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Itaú cai 4%, Cielo dispara e mais 5 reagem aos balanços; Vale e siderúrgicas afundam 6%

Confira os destaques da Bovespa nesta terça-feira (3)

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(Wikimedia)

SÃO PAULO - O Ibovespa acentua queda nesta manhã, pressionado pelas ações ligadas a commodities e os bancos, que afundam após balanço abaixo do esperado do Itaú Unibanco. Na temporada de balanços, o destaque positivo ficou com a Cielo, após balanço mostrar lucro líquido de cerca de R$ 1 bilhão no 1° trimestre. 

Confira também: "Esqueça" a ação da Vale essa semana; Bolsa pode corrigir até os 51.000 pontos

No Ibovespa, a maior queda era das ações da Energias do Brasil, que reagiam também ao resultado. Enquanto fora do índice, o destaque de queda ficava com as ações da Marcopolo, que afundavam 6% após decepção do mercado com o resultado. 

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa desta terça-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 12,96, -2,34%; PETR4, R$ 9,93, -2,36%)
As ações da Petrobras registram queda seguindo o dia negativo no exterior, com baixa do petróleo em queda de 0,39%, a US$ 45,65 o barril. Já o WTI tem baixa de 0,87%, a US$ 44,39. 

Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 30,68, -4,01%)
As ações do Itaú Unibanco têm queda forte após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, que mostraram alta da inadimplência e da provisão de devedores duvidosos. O banco teve  teve lucro líquido de R$ 5,184 bilhões no primeiro trimestre, queda ante os R$ 5,733 bilhões em igual período de 2015 e ante os R$ 5,689 bilhões referentes aos três últimos meses do ano anterior. Em bases recorrentes, o lucro do maior banco privado do país foi de R$ 5,235 bilhões no período, praticamente em linha com a previsão média de analistas consultados pela Reuters, de R$ 5,195 bilhões, em queda de 9,6% frente a igual período de 2015. 

O índice de inadimplência das operações vencidas há mais de 90 dias cresceu 0,4 ponto percentual sobre o trimestre anterior e 0,9 ponto percentual ante o mesmo período
de 2015, a 3,9%. A despesa com provisão no primeiro trimestre passou de R$ 5,5 bilhões para R$ 7,23 bilhões. 

Os ativos totais encerram o período a R$ 1,28 trilhão, enquanto a carteira de crédito caiu 4,8% na comparação anual, a R$ 517,5 bilhões. 

Cielo (CIEL3, R$ 35,28, +5,06%)
Por outro lado, as ações da Cielo sobem forte após o balanço. A combinação de fortes resultados com antecipação de recebíveis com crescimento maior do que o previsto do ritmo de compras com cartões levou a companhia a apurar lucro acima das expectativas do mercado para o primeiro trimestre. Maior empresa de meios eletrônicos de pagamentos do país, a Cielo informou que teve lucro líquido de R$ 1,038 bilhão de janeiro a março, alta de 12,1% ante mesma etapa de 2015. A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de R$ 926,5 milhões. O lucro líquido contábil ficou em R$ 995,4 milhões no período, crescimento de 9,2%. 

Por um lado, a companhia viu sua receita operacional líquida subir 29,6% ano a ano, a R$ 3,05 bilhões. O volume financeiro de transações no país somou 139,5 bilhões, foi 10,2% maior. Com cartões de crédito, o volume de 79,6 bilhões cresceu 5,4%. Com cartões de débito, o volume chegou a 59,9 bilhões, avanço de 17,4%. O  Bradesco BBI destaca que "estes resultados, finalmente, viram a página sobre as preocupações que acompanharam os dados do quarto trimestre de 2015”. 

Marcopolo (POMO4, R$ 2,30, -5,74%)
Os números apresentados pela Marcopolo também não agradaram o mercado. A companhia registrou lucro líquido de R$ 8,85 milhões no 1° trimestre, queda de 74% na comparação com o mesmo período de 2015. A estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 11 milhões. A receita líquida da companhia caiu 35% no trimestre, indo para R$ 428,3 milhões - também abaixo das projeções de R$ 518,3 milhões. O Ebitda recuou 98% no período, indo para R$ 1,5 milhão, contra expectativa de R$ 25,5 milhões. Já margem Ebitda afundou de 10% para 0,4% entre os meses de janeiro a março deste ano.

O Itaú BBA espera a reação negativa a resultados “muito fracos”. Já os analistas do BTG Pactual destacam: "nós esperamos que a fraqueza da demanda venha a persistir nos próximos trimestres, afetando a alavancagem e lucratividade". O preço-alvo da ação foi cortado de R$ 2,10 para R$ 2 pelo BTG, enquanto a recomendação segue neutra. 

Energias do Brasil (ENBR3, R$ 12,15, -5,32%)
Um dos destaques de queda após a divulgação do balanço é a Energias do Brasil. A companhia teve lucro líquido de R$ 302,1 milhões no 1° trimestre de 2016, contra R$ 84 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida atingiu R$ 2,12 bilhões, abaixo da estimativa de R$ 2,72 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg. O Ebitda subiu 98% na comparação anual, indo para R$ 806,8 milhões, enquanto a margem Ebitda saltou de 19,5% um ano antes para 39,3% neste período.

Apesar da forte queda dos ativos, o banco Haitong ressalta que os resultados, após os ajustes, foram em linha com as estimativas, com destaque negativo para o número de provisões (34% superior), enquanto o Ebitda e o lucro líquido foram melhores do que o esperado. 

Lojas Marisa (AMAR3, R$ 8,67, -3,67%)
A ação da Lojas Marisa também cai forte após o balanço. O prejuízo da varejista aumentou em mais de três vezes no 1° trimestre de 2016, passando de R$ 5,3 milhões um ano antes para R$ 17,2 milhões. Apesar da alta, ficou abaixo do estimado pelos analistas pesquisados pela Bloomberg: de R$ 25,5 milhões. A varejista encerrou o trimestre com receita líquida de R$ 608,5 milhões, queda de 10,5% quando comparado ao 1° trimestre de 2015. A projeção dos analistas era de R$ 618,5 milhões.

No trimestre, o Ebitda das Lojas Marisa caiu 21% na mesma base de comparação, indo para R$ 51,3 milhões - um pouco acima dos R$ 49,3 milhões estimados pelo mercado. A margem Ebitda passou de 9,6% para 8,4%, queda de 1,2 ponto percentual no ano.  

Vale (VALE3, R$ 18,70, -5,89%;VALE5, R$ 14,82, -5,18%
As ações da Vale caem forte seguindo os preços do minério. 
 Os contratos futuros do minério de ferro na China caíram acentuadamente nesta terça-feira, acompanhando uma queda do aço e perdendo força após ganhos acentuados, com siderúrgicas chinesas elevando a produção e as bolsas atentas aos mercados de commodities após as fortes oscilações recentes. A queda dos preços foi acompanhada por fortes baixas nos volumes negociados e contratos em aberto, com os investidores em retirada após uma disparada de compras levantar temores de que os mercados caminhavam para um perigoso ciclo de formação e estouro de bolhas.

O contrato de minério de ferro para setembro, mais negociado na bolsa de Dalian, fechou em queda de 3 por cento, a 442,50 iuanes a tonelada, após tocar uma mínima da sessão de 431 iuanes.

Sobre a Vale, destaque para a notícia de que os investidores da mineradora nos Estados Unidos querem um ressarcimento de mais de US$ 1 bilhão na ação coletiva movida contra a mineradora no país, afirma o Valor Econômico. O montante refere-se à desvalorização das ADRs preferenciais e ordinárias da companhia no período abordado pelo processo, que vai de novembro de 2013 a novembro de 2015.

Além disso, após seis meses de investigação, o Ministério Público Federal entrou com mais uma ação civil contra a Vale, a Samarco, a BHP, a União e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, informou a assessoria de imprensa do órgão em comunicado por e-mail. A ação contém mais de 200 pedidos de reparação integral de danos ambientais, econômicos e sociais decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, segundo MPF. Os procuradores da Força-Tarefa José Adércio Leite Sampaio, Eduardo Aguiar, Jorge Munhoz e Eduardo Santos de Oliveira darão coletiva à imprensa hoje às 14h em Minas Gerais para detalhar a ação.  

Siderúrgicas
As siderúrgicas também têm forte baixa, com a Usiminas (USIM5, R$ 2,35, -5,62%) , CSN (CSNA3, R$ 12,43, -3,64%), Gerdau (GGBR4, R$ 7,10, -6,32%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,68,  -5,32%).

No radar das empresas, o Credit Suisse elevou nesta terça-feira o preço-alvo das ações da Gerdau em 88% - um dia antes da companhia divulgar seu balanço. O target passou de R$ 4,50 para R$ 8,50, com a recomendação sendo mantida em "neutra". Apesar da proximidade com a divulgação do balanço, os analistas comentam que a revisão deve-se à expectativa de aumento de 8% nos preços do aço no Brasil no segundo semestre deste ano. Sobre o balanço, eles aguardam dados fracos - 20% abaixo do consenso da Bloomberg. 

Para saber mais: Antes da divulgação do balanço, Credit eleva preço-alvo da Gerdau em 88% 

M. Dias Branco (MDIA3, R$ 81,05, +1,86%
A avaliação do balanço leva as ações da M. Dias Branco, após abrirem estáveis, registrarem alta. 
A fabricante de massas e biscoitos M.Dias Branco apresentou no primeiro trimestre lucro líquido consolidado de R$ 94,6 milhões, 24,6% abaixo do verificado no mesmo período de 2015. A receita líquida da companhia cresceu 11,7% no trimestre, chegando a R$ 1,2 bilhão, refletindo aumento de preços. Já o Ebitda caiu 22%, para R$ 133,9 milhões, enquanto a margem Ebitda recuou de 16,6% para 11,6% no período.

Segundo o BTG Pactual, a companhia registrou um novo trimestre fraco, com queda forte do Ebitda e da margem; por outro lado, as receitas subiram por meio de uma combinação de melhores volumes e preços. "As melhores notícias são de que o pior pode ter ficado para trás", afirmam os analistas. A recomendação para os papéis segue neutra após a alta forte desde a mínima, "o que só faz sentido se a companhia entregar um crescimento maior". Já o preço-alvo subiu de R$ 65 para R$ 85. 

O Bradesco BBI, por sua vez, ressaltou que os resultados foram melhores que esperado, com o primeiro trimestre sendo ponto de virada” para companhia, que deve se beneficiar da recente apreciação do real.

Porto Seguro (PSSA3, R$ 27,79, +0,51%)
A Porto Seguro vê suas ações em leve alta após registrar lucro líquido no critério com business combination - que considera o valor de todo o intangível - marca, canal de distribuição - com o Itaú Unibanco - de R$ 238,5 milhões no primeiro trimestre de 2016, o que representa uma alta de 4,1% na comparação com o mesmo período de 2015. O lucro líquido sem business combination teve mesma variação, de 4,1%, alcançando R$ 240,4 milhões.

O patrimônio líquido com business combination ficou em R$ 6,597 bilhões, 10,1% maior na mesma comparação, e a rentabilidade (ROAE) caiu para 14,6%, de 15,3% no primeiro trimestre de 2015. O total de prêmios auferidos cresceu 5,3% para R$ 3,495 bilhões, ao passo que o total de prêmios ganhos teve um aumento de 6,7%, para R$ 3,410 bilhões ante igual período do ano passado

 (Com Reuters e Agência Estado)

 

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