Em mercados / acoes-e-indices

Balanço do Bradesco pode afetar BB e SulAmérica; Vale lucra R$ 3,6 bi e mais 15 notícias no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (28)

Vale
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Enquanto o mercado externo, segue repercutindo o Fomc, o Brasil também segue de olho na bateria de resultados, entre outras notícias do agitado noticiário corporativo. Veja os destaques desta quinta-feira (28):

Vale
A Vale (VALE3;VALE5) divulgou seus números referentes ao segundo trimestre de 2016 nesta quinta-feira (28), registrando uma queda de 30% no lucro líquido, para R$ 3,585 bilhões; no segundo trimestre de 2015, a mineradora registrou lucro de R$ 5,144 bilhões. A queda no lucro ocorreu principalmente por uma provisão anunciada na véspera de R$ 3,733 bilhões relacionada ao rompimento de uma barragem da Samarco, sua joint venture com a BHP Billiton, no ano passado. No primeiro semestre, a Vale lucrou R$ 9,896 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 4,395 bilhões do mesmo período de 2015.

Já o lucro básico recorrente foi de R$ 2,455 bilhões entre abril e junho, principalmente devido aos ajustes para variação cambial, de R$ 6,698 bilhões, à provisão da Samarco; e a swaps de moeda e taxas de juros, no montante de R$ 1,608 bilhão. 

A receita operacional líquida subiu 8% no trimestre frente um ano antes, para R$ 23,203 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 8,341 bilhões, 22% acima ao registrado na base de comparação anual. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o Ebitda subiu 9%.

No período, os investimentos somaram US$ 1,368 bilhão, R$ 81 milhões abaixo do registrado no primeiro trimestre. A companhia encerrou o trimestre com dívida líquida total de US$ 27,5 bilhões, alta de 4% na base de comparação anual. 

“A Vale segue confiante que melhoria na sua competitividade, entrega do plano de investimentos e a redução de sua dívida vão entregar cada vez mais valor a seu acionista”, disse o diretor financeiro da companhia, Luciano Siani, em vídeo no website. 

De acordo com o JPMorgan, o BTG Pactual e o Credit Suisse, os números vieram em linha com o esperado. Segundo o BTG, o balanço veio sem supresas com a divisão de ferrosos em linha com o esperado e metais básicos 8% abaixo das estimativas. O preço realizado de minério no trimestre em US$ 48,3 a tonelada veio abaixo dos US$ 54 a tonelada. O fluxo de caixa positivo em US$ 767 milhões com a alavancagem caindo para 3,6 vezea a relação entre dívida líquida e Ebitda de 3,7 vezes foram destacados pelo banco. "O resultado em linha não deve impactar a performance das ações. O foco deve recair sobre preço de minério e riscos de Samarco". 

Bradesco
O Bradesco (BBDC4) divulgou seu resultado do segundo trimestre, registrando uma queda de 7,6% do lucro líquido contábil na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 4,134 bilhões. O lucro líquido ajustado caiu na mesma proporção, somando R$ 4,161 bilhões; a estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg era de um lucro de R$ 4,25 bilhões. 

O banco também cortou previsões para a carteira de crédito deste ano, com a perspectiva de expansão da carteira de crédito sendo reduzida para um intervalo de queda de 4% a estabilidade sobre 2015 ante estimativa anterior de crescimento de 1% a 5%. 

A despesa com provisão para devedores duvidosos passou de R$ 3,55 bilhões entre abril e junho de 2015 para R$ 5,02 bilhões este ano, enquanto a  margem financeira total subiu 10,5%, totalizando R$ 14,962 bilhões. As receitas com prestação de serviços subiram 8,3%, para R$ 6,624 bilhões.

A primeira leitura do BTG Pactual é de um resultado pior do que o esperado, enquanto o destaque positivo ficou para a margem financeira que apesar da queda do crédito, segue com performance superior. O NPL 90 dias piorou 40 pontos-base, ficando um pouco pior do que o esperado. Eles destacam ainda a nova provisão de devedores duvidosos: "neste ponto, a leitura ruim pra Banco do Brasil aqui porque eles devem ter que fazer mais PDDs de Sete no segundo trimestre, algo que ainda não estava 100% claro. O resultado de seguro também veio pior. A Sinistralidade de saúde piorou bem, o que é uma leitura ruim pra SulAmérica", ressaltam os analistas do banco. 

Usiminas
A Usiminas (USIM5) registrou um prejuízo líquido de R$ 123 milhões, queda de 81% na comparação com os R$ 781 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida do período foi de R$ 2,0 bilhões, estável em relação ao primeiro trimestre deste ano. Houve aumento da participação do mercado interno para 89% da receita líquida total neste trimestre, contra 85% nos primeiros três meses deste ano. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a queda foi de 24,24%. 

O Ebitda ajustado foi de R$ 68 milhões, com expressiva queda em relação aos R$ 227 milhões do mesmo período de 2015, mas com alta de 31% frente os R$ 52 milhões do primeiro trimestre. 

Natura 
A Natura (NATU3), maior fabricante de cosméticos do país, registrou lucro líquido de R$ 91 milhões no segundo trimestre, uma queda de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Ebitda caiu 3,5% e somou R$ 345 milhões no período refletindo, principalmente, o aumento da carga tributária (alta de 31,3%) e o impacto desfavorável do câmbio no custo dos produtos vendidos. Na mesma base de comparação, a receita da companhia cresceu 5%, para US$ 2 bilhões, prejudicada pela carga tributária. 

Em outro comunicado, a Natura disse que o conselho aprovou o não pagamento de dividendos intermediários e de juros sobre capital próprio para o primeiro semestre de 2016.

O BTG Pactual, o risco de execução continua elevado, apesar de uma leve melhora sequencial nas vendas, mas com a operação no País ainda seguindo fraca; os analistas ressaltam que as vendas líquidas no Brasil caíram 2%, mas o lucro líquido segue em queda: "mantemos visão cautelosa para a companhia". 

OdontoPrev 
A OdontoPrev (ODPV3), maior operadora de planos dentais do país, teve queda de 11,4% no lucro líquido do segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 44 milhões. Os custos dos serviços prestados aumentaram 18,7% para R$ 165,2 milhões, enquanto a receita aumentou 12,3%, a R$ 338,7 milhões.

O número de usuários de planos dentais em junho ficou em 6,2 milhões, o que representa uma queda de 0,3% em relação ao mesmo mês de 2015. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) caiu 15,7%, para R$ 61,2 milhões. A margem Ebitda, por sua vez, teve uma queda de 5,9 pontos percentuais, atingindo 18,1%. Após o resultado, a companhia teve sua recomendação rebaixada pelo Itaú BBA para underperform. 

CVC
O grupo CVC (CVCB3) teve lucro líquido ajustado de R$ 17,6 milhões no trimestre, alta de 23% na base anual. O resultado se compara a ganho pro forma de R$ 14,3 milhões no mesmo período do ano passado, segundo comunicado.

A receita líquida foi de R$ 215,2 milhões, ante R$ 205,3 milhões no ano passado, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 81,4 milhões, frente R$ 71,6 milhões em 2015, enquanto a margem Ebitda ajustada subiu para 37,8%, ante 34,9% no ano passado, levando em conta o Grupo CVC, com CVC, RexturAdvance e Submarino Viagens; os números comparáveis incluem resultado pro forma da RexturAdvance e Submarino Viagens. Considerando apenas a CVC, o lucro líquido somou R$ 9,9 mi, ante R$ 10,3 milhões, receita líquida de R$ 158,6 milhões, ante R$ 149,3 milhões no ano anterior; o Ebitda foi de R$ 57,4 milhões, na comparação com os R$ 52,4 milhões. A Margem Ebitda foi de 36,2% este ano, com alta de 1,1 ponto percentual frente o ano anterior.

Além disso, a CVC informou que os fundos BTC e GJP oferecem 60 milhões de ações em oferta secundária. 

A oferta pública secundária de distribuição de ações ordinárias terá esforços restritos de colocação, segundo comunicado. A oferta consiste na distribuição de 39 milhões de ações de titularidade do BTC e 20,9 milhões de ações de titularidade do GJP. A oferta no Brasil será coordenada por Bank of America Merrill Lynch, Banco Itaú BBA e Morgan Stanley. “Além disso, serão realizados esforços de colocação das ações no exterior” por Merrill Lynch, Pierce, Fenner & Smith Incorporated, Itau BBA USA Securities e Morgan Stanley. O preço por ação será fixado após conclusão do procedimento Bookbuilding e os atuais acionistas não terão prioridade de subscrição por ser oferta com esforços restritos

Pão de Açúcar
O Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) teve prejuízo de R$ 583 milhões de reais, ante resultado negativo de R$ 13 milhões de reais registrado no mesmo período de 2015. O resultado atribuível aos acionistas controladores foi de prejuízo de R$ 276 milhões, ante lucro de R$ 66 milhões no segundo trimestre de 2015. O Ebitda caiu 59%, para R$ 279 milhões. Em termos ajustados, a geração de caixa recuou 1 por cento, a R$ 760 milhões.

A receita líquida consolidada foi de R$ 16,7 bilhões, 5% superior na comparação anual, bem como alta de 3,2% na receita líquida no conceito "mesmas lojas". Ontem, a empresa do grupo focada em móveis e eletrodomésticos, Via Varejo, divulgou aumento no prejuízo do período para R$ 89 milhões. Para o BTG, o resultado foi muito negativo com resultado fraco e poluído com muitos ajustes e ajudado por créditos fiscais. "A performance de Assaí segue como grande destaque ajudando a impulsionar a venda nas mesmas lojas de alimentos que veio em 7,1%. A margem bruta foi muito ajudada pelos créditos fiscais que totalizaram R$ 287 milhões sendo R$ 209 milhões não recorrentes). Excluindo este efeito, a margem bruta caiu 160 pontos-base na comparação anual para 22,4% no formato multivarejo refletindo campanhas promocionais p/ aumentar o tráfego nas lojas do Extra. O Ebitda ajustado caiu 38% na base anual com a margem ebitda em somente 3,5%, queda de 2,7 ponto percentual.

Helbor 
A Helbor (HBOR3) foi mais uma construtora a divulgar sua prévia operacional do segundo trimestre. A companhia registrou vendas contratadas totais de R$ 211,8 milhões, o que representa uma queda de 13% sobre um ano antes e 20% ante o trimestre anterior. As Vendas sobre Oferta (VSO), considerando-se a parte Helbor, atingiram 7,6% no período e 14,1% nos primeiros seis meses do ano.

A companhia afirmou em comunicado que não realizou lançamentos no segundo trimestre visando uma melhor administração do estoque e da demanda atuais do mercado imobiliário. No acumulado dos seis primeiros meses de 2016, os lançamentos totalizaram R$ 53,8 milhões em VGV total. S egundo o BTG Pactual, os números apresentados foram fracos, como esperado. 

CCR
O Cade aprovou compra de fatia da ViaRio, da Odebrecht, pela CCR (CCRO3). A operação foi aprovada sem restrições pelo Cade e prevê a compra de 33,33% das ações ordinárias da ViaRio,

pertencentes à Odebrecht Rodovias, pela CCR. Após o fechamento da operação, a CCR irá deter 66,66% de participação da ViaRio e a Invepar permanecerá com os 33,34% que detém atualmente, segundo documento do Cade. A decisão do Cade está no Diário Oficial de hoje

CCX
O Conselho de Administração da CCX (CCXC3), em reunião de urgência, decidiu pelo cancelamento do aumento de capital “em função da baixa adesão de acionistas interessados em subscrever ao menos a quantidade mínima de ações”, segundo comunicado. O Conselho também tratou de “alternativas e rumos a serem seguidos frente ao corrente cenário econômico-financeiro da ‘companhia’’. A administração da CCX decidiu, em conjunto com executivos da Yildirim, pela solicitação da suspensão da arbitragem pelo prazo de 60 dias. A expectativa das partes é ‘‘encontrar uma solução consensual comercial para encerrar a arbitragem e finalizar a operação em novas condições”. A decisão tomada “em função da atual situação econômico-financeira da sociedade, agravada agora pelo não atingimento das condições mínimas previstas para a homologação do aumento de capital e o seu consequente cancelamento” e  busca “solucionar o problema de liquidez que ameaça a execução e a condução regular das suas atividades”. 

A arbitragem entre CCX Colômbia e YCCX Colômbia envolve operação de venda dos ativos referentes a projetos de mineração a céu aberto de Cañaverales e Papayal e do projeto de mineração subterrânea de San Juan. A arbitragem “representa um custo recorrente altíssimo para a companhia, tendo sido, inclusive, a principal razão para a realização do aumento de capital, seja pelos altos valores envolvidos no custeio da arbitragem em si, como pela consequente necessidade de se investir na manutenção, preservação e segurança dos ativos listados”.

Oi
A Oi (OIBR4) informou que não há, até o momento, qualquer definição ou formalização por parte da Oi ou de credores sobre acordo de reestruturação de dívida da Oi, diz empresa em comunicado divulgado ao mercado.

O comunicado veio em resposta ao pedido de esclarecimentos da CVM após reportagem de O Globo de 26 de julho sob o título “Oi negocia com credores aporte de US$ 1 bilhão para investimento”; “É público o fato que a administração da Oi, em conjunto com seus assessores legais e financeiros, manteve e continua em discussões com a Moelis & Company, assessor para um comitê de credores financeiros das empresas Oi”, diz Oi. Qualquer divulgação sobre teor de conversas entre empresa e grupos de credores não passa de especulação, segundo a Oi. A reestruturação também “estaria sujeita à concordância de outros credores, bem como à homologação pelo Juízo no qual está em curso o proceso de recuperação judicial”.

A Oi ainda informou que a Anatel terá que se manifestar sobre eventual novo controlador, ressaltando que a AGE pedida pelo Société Mondiale não está vedada.

Petrobras
A Petrobras  (PETR3PETR4) informou que divulgará o resultado do segundo trimestre de 2016 no dia 11 de agosto, após o fechamento do mercado. Com isso, entre os dias 28 de julho e 11 de agosto, a companhia estará em período de silêncio, durante o qual estará impossibilitada de comentar ou prestar esclarecimentos relacionados aos seus resultados financeiros e perspectivas.

A companhia não comentou nada sobre coletiva ou teleconferência, mas se seguir o que tem feito nas últimas divulgações, deverá realizar uma coletiva de imprensa logo que divulgar o balanço.

Além disso, a estatal comunicou nesta noite que finalizou ontem a operação de venda da totalidade de sua participação de 67,19% na Petrobras Argentina, detida por meio da Petrobras Participaciones, para a Pampa Energía.

A operação foi concluída com o pagamento de US$ 897 milhões pela Pampa. Além disso, a transação prevê pagamentos contingentes relacionados a eventos futuros, como renovações de concessões, e contempla um acordo para operações subsequentes visando a aquisição, por parte da Petrobras, de 33,6% da concessão de Rio Neuquen, na Argentina, e de 100% do ativo de Colpa Caranda, na Bolívia, por um valor total de US$ 52 milhões. A aquisição está sujeita à aprovação pelo Conselho de Administração da PESA.

Smiles
A Smiles  (SMLE3) comunicou que Flavio Jardim Vargas renunciou ao cargo de Diretor Vice-Presidente, Financeiro e de Relações com Investidores da companhia. Com isso, o Conselho de Administração da companhia aprovou ontem a eleição de Constantino de Oliveira Junior, atual Presidente do Conselho de Administração da Companhia, para o cargo de Diretor Vice-Presidente e Diretor Financeiro, com mandato até a data da reunião do conselho de administração que irá deliberar sobre as demonstrações financeiras relativas ao exercício social de 2016.

Além disso, Leonel Dias de Andrade Neto, atual Diretor Presidente da companhia, foi indicado pelo Conselho de Administração para atuar, cumulativamente, durante o prazo do seu mandato, como Diretor de Relações com Investidores.

De acordo com o BTG, a notícia é negativa, uma vez que ele foi uma peça muito importante na idealização do modelo de negócios da empresa e era apreciado pelo mercado, mas o banco não acredita que a saída dele é um risco à governança e nem se espera nenhum tipo de disrupção. 

BR Properties 
BR Properties (BRPR3) informou que concluiu ontem a venda de um galpão denominado "Galpão DF", localizado no Estado do Distrito Federal, à BRE Ponte Participações, por meio da venda da totalidade das ações detidas pela companhia na BRPR 51 Empreendimentos Imobiliários. O valor líquido total da referida alienação foi de R$ 68.366.392,25.

Hering
A Hering (HGTX3) renovou o programa de recompra de ações para até 8 milhões de papéis até 27 de julho de 2017, informou a companhia em comunicado ao mercado. 

JBS
A Pilgrim’s divulgou resultado, que veio acima das expectativas do BTG Pactual, o que é leitura positiva para o balanço da JBS (JBSS3) que sai em 10 de agosto. "O destaque positivo ficou para a operação no México, mas não sabemos se tal melhora é sustentável, uma vez que esse nível de rentabilidade pode catalisar desequilíbrio de oferta/demanda. Nos EUA, seguimos confiantes na capacidade de entregarem margem de dois dígitos. O Ebitda de Pilgrim’s veio cerca de R$ 180 milhões acima das nossas estimativas o que pode levar a uma revisão de aproximadamente 6% nas estimativas de Ebitda para JBS. Reiteramos recomendação de compra para o papel e achamos que este resultado pode trazer um bom momento para as ações", ressalta o BTG. 

 

Contato