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Lideradas por Rumo, siderúrgicas e Vale, 15 ações disparam mais de 6%; "só" 6 caem

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

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(Rafael Matsunaga/Wikimedia)

SÃO PAULO - O noticiário político volta a fazer preço nas ações da bolsa brasileira. Lideradas por Rumo, siderúrgicas e Vale, 15 ações do Ibovespa disparam mais de 6%, enquanto somente 6 caíam nesta sessão - todas expostas ao câmbio, que registrava forte queda de cerca de 2% nesta quinta-feira, também puxado pelo cenário político.

Veja mais: Analista que abriu venda em março diz que dólar pode cair até os R$ 2,66

No caso da Rumo, os papéis registravam a maior alta do Ibovespa nesta sessão depois de terem caído 17% na véspera em meio à possibilidade de ter que pagar de R$ 101 milhões a cerca de R$ 300 milhões de indenização à Agravia. Hoje, a empresa informou que fixou em R$ 2,50 o preço da ação em aumento de capital de R$ 2,6 bilhões - valor 18% abaixo da cotação atual.  

Confira os destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 10,58, +6,54%; PETR4, R$ 8,28, +7,66%)
As ações da Petrobras disparam em meio a notícias negativas para o governo Dilma e arrancada dos preços do petróleo no mercado internacional. O contrato Brent registrava alta de 5,78%, a US$ 41,71 o barril, em meio à expectativa de congelamento da produção da commodity por membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). 

Por outro lado, no radar da empresa, volta a assombrar os investidores notícia de que o governo segue pressionando a diretoria da empresa para que ela reduza o preço da gasolina e do diesel, como uma forma de reduzir a inflação, segundo informação de hoje da Folha de S. Paulo. Analistas acreditam que a medida seria extremamente prejudicial à companhia, que precisa de caixa para fazer frente aos seus quase R$ 500 bilhões de dívida.

A Petrobras se posicionou para tentar evitar o pedido de recuperação judicial de uma de suas fornecedoras, a Sete Brasil. Para isso, a estatal propõe a contratação de um mediador externo para negociar um acordo entre os sócios. Parte dos acionistas da Petrobras defende o pedido de recuperação judicial da Sete.

Ainda no noticiário da estatal, destaque para a notícia de que a petrolífera prorrogou por mais 30 dias o período de exclusividade para negociação com a Pampa Energia sobre possível venda de seus ativos na Argentina, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira. De acordo com a Petrobras, as negociações prosseguem e a transação ainda estará sujeita à aprovação de seus termos e condições finais pela diretoria executiva e por seu Conselho de Administração, bem como pelos órgãos reguladores competentes.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 20,19, +7,74%)
Com elevada exposição ao cenário do eventual impeachment presidencial, os bancos também reagem bem ao noticiário político. As ações das três principais instituições financeiras da bolsa acumulavam ganhos superiores a 4% nesta manhã. No noticiário do Banco do Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) rejeitou na última quinta-feira um acordo com diretores do banco no caso envolvendo o fundo Visanet. No caso foram acusados três diretores do banco, dentre os quais Fernando Barbosa de Oliveira e Paulo Euclides Bonzanini, por falta de diligência no exercício de suas funções.

As supostas irregularidades praticadas estão relacionadas às Ações de Incentivo do Fundo Visanet, incluindo antecipações de recursos à agência DNA Propaganda. Segundo a acusação, nos anos de 2003 e 2004, alterações nos procedimentos internos do banco teriam permitido que recursos financeiros fossem repassados à agência sem a definição prévia da ação de incentivo a que se destinava, dificultando a fiscalização sobre a utilização dos recursos.

Após serem intimados pela CVM, Fernando de Oliveira e Paulo Bonzanini apresentaram suas defesas acompanhadas de propostas de termo de compromisso prevendo o pagamento à Autarquia no valor individual de R$ 120 mil. Proposta que foi rejeitada pela autarquia, levando os dois a elevarem a proposta para R$ 250 mil, que está sendo rejeitada agora pela CVM.

Também no noticiário dos bancos, vale ressaltar que o Citi rebaixou recomendação sobre as ações do Bradesco (BBDC4, R$ 27,61, +5,70%) de neutra para venda e do Itaú Unibanco de compra para neutra.

BM&FBovespa (BVMF3, R$ 16,00, +5,61%) e Cetip (CTIP3, R$ 42,29, +2,45%)
A BM&FBovespa comunicou após o encerramento do pregão desta quinta-feira (7) que alienou todas as ações de emissão do CMEGroup que detinha, o que equivale a 13,6 milhões ações classe A, ou 4% do total de ações emitidas pelo grupo. E esta venda pode ser o primeiro passo para a confirmação da fusão da Bolsa com a CetipDe acordo com o comunicado, "a alienação das ações do CME Group teve como objetivo obter recursos para fazer frente às necessidades da Companhia no contexto da proposta combinação de negócios com a CETIP". A operadora da Bolsa já fez duas propostas para a aquisição, de R$ 39 e R$ 41 por ação, sendo que ambas foram rejeitadas.

Na quarta-feira, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que a fusão já estava aprovada e só faltava o aval dos conselhos das duas empresas para fechar a operação avaliada em R$ 40 bilhões. Mais tarde, a Reuters disse que a aprovação deveria ocorrer em até 48 horas. Apesar disso, a BM&FBovespa disse em comunicado ao mercado "que não existe qualquer nova informação que justifique a divulgação de novo fato Relevante ou que deva ser comunicada ao mercado, sobre a oferta realizada em 19 de fevereiro" além do que já foi informado pela companhia.

Sobre a alienação da participação no CME, a Bovespa afirmou hoje que as duas empresas "continuarão trabalhando em conjunto no desenvolvimento e listagem cruzada de produtos nas respectivas bolsas, assim como manterão a cooperação tecnológica". CME Group informou que não pretende reduzir sua participação acionária na BM&FBovespa, que é atualmente de 4%. Além disso, CharlesCarey seguirá como membro do Conselho de Administração da companhia. Por outro lado, a Bovespa disse que Edemir Pinto, Diretor Presidente da BM&FBovespa, pediu sua renúncia do conselho do CME Group, o qual ele faz parte desde 2011.

Exportadoras
Dos 11.500 contratos de swap cambial que o Banco Central poderia colocar à venda, foram vendidos apenas 3.000. A notícia ajuda a puxar o dólar futuro para queda de 1,76% nesta sessão, cotado a R$ 3,651, assim como o noticiário político, em meio às chances maiores de impeachment da presidente Dilma. A queda do dólar hoje empurra as empresas exportadoras para o campo negativo do Ibovespa, com JBS (JBSS3, R$ 9,73, -4,61%) liderando as perdas do Ibovespa. Ontem, uma matéria da Bloomberg apontava que a companhia poderia perder R$ 5 bilhões no 1° trimestre de 2016, com seus derivativos de câmbio depois de o real registrar o maior ganho entre 150 moedas do mundo todo no primeiro trimestre (para ver a reportagem completa, clique aqui). 

As demais quedas do Ibovespa hoje também eram de exportadoras, com as ações do setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 29,12, -3,67%), Klabin (KLBN11, R$ 16,99, -2,91%) e Suzano (SUZB5, R$ 11,06, -2,12%), além da fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3, R$ 22,23, -2,11%). 

Rumo Logística (RUMO3, R$ 3,05, +12,96%)
Entre os destaques de alta do dia figura a Rumo, que disparam hoje após ter desabado 17% ontem, em meio à possibilidade de ter que pagar de R$ 101 milhões a cerca de R$ 300 milhões de indenização à Agravia. Hoje, a empresa informou que fixou em R$ 2,50 o preço da ação em aumento de capital de R$ 2,6 bilhões - valor 18% abaixo da cotação atual. O capital social da empresa será aumentado mediante subscrição de novas ações, nos termos do artigo 6º do Estatuto Social da Companhia, no valor de R$ 2,60 bilhões e com a emissão de 1,04 bilhão novas ações ordinárias.

Com isso, o capital social da Rumo passa de R$ 5.451.490.166,79 para R$ 8.051.490.166,79, dividido em 1.339.015.898 ações ordinárias. "A companhia buscou reequilibrar sua estrutura de capital, visando o atendimento do seu plano de negócios de longo prazo", diz o comunicado.

Entre as medidas destacadas pela Rumo estão: (i) um aumento de capital; (ii) a renegociação de determinadas dívidas com instituições financeiras com vencimento entre 2016 e 2018; e (iii) a negociação de novos financiamentos junto ao BNDES.

BTG Pactual (BBTG11, R$ 17,84, +3,90%)
Fontes informaram a Bloomberg que o BTG Pactual estaria interessado em fazer cisão de US$ 1,6 bilhão da unidade de commodities. O banco também deverá renomear a unidade para Engelhart Commodities.

OGPar (OGXP3, R$ 0,09, +12,50%)
A petrolífera convocou debenturistas para uma assembleia em 20 de abril. A ideia é propor a conversão de debêntures em ações.

Dasa
A companhia do setor de saúde informou o mercado que seu conselho de administração aprovou a realização da sexta emissão, em série única, de 20.000 debêntures simples, não conversíveis em ações, com valor nominal unitário de R$ 10.000,00, com valor total de R$ 200.000.000,00 na data de emissão (20 de abril). As debêntures terão prazo de três anos contados da data de emissão, e a remuneração será de 120% da variação acumulada das taxas médias diárias dos DIs.

Segundo o comunicado enviado ao mercado, os recursos obtidos serão integralmente utilizados para refinanciamento de dívidas de curto prazo, incluindo a quitação integral das debêntures simples, não conversíveis em ações, da segunda emissão da companhia; e o saldo, se houver, para reforço no capital de giro.

General Shopping (GSHP3, R$ 2,80, +1,82%)
A companhia conseguiu aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para a venda do Parque Prudente à J3.

Fertilizantes Heringer (FHER3, R$ 1,50, +0,67%)
A Fertilizantes Heringer comunicou seus acionistas e mercado em geral que a assembleia geral de debenturistas, realizada em 31 de março de 2016, aprovou a não declaração de vencimento antecipado da emissão, referentes ao exercício de 2015, e o pagamento pela companhia aos debenturistas de prêmio no valor de 1,50% sobre o saldo do valor unitário acrescido da remuneração em 31 de março de 2016 em cinco dias úteis contados da data da assembleia.

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