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Bolsa fechada hoje, mas 15 notícias prometem mexer com as ações na terça-feira

Nos destaques, Vale e Arcelor foram multadas em R$ 68 mi por prefeitura Vitória e diretor-executivo da AIE vê inviabilidade do pré-sal com petróleo em torno de US$ 30,00

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - Dia de feriado em São Paulo mantém a Bovespa fechada nesta segunda-feira (25), mas o noticiário corporativo segue movimentado. Nos destaques, multa milionária da Vale, inviabilidade do pré-sal com petróleo barato, necessidade de aporte de R$ 7 bilhões da Eletrobras e dados operacionais da Eztec. Confira abaixo os destaques que devem agitar o mercado amanhã:

Vale
A Vale (VALE3; VALE5) e a ArcelorMittal foram multadas em R$ 34,2 milhões cada uma, totalizando R$ 68,4 milhões, pela prefeitura de Vitória (ES) por causarem danos ao meio ambiente com suas atividades no porto de Tubarão, que está com as atividades suspensas desde quinta-feira passada. O porto é responsável pelo embarque de mais de 30% da produção da mineradora e analistas do Bradesco BBI já alertaram para impactos sobre a empresa devido à interrupção da operação.  

Além disso, na sexta-feira, os bonds da Samarco - joint venture entre Vale e BHP - de emissão de US$ 1 bilhão, com vencimento em 2022, subiram US$ 0,052, para US$ 40,47, com informações de que o governo poderia assinar um acordo com a Samarco em fevereiro para reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais. Segundo o Valor, a empresa terá 10 anos para fazer pagamentos no total de R$ 20 bilhões. 

Petrobras
A cotação do petróleo em torno de US$ 30,00 o barril inviabiliza investimentos em novos projetos para extrair petróleo, incluindo o pré-sal, avalia a AIE (Agência Internacional de Energia). Os preços atuais tornam ainda arriscada a realização de leilões para abrir mais frentes para exploração "offshore" no futuro imeadiato, disse Faith Birol, diretor-executivo da agência ao Valor.

CSN
A CSN (CSNA3) planeja demitir cerca de 950 funcionários próprios na divisão de mineração em Congonhas, Minas Gerais, devido aos efeitos dos baixos preços do minério de ferro na receita da companhia, afirmou à Reuters nesta segunda-feira o diretor do Sindicato Metabase Inconfidentes, Rafael Ávila.

Além disso, a empresa quer reduzir em 35 por cento os custos com terceirizados, o que o sindicato acredita que irá se refletir em mais demissões. O Metabase não representa os terceirizados, mas calcula que haja cerca de 3 mil atualmente que trabalham para a companhia.

Desde 11 de janeiro, segundo Ávila, já foram desligados da área de mineração da companhia cerca de 230 dos 950 empregados próprios que a empresa planeja demitir. Até aquela data, a empresa tinha em torno de 4.750 funcionários.

As demissões, segundo Ávila, ocorrem na mina Casa de Pedra e na companhia Namisa, controlada pela CSN. Entretanto, segundo o sindicalista, a empresa informou que não haverá corte na produção devido às demissões.

Além disso, a CSN confirmou a paralisação para manutenção do alto-forno 2 da usina de Volta Redonda (RJ) por 90 dias. "O alto-forno 2 realmente entrou em manutenção no fim de semana. Ficará parado por 90 dias. Após esse período, a empresa vai analisar o que fazer", informou a assessoria de imprensa da CSN.

Petrobras e Braskem
A Petrobras já está em negociações para vender sua participação na Braskem, com interesse de grandes petroquímicas internacionais no ativo, e trabalha para que o negócio seja fechado ainda no primeiro semestre, disse uma fonte da estatal à Reuters nesta sexta-feira. 

"As conversas já começaram. A venda da parte da Petrobras está em discussão e ela está no ponto para ser vendida... A ideia é vender toda a participação", disse a fonte, que falou sob condição de anonimato. 

Segundo a fonte, o ideal é que o negócio seja definido ainda no primeiro semestre. "Há interessados no mercado internacional na Braskem. O interesse já foi manifestado por grandes grupos focados no setor petroquímico", revelou a fonte, que não quis estimar uma valor para a operação. 

A Petrobras tem 47 por cento das ações ordinárias da Braskem e quase 22 por cento dos papéis preferenciais, ou 36,1 por cento do capital total da petroquímica. A Odebrecht possui 50,1 por cento das ações com direito a voto e cerca de 23 por cento das preferenciais. 

Considerando os preços das ações da Braskem na bolsa, a fatia da Petrobras na petroquímica tem valor de mercado acima de 5 bilhões de reais, mas normalmente há um prêmio em operações envolvendo acionistas no bloco de controle. 

A Odebrecht tem direito de preferência de compra da fatia da Petrobras na Braskem, mas não deve ampliar sua participação na petroquímica, de acordo com a fonte da petroleira, num momento em que o grupo de construção se vê envolvido nas investigações da operação Lava Jato. 

A ação preferencial da Braskem foi uma das mais valorizadas entre as componentes do Ibovespa em 2015, com alta de 66,2 por cento no ano, em meio ao cenário positivo da alta do dólar para as exportações, internacionalização de suas operações e queda do preço do petróleo. 

A venda da fatia na Braskem está no contexto de um amplo plano de desinvestimentos da Petrobras para fazer frente às grandes dívidas da companhia e plano ainda vultoso de investimentos, num momento em que os preços do petróleo no exterior estão próximos das mínimas em 12 anos.

O barril da commodity no mercado internacional está na faixa dos 30 dólares, com excesso de oferta e dúvidas sobre a demanda sobretudo na China, segunda maior economia do mundo. Procuradas, Petrobras e Odebrecht não comentaram o assunto de imediato. A Braskem informou que se trata de uma questão de seus acionistas e que não iria se manifestar. 

Eletrobras
Em resposta à reportagem de O Globo, a Eletrobras (ELET3; ELET6) disse que vê necessidade de aporte da ordem de R$ 7 bilhões e que o capital seria necessário para que as distribuidoras atendessem as metas estabelecidas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na renovação de suas concessões. A matéria do jornal apontava que o governo estaria preparando uma capitalização de R$ 6 bilhões, já previstos no Orçamento deste ano.

Segundo a companhia, a proposta da administração é que o aporte seja feito diretamente da União, mediante a cessão de direito de preferência pela Eletrobras. A nova assembleia será convocada para deliberar sobre o assunto.

Pão de Açúcar
Os escritórios americanos de advocacia Brower Piven, Johnson & Weaver, Bragar Eagel, Howard G. Smith e Block & Leviton informaram que estudam fazer uma ação coletiva contra a Cnova, empresa de comércio eletrônico do grupo Casino - dono do Pão de Açúcar (PCAR4) -, em nome de acionistas que perderam dinheiro com a desvalorização dos papéis da companhia.

A Cnova é acusada de má gestão por causa das denúncias de que funcionários roubavam produtos de centros de distribuição da companhia no Brasil e de ter fornecido informações financeiras equivocadas, superestimando os dados sobre vendas. No total, já são treze escritórios interessados em participar de uma ação coletiva contra a empresa.

Copel
A Copel, companhia paranaense de energia, informou nesta segunda-feira que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou novo financiamento de 300 milhões de reais, destinado ao Complexo Eólico Brisa Potiguar, no Rio Grande do Norte.

"O apoio se dará através da emissão privada de debêntures, as quais serão subscritas pelo BNDES e BNDESPar", disse a Copel em comunicado, acrescentando que os títulos terão duas séries, sendo uma atrelada à TJLP e a outra ao IPCA. A operação tem prazo de 16 anos.

EZTec (EZTC3)
As vendas líquidas contratadas da EZTec somaram R$ 81 milhões no quarto trimestre, numa queda de 77% em relação aos R$ 346 milhões em vendas de igual período de 2014. Em 2015, as vendas contratadas somaram R$ 412 milhões, recuo de 53% em relação a 2014. A velocidade de comercialização medida pelo VSO (vendas sobre oferta) ficou em 10,4% no quarto trimestre, ante 14,9% na comparação anual.

A companhia não lançou novos produtos no quarto trimestre de 2015, mas adquiriu 50% de participação no projeto Chácara Cantareira, adicionando um valor geral de vendas (VGV) de R$ 28,8 milhões ao período, ante lançamentos de R$ 454 milhões de outubro a dezembro de 2014. A EZTec encerrou 2015 com R$ 226 milhões em lançamentos, baixa de 79% em relação ao ano anterior.

Forjas Taurus
A Forjas Taurus (FJTA4) aprovou repactuação de R$ 85 milhões de operações de pré-pagamentos de exportações com o Banco Pine, segundo comunicado enviado pela empresa à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A operação tem prazo de 30 dias de carência para amortização de principal, em parcelas mensais de 25 de fevereiro de 2016 a 25 de maio de 2017, totalizando 486 dias de prazo.  

BR Properties (BRPR3)
A BR Properties informou que concluiu a venda de seu conjunto Edifício Cidade Jardim, em São Paulo, para a Brookfield, pelo valor de R$ 130 milhões. A empresa pretende utilizar os recursos da venda para reforçar o caixa, pagar dividendos aos acionistas e reduzir sua dívida líquida.

Eletrobras (ELET3; ELET6)
O Ministério de Minas e Energia confirmou que ocorrerá uma capitalização na Eletrobras. O desembolso, previsto no orçamento de 2016, será de R$ 5,950 bilhões. A edição desta sexta-feira do jornal “O Globo” informa que os recursos serão usados ainda neste ano para sanear dívidas das seis distribuidoras deficitárias controladas pelo grupo estatal (Cepisa, Ceal, Eletroacre, Ceron, Boa Vista Energia e Amazonas Distribuidora de Energia), o que viabiliza a privatização destes ativos.

Contax
A Contax (CTAX11) informou que seu diretor executivo de finanças e de relações com investidores, José Roberto Beraldo, se desligará da empresa no final do mês para assumir novos desafios. Com a saída, as atividades serão assumidas interinamente por Daniel de Andrade Gomes, diretor de tesouraria e de relações com investidores da empresa. 

Tereos (TERI3)
A Tereos divulgou informações sobre o laudo de avaliação de suas ações para realizar a oferta pública de aquisições que irá tirar a companhia da Bolsa. De acordo com comunicado, o avaliador apurou o valor econômico das ações R$ 56,01 e R$ 61,60. Apesar desta informação, a companhia decidiu manter sua oferta conforme foi divulgado em 4 de dezembro do ano passado, com os papéis a R$ 65,00, ficando acima do preço-justo.

Alpargatas (ALPA3)
A Alpargatas comunicou que seu acionista controlador, a J&F Investimentos, submeteu para registro perante a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) toda a documentação referente à oferta pública de aquisição das ações. A companhia disse que manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados sobre o andamento da OPA.

CCX (CCXC3)
Após as recentes notícias de que Eike Batista venderá grande parte de sua participação na CCX para a 9 West Finance, o executivo afirmou em nota que após a empresa solicitar cópias dos documentos e outras informações relacionadas à operação pretendida, ele está impedido de divulgar o teor e conteúdo de tais documentos no presente momento.

 

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