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Petrobras prepara mudanças em remuneração e Credit rebaixa Fibria e Porto Seguro; veja mais

Vale divulgará relatório de produção do primeiro trimestre de 2016; MRV revelou prévia e WEG divulgou resultado

Plataforma P51
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo segue movimentado nesta quarta-feira (20), com o início da temporada de resultados e notícias sobre a Petrobras. Confira os principais destaques de empresas:

Petrobras
O comando da Petrobras (PETR3;PETR4) prepara uma mudança na remuneração dos empregados que deve provocar mais um embate com os sindicatos, informa o jornal O Estado de S. Paulo. O pagamento da participação nos lucros e resultados, que hoje leva em conta principalmente o desempenho da produção da empresa, vai passar a ser mais baseado no resultado econômico.

Segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, no novo modelo, que já está em fase avançada de elaboração, as metas financeiras vão definir 65% do bônus pago anualmente aos 78,5 mil funcionários da estatal e também vão pesar no plano de cargos e salários, enquanto a relevância da produção vai recuar de 80% para 10

Com um prejuízo de R$ 34,8 bilhões e sem bater metas de produção em 2015, a estatal não distribuiu bônus este ano. Mas, no ano passado, mesmo com prejuízo de mais de R$ 20 bilhões em 2014, a empresa ainda distribuiu R$ 1 bilhão em bônus, por ter atingido parte das metas de produção.

O novo modelo pretende exigir do trabalhador um maior comprometimento com as metas de disciplina de capital da petroleira, que serão incluídas no plano de negócios. O comando da estatal não tem dúvidas de que a mudança proposta agora vai provocar gritaria entre os sindicalistas, que, apesar de historicamente atrelados ao PT, já resistem ao projeto do presidente da companhia, Aldemir Bendine, de vender ativos e mirar na disciplina de capital.

A aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados tornou mais incerto o futuro da atual direção da Petrobras. Mas, segundo fontes, a diretoria trabalha com a premissa de que o projeto não tem conotação política e que os ajustes são necessários para o fortalecimento financeiro da estatal no longo prazo.

Papel e celulose
O Credit Suisse revisou o cenário para o setor de papel e celulose, com a Fibria (FIBR3) sendo rebaixado de outperform para neutro, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 65,00 para R$ 32,00. "O papel continua como um dos melhores produtores de celulose harwood do mundo mas a deterioração da rentabilidade da celulose, expansão durante um período de baixa rentabilidade e upside limitado mesmo no melhor cenário acaba por justificar nossa visão mais cautelosa". Já a Klabin (KLBN11) continua com recomendação outperform, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 24,00 para R$ 21,00, enquanto a Suzano (SUZB5) tem a mesma recomendação, mas o target foi reduzido de R$ 25,00 para R$ 17,00. 

Porto Seguro
O Credit também rebaixou a recomendação para as ações da Porto Seguro (PSSA3) de outperform para neutro, com o preço-alvo sendo reduzido para R$ 30,00, destacando o recente rali das ações e a deterioração na visibilidade das perspectivas para 2016. 

Vale
A Vale (VALE3;VALE5) divulga relatório de produção do primeiro trimestre de 2016, após o fechamento do mercado. A companhia deve apresentar produção recorde pelo 2º ano consecutivo, elevando a perspectiva de receita com recuperação nos preços do minério.

O Credit ainda revisou o cenário para a Vale, mantendo recomendação underperform, mas reduzindo o preço-alvo do ADR de US$ 4,50 para US$ 4,00 como consequência da nova estimativa do preço do minério de ferro, com média de US$ 40 a tonelada entre o segundo semestre de 2016 até 2019. 

Weg
A Weg (WEGE3) teve lucro líquido de 282,4 milhões de reais no primeiro trimestre, avanço de 14,9 por cento sobre o mesmo período do ano anterior, informou a fabricante de motores e componentes elétrico nesta quarta-feira.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em 342,2 milhões de reais, baixa de 1,8 por cento sobre os primeiros três meses de 2015.

MRV
A MRV Engenharia (MRVE3) registrou volume de lançamentos de R$ 973 milhões nos três meses iniciais de 2016, resultado 3,8% maior que o observado em igual período do ano passado. No entanto, na relação com o Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,631 bilhão do quarto trimestre, houve queda de 40,4%. Os números referem-se à fatia da companhia nos empreendimentos e contemplam os segmentos residencial e loteamento.

No trimestre, 100% do volume de lançamentos são elegíveis ao crédito com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS), mantendo o foco da companhia no segmento de imóveis econômicos, que, segundo a MRV, apresenta maior resiliência. No igual período do ano passado, os lançamentos enquadrados na linha de FGTS respondiam por 79% do total e, no quarto trimestre, essa fatia estava em 96%.

"Continuamos a abastecer os estoques das regiões que tiveram alterações positivas nos limites das cidades, e também em cidades com estoque abaixo do potencial de mercado", afirmou a administração da empresa. O preço médio por unidade lançada nos três meses iniciais de 2016 caiu 2,2% para R$ 146 mil, na comparação com igual período do ano passado. Já na relação com os três meses finais de 2015, a baixa foi de 3,5%.

De acordo com a análise do BTG Pactual, a geração de caixa da companhia foi sólida novamente; eles destacam que o segmento de média e baixa renda segue tendo um desempenho positivo, mas o valuation da ação da companhia já reflete essa performance superior. O Bradesco BBI destaca que os dados preliminares foram sólidos com alta recorde do fluxo de caixa livre para um trimestre; analistas veem espaço para melhora adicional do ROE.

Cosan
A empresa de infraestrutura e energia Cosan (CSAN3) informou que Mario Augusto da Silva assumiu a partir desta terça-feira o cargo de diretor-presidente da companhia, em substituição a Nelson Gomes, que renunciou ao posto. Silva possui cerca de 20 anos de experiência profissional, tendo atuado em empresas como PricewaterhouseCoopers, Booz Allen Hamilton e Odebrecht.

Nos últimos três anos, Silva ocupou o cargo de vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Braskem S.A. Com a renúncia de Gomes também do cargo de diretor de Relações com Investidores da Cosan, Paula Kovarsky, atual diretora de Relações com Investidores da Cosan Limited, passará a ser a nova executiva.

CSN
A CSN (CSNA3) recebe oferta para fusão do Sepetiba Tecon com a TCP, diz o jornal Valor Econômico. O jornal destacou que a participação acionária da nova empresa não agradou a siderúrgica. O modelo de fusão interessa à companhia, mas a fatia de cada um na nova empresa de operação portuária, que nasceria com um portfólio forte, precisa ser melhor calibrada para decolar.

Oi
A Oi (OIBR4) está preocupada que apostas nos mercados de derivativos de crédito estimulem alguns de seus credores a pressionar a empresa a atrasar os pagamentos de sua dívida e está procurando caminhos para diminuir o impacto dessas apostas em sua saúde financeira, disseram 3 pessoas com conhecimento direto no assunto à Bloomberg.

Os investidores e bancos têm usado US$ 14,2 bilhões em derivativos de crédito para apostar se a Oi irá atrasar o pagamento de alguma de suas dívidas ou para se proteger no caso da companhia realmente não pagar seus empréstimos. A posição é a maior para uma empresa brasileira e quase igual ao tamanho da dívida total da Oi, de US$ 16,9 bilhões. O total líquido é de US$ 1 bilhão. A Oi teme que compradores de derivativos de crédito tenham pouco incentivo para dar fôlego à empresa, concordando em facilitar condições de pagamento em alguns de seus títulos ou empréstimos.

Uma possibilidade seria a Oi criar evento de crédito que ao mesmo tempo provoque o pagamento dos derivativos para efetivamente tirá-los de cena sem sem gerar aceleração do pagamento da maior parte de sua sua dívida, disseram as fontes. Eles estão analisando a situação e podem não seguir esta estratégia, disseram as pessoas. Já a Oi não quis comentar

“A estrutura de dívida e de capital da Oi é uma das mais complicadas que eu já vi e todos esses CDSs tornam a situação ainda mais difícil”, disse Carlos Gribel, chefe de renda fixa para Andbanc Brokerage LLC em Miami.

Siderúrgicas
As siderúrgicas vão aplicar novo aumento de dois dígitos em maio no aço plano. De acordo com o Valor, a Usiminas (USIM5) também aplicará aumento de 14% para o segmento da distribuição. No momento, está em negociações com clientes industriais - linha branca, autopeças, tubos e máquinas e equipamentos -, para aplicar no início de maio, o reajuste de 10% a 11% feito para o setor da distribuição.

Energias do Brasil
A Energias do Brasil (ENBR3afirmou que o volume total de energia distribuída pela empresa no primeiro trimestre de 2016 caiu 7,5% ante o mesmo período do ano passado, para 6.255.281 megatts-hora. O volume de energia vendida pelo grupo apresentou aumento de 42,1% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, somando 3.274 gigawatts-hora.

Minerva
A ação da Minerva (BEEF3) foi elevada de neutra para compra pelo Goldman Sachs.

Tractebel
A Tractebel (TBLE3) conclui aquisição de 50% da GD Brasil; o investimento na GD poderá chegar a R$ 24,3 milhões. 

Metalfrio
A Metalfrio (FRIO3) informou que o HSBC reduziu a zero sua participação na companhia.

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