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O que PetroRio e Queiroz Galvão estão fazendo para evitar serem a "próxima OGX"

Companhias menores de petróleo lutam para manterem suas operações em um cenário onde o petróleo segue em forte queda e complica a geração de caixa

Petróleo - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A complicada situação vivida pela Petrobras (PETR3; PETR4) não é novidade para ninguém, mas o atual cenário para o petróleo também tem complicado a situação das empresas menores, caso da PetroRio (PRIO3), antiga HRT, e da Queiroz Galvão (QGEP3), que lutam para não terem o mesmo destino da OGPar (OGXP3), ex-OGX fundada por Eike Batista, que decidiu interromper as operações de seu único campo de petróleo devido à queda das cotações globais da commodity.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo neste fim de semana, as duas outras petroleiras nacionais que produzem campos marítimos estão chamando fornecedores para renegociar contratos e não descartam postergar investimentos se o barril permanecer no preço atual.

Diferente da Petrobras, essas empresas não têm receita com a venda de combustíveis para compensar os baixos ganhos com a produção de petróleo. Segundo avaliação de analistas, elas podem ter seus projetos inviabilizados pela cotação atual.

No ano passado, a PetroRio lançou um programa de renegociação de contratos que reduziu os custos de operação do campo de Polvo, na bacia de Campos, de US$ 240 milhões para US$ 130 milhões ao ano. De acordo com a publicação, agora a companhia chamou novamente os fornecedores tentando levar os custos para a casa de US$ 90 milhões.

Enquanto isso, a Queiroz Galvão tenta não só renegociar contratos, mas também estuda formas de "redução e racionalização" dos custos internos. A ideia é preservar caixa para o investimento no início da produção do campo de Atlanta, na bacia de SantosO fluxo de caixa negativo foi a justificativa dada pela OGpar para suspender as operações em Tubarão Martelo. Resta saber agora como as outras empresas conseguiram evitar o mesmo destino.

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