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Governo capitalizará Eletrobras em quase R$ 6 bi; Vale, Petrobras e mais 13 no radar

Moody's colocou o rating da mineradora Vale em revisão para rebaixamento, enquanto Petrobras informou que produção na plataforma P-31 segue interrompida; recomendações também estão no radar

Eletrobras 05
(Divulgação/Eletrobras)

SÃO PAULO - Enquanto o mercado deve ter um dia de alívio em meio ao BCE (Banco Central Europeu) e a recuperação dos preços do petróleo, o noticiário corporativo segue bastante movimentado, com destaque para blue chips como a Vale, perto de fechar um acordo com o governo em relação à Samarco, além de notícias de capitalização da Eletrobras. Confira os principais destaques da sessão desta sexta-feira (22): 

Eletrobras (ELET3)
Segundo o jornal O Globo, o governo fará capitalização de quase R$ 6 bilhões na Eletrobras. Com o aporte, a estatal renovará neste ano o contrato de concessão das distribuidoras Cepisa, Ceal, Eletroacre, Ceron, Boa Vista Energia e Amazonas Distribuidora de Energia, segundo a reportagem. 

 Depois de renovar os contratos, Eletrobras poderá dar início ainda este ano ao processo de privatização das distribuidoras, diz a reportagem; a expectativa é arrecadar mais que os quase R$ 6 bi que serão aportados. O aporte na Eletrobras está previsto no Orçamento de 2016, sancionado na semana passada pela presidente Dilma Rousseff.

O montante equivale à 2ª parcela do bônus de assinatura cobrado pelo governo no leilão de hidrelétricas antigas no ano passado. O Ministério de Minas e Energia confirmou a capitalização neste ano, segundo O Globo; a pasta disse que ainda estuda a forma como ela será feita.  

Vale  (VALE3;VALE5)
A Moody's colocou o rating da mineradora Vale em revisão para rebaixamento, informou a agência de classificação de risco nesta sexta-feira.

A nota de longo prazo da mineradora é de Baa3/Aa1.br. A agência citou a desaceleração da China, que está enfraquecendo a demanda por commodities e fazendo com que os preços atinjam seus níveis mais baixos em muitos anos.

Ainda no noticiário da companhia, o governo federal e a Samarco, joint venture da Vale com a BHP Billiton, estão próximos de fechar um acordo de cerca de 20 bilhões de reais por danos relacionados ao rompimento da barragem em Mariana (MG), disse o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams.

Os dois lados reuniram-se em Brasília nesta quinta-feira e as negociações "avançaram significativamente", com a probabilidade de conclusão de um esboço do acordo até o início de fevereiro, explicou Adams.

Petrobras (PETR3;PETR4)
Em resposta às perguntas feitas pela Bloomberg na noite de ontem, a Petrobras  disse que a produção da plataforma P-31 segue interrompida temporariamente e não há riscos às pessoas, aos equipamentos e nem ao meio ambiente. O vazamento de água oleosa, detectado na terça-feira na casa de bombas, foi estancado, disse a Petrobras.

A companhia informou o incidente às autoridades competentes e constituiu um grupo de trabalho composto por engenheiros da companhia e representante dos empregados para a avaliação do incidente. As equipes de manutenção trabalham no reparo definitivo da linha afetada e a produção será retomada após avaliação da equipe técnica. 

 Destaque ainda para a notícia de que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira resolução para "determinar à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que mantenha a atual sistemática de apuração dos preços mínimos do petróleo, considerados para o efeito do cálculo dos valores a serem pagos a título de royalties ou de Participação Especial, pelo menos até que a cotação do Petróleo Brent Dated alcance o patamar de US$ 50,00 por barril, considerando a média de sete dias consecutivos".  

Lojas Renner (LREN3)
A companhia varejista Renner enviou comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) afirmando quem na próxima reunião do conselho da companhia, ainda sem data para ocorrer, será proposto o pagamento de 40% do resultado do exercício de 2015 em dividendos e juros sobre capital próprio. De acordo com a nota da empresa, a decisão ocorre em meio a política de crescimento sustentado da companhia e seu plano de investimentos.

Oi (OIBR4)
O conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) adiou novamente a aprovação do acordo proposto pela Oi no valor de R$ 1,2 bilhão. O conselheiro Anibal Diniz estendeu, por até 30 dias, o prazo do pedido de vista do processo apresentado na reunião anterior, em dezembro.

A celebração do acordo com a Oi está condicionada à análise prévia das condições pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A assinatura garante a troca de valores de multas por investimentos em projetos com retorno financeiro negativo.

CSN (CSNA3)
O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ) instaurou inquérito civil para acompanhar as medidas de saúde relacionadas aos impactos da poluição sonora e atmosférica causada pela fábrica de cal da Companhia Siderúrgica Nacional  no bairro Siderville.

A fábrica foi instalada na região na década de 1970, nas proximidades do bairro, onde atualmente vivem cerca de 54 famílias. Os moradores relataram ao MPF, em reunião realizada no ano passado, que muitos sofrem problemas respiratórios e alérgicos e alguns são dependentes de medicamentos específicos. Na visita, a equipe do MPF pôde constatar o ruído produzido pela fábrica e sentir incômodos nos olhos e no nariz.

A partir da demanda da comunidade, o MPF cobrou medidas do município, que constituiu um grupo técnico para o levantamento das condições da saúde da população. Um levantamento populacional identificou 54 famílias e definiu a implantação de uma unidade de saúde de um programa relacionado à qualidade do ar na região.

O presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Siderville, Mário Luiz Mendonça, e servidores da prefeitura de Volta Redonda estiveram ontem (20) no bairro conversando com moradores e farão um novo cadastramento das famílias para saber a real situação das cerca de 250 pessoas que vivem na comunidade.

Educacionais
A Kroton (KROT3) teve sua recomendação cortada de overweight (exposição acima da média do mercado) para neutra pelo JPMorgan. A ação possui preço-alvo de R$ 9 por ação. Já a Anima (ANIM3) foi cortada de neutra para underweight (exposição abaixo da média do mercado), com preço-alvo de R$ 9,50. 

Localiza (RENT3)
A Localiza teve a sua recomendação cortada pelo Goldman Sachs de neutra para venda. O seu preço-alvo também foi cortado, de R$ 25,30 para R$ 20,00. 

Contax (CTAX4)
Segundo o Valor, a Contax está a um único passo de conseguir fechar a renegociação de suas dívidas. O jornal aponta que os credores, incluindo o BNDES, aceitaram dar à companhia seis anos para pagar sua dívida de R$ 1,4 bilhão. A empresa terá dois anos de carência para começar a pagar o principal dos compromissos e um ano para os juros e, para finalizar essa etapa, é preciso que as instituições que ofereceram garantiam ao banco de fomento nacional emitam outras carta-fianças, com as novas condições. É o que resta de pendência.

Assim, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Safra e Santander precisam assinar as novas fianças até 4 de fevereiro. Essa foi a condição solicitada pelo BNDES na assembleia de debenturistas realizada na terça-feira.

Energias do Brasil (ENBR3)
A Energias do Brasil, da portuguesa EDP, informou na quinta-feira baixa de 5,7% no total de energia distribuída no quarto trimestre sobre mesmo período de 2014, impactada pela desaceleração da economia que reduziu o consumo de clientes industriais. O total distribuído no trimestre foi de 6.383.783 megawatts-hora. Com isso, em todo 2015, a empresa apurou recuo de 2,8% na eletricidade distribuída, para 25.713.338 MWh.

No segmento cativo, a energia vendida a clientes finais caiu 2,1%, como "reflexo da queda do consumo das classes industrial e comercial, influenciadas pela desaceleração da economia e pelo aumento das tarifas de energia em cerca de 50%", afirmou a empresa. Enquanto isso, o consumo da classe residencial manteve-se estável.

No mercado livre, houve queda de 12,4% na energia distribuída, em função da desaceleração da produção industrial nos Estados de São Paulo e do Espírito Santo. No ano, o recuo foi de 5,5%.

A Energias do Brasil afirmou que o aumento das tarifas no ambiente regulado (ACR) ao longo de 2015 e a redução nas estimativas dos preços no mercado livre (ACL) provocaram aumento das migrações dos clientes do ACR para o ACL.

Em relatório, o Santander destacou que o fraco desempenho do segmento de distribuição será parcialmente compensado pelo volume positivo de
geração. 

Sabesp (SBSP3)
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) divulgou em fato relevante no site da CVM que celebrou ontem um Protocolo de Intenções com o município de Mauá para elaborar estudos e avaliações visando o equacionamento das relações comerciais e das dívidas existentes entre o município e a companhia.

Fleury (FLRY3)
A Fleury comunicou que a Integritas Participações S.A., realizou a transferência de ações ordinárias de emissão da empresa representando 16,31% do capital social da companhia aos seus acionistas ("médicos-sócios"). "A transferência não representa alteração na estrutura acionária da Companhia, uma vez que tais ações já eram anteriormente detidas, de forma indireta, pelos médicos-sócios por meio de Integritas e permanecerão vinculadas ao Acordo de Acionistas da Companhia", disse a companhia em nota.

Minerva (BEEF3)
A Minerva obteve aval do Cade para arrendar frigorífico da Asperbras. O a
rrendamento pela Minerva de um complexo industrial frigorífico em Araçatuba (SP) de propriedade da Asperbras foi aprovado sem restrições, segundo ato do Cade publicado no Diário Oficial.

Telebras (TELB4
A Telebras reiterou em comunicado que, tendo ouvido o seu acionista controlador - o governo federal - inexiste qualquer iniciativa ou processo de fusão da companhia com quaisquer outras empresas.

Além disso, a estatal informou que nomeou Flavio Luiz Lammel como diretor administrativo-financeiro e de relações com investidores.
 

Bombril (BOBR4)
A Bombril informou que foi aceita a renúncia apresentada pelo Diretor Financeiro, Luis Blecher, em 5 de janeiro de 2016. Diante disso, as funções até então exercidas por ele passarão ao cargo, de forma interina, do Diretor Presidente da companhia, Marcos Henrique Scaldelai, sem acréscimo em sua remuneração.

Com Reuters e Bloomberg

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