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Ser pode seguir na briga por Estácio e parte da CPFL é vendida para chineses; mais 14 no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (4)

Estudante pensando
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Enquanto a sessão é de maior cautela nos mercados mundiais com o feriado nos EUA, mas o mercado de olho em estímulos na China, o noticiário corporativo é movimentado nesta segunda-feira (4). Confira os destaques corporativos desta sessão:

Petrobras 
O ex-presidente da petroleira britânica BG no Brasil, Nelson Silva, foi indicado para ocupar a nova diretoria de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da Petrobras (PETR3;PETR4), a ser criada, confirmou na sexta-feira a empresa em nota.

Na véspera, duas fontes disseram à Reuters que Silva havia sido indicado para ocupar a diretoria, cuja a criação precisa ainda ser aprovada em Assembleia Geral. Silva assumiu recentemente o cargo de consultor sênior da Diretoria Executiva da Petrobras, com atribuições de coordenar o processo de revisão estratégica da empresa.

Além disso, destaque para a entrevista do presidente interino Michel Temer para a Veja; ele defendeu privatização em seu governo, mas garantiu que a Petrobras, por exemplo, está blindada desse processo, por estar ligada "à ideia de nacionalidade, patriotismo". 

Educacionais
A Ser Educacional (SEER3) recebeu na sexta-feira um balde de água fria, diante da sinalização de Kroton (KROT3) e Estácio (ESTC3) de que estão mais perto de uma fusão. Porém, segundo a Agência Estado, fontes próximas à Ser dizem que a empresa ainda estava avaliando os próximos passos, mas não descarta uma nova oferta pela Estácio. Mas, caso a fusão de Estácio e Kroton se confirme, a Ser deve trabalhar para indicar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) os riscos que a operação traz para a concorrência neste mercado, "exigindo que todos os procedimentos legais sejam cumpridos", disse uma fonte próxima à empresa.

Caso a fusão entre Kroton e Estácio se concretize, a Ser estará, provavelmente, na ponta de compra de ativos que venham a ser vendidos após as exigências do Cade. Procuradas, Kroton, Estácio e Ser não comentaram.

Bradesco 
O Bradesco (BBDC3;BBDC4) anunciou na noite de sexta-feira ter pago R$ 16 bilhões na conclusão da compra de 100% do HSBC Brasil. O valor está sujeito a ajustes após conclusão do balanço do HSBC Brasil nesta sexta-feira.

O Bradesco anunciou em agosto passado a compra do HSBC por US$ 5,2 bilhões (o que na época equivalia a R$ 17,6 bilhões) em dinheiro. O negócio foi aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no começo de junho.

Embraer 
A Embraer (EMBR3) comunicou que foi concluído na quinta o programa de recompra de ações da companhia, que teve início em março. Segundo nota da empresa, foram recompradas 3 milhões de ações ordinárias, representativas de 0,41% do capital social da companhia. De acordo com a Embraer, as ações recompradas têm por objetivo lastrear as outorgas do Programa para Outorga de Opções de Compra de Ações para Executivos da Companhia.

São Carlos 
A São Carlos (SCAR3) informou que sua subsidiária Top Center Empreendimentos e Participações fechou a venda do edifício Top Center Offices por R$ 152,6 milhões, com o recebimento integral do valor da transação. O Top Center é um edifício de escritórios de alto padrão localizado na avenida Paulista, em São Paulo (SP).

O empreendimento possui 13.463 metros quadrados de área bruta locável (ABL). O portfólio da São Carlos e de suas controladas passa a ter 84 imóveis, com ABL própria de 410.144 metros quadrados e valor de mercado estimado em R$ 4,3 bilhões.

CPFL 
A Camargo Corrêa S.A. recebeu e aceitou proposta da State Grid para aquisição da totalidade de sua participação vinculada ao bloco de controle da CPFL Energia (CPFE3), disse a CPFL em fato relevante em que reproduz comunicado da CCSA.

A Camargo Corrêa assinou carta de acordo vinculante com State Grid em 1 de julho visando à assinatura do contrato de aquisição direta ou indireta de 234.086.204 ações da CPFL Energia detidas pela ESC Energia S.A., subsidiária da CCSA. As ações representam aproximadamente 23% do capital social da CPFL Energia. A State Grid pagará R$ 25,00 por ação da CPFL Energia e o valor está sujeito a ajustes previstos nos documentos da transação. O valor atribuído às ações da CPFL Energias Renováveis detidas direta ou indiretamente pela CPFL Energia é de R$ 12,20 por ação. A celebração do acordo de compra de ações se dará após conclusão de due diligence a ser conduzida pela compradora na CPFL Energia e em suas subsidiárias. 

A efetiva conclusão da operação se dará após obtenção das devidas aprovações por parte das autoridades públicas competentes, incluindo Cade e Aneel. A estatal chinesa de energia State Grid estava em negociações para comprar participação da Camargo Corrêa na CPFL Energia, disseram duas pessoas próximas às negociações à Bloomberg, segundo reportagem de 22 de junho.

Segundo o BTG Pactual, a dúvida agora é se os outros acionistas controladores (leia-se Previ e Bonaire – Funcesp, Petros, Sistel e Sabesprev) irão exercer o tag along. "Acreditamos que eles deverão acompanhar uma vez que recentemente a Bonaire fez uma emenda no acordo de acionistas para que tivesse direito ao tag along, passando uma mensagem clara de que numa eventual mudança de controle, eles estariam aptos a exercer. As distribuidoras devem performar bem hoje com essa notícia", afirmam os analistas do banco.

Rumo
A Rumo Logística (RUMO3) encerrou, na última sexta-feira, processo de reperfilamento de parte das dívidas da própria Rumo, da ALL Holding e da ALL Malha Norte, diz empresa em fato relevante. Foram “reperfiladas” dívidas no montante de R$ 2,93 bilhões a vencer em 2016, 2017 e 2018. 

Hypermarcas
A Hypermarcas (HYPE3) disse em comunicado que não é alvo, nem seus executivos, de procedimento investigativo e que não se beneficiou de atos praticados inadequadamente pelo ex-executivo Nelson José de Mello.  

A companhia informou que a investigação forense com assessoria da Souza Cescon Advogados e ICTS Protiviti concluiu que foram feitos pagamentos pelo ex-executivo sem as devidas comprovações das prestações de serviços e não encontrou evidência de participação de outros administradores e/ou colaboradores. Os atos praticados não foram detectados pelos controles internos da companhia. A empresa celebrou instrumento irrevogável e irretratável com o ex-executivo para ressarcimento dos prejuízos e estão em fase de implementação instalação de Comitê de Auditoria, revisão da política anticorrupção e implantação de política para representação da empresa em entidades de classe, disse ela.

Em 28 de junho, o jornal O Estado de S. Paulo informou que o ex-diretor da Hypermarcas pagou R$ 30 milhões a peemedebistas.

Oi
Um comitê de traders e investidores em swaps de crédito disse que o pedido de recuperação judicial da Oi (OIBR4) desencadeou pagamentos dos derivativos que servem como seguro contra inadimplência da empresa. A International Swaps & Derivatives Association (ISDA) disse, em seu site na sexta-feira que um leilão será realizado em uma data futura para determinar o quanto os compradores dos swaps de crédito da Oi vão receber. 

Aproximadamente US$ 13 bilhões em swaps estavam em circulação no fim da semana passada, de acordo com dados da Depository Trust & Clearing Corp. Após a compensação, o valor máximo que trocaria de mãos seria de US$ 921 milhões. A  Oi entrou com pedido de recuperação judicial em 20 de junho e os contratos de swaps estão vinculados à Portugal Telecom International Finance BV, controlada pela Oi.

Vanguarda Agro
A Vanguarda Agro (VAGR3) fechou acordo com Itaú, Bradesco para reestruturação da dívida. O prazo para pagamento da maior parte de uma dívida total de R$ 743 milhões em dívidas com vencimento concentrado no curto prazo será prorrogado até 2022, disse a Vanguarda Agro em comunicado. O acordo com Itaú BBA e Bradesco cobre cerca de 60% das dívidas da empresa e as condições pendentes incluem aprovação de outros credores responsáveis por ao menos mais 19% do total da dívida, somando 79% dos R$ 743 milhões. As conversas com outros bancos estão avançadas e o acordo será concluído em 90 dias. O acordo ajustará fluxo de pagamento de dívida à capacidade de geração de caixa da empresa, disse Cristiano Rodrigues, diretor financeiro da Vanguarda, em entrevista por telefone para a Bloomberg. A completa processo de reorganização iniciado em 2013.

Cyrela
A Cyrela Brazil Realty (CYRE3), maior incorporadora do Brasil e controlada pelo empresário Elie Horn, pode não gerar fluxo de caixa livre este ano, enquanto luta contra o impacto de cancelamentos de vendas e o pior mercado para o setor imobiliário em décadas, afirmou o diretor financeiro, Eric Alencar. Até o momento no ano, a Cyrela registrou fluxo de caixa negativo, afirmou Alencar. A companhia estima distratos (cancelamentos de vendas) de 25% das vendas totais, o maior nível desde pelo menos 1982.

Rossi
A Rossi Residencial (RSID3) comunicou na sexta que fechou em 27 de junho diversos aditamentos às cédulas de crédito bancário (CCB) necessários à reestruturação das dívidas com o Bradesco. Segundo informa a empresa, as garantias exigidas estão em fase de formalização. Os aditamentos fazem parte do processo de reestruturação das dívidas financeiras corporativas da incorporadora.

PDG
O Conselho de Administração da PDG Realty (PDGR3) aprovou na sexta uma segunda emissão de debêntures privada no valor de até R$ 50 milhões, dividida em duas séries. A operação faz parte de um memorando de entendimentos firmado em maio deste ano com Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Itaú Unibanco para reestruturação das dívidas da companhia. Esse acordo envolve financiamento de despesas gerais e administrativas da empresa e uma das condições era a participação da gestora de fundos Vinci Partners, maior acionista da PDG, como financiadora. Outra emissão semelhante, no mesmo valor, já havia sido aprovada pelo Conselho da companhia há cerca de um mês, em 8 de junho.

Conforme fato relevante publicado pela PDG, as debêntures da primeira série deverão ser subscritas e integralizadas, em uma ou mais parcelas, nos próximos 30 dias contados de ontem (1º de julho), observadas as condições acordadas entre as partes no memorando firmado em maio. Já para as debêntures da segunda série, o prazo para subscrição, também em uma ou mais parcelas, é até 1º de julho de 2017.

Via Varejo
A Via Varejo (VVAR11), empresa do Grupo Pão de Açúcar (GPA), investiu R$ 13 milhões em dois novos Centros de Distribuição (CDs), localizados em Hidrolândia (GO) e no Rio de Janeiro (RJ), além da construção de um entreposto em João Pessoa (PB) e a ampliação do CD de Cachoeirinha (RS). O objetivo é aprimorar o nível de serviço das lojas Casas Bahia e Pontofrio nestas regiões, além de gerar oportunidades para a sinergia das operações entre empresas do grupo, explica o vice-presidente de Operações Logísticas da Via Varejo, Marcelo Lopes, para a Agência Estado. 

"As novas estruturas logísticas permitem ampliar as vantagens competitivas nestes locais, pois a companhia terá mais agilidade e pontualidade nas entregas e, por conta da dimensão dos novos espaços, um sortimento maior de produtos", explica o executivo, lembrando que a companhia vem realizando ações planejadas nesta área há quase dois anos. "Com as melhorias de logística, estamos diminuindo os tempos de entrega de 1 a 3 dias dependendo da região."

O CD do Rio de Janeiro, que irá operar em conjunto com a Cnova, empresa responsável pelo e-commerce do GPA, será inaugurado até o final deste mês e terá 137.000 m² de área total. A unidade tem como propósito a otimização da malha logística do Estado e permitirá atendimento mais rápido para a região da Costa Verde, Zona Norte, Oeste, Sul e o Centro da capital fluminense por conta do maior espaço de armazenamento que permitirá o aumento dos estoques. É o segundo CD da Via Varejo no Estado, onde a empresa conta atualmente apenas com a unidade de Duque de Caxias.

Conforme o executivo, no Rio, além de maior agilidade de entrega, a companhia prevê otimizar os custos de operação compartilhando custos fixos como aluguel e energia com a Cnova. Apesar de não divulgar estimativas de redução de custos, Lopes lembra que o CD de Camaçari (BA), inaugurado no fim de 2013, o primeiro a operar com sinergia entre a Via Varejo e Cnova, permitiu economia para a Cnova, nos primeiros dois anos, de 35%. "Além disso, a Cnova teve redução do tempo de entrega no nordeste de até 70%", comenta.

Prumo e Eneva
A Prumo Logística (PRML3) informou que, em conjunto com sua subsidiária Porto do Açu, celebrou instrumento de transação com Eneva (ENEV3), encerrando todos os contratos previamente celebrados, deixando de existir qualquer relação entre as Partes no Porto do Açu. O acordo estabelece, ainda, que serão encerradas todas as ações judiciais, discussões e pleitos existentes entre as partes. Quanto à licençaprévia detida pela Eneva e a UTE para a possível futura instalação de uma usina termelétrica a gás natural com capacidade de geração de 3,3GW, as Partes acordaram que será submetido ao INEA (Instituto Estadual do Ambiente) pedido de transferência à Gás Natural Açu Limitada(subsidiária da companhia).

Com a execução do acordo, a companhia terá ainda mais flexibilidade e segurança para a atração de novos parceiros comerciais para o desenvolvimento de projetos de geração de energia no complexo portuário do Açu, uma vez que a Prumo passará a deter o controle de todos os projetos de geração hoje existentes no complexo.

 Ex-OGX 
A Óleo e Gás Participações (OGXP3), antiga OGX, informou ter recebido ofício da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizando a retomada imediata da produção do Campo de Tubarão Martelo (“Campo TBMT”), por meio da FPSO OSX-3. "Informam, ainda, que mediante a autorização mencionada acima, a OGX já retornou à operação no Campo TBMT e permanece monitorando o processo, aguardando a estabilização da produção. Com a retomada da produção, os resultados mensais voltarão a ser divulgados ao mercado até o 15º dia do mês subsequente", informou a empresa.

 (Com Agência Estado e Bloomberg) 

 

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