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Usiminas dispara até 26%, Petrobras vive turbulência e Vale afunda 6%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira

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(Peter Andrews/Reuters)

12h46: Petrobras (PETR3, R$ 9,66, +0,10%; PETR4, R$ 7,63, +2,14%)
As ações da Petrobras passaram 'susto' nesta tarde, chegando a cair 2%, mas logo voltaram para o positivo. Na máxima do dia, os papéis da estatal chegaram a subir 4%. Os ganhos acompanham os preços do petróleo subiam lá fora, com o contrato do Brent registrando alta de 2,88%, a US$ 40,79 o barril, após divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos. 

No radar da Petrobras, o governo pretende realizar o segundo leilão de áreas no pré-sal em 2017, conforme informou o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida. O modelo de leilão ainda deverá ser definido nos próximos seis meses. A medida visa estimular o setor, gerando atratividade para outras empresas, uma vez que há reservas de petróleo confirmadas. Ao todo, deverão ser ofertadas cerca de 20 áreas vizinhas a blocos já concedidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). 

Ainda no setor petrolífero, ganha destaque a notícia de que o governo estaria pressionando a Petrobras a investir em áreas subaproveitadas fora do pré-sal, como blocos da Bacia de Campos, hoje responsável pela maior parte da produção nacional. Conforme mostra reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, se fossem feitos novos investimentos, a área poderia render produção de mais 200 mil barris por dia e render R4 800 milhões em royalties. Os campos marginais improdutivos por mais de seis meses teriam suas concessões cassadas.

A Petrobras comunicou que a ICBC Leasing desembolsou US$ 1 bilhão. Os recursos fazem parte da estrutura de leasing financeiro da plataforma P-52, disse a companhia, destacando que a operação tem prazo de 10 anos e é decorrente do acordo de cooperação entre a Petrobras e o ICBC Leasing, assinado durante a visita do primeiro-ministro chinês Li Keqiang ao Brasil, em maio de 2015. A transação faz parte da estratégia financeira de diversificar suas fontes de financiamento, disse a Petrobras. 

Ainda no radar da estatal, a CNPE autorizou a renovação de concessão de campos da Petrobras. Os prazos de vigência dos campos da Rodada Zero, realizada em 1998 e que ratificou os direitos da Petrobras na forma de contratos de concessão, serão prorrogados com base em algumas condições. 

12h24: Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 14,09, -6,25%; VALE5, R$ 10,59, -5,69%) seguem em forte queda nesta sessão, acompanhando o movimento do preço do minério de ferro, que caiu 8,8% no porto de Qingdao, indo a US$ 58,02 a tonelada. Acompanham o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 4,94, -6,98%), holding que detém participação na mineradora.   

12h23: Frigoríficos
As ações dos frigoríficos disparam nesta sessão, depois de terem sido penalizadas nos últimos dias por conta da queda do dólar frente ao real. JBS (JBSS3, R$ 11,73, +4,92%), Marfrig (MRFG3, R$ 6,45, +2,38%) e Minerva (BEEF3, R$ 11,70, +3,08%) subiam forte. 

Em relação à Minerva, a alta reflete também números bons para o 4° trimestre. A companhia informou que encerrou o quarto trimestre de 2015 com lucro líquido de R$ 66,5 milhões, revertendo prejuízo de R$ 304 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A receita líquida somou R$ 2,753 bilhões no quarto trimestre de 2015, alta de 29,4% sobre os R$ 2,127 bilhões do mesmo período de 2014. Já o Ebitda somou R$ 337,0 milhões, alta de 71,7% sobre os R$ 196,3 milhões do mesmo período do ano de 2014. Já a margem Ebitda foi de 9,2% no quarto trimestre de 2014 para 12,2%. 

Segundo o Bradesco BBI, os bons resultados refletem melhores condições do setor no Brasil, o que deverá traduzir-se em um forte 2016”; “dívida líquida/EBITDA deve, finalmente, cair abaixo de 3 vezes em 2016, preparando terreno para a geração de caixa sustentável”. O Credit Suisse destacou que a empresa mostrou uma boa melhora na parte operacional (margem Ebitda de 12,2% no 4° trimestre, contra 11,6% no 3° trimestre e 9,2% no 4° trimestre de 2014), principalmente em função de um maior "spread" entre a operação de carne e arroba do boi. 

Os analistas do Credit ponderam, no entanto, que o cenário que vem sendo traçado para os próximos trimestre é desafiador, com provável desaceleração dos ganhos em função de menores preços de exportação e o ambiente desafiador para a demanda doméstica. Ainda assim, eles ressaltaram que veem bom potencial de valorização para a ação da Minerva. 

11h03: Usiminas (USIM5, R$ 1,95, +25,81%)
As ações da Usiminas disparam 17% após notícia de que o grupo Nippon Steel vai propor na reunião do Conselho de Administração da Usiminas um aumento de capital de cerca de R$ 1 bilhão e está disposta a bancar sozinha a injeção de recursos caso outros sócios na siderúrgica brasileira não queiram participar da operação, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto disse a Reuters na terça-feira.

O objetivo da Nippon, que divide o controle da Usiminas com o grupo ítalo-argentino Techint, é que a aprovação do aumento de capital pelo Conselho da companhia ajude a convencer bancos credores a aceitarem carência no vencimento de dívidas de curto prazo que ameaçam a solvência da empresa. A reunião do Conselho de Administração da Usiminas está marcada para a sexta-feira.

A expectativa do grupo japonês é que a injeção de recursos via aumento de capital possa ocorrer três meses após o Conselho da Usiminas aprovar a operação, considerada pela Nippon como única saída para evitar que a siderúrgica brasileira seja obrigada a fazer um pedido de recuperação judicial, disse a fonte que pediu para não ser identificada.

Ontem, os papéis da siderúrgica, que operavam no negativo, dispararam 8% no leilão de fechamento "antecipando" uma notícia que foi publicada na Bloomberg poucos minutos após encerrar o pregão. Segundo informações da agência, a ítalo-argentina Ternium defendeu nesta tarde uma negociação para prolongar o vencimento das dívidas da siderúrgica, que atualmente corre o risco de precisar pedir recuperação judicial. 

10h47: Construção civil 
As ações do setor de construção civil disparam nesta sessão, com mercado precificando Selic mais baixa esse ano, notícia de que o governo avalia medidas adicionais para estimular o crédito imobiliário e aumento da aversão ao risco entre os investidores diante do cenário político. Neste momento, disparavam as ações da Rossi (RSID3, R$ 5,80, +8,21%), Eztec (EZTC3, R$ 15,19, +3,62%), Lopes Brasil (LPSB3, R$ 3,09, +3,34%), Helbor (HBOR3, R$ 1,69, +3,05%), Cyrela (CYRE3, R$ 9,94, +2,69%) e Tecnisa (TCSA3, R$ 2,76, +2,22%) - todas registrando ganhos acima de 2%. 

Segundo o jornal O Globo, o governo avalia medidas adicionais para estimular o crédito imobiliário para dar um fôlego à construção civil. Para enfrentar o problema, empresários do setor pediram à equipe econômica uma nova alteração nos compulsórios — dinheiro captado pelos bancos com a caderneta de poupança e que fica retido no Banco Central (BC) — para injetar no mercado R$ 25 bilhões. 

10h41: Eletrobras (ELET3, R$ 6,91, +2,07%; ELET6, R$ 11,20, +2,85%) 
Segundo o Valor, a Furnas, subsidiária da Eletrobras, avalia adquirir linhas da Abengoa no País. Ontem, a transmissora de energia elétrica Taesa (TAEE11), controlada pela estatal mineira Cemig e pelo fundo Coliseu, informou não avaliará a aquisição de ativos da espanhola Abengoa no Brasil se o governo federal não permitir uma majoração na receita anual estabelecida para os empreendimentos, conforme afirmou à Reuters nesta terça-feira o presidente da companhia, José Aloíse Ragone.

O Ministério de Minas e Energia tem procurado interessados em assumir concessões da Abengoa desde que a empresa paralisou todos os projetos no Brasil ao final do ano passado, quando a matriz da empresa entrou com pedido preliminar de recuperação judicial na Espanha.

"Não faz sentido nenhum, e não vamos envidar nenhum esforço, estamos em espera... não iremos avaliar as concessões se não houver elevação na receita e nos prazos", disse o executivo.

10h36: Anima (ANIM3, R$ 11,86, +2,33%)
Apesar de números fracos no 4° trimestre, as ações da Anima sobem puxadas pela euforia generalizada do mercado. A companhia registrou receita líquida de R$ 214,6 milhões, ante estimativa de R$ 212,3 milhões, com alta de 1,5% na comparação anual. O lucro líquido ajustado foi de R$ 10,2 milhões, com queda de 56% na mesma base de comparação anual. Já o Ebitda ajustado somou R$ 25,5 milhões, com queda de 18%, enquanto o margem Ebitda ajustado foi de 11,9%, ante 14,8% no quarto trimestre de 2014.  

Para o BTG Pactual, a Anima soltou um balanço fraco, ressaltando que o "momentum" para os lucros deve seguir pressionado, sem expectativas de melhora no curto prazo. O Credit Suisse ressaltou que vê mais pressão nas margens ao longo do ano, em meio à queda da base de alunos esperada para 2016 (com custos e opex não ajustados para esse cenário). 

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