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Itaú tem lucro de R$ 5,18 bi e Cielo lucra R$ 1 bi; mais 6 balanços e outras 12 notícias no radar

Lojas Marisa, Marcopolo, Banco Pan, Energias do Brasil, Porto Seguro e M. Dias Branco também divulgaram seus números para o primeiro trimestre; veja mais destaques

Itaú
(Wikimedia Commons)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo segue bastante movimentado nesta terça-feira, com bateria de resultados do primeiro trimestre, além de recomendações. Confira os destaques desta terça-feira (3):

 Itaú Unibanco
O Itaú Unibanco (ITUB4) informou nesta terça-feira que teve lucro líquido de R$ 5,184 bilhões no primeiro trimestre, queda ante os R$ 5,733 bilhões em igual período de 2015 e ante os R$ 5,689 bilhões referentes aos três últimos meses do ano anterior. 

Em bases recorrentes, o lucro do maior banco privado do país foi de R$ 5,235 bilhões no período, praticamente em linha com a previsão média de analistas consultados pela Reuters, de R$ 5,195 bilhões, em queda de 9,6% frente a igual período de 2015. 

O índice de inadimplência das operações vencidas há mais de 90 dias cresceu 0,4 ponto percentual sobre o trimestre anterior e 0,9 ponto percentual ante o mesmo período
de 2015, a 3,9%. A despesa com provisão no primeiro trimestre passou de R$ 5,5 bilhões para R$ 7,23 bilhões. 

Os ativos totais encerram o período a R$ 1,28 trilhão, enquanto a carteira de crédito caiu 4,8% na comparação anual, a R$ 517,5 bilhões. 

Cielo
A combinação de fortes resultados com antecipação de recebíveis com crescimento maior do que o previsto do ritmo de compras com cartões levou a Cielo (CIEL3) a apurar lucro acima das expectativas do mercado para o primeiro trimestre. Maior empresa de meios eletrônicos de pagamentos do país, a Cielo informou que teve lucro líquido de R$ 1,038 bilhão de janeiro a março, alta de 12,1% ante mesma etapa de 2015. A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de R$ 926,5 milhões. O lucro líquido contábil ficou em R$ 995,4 milhões no período, crescimento de 9,2%. 

Por um lado, a companhia viu sua receita operacional líquida subir 29,6% ano a ano, a R$ 3,05 bilhões. O volume financeiro de transações no país somou 139,5 bilhões, foi 10,2% maior. Com cartões de crédito, o volume de 79,6 bilhões cresceu 5,4%. Com cartões de débito, o volume chegou a 59,9 bilhões, avanço de 17,4%.

"A surpresa positiva foi a aceleração do crescimento de volume, que embora não nos pareça sustentável nos próximos trimestres, contribuiu para o bom desempenho da companhia", afirmou a Cielo em seu relatório. As receitas tiveram influência positiva da alta do dólar sobre as receitas da controlada Me-S, nos EUA. Tanto as receitas como as despesas (+29,4%) foram influenciadas pelo início operacional da Cateno, que faz a gestão dos cartões de crédito e de débito da marca Ourocard, do Banco do Brasil. O resultado da Cielo medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês), foi de R$ 1,407 bilhão, alta anual de 18,6%. Mas a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) de 46,2% representou redução de 4,3 pontos percentuais no comparativo anual.

O Itaú BBA espera reação positiva a resultados que implicam “elevação a nossos números”. Já o Bradesco BBI destaca que "estes resultados, finalmente, viram a página sobre as preocupações que acompanharam os dados do quarto trimestre de 2015”. 

Lojas Marisa 
O prejuízo da Lojas Marisa (AMAR3) aumentou em mais de três vezes no 1° trimestre de 2016, passando de R$ 5,3 milhões um ano antes para R$ 17,2 milhões. Apesar da alta, ficou abaixo do estimado pelos analistas pesquisados pela Bloomberg: de R$ 25,5 milhões. A varejista encerrou o trimestre com receita líquida de R$ 608,5 milhões, queda de 10,5% quando comparado ao 1° trimestre de 2015. A projeção dos analistas era de R$ 618,5 milhões.

No trimestre, o Ebitda das Lojas Marisa caiu 21% na mesma base de comparação, indo para R$ 51,3 milhões - um pouco acima dos R$ 49,3 milhões estimados pelo mercado. A margem Ebitda passou de 9,6% para 8,4%, queda de 1,2 ponto percentual no ano.  

Marcopolo
A Marcopolo (POMO4) registrou lucro líquido de R$ 8,85 milhões no 1° trimestre, queda de 74% na comparação com o mesmo período de 2015. A estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 11 milhões. A receita líquida da companhia caiu 35% no trimestre, indo para R$ 428,3 milhões - também abaixo das projeções de R$ 518,3 milhões. O Ebitda recuou 98% no período, indo para R$ 1,5 milhão, contra expectativa de R$ 25,5 milhões. Já margem Ebitda afundou de 10% para 0,4% entre os meses de janeiro a março deste ano.

O Itaú BBA espera a reação negativa a resultados “muito fracos”. Já os analistas do BTG Pactual destacam: "nós esperamos que a fraqueza da demanda venha a persistir nos próximos trimestres, afetando a alavancagem e lucratividade". O preço-alvo da ação foi cortado de R$ 2,10 para R$ 2 pelo BTG, enquanto a recomendação segue neutra. 

M.Dias Branco
A fabricante de massas e biscoitos M.Dias Branco (MDIA3) apresentou no primeiro trimestre lucro líquido consolidado de R$ 94,6 milhões, 24,6% abaixo do verificado no mesmo período de 2015. A receita líquida da companhia cresceu 11,7% no trimestre, chegando a R$ 1,2 bilhão, refletindo aumento de preços. Já o Ebitda caiu 22%, para R$ 133,9 milhões, enquanto a margem Ebitda recuou de 16,6% para 11,6% no período.

Segundo o BTG Pactual, a companhia registrou um novo trimestre fraco, com queda forte do Ebitda e da margem; por outro lado, as receitas subiram por meio de uma combinação de melhores volumes e preços. "As melhores notícias são de que o pior pode ter ficado para trás", afirmam os analistas. A recomendação para os papéis segue neutra após a alta forte desde a mínima, "o que só faz sentido se a companhia entregar um crescimento maior". Já o preço-alvo subiu de R$ 65 para R$ 85. 

O Bradesco BBI, por sua vez, ressaltou que os resultados foram melhores que esperado, com o primeiro trimestre sendo ponto de virada” para companhia, que deve se beneficiar da recente apreciação do real.

Energias do Brasil
A Energias do Brasil (ENBR3) teve lucro líquido de R$ 302,1 milhões no 1° trimestre de 2016, contra R$ 84 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida atingiu R$ 2,12 bilhões, abaixo da estimativa de R$ 2,72 bilhões dos analistas consultados pela Bloomberg. O Ebitda subiu 98% na comparação anual, indo para R$ 806,8 milhões, enquanto a margem Ebitda saltou de 19,5% um ano antes para 39,3% neste período. 

Banco Pan
O Banco Pan (BPAN4) fechou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 96,1 milhões, 31% superior ao prejuízo de R$ 73,5 milhões registrado no mesmo período do ano passado. No quarto trimestre, o Pan havia encerrado com lucro líquido de R$ 33,7 milhões. De acordo com relatório de resultado divulgado, o Pan apresentou uma originação média mensal de R$ 1,486 bilhão durante os primeiros três primeiros meses do ano, crescimento de 3% frente à média mensal de R$ 1,437 bilhão do quarto trimestre, impulsionado por uma retomada no crédito consignado, e queda de 6% em relação aos R$ 1,578 bilhão do primeiro trimestre de 2015. O Pan diz que o primeiro trimestre de 2015 foi influenciado pelas alterações de prazo ocorridas em convênios importantes (INSS e SIAPE) para o crédito consignado ao final de 2014.

O saldo da carteira de crédito com resultado retido, que inclui as carteiras de varejo e empresas, encerrou o primeiro trimestre em R$ 17,454 bilhões, apresentando leve queda em relação aos saldos de R$ 17,603 bilhões no quarto trimestre e de R$ 17,867 bilhões no primeiro trimestre do ano passado. O Pan nota que houve aumento da participação da carteira de crédito consignado, que superou o saldo da carteira de veículos. As cessões de carteira sem coobrigação (que incluem créditos de veículos, consignado e imobiliário) totalizaram R$ 2,242 bilhões no primeiro trimestre.

A margem financeira líquida gerencial foi de 11,6%, frente aos 11,7% do último trimestre e à margem de 11,1% registrada no primeiro trimestre de 2015. O patrimônio líquido consolidado do Pan totalizou R$ 3,550 bilhões em março, frente aos R$ 3,644 bilhões em dezembro e aos R$ 3,559 bilhões em março de 2015.

O Índice de Basileia encerrou o primeiro trimestre em 14,5%, frente aos 16,5%registrados ao final do quarto trimestre e aos 16,8% do primeiro trimestre de 2015. Segundo o banco, a redução em relação ao trimestre anterior está relacionada ao avanço dos ajustes em direção à Basileia III, e também ao resultado do trimestre.

Porto Seguro
O lucro líquido da Porto Seguro (PSSA3) somou R$ 240 milhões no trimestre, enquanto as receitas totais foram de R$ 4 bilhões. O ROAE (Rentabilidade Média sobre o Patrimônio Líquido) foi de 1,68%. 

Braskem
Além da temporada de balanços, a Braskem (BRKM5) informou na noite de segunda-feira que Fernando Musa foi indicado para substituir Carlos Fadigas, que continuará com atividades no grupo Odebrecht, segundo comunicado enviado ao mercado. Nomeação de Fernando Musa será submetida à aprovação do conselho de administração da Braskem, em data ainda não definida.  

Musa ingressou na Braske em 2010 como vice-presidente da área de planejamento estratégico. Desde março de 2012, ocupava a presidência da Braskem America, unidade responsável pelos negócios da Braskem nos Estados Unidos e na Europa. Durante a sua gestão, a Braskem integrou os ativos adquiridos da Sunoco e Dow e iniciou importantes projetos estratégicos para o fortalecimento da presença da companhia nos EUA. 

Marfrig
A Marfrig (MRFG3) informou na segunda-feira que o executivo Eduardo Miron vai acumular a posição de vice-presidente de finanças e diretor de investidores da companhia, em uma simplificação de sua estrutura organizacional. Miron ocupa atualmente a vice-presidência executiva da finanças da unidade de negócios Keystone e vai ocupar o novo cargo no lugar de Ricardo Florence, que aos 61 anos, já atingiu a idade limite recomendada pela empresa para exercício de cargos executivos.

Florence vai assessorar Miron no processo de transição. A Marfrig também informou a simplificação da estrutura organizacional da divisão Marfrig Beef Brasil, com a unificação de quatro diretorias em duas, além da abertura de escritório corporativo funcional na sede da Keystone na Pensilvânia, nos Estados Unidos, que servirá de apoio ao fortalecimento de sua posição global. "A nova estrutura está alinhada ao direcionamento estratégico da Marfrig, focado em seu crescimento orgânico", disse a empresa.

BR Malls
A BR Malls (BRML3) disse que não contratou instituição financeira para alienar ações. Segundo comunicado enviado ao mercado, a empresa afirmou não ter conhecimento sobre as informações veiculadas no jornal Valor Econômico, bem como que não contratou instituições financeiras com o intuito de negociar a alienação de participação relevante e/ou ações da companhia.

A companhia também divulgou prévia operacional, com as vendas nos shoppings da BR Malls subindo 1,8 por cento no primeiro trimestre na comparação anual, a 5 bilhões de reais, excluindo as vendas de empreendimentos em 2015. As vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) cresceram 1,2 por cento, ante 5,9 por cento nos três primeiros meses de 2015, disse a companhia em comunicado ao mercado nesta segunda-feira.

O segmento de lazer foi o que mais cresceu (19,8 por cento) seguido do segmento de satélites (1,6 por cento). As vendas mesmas lojas da companhia foram prejudicadas pelo setor de megalojas, que caiu 3,2 por cento, acrescentou a empresa. Os aluguéis mesmas lojas cresceram 7,4 por cento, em linha com o resultado um ano antes, quando foi de 7,6 por cento. A BR Malls encerrou o trimestre com inadimplência líquida de 5,7 por cento, acima de 4,4 por cento nos três primeiros meses de 2015 e de 1,9 por cento no trimestre encerrado em dezembro. Os pagamentos em atraso atingiram 7,9 por cento no primeiro trimestre. Os números operacionais foram em linha com as expectativas, o que não deve ser um catalisador para os ativos, afirma o BTG Pactual. 

Copel
A estatal paranaense Copel (CPLE6) apresentou redução de 4,3% nas vendas de energia elétrica no mercado cativo no primeiro trimestre, na comparação com mesmo período do ano passado, informou a companhia em comunicado nesta segunda-feira.

Segundo a empresa, as vendas de energia da distribuidora Copel-D totalizaram 6.016 gigawatts-hora no período, com a maior queda no segmento residencial (-6,1%), seguido por clientes rurais (-5,7%) e comércio (-5,4%). O Santander destaca que é "mais um trimestre de resultados operacionais fracos”.

Vale
Investidores da Vale (VALE3;VALE5) nos Estados Unidos querem um ressarcimento de mais de US$ 1 bilhão na ação coletiva movida contra a mineradora no país, afirma o Valor Econômico. O montante refere-se à desvalorização das ADRs preferenciais e ordinárias da companhia no período abordado pelo processo, que vai de novembro de 2013 a novembro de 2015.

OSX
A negociação com as ações da OSX (OSXB3) está suspensa por estarem abaixo de R$ 1,00.

CSN
A CSN (CSNA3) informou à SEC, a CVM americana, a impossibilidade de mandar relatório 20-F de 31 de dezembro 2015 dentro do prazo. A empresa pretende apresentar relatório 15 dias após o prazo. 

Lojas Renner
A Lojas Renner (LREN3) entrou na lista 
Latam Spotlight do banco Goldman Sachs.

Unipar
A Unipar (UNIP6) informou nesta segunda-feira que celebrou contrato com a Solvay Argentina para adquirir 70,59 por cento da fabricante de PVC e soda Solvay Indupa. O valor da aquisição baseia-se no valor da empresa da Solvay Indupa da ordem de 202 milhões de dólares, sujeito a ajustes usuais, na data do fechamento da operação, disse a Unipar, em fato relevante. O contrato prevê a aquisição de 292.459.492 ações.

A Unipar deverá lançar oferta pública para a aquisição de até a totalidade das demais ações representativas do capital da Solvay Indupa negociadas na Bolsa de Comercio de Buenos Aires. A Solvay Indupa possui uma planta localizada em Bahía Blanca, na Argentina, com capacidade instalada para produção de 220 mil toneladas de PVC e 160 mil toneladas de soda. A Solvay detém 99,9 por cento do capital da Indupa Brasil, com fábrica em Santo André (SP), e 58 por cento da Solalbán Energía, que possui ativos de geração de energia na Argentina.

"Para a Unipar, a aquisição tem por objetivo fortalecer sua posição na fabricação de cloro, soda e outros produtos químicos derivados, além de integrar ao seu portfólio o negócio de vinílicos (PVC), no Brasil e na Argentina", disse a empresa, em fato relevante. A conclusão da aquisição está sujeita à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Alpargatas
A Alpargatas (ALPA4) concluiu a venda das operações relacionadas às marcas Topper e Rainha ao Sforza, grupo de investimentos liderados por Carlos Wizard Martins. O negócio, avaliado em R$ 48,7 milhões, foi anunciado em 3 de novembro do ano passado. A Alpargatas informou que recebeu a primeira parcela do preço de compra da operação Brasil, de R$ 24,3 milhões.

Via Varejo
Michael Klein, da família fundadora da Casas Bahia, voltou a se movimentar na tentativa de obter o controle da Via Varejo (VVAR11), que reúne as lojas físicas de Casas Bahia e Ponto Frio. Segundo o Valor, Klein tem sondado o mercado para avançar numa negociação com o apoio de bancos - como um possível financiamento do Bradesco. As conversas envolvem também a aquisição do controle da empresa de comércio eletrônico Cnova, diz o jornal. 

PDG Realty
O Morgan Stanley aumentou a participação na PDG Realty (PDGR3) para 5,1% do capital.

 

(Com Reuters e Agência Estado)

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