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Commodities sob pressão, BB deve liberar mais R$ 10 bi em crédito e mais 3 destaques

Confira os principais destaques corporativos desta sexta-feira

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Com a semana chegando ao fim, o noticiário corporativo perde força nesta sexta-feira (15), mas o mercado atento aos movimentos das commodities. Lá fora, os preços do petróleo afundavam cerca de 5%, com investidores renovando cautela com a nova queda expressiva da Bolsa chinesa, que entra em "bear market" (mercado baixista). Metais também cediam antes de dados chineses da próxima semana. 

A tensão nos mercados pode trazer pressão hoje para as ações da Petrobras (PETR3PETR4), que tiveram dia de alívio ontem após três quedas seguidas. Projeções do mercado já trabalham com petróleo abaixo US$ 30,00 até o fim desse ano. 

 Com a estatal entre os principais assuntos do dia, destaque para coluna do Valor que aponta que a Petrobras enfrenta sua "tempestade perfeita", segundo disse uma graduada fonte oficial ao listar os grandes problemas que afetam a companhia, em meio à derrocada dos preços do petróleo, alta do dólar e endividamento crescente. 

Segundo a fonte, socorro do governo por meio de instrumento híbrido de capital e dívida, discutido e posto na gaveta no passado, pode ser retomado a qualquer momento.

Além disso, coluna do Lauro Jardim, do jornal O Globo, traz que a tendência é que o Palácio do Planalto dê aval para que Nelson Carvalho vire de fato presidente do conselho de administração da Petrobras, depois que Murilo Ferreira, presidente da Vale, pediu demissão no final do ano passado. Carvalho já está no comando do conselho como presidente interino desde a saída de Ferreira. 

Por fim, a companhia informou que protocolou na quinta-feira, 14, junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) o requerimento para cancelamento do pedido de registro da oferta de distribuição pública de debêntures simples no valor de R$ 3 bilhões devido as condições desfavoráveis de mercado. Em comunicado ao mercado publicado nesta sexta-feira nos jornais, a estatal lembra que a interrupção da análise do pedido de registro da oferta havia sido deferida pela CVM em 20 de outubro de 2015. 

Vale
A Vale (VALE3; VALE5) paga hoje R$ 76,1 milhões em juros da 8ª emissão. L
á fora, as ações da Anglo American despencam 9,24%, liderando as baixas das mineradoras em Londres, depois que a Bolsa da China caiu 3,5% nesta sessão. O mau humor externo pode trazer pressão para os papéis da Vale, que tiveram a primeira sessão de alta este ano na véspera, depois de ter caído por oito pregões seguidos. 

Banco do Brasil
O plano do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, de ampliar o crédito sem conceder novos subsídios começará a ser colocado em prática pelo Banco do Brasil (BBAS3). O banco vai destinar mais R$ 10 bilhões para o financiamento agrícola, a juros mais baixos, sem a necessidade de ajuda do Tesouro Nacional.

Isso será possível porque a instituição foi dispensada de guardar uma parte da poupança rural no Banco Central. O Banco do Brasil é o único dos grandes bancos que capta recursos da poupança rural - os outros bancos só captam poupança para financiamento imobiliário. Por isso, precisa seguir a determinação de desembolsar 74% desses recursos em operações ao produtor rural. Quando não cumpre a exigência, é preciso depositar o dinheiro não emprestado no Banco Central, que remunera pela taxa básica de juros, a Selic. No último dia de 2015, uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu a liberação de cerca de R$ 12 bilhões do banco, que estão no BC, para que fossem aplicados a taxas de mercado, não necessariamente em operações rurais.

Ser Educacional
A Ser Educacional (SEER3) aprovou a recompra de até 2,95 milhões de ações ordinárias, no prazo de um ano. 

Santos Brasil
A Santos Brasil (STBP11) informou ontem que paralisou temporariamente as operações no Tecon Santos e no Terminal de Veículos (TEV) em função do vazamento de produto químico e do incêndio ocorridos na tarde de quinta (14) no terminal da Localfrio, localizado na margem esquerda do Porto de Santos, no município do Guarujá.

O terminal de contêineres da Santos Brasil fica ao lado do terminal da Localfrio. Em nota, a Santos Brasil afirma que evacuou suas instalações no Porto de Santos como medida de precaução e que os funcionários da empresa foram dispensados. A companhia ainda informa que as operações serão retomadas assim que houver a liberação por parte das autoridades competentes.

Contax
A Contax (CTAX11) informou que a Verde Asset, do gestor Luis Stuhlberger, vendeu ações da companhia, passando a deter 14,95% dos papéis preferenciais. 

(Agência Estado)

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