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Siderúrgicas disparam 6%, Vale sobe 2% e MRV desaba 4% após prévia; veja mais

Confira os destaques da Bovespa nesta quarta-feira (20)

Vale
(Bloomberg)

Petrobras (PETR3, R$ 12,31, -0,40%;PETR4, R$ 9,54,-0,73%)
As ações da Petrobras registram queda seguindo a baixa dos preços do petróleo, mas amenizam em relação à mínima do dia de quase 3%. O brent registra baixa de 1,86%, a US$ 43,21 o barril, após o fim da greve de trabalhadores do setor no Kuwait.

No radar da companhia, o comando da estatal prepara uma mudança na remuneração dos empregados que deve provocar mais um embate com os sindicatos, informa o jornal O Estado de S. Paulo. O pagamento da participação nos lucros e resultados, que hoje leva em conta principalmente o desempenho da produção da empresa, vai passar a ser mais baseado no resultado econômico.

Segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, no novo modelo, que já está em fase avançada de elaboração, as metas financeiras vão definir 65% do bônus pago anualmente aos 78,5 mil funcionários da estatal e também vão pesar no plano de cargos e salários, enquanto a relevância da produção vai recuar de 80% para 10. Com um prejuízo de R$ 34,8 bilhões e sem bater metas de produção em 2015, a estatal não distribuiu bônus este ano. Mas, no ano passado, mesmo com prejuízo de mais de R$ 20 bilhões em 2014, a empresa ainda distribuiu R$ 1 bilhão em bônus, por ter atingido parte das metas de produção.

O novo modelo pretende exigir do trabalhador um maior comprometimento com as metas de disciplina de capital da petroleira, que serão incluídas no plano de negócios. O comando da estatal não tem dúvidas de que a mudança proposta agora vai provocar gritaria entre os sindicalistas, que, apesar de historicamente atrelados ao PT, já resistem ao projeto do presidente da companhia, Aldemir Bendine, de vender ativos e mirar na disciplina de capital.

Vale (VALE3, R$ 20,80, +1,66%;VALE5, R$ 16,12, +1,77%)
Por outro lado, as ações da Vale avançam com a alta do minério de ferro. minério de ferro spot (à vista), negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, fechou em alta de 3,05%, a US$ 64,77 a tonelada seca. 

A mineradora divulga ainda o relatório de produção do primeiro trimestre de 2016, após o fechamento do mercado. A companhia deve apresentar produção recorde pelo 2º ano consecutivo, elevando a perspectiva de receita com recuperação nos preços do minério.

O Credit ainda revisou o cenário para a Vale, mantendo recomendação underperform, mas reduzindo o preço-alvo do ADR de US$ 4,50 para US$ 4,00 como consequência da nova estimativa do preço do minério de ferro, com média de US$ 40 a tonelada entre o segundo semestre de 2016 até 2019. 

Siderúrgicas
Deixando a queda vista na abertura, as ações das siderúrgicas ganham força e figuram como as maiores alta do Ibovespa, seguindo diversas notícias do setor. Além da alta do preço do minério de ferro, destaque para a notícia do reajuste do preço do aço plano em maio. De acordo com o Valor, a Usiminas (USIM5, R$ 2,43, +6,11%) aplicará aumento de 14% para o segmento da distribuição. No momento, está em negociações com clientes industriais - linha branca, autopeças, tubos e máquinas e equipamentos -, para aplicar no início de maio, o reajuste de 10% a 11% feito para o setor da distribuição. A Gerdau (GGBR4, R$ 8,17, +1,11%) também sobe mais de 1%, enquanto Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 3,00, -3,45%) dispara. Já a CSN (CSNA3, R$ 13,60, +2,26%) sobe forte; no radar da empresa, recebeu a oferta para fusão do Sepetiba Tecon com a TCP, diz o jornal Valor Econômico. O jornal destacou que a participação acionária da nova empresa não agradou a siderúrgica. O modelo de fusão interessa à companhia, mas a fatia de cada um na nova empresa de operação portuária, que nasceria com um portfólio forte, precisa ser melhor calibrada para decolar.

Em relatório desta quarta-feira, o BTG reiterou a Gerdau como única recomendação de compra no setor, enquanto Usiminas e CSN são "calls de curto prazo mais arriscados". 

Weg (WEGE3, R$ 14,11, +0,43%)
As ações da Weg registram leve alta após a divulgação dos resultados da companhia, que teve lucro líquido de 282,4 milhões de reais no primeiro trimestre, avanço de 14,9 por cento sobre o mesmo período do ano anterior, informou a fabricante de motores e componentes elétrico nesta quarta-feira. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em 342,2 milhões de reais, baixa de 1,8 por cento sobre os primeiros três meses de 2015. Segundo o Credit, o foco do mercado deve ficar principalmente na margem, que foi de 14,2% ante 14% no quarto trimestre de 2015 e 16,4% no primeiro trimestre de 2015. " Acreditamos que os locais ja esperavam algo nesta linha mas que os estrangeiros podem levantar duvidas depois de dois trimestres rodando perto de 14% de margem", afirmam os analistas do Credit Suisse. 

MRV (MRVE3, R$ 11,81, -4,14%)
As ações da MRV afundam após os dados operacionais, após números preliminares abaixo das expectativas, com queda na velocidade de vendas brutas (17,5% - queda pelo terceiro trimestre seguido), avaliou o Credit Suisse. A construtora 
registrou volume de lançamentos de R$ 973 milhões nos três meses iniciais de 2016, resultado 3,8% maior que o observado em igual período do ano passado. No entanto, na relação com o Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,631 bilhão do quarto trimestre, houve queda de 40,4%. Os números referem-se à fatia da companhia nos empreendimentos e contemplam os segmentos residencial e loteamento.

No trimestre, 100% do volume de lançamentos são elegíveis ao crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS), mantendo o foco da companhia no segmento de imóveis econômicos, que, segundo a MRV, apresenta maior resiliência. No igual período do ano passado, os lançamentos enquadrados na linha de FGTS respondiam por 79% do total e, no quarto trimestre, essa fatia estava em 96%.

Para o Credit Suisse, o volume de unidades transferidas foram fracos (7 mil unidade), o que os analistas enxergaram como uma indicação de que a transferência para os bancos tem demorado mais do que esperado. "Enquanto continuamos vendo uma boa demanda para o setor de baixa renda, existem alguns pontos no investment case que valem a pena ser monitorados, principalmente a tendência de vendas brutas e volume das unidades transferidas e contratadas", comentaram. Com MRV negociando a 1,2 vez P/BV (Preço/Book value) e as preocupações mencionadas acima, os analistas do Credit se mostraram menos animados com a ação da companhia. 

De acordo com a análise do BTG Pactual, a geração de caixa da companhia foi sólida novamente; eles destacam que o segmento de média e baixa renda segue tendo um desempenho positivo, mas o valuation da ação da companhia já reflete essa performance superior. O Bradesco BBI destaca que os dados preliminares foram sólidos com alta recorde do fluxo de caixa livre para um trimestre; analistas veem espaço para melhora adicional do ROE.

Porto Seguro (PSSA3, R$ 29,49, -1,21%)
O Credit Suisse rebaixou a recomendação para as ações da Porto Seguro de outperform para neutro, com o preço-alvo sendo reduzido para R$ 30,00, destacando o recente rali das ações e a deterioração na visibilidade das perspectivas para 2016. 

Energias do Brasil (ENBR3, R$ 12,06, -0,50%)
A Energias do Brasil vê suas ações em leve queda após os dados operacionais que mostraram que o volume total de energia distribuída pela empresa no primeiro trimestre de 2016 caiu 7,5% ante o mesmo período do ano passado, para 6.255.281 megatts-hora. O volume de energia vendida pelo grupo apresentou aumento de 42,1% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, somando 3.274 gigawatts-hora.

De acordo com a Haitong, os números ficaram abaixo das expectativas e evidenciaram que todos os segmentos apresentaram desaceleração da demanda, mas a queda principal foi registrada na demanda industrial, por contra da economia fraca e migração de grandes consumidores para o mercado livre. "No geral, nós acreditamos que os números de demanda são notícias negativas para a empresa, mas nós lembramos aos investidores que a perda é temporária, com os próximos aumentos tarifários podendo compensar os volumes esperados mais baixos. Mantemos nossa recomendação de compra", afirma o banco.

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