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Vale afunda 4%, Embraer cai ao menor nível desde 2013 e small cap dispara 15%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira

avião Embraer
(Divulgação/Embraer)

11h21: Embraer (EMBR3, R$ 18,06, -2,06%)
As ações da Embraer 'ignoram' a alta do dólar e caem forte nesta sessão, após a fabricante de aeronaves informar ontem que a partir de julho será presidida por Paulo Cesar de Souza e Silva, em substituição a Frederico Curado. Na mínima do dia, os papéis chegaram a cair 3,69%, a R$ 17,76, batendo no menor patamar desde 12 de dezembro de 2013. Essa é a 3ª sessão seguida de queda da ação.  

Silva é atualmente vice-presidente para o segmento de aviação comercial, área responsável pela maior parte da receita da Embraer, e está na companhia desde 1997. A companhia não deu detalhes sobre os motivos da mudança.

Segundo o Credit Suisse, mesmo parecendo um processo natural, o período de transição de CEO será rápido e o anúncio pode ter surpreendido negativamente alguns investidores. "Nós preferiríamos uma transição mais longa para que o mercado tivesse tempo de digerir a notícia", comentaram os analistas. Além disso, eles apontaram que não descartam que alguns investidores façam uma correlação entre a saída de Frederico Curado e as dificuldades que a empresa tem passado (resultado fraco nos últimos trimestres, guidance de 2016 abaixo do esperado e aumento de competição na divisao de jatos executivos). 

10h56: Auto peças
A dinâmica do setor de autopeças no Brasil, provavelmente, continuará sendo desinteressante, com a recente valorização do real frente o dólar - que afeta as margens de exportação e os resultados no exterior - e o fim do incentivo do governo, que também vai bater na rentabilidade das companhias, disse o UBS, em relatório divulgado hoje. Ainda assim, o banco vê duas oportunidades no setor: as ações da Tupy (TUPY3, R$ 12,91, -0,23%) - que são as top picks do banco - e Marcopolo (POMO4, R$ 2,31, -3,75%).   

Por outro lado, os analistas do banco rebaixaram as ações da Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 14,69, -5,23%) e Metal Leve (LEVE3, R$ 25,49, -0,82%), seguindo o recente rali das ações e a valorização do real. Eles seguem com recomendação de compra para as ações da Tupy e Marcopolo e neutro para Randon (RAPT4, R$ 3,05, -0,65%). 

10h48: Contax (CTAX3, R$ 12,30, +14,85%)
As ações da Contax disparam nesta sessão, com forte volume financeiro, após a companhia informar que fechou acordo para vender sua divisão internacional Allus à Konecta, com valor global de avaliação da empresa de US$ 192 milhões. O giro financeiro movimentado com o papel já ultrapassa a média diária dos últimos 21 pregões: R$ 842,7 mil hoje, frente a média de R$ 162,2 mil.    

O negócio ocorre após a Contax afirmar no ano passado que pretendia iniciar um processo de venda da unidade internacional, com o objetivo de melhorar a estrutura de capital da companhia e reduzir seu endividamento, focando-se no mercado brasileiro. A divisão possui operações na Argentina, Peru e Colômbia e tem cerca de 22,3 mil colaboradores. A Allus teve receita de R$ 221,7 milhões no primeiro trimestre de 2016. 

10h35: Petrobras (PETR3, R$ 11,42, -2,81%; PETR4, R$ 8,93, -2,72%)
O mau humor das commodities segue pelo segundo dia, derrubando as ações da Petrobras novamente. Lá fora, o preço do petróleo Brent recuava 1,52%, a US$ 51,16 o barril, enquanto o WTI caía 1,58%, a US$ 49,76 o barril.

No radar da estatal, os petroleiros farão greve de 24 horas, segundo informou Sindicato Unificado. O movimento acontecerá em todas as bases do Sindicato Unificado em todo o país, segundo comunicado no website do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo. A mobilização foi aprovada nas assembleias realizadas pelo sindicato nas duas últimas semanas. Dos 815 trabalhadores presentes, 381 foram a favor da paralisação, 354 contrários e 80 abstenções.

“Foi uma decisão difícil e apertada, mas a maior parte dos trabalhadores entendeu que a única chance que temos de barrar esse retrocesso, que trará em breve graves prejuízos para nossa categoria, é com resistência e mobilização”. “Mesmo diante de uma conjuntura política/econômica complexa e de muitas opiniões divergentes, temos que lutar para manter os nossos empregos, os direitos trabalhistas e garantir que o pré-sal seja nosso e que haja investimentos na educação, que é a base para o desenvolvimento de um país”, diz o sindicato. Os petroleiros devem paralisar parcialmente a produção, disse nesta quinta-feira o Sindipetro-NF

Além disso, conforme destacou o jornal O Globono Formulário de Referência 2015, elaborado ainda na gestão de Aldemir Bendine, no governo Dilma Rousseff, a Petrobras deixou claro que sofre ingerência da União. No texto, a companhia afirma que o governo federal, por ser o acionista majoritário, “pode perseguir a adoção de certas políticas macroeconômicas e sociais através da Petrobras” e diz ainda que não se pode descartar a volta do controle de preços dos combustíveis.

"Baseado em decisões do Controlador da Companhia, a Petrobras teve, e pode continuar a ter, períodos durante os quais os preços dos produtos vendidos no Brasil não estavam em paridade com os preços internacionais.” O documento foi enviado à CVM e aos investidores em 30 de maio e fala ainda: “não há garantias de que o controle de preços não será reinstituído.”

10h25: Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 15,11, -3,76%; VALE5, R$ 12,09, -3,36%) e siderúrgicas engatam segundo dia de derrocada na Bolsa, em meio ao mau humor externo. Lá fora, as commodities seguem em queda ainda com feriado na China. Acompanham o movimento também as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 7,72, -2,65%) - holding que detém participação na Vale. 

No setor siderúrgico, todas as ações caem no Ibovespa: Gerdau (GGBR4, R$ 6,00, -2,91%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,08, -4,59%), Usiminas (USIM5, R$ 1,93, -3,02%) e CSN (CSNA3, R$ 7,07, -6,23%). 

No radar da Vale, a Polícia Federal concluiu inquérito que investigou crimes ambientais decorrentes do rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG), em novembro de 2015. Houve o indiciamento da companhia, da Vale, da empresa de engenharia geotécnica VogBR e de oito pessoas, segundo informou o órgão federal na quinta-feira.

Sobre as siderúrgicas, a Ternium informou que todas as empresas do Grupo T/T - incluindo Ternium, Siderar e Prosid - exerceram os seus direitos de subscrição de sua parcela correspondente das ações não-subscritas na rodada inicial da emissão previamente anunciada de R$ 200 milhões em ações ON da Usiminas. O comunicado foi enviado por e-mail pela Ternium. 

Além disso, o BTG Pactual destacou, em relatório, ainda estar underweight/cauteloso com o setor de siderurgia, apesar dos cenários de estabilização da demanda. Os analistas ressaltam a base comparativa baixa para destacar a queda de 10% na demanda doméstica por aço em maio de 2016 frente ao mesmo período do ano passado. A Gerdau é a única recomendação de compra no setor.  

O UBS também divulgou relatório sobre o setor hoje, ressaltando que a elevada oferta de aço continua pesando sobre o setor, com a demanda declinando na China. O banco disse que segue com preferência pelas companhias expostas à América do Norte, com Gerdau (compra) e Ternium (compra), enquanto se afastam de nomes como Usiminas (venda) e CSN (venda). 

 

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