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CCR propõe comprar fatia da linha 4 do Metrô de SP e adquire parte da Odebrecht na ViaRio; veja mais

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (30)

CCR - 07 - Carro do Metrô
(Divulgação CCR)

SÃO PAULO - Enquanto as bolsas mundiais amanhecem mais tranquilas, o noticiário corporativo segue movimentado com mudanças na Petrobras, deferimento do pedido de recuperação judicial da Oi e mais notícias de empresas. Confira os destaques desta quinta-feira (30):

CCR
A CCR (CCRO3) fez proposta no valor de R$ 170,2 milhões para aquisição de fatia da linha 4 do metrô de São Paulo. A oferta é por 50% dos 30% detidos pela Montgomery. "O grupo CCR está sempre atento às oportunidades em infraestrutura, dentro da sua estratégia de crescimento qualificado e disciplina de capital, orientada pelas normas vigentes e as boas práticas de governança corporativa, informando aos seus acionistas e ao mercado em geral o desenrolar dos fatos que vinculem a Companhia a compromissos de investimento, com o viabilizar soluções de novos investimentos e serviços em infraestrutura", afirmou a companhia.

Além disso, a CCR também anunciou minutos antes da abertura do pregão que comprará a totalidade da participação da Odebrecht na ViaRio. A fatia corresponde a 33,33% do capital e será desembolsado R$ 107,69 milhões.

Petrobras

O conselho de administração da Petrobras (PETR3;PETR4) aprovou, em reunião realizada na quarta-feira, 29, a criação da Diretoria de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão, elevando de sete para oito o número de membros de sua Diretoria Executiva. Em comunicado, a estatal esclarece que a decisão visa a "reforçar as atividades relacionadas ao Plano Estratégico e ao de Negócio e Gestão (PNG)", a fim de assegurar maior controle em projetos de investimento.

A nova diretoria faz parte das modificações de governança corporativa introduzidas pela petroleira desde 28 de abril deste ano, mas sua implementação dependerá de reforma do Estatuto Social da empresa, segundo o documento. Ainda de acordo com o comunicado, não haverá alteração no montante global de remuneração dos administradores, aprovado em assembleia realizada no fim de abril.

A Petrobras também anunciou mudanças na composição de comitês estatutários. O conselho da estatal nomeou Segen Farid Estefen (presidente) e Guilherme Affonso Ferreira ao Comitê Estratégico, que também terá Reinaldo Guerreiro como membro externo. O Comitê Financeiro contará com Affonso Ferreira (presidente) e Francisco Petros Oliveira Lima Papathanasiadis, além de Clemir Carlos Magro e Carlos Antonio Rocca como membros externos. Já o de Remuneração e Sucessão será composto por Papathanasiadis (presidente), Jerônimo Antunes, Walter Mendes de Oliveira Filho. Por fim, o Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde terá Betânia Rodrigues Coutinho (presidente), Farid Estefen e Sonia Consiglio Favaretto (membro externo).

A companhia informou ainda que a Refinaria Abreu e Lima (RNEST) processou uma carga média de 94,8 mil barris de petróleo por dia (bpd) maio, atingindo um novo recorde mensal. Em comunicado, a estatal destaca que o volume supera em 3,8 mil, ou 4,2%, o recorde anterior de 91 mil barris por dia observado em março deste ano. No total, foram processados 2,94 milhões de barris de petróleo em maio, o que representa um aumento de 117 mil barris, ou 4,25%, frente aos 2,82 milhões de barris de março, de acordo com o documento.

Banco do Brasil
Em meio à grave crise financeira, a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) deverá tomar R$ 750 milhões do Banco do Brasil (BBAS3), de acordo com informações do Valor Econômico. Os recursos serão utilizados para capital de giro; sem esse crédito, não há dinheiro suficiente sequer para honrar a folha salarial dos 117 mil empregados a partir de setembro.

Ambev
Segundo o Valor, a União Europeia abriu nesta quinta-feira uma investigação formal antitruste sobre práticas da AB InBev, controladora da Ambev (ABEV3), no mercado de cervejas da Bélgica. A UE cita preocupações de que isso poderia estar impedindo as importações de cervejas de mercados mais baratos nos países vizinhos. 

A Comissão Europeia investigará se a empresa abusou do seu domínio de mercado para restringir a importação de cerveja de mercados mais baratos, como Holanda e França, para o mercado belga, mais caro. 

Oi
O juiz da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Fernando Viana, deferiu na quarta-feira o pedido de recuperação judicial do Grupo Oi (OIBR4), formado pelas empresas Oi, Telemar Norte Leste, Oi Móvel, Copart 4 e 5 Participações, Portugal Telecom e Oi Brasil. 

Na decisão, o juiz afirmou que a companhia "alcança um universo colossal de 70 milhões de clientes, empregando mais de 140 mil brasileiros, com milhares de fornecedores, e ainda gera recolhimento de volume bilionário de impostos aos cofres públicos”, informou o Tribunal de Justiça, em nota. O juiz determinou que a Anatel apresente em cinco dias uma relação de até cinco empresas administradoras judiciais, que será avaliada pela Justiça para nomeação do administrador judicial.

Segundo o Estadão, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, Gilberto Kassab, afirmou que a operadora Oi não poderá contar com a destinação de recursos públicos no âmbito do seu processo de recuperação judicial. "Todos nós torcemos para que questão seja bem resolvida. O governo dará todo o apoio possível, mas esse apoio não poderá ser entendido como qualquer ação para beneficiar a concessionária", afirmou. "Estamos na expectativa de deferimento por parte do juiz, e depois, das negociações", completou.

BMF&Bovespa e Cetip
A BM&FBovespa (BVMF3) e a Cetip (CTIP3) informaram que o pedido de análise do ato de concentração de mercado decorrente da fusão entre as empresas foi protocolado ontem no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O pedido, afirmam as empresas, será “oportunamente” colocado no site do Cade.

Gol
O Senado aprovou a Medida Provisória do setor aéreo em votação simbólica e há acordo do governo para vetar o aumento do capital estrangeiro nas companhias aéreas de 20% para até 100%. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) foi um dos principais responsáveis pela reviravolta na votação da MP das Aéreas, aprovada na noite da véspera. Para garantir apoio, o presidente em exercício Michel Temer se comprometeu a vetar o aumento de participação de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. Braga conseguiu convencer os parlamentares da base aliada de que a "abertura total" ao capital estrangeiro poderia prejudicar a aviação regional, pois os investidores só se interessariam pelos quatro grandes aeroportos do País - Congonhas, Santos Dumont, Guarulhos e Confins. 

Uma das sugestões de Braga é o descontingenciamento do Fundo da Aviação Civil, contingenciado com R$ 8 bilhões. Ele também afirma que é preciso redistribuir proporcional dos slots nos aeroportos e a formação dos hubs nacionais, internacionais e regionais. Sem isso, acredita, só seriam resolvidos o problema dos investidores, e não dos passageiros. "Se querem realmente resolver a aviação nacional, por que não pegam a medida que trata de investimentos e não cria um capítulo de aviação nacional e investimentos? E aí vamos lá, descontingenciar o fundo de aviação, criar slots proporcionais por número de voos, vamos criar as regras e criar os investimentos."

Braga negou que tenha convencido outros senadores a se posicionarem contra o artigo. Na reunião da base, no início da tarde, ele contou que o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, "percebeu que não tinha maioria para não aprovar e então afirmou que seria melhor negociar". Braga propôs então um "meio termo". "A gente aprova, tira o que não interessa, vocês vetam, você anuncia publicamente, e nós estamos dispostos a construir uma solução para o modelo, que seja boa para a aviação nacional. Não dá para fazer um open sky direto", disse. Em seguida, Padilha anunciou o acordo firmado entre o Planalto e a base aliada. 

Conforme destaca o BTG Pactual, a notícia é negativa para a Gol (GOLL4), já queos stakeholders acreditavam que havia boas chances da liberalização total ser aprovada; a Gol sofreu bastante ontem, apesar da apreciação do real. "Mantemos nossa visão cautelosa em Gol, apesar de reconhecer que o movimento recente do câmbio ajuda a diminuir o risco do case".

Seguradoras
O BTG revisou as suas estimativas para as seguradoras incorporando os resultados do primeiro trimestre e a queda da Selic, elevando a recomendação para a Sulamérica (SULA11) para neutro, mas reiterando a preferência por BB Seguridade (BBSE3) e Par Corretora (PARC4). Os novos preços-alvo são de R$ 34,00 para a BBSE3 ante R$ 30,50, PAR de R$ 13,00 para R$ 15,50, ambos com recomendação de compra, enquanto o preço-alvo de Porto Seguro (PSSA3) foi mantido em R$ 28,00 e o da SulAmérica passou de R$ 16 para R$ 17. 

Klabin
A agência de classificação de risco Standard & Poor's cortou a nota da Klabin (KLBN5) para grau especulativo, passando de BBB- para BB+. De acordo com a agência, deve levar mais tempo do que o esperado para a companhia diminuir a sua dívida, em meio a resultados operacionais mais fracos do que o esperado.

Prumo
A Prumo (PRML3) afirmou não haver veracidade em notícia divulgada pela Folha de S. Paulo sobre o empresário Eike Batista. De acordo com o jornal, em delação premiada, o ex-vice da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto afirmou que a antiga LLX Logística, empresa que era do empresário Eike Batista, pagou propina a ele próprio e ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para obter recursos do fundo de investimentos do FGTS. Os citados negam envolvimento com irregularidades e dizem desconhecer as acusações de Cleto; já o advogado do delator disse que não iria comentar.

Cleto era integrante do conselho do FI-FGTS e opinava nas liberações dos recursos para empresas. A delação aponta pagamento de propina para uma compra de debêntures de R$ 750 milhões da LLX, então braço de logística do grupo de Eike, a EBX. Em 2013, em meio a crise nos seus negócios, Eike Batista vendeu o controle da LLX por R$ 1,3 bilhão para a gestora americana de energia EIG. A LLX mudou de nome no final de 2013 e virou a Prumo Logística.

Forjas Taurus
A Forjas Taurus (FTJA4) informou que conclui a formalização da reestruturação das dívidas no valor de US$ 150 milhões; a carência é de dois anos e o prazo total passa a dois anos. 

Embraer
A Embraer (EMBR3) realizou um contrato de US$ 470 milhões com a Alcoa, que fornecerá alumínio para a produção do E2 da construtora de aviões. 

Marfrig
A Marfrig (MRFG3) confirmou a aprovação para emitir até US$ 250 mi em títulos de 2023.

Totvs
A Totvs (TOTS3) informou que a Harris Associates passou a deter 4,93% do capital da companhia. 

(Com Bloomberg e Agência Estado)

 

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