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Usiminas dispara 128% em 6 pregões; BofA corta Embraer e ação afunda 5%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

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(Shutterstock)

11h45: Embraer (EMBR3, R$ 22,26, -4,95%)
As ações da Embraer afundam nesta sessão, liderando as perdas do Ibovespa. Os papéis seguem forte desempenho negativo em meio à queda do dólar frente ao real e divulgação do balanço do 4° trimestre na semana passada, que veio mais fraco do que o mercado esperava, com o ponto extra para o guidance ruim para 2016. Nesta sessão, o peso a mais vem por conta de um relatório do Bank of America Merrill Lynch, que cortou a recomendação da ação de compra para neutra. Desde o dia 2 de março, as ações da companhia já desabaram 24% até agora.   

11h25: Petrobras (PETR3, R$ 9,54, -0,21%; PETR4, R$ 7,61, +0,13%)
As ações da Petrobras perdem força, acompanhando o desempenho do mercado, com o Ibovespa amenizando os ganhos. A estatal era puxada pelo preço do petróleo no mercado internacional, que acentuava a queda. Lá fora, o contrato do Brent recuava 1,02%, a US$ 40,65 o barril.

11h02: BM&FBovespa (BVMF3, R$ 15,01, +1,69%)
As ações da BM&FBovespa estendem rali e renovam neste pregão máxima desde janeiro de 2008, indo para o patamar dos R$ 15,00. Em relatório, o BTG Pactual disse que a ação já está precificando um patamar de volume de mais de R$ 1 bilhão acima das suas projeções inicias. Segundo eles, todo esse rali do papel (+49% desde a mínima de janeiro) recai sobre o cenário macroeconômico, que se seguir esse rali, dá para imaginar que os volumes vão seguir crescendo e o papel performando bem.
Para eles, a companhia é a que mais se beneficia da melhora do mercado. "Sem dúvida, o risco/retorno do papel a R$ 15,00 é pior do que a cerca de R$ 11,00, mas ainda mais atrativo do que as ações do Banco do Brasil ou mesmo os bancos privados", comentaram os analistas. Dito isso, se o mercado não melhorar, o papel pode sofrer correção, mas operar vendido agora parece muito arriscado, ainda mais com o tema de uma possível fusão com a Cetip pairando sobre o case, acrescentaram.  

Veja mais: A ação favorita para ganhar em meio ao bom humor dos investidores com o Brasil


10h47: PetroRio (PRIO3, R$ 2,05, -2,38%) 
A PetroRio informou que a companhia não realizará novos investimentos e encerrará suas atividades exploratórias na Namíbia. A companhia informou que, “após um longo período de diálogos com o governo namibiano”, optou por não prosseguir com as suas licenças de exploração de petróleo na Namíbia e, assim, não realizará novos investimentos naquele país. "A decisão está em linha com a estratégia de crescimento da companhia por meio da aquisição de campos em produção e redução da exposição ao risco exploratório". 

10h40: Copel (CPLE6, R$ 27,12, +1,04%) 
A Copel teve a sua recomendação rebaixada de overweight para neutra pelo JPMorgan.

10h38: SLC Agrícola (SLCE3, R$ 16,59, +3,11%) 
A SLC Agrícola encerrou o quarto trimestre de 2015 com um lucro líquido de R$ 35,33 milhões,  alta de 104,6% na comparação com o resultado de R$ 17,27 milhões no mesmo período do ano passado. A companhia lucrou R$ 121,17 milhões em 2015, 72,7% acima do resultado de 2014.

 A receita líquida somou R$ 583,62 milhões no quarto trimestre de 2015, alta de 33,1% ante o mesmo período de 2014. No acumulado de 2015, a receita ficou em R$ 1,761 bilhão, 17,5% superior ao de 2014. O Ebitda somou R$ 151,89 milhões no quarto trimestre e R$ 339,74 milhões em 2015, altas de 62,3% e 6,1%, respectivamente.

Segundo o BTG Pactual, o resultado confirmou um bom ano de 2015 para a companhia em termos de geração de caixa. Para esse ano, os analistas acreditam que a empresa vai se desalavancar, em vista dos menores investimentos em área plantada e melhores margens operacionais. 

10h37: Bradesco (BBDC4, R$ 25,48, +1,47%)  
O Bradesco obteve aval do Cade para assumir 100% das ações da LeaderCard. O resultado da operação fará com que Bradesco passe a deter titularidade da totalidade das ações da LeaderCard em negócio fechado com União de Lojas Leader, varejista que tinha o BTG Pactual como titular direto e indireto de 70% do seu capital, segundo documento do Cade.

Como consequência de uma reestruturação, a União de Lojas Leader passará a deter a titularidade direta da totalidade das ações da Leader Promotora. A operação foi aprovada sem restrições pelo Cade.

10h33: Oi (OIBR4, R$ 1,40, +1,45%)
A operadora de telefonia Oi informou nesta quarta-feira que contratou a PJT Partners como assessor financeiro para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras e estratégicas para otimizar sua liquidez e seu perfil de endividamento.

No início de março, a Reuters noticiou a contratação da PJT Partners e do Rothschild para refinanciar cerca de 13 bilhões de reais de dívidas que vencem no final do próximo ano, segundo duas fontes.

A Oi disse, ainda, que "o foco operacional e comercial da companhia permanece inalterado".

10h28: Vale (VALE3, R$ 14,72, +1,52%;VALE5, R$ 10,92, +0,37%)
Depois de subirem 3% na abertura, as ações da Vale perderam força e viraram para queda, pressionadas por três notícias negativas, a começar pelo corte de recomendação de compra para manutenção pela Stifel. Além disso, Ministério do Comércio da China disse nesta quinta-feira que não recebeu um pedido de aprovação regulatória das mineradoras Vale e Fortescue Metals Group com relação à sua planejada joint venture. O ministério disse em um fax enviado à Reuters que analisaria o acordo segundo a lei se receber o pedido.

Também no radar da companhia o minério de ferro teve leve queda de 0,17% nesta sessão, indo para US$ 57,92 a tonelada no porto de Qingdao, na China. Essa é a segunda queda seguida depois que o minério disparou quase 20% na terça-feira. Contrariava o movimento da Vale as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 5,06, +1,20%), holding que detém participação na mineradora. 

No mesmo sentido, as ações das siderúrgicas também subiam forte hoje, com destaque para Usiminas (USIM5, R$ 2,14, +11,46%), que disparava cerca de 130 nos últimos 6 pregões com o mercado à espera de novidades sobre um possível aumento de capital que pode ser definido em reunião do conselho de administração, programada para sexta-feira (11). As demais ações do setor seguiam o movimento positivo, com Gerdau (GOAU4, R$ 5,04, +3,06%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,94, +3,74%) e CSN (CSNA3, R$ 6,90, +1,17%). 

A Usiminas afirmou nesta quarta-feira que até o momento ainda não há qualquer decisão sobre uma operação de aumento de capital ou de injeção de recursos na companhia, em meio à discussão dos acionistas controladores da companhia sobre um resgate financeiro da siderúrgica. Em comunicado ao mercado, a Usiminas confirmou que o assunto será tratado em reunião de seu Conselho de Administração marcada para sexta-feira.

"Está efetivamente convocada reunião para 11 de março para deliberar, entre outras matérias, sobre as providências e condições para injeção de recursos na companhia, incluindo a possibilidade de aprovação de aumento de capital mediante a subscrição de novas ações", afirmou a Usiminas em comunicado ao mercado. Informações publicadas pela imprensa nesta quarta-feira afirmam que o grupo japonês Nippon Steel vai propor na reunião de sexta-feira um aumento de capital de 1 bilhão de reais na Usiminas e que está disposto a bancar a operação sozinho se outros acionistas não quiserem participar.

Uma fonte com conhecimento direto do assunto afirmou à Reuters na véspera que a decisão sobre o aumento de capital na Usiminas pode acabar parando na esfera judicial diante de possibilidade de alegação de quebra de dever fiduciário pelos conselheiros da empresa se a operação não for aprovada. O grupo Nippon Steel considera o aumento de capital, aliado a uma renegociação de dívidas da Usiminas com bancos credores, como único caminho para que a siderúrgica evite um pedido de recuperação judicial. Já Techint, que divide o controle da Usiminas com o grupo japonês, disse na terça-feira que considera como melhor alternativa para aliviar o endividamento da Usiminas e proteger os acionistas um "aporte limitado de capital", aliado a uso de recursos da unidade Mineração Usiminas, além da renegociação com os bancos.

10h24: QGEP (QGEP3, R$ 10,77, -0,09%) 
A QGEP divulgou resultado, com prejuízo líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 159,4 milhões no quarto trimestre de 2015. Em igual período do ano passado, a empresa lucrou R$ 66,2 milhões. A receita líquida foi de R$ 133,5 milhões no quarto trimestre, alta de 8,1% quando comparado aos R$ 123,5 milhões registrados no mesmo período de 2014. 

Segundo o BTG Pactual, resultado foi pior que o esperado, com a companhia devolvendo o bloco BM-J-2, que teve um impacto negativo de R$ 333 milhões. A ação continua sendo a única compra no setor para o banco, com os analistas acreditando que só pelo valor de Manati o papel já consegue ser sustentado. 

10h23: OdontoPrev
A OdontoPrev (ODPV3) registrou lucro líquido foi de R$ 220,9 milhões em 2015, enquanto a receita de vendas somou R$ 1,25 bilhão no ano.

De acordo com o BTG Pactual, o resultado foi positivo, destacando dois pontos: (i) segmento corporativo voltou a apresentar uma desaceleração, como reflexo do desaquecimento do mercado de trabalho, principalmente no final do ano passado (algo que deve continuar pressionando crescimento de ODPV em 2016) e (ii) do lado positivo, produtos mais rentáveis (maiores margens de contribuição) como planos PME e individuais continuaram aumentando a participação no mix consolidado. 

10h20: Magnesita
A Magnesita (MAGG3) encerrou o quarto trimestre de 2015 com prejuízo líquido de R$ 143 milhões, alta de 87% na comparação anual, enquanto a receita líquida somou R$ 898 milhões, alta de 25%. No mesmo período, o Ebitda foi de R$ 53,7 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 17,2 milhões no quarto trimestre de 2014. No ano de 2015, a companhia teve prejuízo de R$ 1,06 bilhão e decidiu não pagar dividendos relativos a 2015. 

10h18: Hypermarcas e RaiaDrogasil
As ações da Hypermarcas (HYPE3, R$ 26,94, +2,47%) e RaiaDrogasil (RADL3, R$ 47,60, +1,00%) eram puxadas por rumores sobre um potencial aumento de preço dos medicamentos de 12% que, se confirmado e que poderia ser muito bom para as duas ações, comentou o Credit Suisse, em nota a clientes nesta quinta-feira.

10h15: GP Investments e BR Properties
A GP Investments informou que a GPIC, controlada da companhia, e a THB, controlada pela Abu Dhabi Investment Authority, celebraram compromisso de subscrição vinculante que assegura a um fundo da GP Investments recursos suficientes para liquidar oferta pública de aquisição (OPA) de até 172.407.104 ações ordinárias da BR Properties (BRPR3, R$ 8,87, +0,80%). O montante, em conjunto com as ações da BR Properties já detidas pelo fundo de private equity, representa até 70% do capital social da BR Properties, de acordo com comunicado da GP Investments na madrugada desta quinta-feira.

10h12: Natura (NATU3, R$ 28,35, +0,71%) 
A Natura informou que aplicará alíquota de 15% na retenção do imposto de renda na fonte para pagamento de Juros sobre o Capital Próprio na data prevista para pagamento do provento, no dia 20 de abril 

10h13: Daycoval (DAYC4, R$ 8,42, -1,17%)
O banco Daycoval não obteve anuência unânime de credores para a realização de OPA (Oferta Pública de Aquisição). A companhia fará oferta pública unificada por ações preferenciais.

10h11: T4F (SHOW3, R$ 5,35, +3,88%) 
A Time For Fun divulgou seus números do quarto trimestre, registrando alta de 134% da receita líquida, para R$ 229,4 milhões. Já o ucro líquido chegou a R$ 12,2 milhões, revertendo prejuízo de R$ 42,4 milhões registrado 12 meses antes. A margem Ebitda passou de 9,6% negativo para 7,1% positivo. 

Em 2015, a receita líquida teve leve queda, de R$ 552,9 milhões em 2014 para R$ 551 milhões. E, de prejuízo de R$ 70,3 milhões em 2014, ela reverteu em lucro de R$ 20,9 milhões em 2015. 

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