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Odebrecht "fura" bloqueio da Petrobras e Temer quer que BB e Caixa baixem juros; veja mais 11

Confira os destaques corporativos desta terça-feira (19)

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Se as bolsas têm um dia de cautela, o noticiário corporativo segue movimentado, com destaque para a Petrobras, novos rumores de venda da Qualicorp, recomendações e mais. Confira os destaques desta terça-feira (19):

Petrobras
O Conselho de Administração da Petrobras (PETR3;PETR4) discutirá ofertas pela BR Distribuidora em julho, mas ainda não tomou nenhuma decisão. A venda desta parte da gigante estatal petrolífera faz parte de um grande programa de desinvestimentos para fazer caixa, já que a Petrobras é dona de uma dívida bilionária com grande parte desse débito atrelado ao dólar.

Segundo o Valor Econômico, o atual presidente da Fierj (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, e o irmão João Pedro vêm mantendo conversas com a Petrobras, e com fundos investidores, para apresentar uma proposta de compra de uma fatia da BR Distribuidora. O plano, se bem-sucedido, pode marcar o retorno dos Gouvêa Vieira ao mercado de distribuição de combustíveis, quase dez anos após a saída da família da Ipiranga, em 2007. A Advent, a GP e o Vitol estão na disputa pela BR Distribuidora, segundo o Estadão. 

Ainda no radar da companhia, a Petrobras confirmou que “iniciou ação judicial contra o grupo Astra nos Estados Unidos, a fim de obter indenização por prejuízos decorrentes de condutas ilícitas relacionadas à compra da refinaria de Pasadena”, de acordo com comunicado ao mercado. 

Por fim, destaque para a notícia da Folha de S. Paulo de que uma decisão judicial de caráter provisório a favor da Odebrecht Óleo e Gás (OOG), subsidiária do grupo Odebrecht, permite que ela participe de uma licitação da Petrobras, um ano e meio depois da inclusão do grupo e de outras empresas investigadas pela Operação Lava Jato na "lista negra" da estatal.  A OOG foi a primeira a derrubar o bloqueio da Petrobras via liminar e poderá concorrer a um contrato para serviços de manutenção das plataformas de petróleo P-55 e P-62. 

 B2W
A B2W (BTOW3) teve a recomendação elevada de underperform (desempenho abaixo da média) para hold, com preço-alvo de R$ 16,00 para 2017. 

"Vemos positivamente o compromisso da B2W em acelerar a penetração de seus negócios de mercado, uma plataforma que deve compensar a forte concorrência no negócio de e-commerce tradicional, na nossa opinião. Projetamos potenciais melhorias no fluxo de caixa da B2W, impulsionada por uma redução do capex e menores taxas de juros futuros. Além disso, acreditamos que a capitalização recente reduz as preocupações de curto prazo sobre a estrutura de capital da empresa. Por fim, destacamos que B2W deve se beneficiar de ganhos positivos, como esperamos os resultados do segundo trimestre mostrem uma recuperação de vendas e ganhos de margem", afirmam os analistas.

Gerdau
Em relatório, o BTG Pactual destacou que as siderúrgicas brasileiras estão na direção correta, com recuperação da demanda em relação aos níveis mais críticos da crise. O banco mantém a Gerdau (GGBR4) como top pick do setor.  

 Banco do Brasil
O Banco do Brasil (BBAS3) está no meio de uma revisão do seu portfólio de investimentos, incluindo as participações que detém no Banco Votorantim e no argentino Banco Patagonia, diz o jornal Valor Econômico. O processo pode vir a incluir a venda das fatias que o banco público detém nessas instituições financeiras, afirma um executivo que participa do processo, mas ainda não há decisão final tomada. Por ora, o BB decidiu que vai evitar, a todo custo, fazer novos aportes de seu capital próprio nesses bancos. 

Ainda no radar dos bancos públicos, destaque para a notícia do Correio Braziliense de hoje, de olho em uma possível pavimentação de candidatura para 2018, o presidente interino Michel Temer já pediu aos presidentes dos bancos públicos, mais precisamente aos presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que apresentem estudos para um possível movimento de baixa das taxas de juros cobradas nas operações de crédito. A ordem é agradar o grande público oferecendo uma contrapartida às medidas duras que virão na área fiscal depois da aprovação do impeachment, como o aumento de imposto. Há o entendimento no Planalto de que a redução dos encargos cobrados por BB e Caixa pode ocorrer antes mesmo de o Banco Central começar a cortar a Selic, de 14,25%, o que, nas expectativas do mercado, se dará a partir de outubro. Um dos mais próximos auxiliares do presidente interino mostra várias tabelas elaboradas pelo BC para comprovar a tese do que ele define como “um certo exagero”. A recomendação é criar boas notícias, mas ele garante que nada será feito de forma forçada ou precipitada, para que o governo não seja tachado de populista.  

BTG Pactual
O conselho de administração do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) deve dar o aval ao banco BTG Pactual (BBTG11) para a compra do banco Banif no Brasil. Em teleconferência realizada no início da noite desta segunda-feira (18), a maioria dos conselheiros do fundo concordou com a operação, informa o jornal O Estado de S. Paulo. A decisão final será tomada hoje pelo conselho. A condição é de que o BTG pague imediatamente os R$ 2 bilhões que ainda deve ao fundo pela operação de "socorro" feita em dezembro. Em contrapartida, o banco terá prazo estendido para pagar outras operações que tem com o FGC, especialmente as relativas ao banco Pan, com taxas que devem ser renegociadas. O BTG não quis comentar, e o FGC disse oficialmente, por meio de sua assessoria de imprensa, que “não confirma” a negociação.

Marcopolo

A fabricante de ônibus Marcopolo (POMO4) informou aos acionistas em fato relevante que aprovou a incorporação da L&M Incorporadora, controladora da San Marino Ônibus (Neobus). A deliberação sobre essa operação será realizada em Assembleia Geral Extraordinária de acionistas no dia 3 de agosto de 2016. Por meio da Incorporação, a totalidade das quotas da Neobus detidas pela L&M, que é titular de uma participação de 55% no capital total e votante da Neobus, passará a ser detida pela Marcopolo, que já detém uma participação minoritária de 45% do capital votante e total da Neobus. Assim, com a aprovação da Incorporação pela Assembleia da Companhia, a Marcopolo passará a deter o controle integral do capital da Neobus.

Paranapanema
A produtora de cobre Paranapanema (PMAM3) postergou o pagamento de dividendos aos seus acionistas declarados em Assembleia Geral Ordinária do dia 29 de abril. O pagamento agora será feito, de acordo com a companhia até 30 de dezembro, com atualização monetária do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado).

Oi 
A Oi (OIBR4) afirmou que ainda não é possível informar o valor atualizado da dívida. A empresa “está avaliando eventuais notas fiscais que não tenham sido processadas até o dia 20 de junho, data do ajuizamento do pedido de recuperação judicial das empresas Oi, com vistas a atualizar a lista completa de credores”, segundo comunicado com esclarecimentos à CVM.

“Contudo, tal levantamento ainda não foi concluído, de forma que não é possível à companhia informar o valor atualizado da dívida”. Em 15 de julho, O Globo disse que dívida da operadora pode subir até R$ 2 bilhões. A Oi “ressalta que já é pública ao mercado a intenção da companhia de que o processo de reestruturação de dívida das empresas Oi envolva uma troca de parte de suas dívidas por participação na Oi”. Em 17 de junho “ficou claro que não era possível assegurar a continuidade ou os resultados das negociações entre a Oi e o comitê de credores liderados pela Moelis & Company”. “Nesse sentido, não houve até o momento qualquer decisão ou acordo sobre os termos de uma proposta de transação entre a Oi e o comitê de credores, embora a companhia continue buscando manter um canal ativo de conversas com seus principais credores”.

De acordo com o jornal O Globo, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) selecionou os nomes das empresas PwC (Price), Deloitte, Alvarez&Marsal, BDO e Licks Consultoria para concorrer ao cargo de administrador judicial da Oi, segundo uma fonte a par do processo. Os nomes serão analisados pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio. A operadora carioca está em recuperação judicial desde o fim de junho e, até o momento, tem dívidas de R$ 65,4 bilhões.

Qualicorp
Após a coluna de Lauro Jardim, agora o jornal O Estado de S. Paulo informa que a Qualicorp (QUAL3) pode ser vendida. Os fundos de investimentos estão se movimentando com o objetivo de comprar a Qualicorp, empresa que administra benefícios e planos de saúde. Os fundos Carlyle, dos Estados Unidos, e o GIC, de Cingapura, sócios da rede de hospitais D’Or, estariam em conversas para comprar a companhia, segundo fontes próximas ao negócio. Outra gigante interessada na empresa seria a também americana CVC, que está à procura de negócios no País. 

Gol
A Gol (GOLL4) divulgou na segunda, os dados operacionais prévios relativos ao segundo trimestre de 2016, quando seu sistema total registrou queda na demanda e na oferta em relação ao mesmo período do ano passado. No que diz respeito à oferta, a queda no indicador de assentos-quilômetro oferecido (ASK, na sigla em inglês) entre abril e junho deste ano foi de 9,3% na base anual. Já o indicador de passageiro por quilômetros transportados (RPK, na sigla em inglês), que mede a demanda pelos voos da companhia, caiu 11,2% na mesma base de comparação. Desta maneira, a taxa de ocupação no trimestre ficou em 75,2%, uma queda de 1,6 ponto porcentual (p.p.) em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Contax
A Contax (CTAX3), por sua vez, deferiu o pedido de migração do Nível 2 para o Novo Mercado. As ações da companhia de telemarketing começarão a ser negociadas nesse novo segmento da BM&FBovespa baseado no grau de governança corporativa da empresa a partir da próxima quinta-feira (21). 

Cemig
A Aneel informou que o pedido da Cemig (CMIG4) para prorrogar a Hidrelétrica de Miranda foi fora do prazo. A Aneel decidiu encaminhar autos do processo sobre pedido da Cemig de prorrogar prazo da concessão da Usina Hidrelétrica Miranda para o Ministério de Minas e Energia, segundo despacho no Diário Oficial. A agência recomendou ao ministério não acatar o pedido, por ter sido formulado fora do prazo estabelecido por Lei.

(Com Agência Estado e Bloomberg) 

 

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