Em mercados / acoes-e-indices

Petrobras é elevada, produção da Vale, prévias e mais notícias da volta do feriado

Sete Brasil, que tem Petrobras como acionista, confirma decisão de pedir recuperação judicial; Localiza foi rebaixada pelo Citi e mais notícias no radar

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Na volta do feriado de Tiradentes, o mercado deverá repercutir o desempenho dos ADRs (American Depositary Receipts) na Bolsa de Nova York e o noticiário movimentado do setor corporativo. Confira os destaques desta sexta-feira (22):

Vale
A Vale (VALE3;VALE5) informou na última quarta-feira ter produzido no primeiro trimestre 77,5 milhões de toneladas, incluindo a compra de terceiros e excluindo a produção atribuível à Samarco. Porém, a companhia informou que a produção de minério de ferro  deverá ficar no limite inferior da faixa prevista para o ano, de 340 milhões a 350 milhões de toneladas, informou a companhia nesta quarta-feira, apontando uma possível queda ante o ano anterior, quando a empresa produziu 345,9 milhões de toneladas. 

O volume recorde em Carajás foi devido ao ramp-up bem sucedido nas minas N4WS e N5S; já o início da temporada de chuvas retardou volumes, levando a queda de 11% na comparação trimestral, informa o Bradesco BBI.

Sobre a mineradora, fontes ouvidas pela Bloomberg informaram que o Mosaic, maior produtor mundial de fertilizantes fosfatados, e um grupo liderado pela Vale estão entre os interessados escolhidos para apresentar ofertas finais para os negócios de nióbio e fosfato da Anglo American no Brasil. A Vale participa da oferta junto com a empresa de aquisições Apollo Global Management, de acordo com as pessoas, que pediram para não ser identificadas porque os detalhes são privados Eurochem Group também foi selecionada para fazer oferta final pelos ativos, que podem valer até US$ 1,5 bilhão, disseram as pessoas.

Petrobras
A produção de petróleo da Petrobras (PETR3PETR4) no Brasil em março caiu 8% ante o mesmo mês do ano anterior e 3% ante fevereiro, para o seu pior nível em quase dois anos, principalmente devido a paradas para manutenção, mas a empresa informou que a meta de extração para o ano está mantida.

Em março, a empresa produziu no Brasil 1,94 milhão de barris de petróleo por dia (bpd), pior nível desde abril de 2014, quando a petroleira extraiu 1,93 milhão de bpd. A redução da extração de petróleo, segundo a Petrobras, teve como contribuição a continuidade de paradas programadas em grandes plataformas.

Além disso, a empresa destacou a realização de manutenções corretivas na plataforma P-31, no campo de Albacora, na Bacia de Campos, que retomou sua produção em 28 de março, e a ocorrência de um incêndio a bordo da plataforma P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos, cuja operação foi retomada no dia 16 de abril. Entretanto, a empresa garantiu que a meta anual de produção de petróleo no Brasil, de 2,145 milhões de bpd, está mantida, devido à entrada em operação das plataformas Cidade de Saquarema (Lula Central) e Cidade de Caraguatatuba (Lapa), além do menor número de paradas programadas previstas para o segundo semestre.

No primeiro trimestre, segundo a Petrobras, a empresa produziu média de 1,98 bpd, "devido à concentração de um volume expressivo de paradas programadas de produção", que representaram aproximadamente 5% da produção.

O Itaú BBA destaca que a Petrobras reiterou meta de produção para 2016, apesar da “fraca produção no primeiro trimestre”; “apesar de acreditamos que ainda é possível para a Petrobras cumprir sua meta de produção, não há mais espaço para atrasos com trabalhos de manutenção ou instalação de novos equipamentos”.

Além disso, destaque para a notícia de que a Sete Brasil, empresa de sondas que tem a Petrobras como acionista, decidiu entrar com pedido de recuperação judicial. Também são acionistas os bancos BTG Pactual, Santander e Bradesco, fundos de pensão de estatais como Petros, Funcef, Previ e o fundo de investimento FI-FGTS. 

Por fim, o banco Haitong elevou a sua recomendação para os papéis da Petrobras de 'venda' para 'neutra' devido à melhora do cenário político-econômico no País desde fevereiro, quando o banco iniciou a cobertura da empresa. A equipe de pesquisa agora trabalha com uma perspectiva de preço de R$ 8,70 para ação ordinária (ON), e de R$ 9,50 para preferencial (PN). No caso das ADRs, a projeção é de US$ 4 e US$ 4,30, respectivamente.

Em relatório, assinado pelos analistas Sergio Tamashiro e Gabriel Brilhante, o Haitong incorporou os números do balanço do 4º trimestre de 2015, bem como manteve inalterados as curvas de preço do Brent, da produção interna, do crescimento da demanda e do câmbio. Como resultado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) previsto para 2016-2020 ficou em US$ 134 bilhões, 4% abaixo dos US$ 140 bilhões esperados inicialmente. Já a dívida líquida em 2016 foi projetada em US$ 98 bilhões, ligeiramente abaixo da estimativa anterior de US$ 102 bilhões.

O banco ressaltou, ainda, que o novo Plano Estratégico de 2016-2020 da Petrobras é um dos eventos mais aguardados do setor. No ano passado, a petroleira manifestou intenção de desinvestir US$ 15 bilhões entre 2015 e 2016, dos quais apenas US$ 700 milhões se materializaram.

BTG Pactual
O banco BTG Pactual (BBTG11) anunciou na quarta-feira acordo para vender sua participação na Pan Seguros para a sócia francesa na seguradora, CNP Assurances, por R$ 700 milhões. O acordo envolve também a Panamericano Administração e Corretagem de Seguros e Previdência Privada e está sujeito a ajustes vinculados ao desempenho das companhias até a data de conclusão da operação.

BRF
A BRF (BRFS3) investirá US$ 36 milhões em expansão da planta de aves na Argentina. A Avex, unidade da BRF na Argentina, financiará expansão com crédito de 250 mi de pesos junto ao BICE, banco de fomento local, diz Ministério da Produção da Argentina em comunicado. 

Os primeiros 100 milhões de pesos já foram desembolsados e serão pagos ao longo de 6 anos com carência de 21 meses. O restante será desembolsado nos próximos meses de acordo com o avanço do projeto e o investimento em Rio Cuarto, província de Córdoba, criará 400 empregos e dobrará capacidade de abate.

A companhia ainda concluiu a oferta de R$ 1 bilhão em CRA, com remuneração de 96,5% do CDI.

Contax
A Contax (CTAX11) informou que AGE (Assembleia Geral Extraordinária) aprovou a conversão de preferenciais em ordinárias, na proporção de uma preferencial para cada ordinária. Foi aprovado também o grupamento de todas as ações na proporção de 100 para 1 e a extinção dos certificados de depósitos de ações da Contax.

Cyrela
Os lançamentos da Cyrela Brazil Realty (CYRE3) no primeiro trimestre de 2016 somaram R$ 613 milhões, de acordo com a prévia operacional da companhia, divulgada na noite de quarta-feira, 20. O resultado dos três primeiros meses do ano foi 33% superior aos R$ 463 milhões de igual período do ano passado.

A participação da Cyrela nos empreendimentos lançados ficou em 67% no começo de 2016, frente a uma fatia de 72% nos três meses iguais de 2015. Considerando apenas a porcentagem da companhia, o volume de lançamentos no período somou R$ 410 milhões, uma queda de cerca de 23% frente aos R$ 333 milhões do primeiro trimestre do ano passado. Dos seis empreendimentos lançados no trimestre, quatro foram em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Minas Gerais. As permutas representaram R$ 21 milhões nos lançamentos do trimestre, contra R$ 9 milhões no primeiro trimestre de 2015, de acordo com a Cyrela.

Nos três primeiros meses do ano, não houve assinatura de contratos dentro da faixa 1 do programa "Minha Casa Minha Vida" (MCMV), assim como em igual intervalo do ano passado. Ao excluir a faixa 1 do Minha Casa e as permutas, e tomando como base apenas a participação da Cyrela nos empreendimentos, o volume lançado de janeiro a março de 2016 foi de R$ 399 milhões, 23% superior ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados R$ 324 milhões.

As vendas contratadas líquidas da Cyrela Brazil Realty no primeiro trimestre de 2016 somaram R$ 544 milhões, indicando queda de 25% frente aos R$ 723 milhões obtidos em igual período do ano passado, de acordo com a prévia operacional divulgada pela companhia.

O Itaú BBA  destaca que o “cenário macro desafiador e confiança dos consumidores em recorde de baixa continuaram diminuindo a demanda por habitação, o que levou a um conjunto suave de pré-vendas e dados de lançamentos, e uma consequente desaceleração no ritmo de vendas”. O BTG Pactual também destaca que a companhia enfrenta dificuldades de vender os seus estoques em meio à fraca perspectiva da economia: "embora nós acreditemos que a empresa é bem gerida, continuamos a ver o upside limitado e seguimos com recomendação neutra", destacam. 

EzTec
A Eztec (EZTC3) teve baixa de 85% nas vendas líquidas contratadas para R$ 24,4 milhões no primeiro trimestre na comparação anual e de 70% frente os últimos três meses de 2015. O volume de lançamentos caiu 28% na base de comparação anual, para R$ 52 milhões.

O Itaú BBA espera reação negativa do mercado; “dados de lançamentos e pré-vendas foram notadamente fracos, com a empresa seguindo concentrada na venda de estoques de unidades concluídas e sentindo os efeitos dos pesados distratos”.

Helbor
A Helbor (HBOR3) informou que os lançamentos do primeiro trimestre foram de R$ 37,7 milhões. As vendas contratadas no período, parte Helbor, somaram R$ 206,1 milhões, diminuição de 0,1% quando comparadas aos últimos três meses de 2015, disse a companhia.

Em relação ao primeiro trimestre, as vendas parte Helbor apresentaram crescimento de 18,7%. Do total de vendas parte Helbor do trimestre, 0,7% correspondem a vendas de lançamentos e 99,3% de estoque. O BTG Pactual destacou que o trimestre foi fraco, mas que não muda a visão sobre os papéis da empresa, que segue com recomendação neutra. Os analistas também destacam a alta alavancagem da companhia. 

Light
A Light (LIGT3) divulgou sua prévia operacional referente ao primeiro trimestre de 2016 na quarta. O consumo de energia pelos clientes da companhia foi de 6.884 GWh no período, ante 7.422 GWh nos três primeiros meses do ano passado, o que representa uma queda de 7,3%. O mercado cativo registrou consumo de 5.731 GWh, recuo de 7,7%.

Entre as categorias de clientes da Light, a maior queda no consumo foi registrada pelo mercado residencial, de 10,8%. No segmento industrial, o recuo foi de 9,3% em 12 meses. Entre os clientes comerciais, queda de 3,8%. Entre os clientes classificados como "outros", houve recuo de 2,8% no consumo de energia. A Light comercializou R$ 1,412 bilhão em energia no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 5,2% na comparação com o R$ 1,342 bilhão registrado em 2015. O preço médio de venda, já descontados os impostos, ficou em R$ 159, queda de 1,6% em 12 meses.

As vendas de energia no ambiente de contratação livre subiram 2,9% nos três primeiros meses de 2016, para 1.175 GWh. No mercado spot, o resultado ficou negativo em 148 GWh, contra 159 GWh positivo no primeiro trimestre de 2015.

Localiza
A Localiza (RENT3) teve a sua ação rebaixada de compra para neutra pelo Citi.

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

Especiais InfoMoney:

Carteira InfoMoney rende 17% no 1º trimestre; CLIQUE AQUI e baixe!

Trader que perdeu R$ 285.000 com Telebras conta como deu a volta por cima

André Moraes diz o que gostaria de ter aprendido logo que começou na Bolsa

Contato