acima do esperado, com um crescimento no Ebitda de 19%, lucro subindo 11% e uma queda de alavancagem de 1,4 vez para 1,3 vez. "A nossa impressão é de que a Ultra está encontrando caminhos para atravessar um cenário econômico difícil e considerando o cenário de queda de volumes, a empresa foi muito competente ao conseguir melhorar as margens. Nossa percepção foi de que a importação de combustíveis foi uma das principais responsáveis por este ponto", ressaltaram os analistas do Credit Suisse. 

A reação: embora sem grandes surpresas no 2° trimestre, as ações da Ultrapar subiram 3,91%, a R$ 75,20, após divulgação do balanço. Na máxima do dia, os papéis atingiram alta de 4,03%, a R$ 75,29. 

JBS (JBSS3
O resultado:  a companhia viu seu lucro líquido consolidado saltar 557% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2015, totalizando R$ 1,657 bilhão, apoiada na melhora de resultados financeiros. Já a receita financeira líquida ficou em R$ 772,4 milhões, ante resultado negativo de R$ 2,3 bilhões um ano antes. O Ebitda ajustado, por sua vez, caiu 19,1%, para R$ 2,89 bilhões, enquanto a margem Ebitda caiu para 6,6%, ante 9,2% no segundo trimestre do ano passado. A alavancagem da empresa passou de 3,84 vezes para 4,1 vezes, enquanto a dívida líquida somou R$ 49,2 bilhões. O fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 1,585 bilhão.

As análises: o BTG Pactual destacou o resultado financeiro melhor que o esperado, ajudado pelo hedge cambial que foi encerrado neste trimestre, resultando em um forte lucro líquido que veio 40% acima do esperado. A alavancagem atingiu 4,1 vezes, com queima de caixa de R$ 1,5 bilhão por conta de uma variação bem negativa no capital de giro. "O grande destaque ficou para a divisão dos EUA que apresentou expansão de margem em bovinos e suínos e um resultado melhor que o esperado da PPC", comentaram os analistas.

A reação: as ações da JBS fecharam com leve alta de 0,27%, a R$ 11,18, com um balanço ligeiramente acima das expectativas. Na máxima do dia, os papéis subiram 2,24%, a R$ 11,40, enquanto na mínima chegaram a cair 3,05%, a R$ 10,81. 

Oi (OIBR4
O resultado: a Oi reverteu lucro de R$ 671 milhões do ano passado e encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 656 milhões. O Ebitda somou R$ 1,435 bilhão, queda anual de 24,4%. A dívida líquida ficou em R$ 41,4 bilhões, contra 40,8 bilhões de reais ao fim de março deste ano. O investimento no país foi de R$ 1,215 bilhão, 16,7% acima do somado um ano antes. Vale destacar que, segundo a Reuters, o grupo de telecomunicações manteve previsão de apresentar o plano de recuperação judicial da companhia entre o fim do mês e o início de setembro, segundo afirmou o presidente-executivo da companhia, Marco Schroeder, na quarta-feira.

A reação: as ações ordinárias da Oi subiram 3,49%, a R$ 3,26, enquanto as preferenciais registraram queda de 0,43%, a R$ 2,31. 

Ecorodovias (ECOR3)
O resultado: a Ecorodovias teve prejuízo líquido de R$ 1,18 bilhão, ante lucro de R$ 19,6 milhões registrados um ano antes. O prejuízo foi de R$ 497,2 milhões nos três meses encerrados em junho nas operações continuadas. O Ebitda somou R$ 27,8 milhões de reais, uma queda de 90,5% na base de comparação anual.

As análises: segundo analistas do Safra, o resultado foi neutro, com a receita líquida abaixo do esperado e lucro líquido em linha com as expectativas. Do lado positivo, eles ressaltaram a queda de alavancagem de 3,1 vezes a dívida líquida/Ebitda para 2,7 vezes.

A reação: as ações da companhia subiram 3,07%, a R$ 8,40, fechando na máxima do dia.

Fras-Le (FRAS3)
O resultado: a companhia viu sua receita líquida subir 8% no 2° trimestre, para R$ 217,1 milhões, enquanto o lucro líquido saltou 36,8%, para R$ 19,1 milhões. O Ebitda somou R$ 44,4 milhões no período, crescimento de 62,8%, levando a margem Ebitda para 20,5%, avanço de 6,9 pontos percentuais quando comparado com o mesmo trimestre de 2015. Além do balanço, a empresa informou que seu c
onselho de administração nomeou Daniel Raul Randon como presidente interino, após a exoneração de Pedro Ferro Neto da presidência.

As análises: os analistas do Santander destacaram resultado acima do estimado, guiado pelas receitas externas (que cresceram 52% na comparação anual) e maturação dos resultados por conta dos esforços com eficiência. Como resultado, as despesas gerais e administrativas caíram 9% na comparação anual, resultando em um aumento de 3,7 pontos percentuais nas margens operacionais, comentaram. 

A reação: as ações da companhia saltaram 5,91%, a R$ 4,12, nesta sessão, após atingirem alta de 6,17% na máxima do dia, a R$ 4,13.

BR Properties (BRPR3)
O resultado: a companhia encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 35,2 milhões, uma alta de 46% em relação ao mesmo período de 2015. Já a receita líquida da companhia atingiu R$ 120,9 milhões, um aumento de 3% em relação ao registrado um ano antes, enquanto o Ebitda ajustado, excluídas despesas não caixa como reavaliação do valor das propriedades, provisão de bônus e plano de opções, alcançou R$ 97,3 milhões. A dívida líquida da companhia ao final do trimestre ficou em R$ 1,95 bilhão, e seu custo médio, de 15,2% ou 108% do CDI. A posição de caixa, no final do período, foi de R$ 983,7 milhões.

As análises: para o Credit Suisse, a companhia entregou um trimestre dentro do esperado, com um nível um pouco maior de vacância. "O indicador mostra que o ambiente para comercial ainda está desafiador mas já é possível enxergar alguns pequenos sinais de recuperação", dizem os analistas.

A reação: as ações da companhia tiveram sessão volátil, entre perdas e ganhos de 1%, com os papéis fechando com ganhos de 0,67%, cotados a R$ 9,05.

Rumo (RUMO3
O resultado: a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 32,6 milhões no segundo trimestre, revertendo o lucro de R$ 33,2 milhões registrados entre abril e junho de 2015. As despesas financeiras do segundo trimestre tiveram alta de 22,5%, somando 406,6 milhões de reais. Já a a receita líquida cresceu 12,8% na mesma comparação, somando R$ 1,38 bilhão. O Ebitda consolidado do trimestre foi de R$ 593 milhões, alta de 1%. Já o endividamento bruto era de R$ 10,1 bilhões no final do trimestre, queda de 5,6%. A alavancagem recuou 19,7%, para 3,99 vezes o Ebitda.

As análises: para o BTG Pactual, o resultado veio ligeiramente abaixo das expectativas. Os analistas destacam ainda o fluxo de caixa negativo, mas com um certo alívio para a empresa por conta da recente oferta de ações. "Passado o bem sucedido esforço para resolver a questão do balanço, o foco agora está no turnaround operacional que tem se mostrado bem executado até agora", destacam.

A reação: As ações fecharam com alta de 9,55%, a R$ 7,00, após chegarem a subir 11,74%, a R$ 7,14, na máxima do dia.

Anima (ANIM3)
O resultado: a companhia de educação encerrou o 2° trimestre com prejuízo líquido de R$ 1 milhão, ante resultado negativo de R$ 24,2 milhões um ano antes. A receita líquida teve alta de 10,9%, passando de R$ 222,4 milhões entre abril e junho de 2015 para atuais R$ 246,8 milhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 25,8%, encerrando o período em R$ 32,4 milhões.

As análises: o Santander destacou que o resultado veio fraco, implicando em potencial risco de revisão para baixo nas suas projeções para a empresa. A redução da alavancagem operacional e o aumento em provisões para devedores duvidosos (PDDs) foram os principais responsáveis pelos resultados. Os analistas ressaltaram que a principal preocupação continua sendo a redução da alavancagem operacional, acreditando que uma recuperação sustentável na captação de alunos – que não parece estar prestes a acontecer – é vital para interromper essa tendência. Já o BTG Pactual também comentou que o balanço veio fraco, com os analistas acreditando que no curto prazo o balanço deve seguir pressionado, com potenciais ciclos mais fracos de captação.

A reação: as ações da Anima afundaram 6,10%, a R$ 12,47, após balanço, fechando próximas da mínima do dia, quando caíram 6,70%, a R$ 12,39. 

Queiroz Galvão (QGEP3)
O resultado: a empresa fechou o segundo trimestre com um prejuízo de R$ 7,73 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 38,95 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, as receitas da companhia totalizaram R$ 120,414 milhões, o que representa uma queda de 3,3% em um ano.

As análises: para o Santander, o balanço veio abaixo do esperado, por conta de uma combinação de despesas mais altas e menor produção de gás. Apesar do operacional fraco, os analistas ressaltaram que acreditam que o ambiente de preços de petróleo e o fluxo de notícias sobre potenciais "farm-outs" (venda parcial ou total) de blocos detidos pela QGEP continuarão a impulsionar a ação no curto prazo.

A reação: as ações da companhia recuaram 4,78% nesta sessão, a R$ 5,78, depois de terem caído 6,26% na mínima do dia, a R$ 5,69. 

SLC Agrícola (SLCE3
O resultado: a SLC Agrícola encerrou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 74,5 milhões, revertendo um resultado líquido positivo de R$ 43,1 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida ficou em R$ 291,2 milhões, uma queda de 38,2% em um ano, enquanto o Ebitda caiu 82% e somou R$ 16,8 milhões. Já a dívida líquida ajustada cresceu 6% do primeiro para o segundo trimestre, a R$ 1,17 bilhão. Em nota, a companhia disse que o resultado negativo deve ser revertido ao longo do segundo semestre, "quando da apropriação dos ativos biológicos do algodão nas fazendas com melhor performance".

As análises: Para o BTG Pactual, o resultado foi fraco, provando que este ano promete ser um dos mais difíceis para a colheita. "Os yields seguem pressionados impactados pelas condições climáticas. A SLC tem tentado mitigar estes riscos, o que conseguiu cumprir parcialmente com custos menores", destacam os analistas. A boa notícia, segundo eles, é que tempos melhores virão e já deve ocorrer uma melhora em 2017, com o La Niña, que deve recuperar os yields e as margens.

A reação: as ações da companhia caíram 3,15%, a R$ 15,35, depois de terem recuado 5,36%, a R$ 15,00, na mínima do dia.

Locamerica (LCAM3)
O resultado: a locadora de veículos registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões no segundo trimestre, uma alta de 38,2% sobre o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a receita ficou em R$ 191,3 milhões, com avanço de 8%. Já o Ebitda somou R$ 37,3 milhões entre abril e junho, crescimento de 25,1% em um ano.

O faturamento com locação foi de R$ 103,1 milhões, alta de 5,2%, reflexo de um aumento de 6,5% na quantidade de diárias, parcialmente compensado por uma redução de 1,3% da tarifa média.

As análises: o resultado foi bom para o BTG Pactual, que destacou mais uma melhora operacional que ficou acima das expectativas. Os analistas destacam a redução do estoque, que levou a uma forte geração de fluxo decaixa e uma queda expressiva na alavancagem. "O papel está barato e dada a melhora do resultado, seguimos positivos com o case", afirmam.

A reação: as ações da companhia fecharam próximas da mínima do dia quando chegaram a cair 0,95%, para R$ 5,19, recuando 0,76%, cotadas a R$ 5,20.

Par Corretora (PARC3)
O resultado: a Par Corretora registrou uma receita líquida de R$ 98,4 milhões no segundo trimestre, valor que corresponde a uma alta de 3,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda da companhia entre abril e junho foi de R$ 54,5 milhões, em um crescimento de 8% no comparativo anual. Já o lucro líquido apresentado foi de R$ 40,2 milhões – 17,6% a mais que a cifra obtida no segundo trimestre de 2015.

As análises: segundo o BTG Pactual, o resultado foi forte principalmente se for considerado o que a empresa sofreu este ano, como: queda de 50% na originação de credito imobiliário na Caixa, que é o produto mais relevante para a PAR e o aumento de PIS/COFINS para corretoras de seguro. Para os analistas, mais uma vez a eficiência de custo teve um papel importante no resultado, levando a uma expansão da margem Ebitda.

A reação: os papéis teve ganhos de 2,34%, cotados a R$ 12,10, após chegar a subir 3,59%, a R$ 13,26, na máxima do dia.

Mahle Metal Leve (LEVE3
O resultado:Mahle Metal Leve apresentou uma receita líquida de vendas de R$ 583,5 milhões no segundo trimestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 5,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda entre abril e junho foi de R$ 90,2 milhões, em um recuo de 12,9%. Já o lucro líquido foi de R$ 42,9 milhões – 11,7% abaixo no comparativo anual.

As análises: para o Safra, o balanço veio fraco, abaixo do esperado, em um papel razoavelmente caro, em termos valuation. Os analistas destacaram como maior problema a volta do dólar frente ao real, que impactou a receita de exportação da companhia.

A reação: as ações da companhia fecharam com quda de 2,24, a R$ 24,93, atingindo na mínima do dia desvalorização de 2,51%, a R$ 24,86.

CSU Cardsystem (CARD3
O resultado:CSU Cardsystem teve uma receita líquida de R$ 119,78 milhões no segundo trimestre, o que representa uma alta de 2,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda, por sua vez, foi de R$ 24,07 milhões, em uma variação positiva de 42,7% no comparativo anual. Já o lucro líquido registrado entre abril e junho foi de R$ 8,34 milhões – 118,4% acima da cifra apresentada no mesmo período em 2015.

A reação: as ações da small cap dispararam até 5,32% hoje após o balanço, sendo cotadas a R$ 5,15, mas amenizaram o movimento, fechando com alta de 3,48%, a R$ 5,06.

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