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BB e Cemig querem vender ativos, Santander eleva Petrobras e BB Seguridade lucra R$ 1,09 bi

Confira os destaques da Bovespa nesta segunda-feira (8)

Petrobras
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário do início desta semana segue movimentado, com destaque para a temporada de resultados, notícia de estudo de venda de ativos e Santander elevando a recomendação para a Petrobras. Confira os destaques desta segunda-feira (8): 

Banco do Brasil
O Banco do Brasil (BBAS3) informou que, em conjunto com alguns acionistas do Banco Patagonia, “avalia a possibilidade de, eventualmente”, propor ao Banco Patagonia a realização de uma oferta pública de ações no mercado organizado de ações, segundo comunicado divulgado em 5 de agosto, após o fechamento do mercado.

Em notícia desta semana, a Bloomberg informou que o BB contratou JPMorgan para vender fatia no Patagonia. De acordo com a agência, o Itaú é potencial interessado na fatia.

Petrobras
As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) tiveram a recomendação elevada de manutenção para compra pelo Santander, com um preço-alvo de US$ 10 para 2017 para cada ADR (American Depositary Receipt).

A Petrobras precisa de desalavancagem, mas para isso, tem que cumprir seu plano de alienação ambicioso, em nossa opinião. "A recente venda da sua participação no bloco pré-sal Carcará foi uma mudança de paradigma, a nosso ver, mostrando que a "nova" administração tem a maior

compromisso com a venda de ativos. Assim, nós acreditamos agora que, no âmbito micro e macro, a Petrobras está se movendo em uma direção positiva. Nossa análise do cenário apoia a crença do resultado do alinhamento desses fatores", afirmam os analistas.

Cemig
A Cemig (CMIG4) quer baixar dívida vendendo ativos, disse o presidente da empresa Mauro Borges. A companhia considera abrir mão de parte ou de toda sua participação na Light, Taesa, Gasmig e hidrelétricas de Belo Monte e Santo Antonio, disse ele ao jornal. O prazo estimado para concluir transações é o fim de 2017. 

Conversas com potenciais compradores já começaram e envolvem companhias da Europa, EUA, Japão e China, algumas delas ainda não atuam no Brasil, segundo o jornal sem revelar nomes das empresas. Vale ressaltar que, em 3 de agosto, a Cemig submeteu ao conselho proposta de venda de ações da Taesa. 

BB Seguridade
A BB Seguridade (BBSE3) registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,09 bilhão entre abril e junho, o que corresponde a uma queda de 10,57% em comparação com o mesmo período no ano anterior, quando o resultado atingido foi de R$ 1,22 bilhão. O ROE ajustado no segundo trimestre foi de 55,2% ante 55,9% na comparação anual. A companhia também cortou estimativa para expansão do lucro em 2016 da faixa de 8% a 12% para 4% a 8%. O possível aumento nos impostos, a possibilidade de corte na taxa de juros e a incerteza sobre as vendas na linha de seguros são citados como justificativas para tal mudança.

Em release enviado à imprensa, a companhia ressaltou o resultado no acumulado do primeiro semestre, puxado sobretudo pelo incremento das receitas de investimentos em participações societárias, com destaque para os segmentos de Distribuição, Previdência, Capitalização e Vida, Habitacional e Rural. No período, o resultado financeiro líquido combinado, mostra o demonstrativo da companhia, cresceu 7% e representou 31% do lucro líquido.

CVC
Segundo matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, a oferta de ações da CVC (CVCB3), que terá seu preço fechado na quarta-feira, está com demando boa, com mais da metade do volume colocado à venda pelos principais acionistas já coberto. As expectativas são de que a operação possa movimentar cerca de R$ 1,3 bilhão. Conta a nota que uma ancoragem de um grande investidor já não é mais vista como necessária.

Smiles
Henrique Constantino renunciou aos cargos de vice-presidente do conselho e de membro dos comitês de Auditoria e Finanças e de Gestão de Pessoas e Governança Corporativa da Smiles (SMLE3), segundo comunicado. O Conselho aprovou indicação de Joaquim Constantino Neto, atual membro efetivo do conselho, para substituir Henrique Constantino como vice-presidente do conselho e elegeu ainda Ricardo Constantino, também atual membro efetivo do conselho, para o comitê de Gestão de Pessoas e Governança Corporativa; 

Cargos ocupados por Henrique Constantino no conselho e no comitê de Auditoria e Finanças “permanecerão vagos até a eleição dos substitutos nos termos do estatuto social e da legislação aplicável, sem prejuízo do normal funcionamento dos mesmos”

Vale 
Em resposta a uma notícia do jornal Folha de S. Paulo, que afirmava que a Vale (VALE3; VALE5) pretende levantar US$ 10 bilhões com uma venda futura de minério de ferro, a mineradora ressaltou que "continua estudando alternativas de desinvestimento, inclusive de ativos core, e atração de recursos, em linha com a sua estratégia anteriormente comunicada ao mercado".

Apesar disso, a companhia disse que não há nenhuma novidade. "Ressaltamos que, sobre tais assuntos, ainda não há qualquer fato que enseje em divulgação ao mercado, nos termos da legislação em vigor", disse a Vale em comunicado.

Alpargatas
A Alpargatas (ALPA4), dona da marca Havaianas, registrou um lucro líquido de R$ 60,2 milhões no segundo trimestre, o que representa uma alta de 30,9% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Alpargatas, foi um resultado de forte crescimento em vendas no mercado interno, principalmente de Havaianas, e de ganhos em produtividade.

Já a receita líquida avançou 8,4% no período, atingindo R$ 1,01 bilhão, com as vendas no Brasil crescendo 18,5% em receita, para R$ 570,5 milhões. No mercado internacional, as vendas tiveram alta de 0,8%, para R$ 220,0 milhões. Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) subiu 4,3% no segundo trimestre, chegando a R$ 108,1 milhões.

Fertilizantes Heringer
A Fertlizantes Heringer  (FHER3), uma das principais produtoras de fertilizantes do país, viu seu prejuízo cair em 10,8% no segundo trimestre em comparação com um ano antes, para R$ 33,28 milhões. Já a receita líquida ficou em R$ 994,8 milhões, uma queda de 19,7%, enquanto o Ebitda ficou negativo em R$ 10,22 milhões, ante Ebitda também negativo de R$ 4,4 milhões no 2º trimestre de 2015.

BTG Pactual
O BTG Pactual (BBTG11) quer adquirir florestas em Santa Catarina hoje detidas pela Imaribo, Tangará e Monte Carlo, unidades do grupo Iguaçu, segundo documento protocolado no Cade. Os ativos florestais abrangem florestas de pinus, eucalipto e araucária e os direitos reais sobre os imóveis rurais nos quais elas se localizam, segundo o documento. O valor do negócio não foi revelado.

JBS
A JBS Foods International Designated Activity Company protocolou pedido de registro da distribuição pro rata de ações ordinárias da JBSFI, inclusive na forma de BDRs, aos acionistas da JBS (JBSS3) no contexto da sua redução de capital, diz JBS em fato relevante enviado à CVM. A JBSFI também pediu registro da transação na qual detentores de ações ordinárias da JBS que sejam cidadãos norte-americanos, tenham domicílio nos EUA ou fora do Brasil, assim como os detentores de ações ordinárias da JBS na forma de ADS, possam entregar ações ordinárias de emissão da JBS ou ADSs da JBS à JBSFI em troca de ações ordinárias da JBSFI. O formulário F-1 deve ser declarado vigente pela SEC, entre outras condições, para que as ações da JBSFI possam ser listadas e admitidas à negociação na NYSE. 

Segundo o BTG Pactual, esse é o primeiro passo chave para completar o processo de reestruturação da empresa. O BTG segue com recomendação de compra para o ativo, com preço-alvo de R$ 16 por papel. 

Ainda no noticiário da companhia, ela reapresentou balanços de 2013 a 2015 e primeiro trimestre de 2016 voluntariamente. A decisão foi feita em preparação para reorganização societária, disse a JBS em fato relevante.

A empresa revisou voluntariamente algumas de suas práticas e a contabilização de certas transações nas demonstrações financeiras e concluiu por reapresentar demonstrações financeiras. As reapresentações não têm efeito no lucro líquido, lucro por ação, liquidez da companhia e não afetam dividendos já aprovados e distribuídos, disse a JBS.

Pão de Açúcar
O setor de roupas dos hipermercados é o mais novo foco do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4), num esforço que já dura pelo menos um ano e tenta recuperar as vendas da rede Extra. Depois de anunciar em 2015 um investimento de R$ 100 milhões em reformas e de mudar este ano a estratégia comercial, a companhia agora espera melhorar a rentabilidade das lojas com reformulações na venda de roupas e acessórios.

Um projeto piloto, que já está em duas lojas do Extra e chegará a mais três neste ano, altera as coleções de roupas vendidas nos hipermercados. A lógica, conforme o gerente geral comercial têxtil do Extra, Renato Caetano, é abandonar o foco em peças muito básicas, que são expostas dobradas em mesas. Com maior foco em roupas casuais femininas, a rede espera impulsionar o segmento, que tradicionalmente oferece margens maiores que a média da loja e ajuda a elevar o tíquete das compras. "Tínhamos uma proposta de itens mais massificados, que eram como commodities, e agora estamos propondo peças para um estilo de vida casual, que estimulem o cliente a comprar mais itens", acrescenta o gerente geral Luiz Felipe Barbosa, responsável por desenvolvimento de vendas. Não se trata, porém, de produtos que sigam rigorosamente tendências de moda, ressalta Caetano, mas sim de um meio termo.

Diversas iniciativas recentes do GPA tentam recuperar os resultados dos hipermercados, cujas vendas vêm se deteriorado desde meados de 2014. O esforço, porém, tem afetado as margens. Apesar de a companhia ter informado melhora nas vendas de alimentos no Extra no segundo trimestre, a rentabilidade baixa desagradou ao mercado.

Analistas da Brasil Plural avaliaram que a complexidade das novas estratégias e as baixas margens impedem uma visão mais otimista desse momento do GPA. "Depois de a empresa reportar um grande impacto em margens, receita ainda anêmica e falta de alavancagem operacional, preferimos assumir uma postura cautelosa", escreveram Guilherme Assis e Felipe Cassimiro. Os executivos da companhia têm justificado, porém, que parte do desempenho ainda mais fraco do Extra é explicado pelas vendas em categorias de não-alimentos. Daí o foco recente em têxtil.

Energias do Brasil
A Energias do Brasil (ENBR3) informou que a terceira unidade UHE Cachoeira antecipou operação. A unidade tem capacidade instalada de 73 MW, garantia física de 27,2 MW médios.

A partir da autorização, UHE Cachoeira Caldeirão passa a ter todas as suas máquinas autorizadas a gerar energia elétrica para cumprir suas obrigações contratuais a partir de 1 de janeiro de 2017. A energia da antecipação será liquidada no mercado de curto prazo ou poderá ser comercializada em contratos, disse a empresa. A UHE Cachoeira Caldeirão pertence 50% a EDP Energias do Brasil e 50% a CWEI Brasil Participações, empresa da China Three Gorges Corporation.

(Com Bloomberg e Agência Estado)

 

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