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Destaques da Bolsa: Banco do Brasil, Petrobras, Vale, Rumo e mais 5 ações

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa passou a subir na tarde desta quinta-feira (14), com a virada das ações de commodities, que ganharam força com a abertura dos Estados Unidos. Diferente do movimento dos últimos dois pregões, quando esses papéis foram abaixo por volta desse horário, Petrobras e Vale passaram a liderar os ganhos no fim da sessão. O petróleo, que poderia ser causa da euforia com as ações da estatal, no entanto, já operava em alta deste a abertura. 

Os papéis das duas empresas vinham de uma forte sequência de perdas na Bolsa. A Vale marcou sua primeira alta em 2016, depois de oito quedas seguidas, enquanto a Petrobras deixou três dias no negativo para trás. 

Por outro lado, as ações da Rumo seguiram ladeira abaixo na Bolsa, marcando sua décima sessão no vermelho, período em que acumulam queda superior a 60% - figurando como a pior ação do Ibovespa. No mesmo caminho, a ação da Gol, que deixou o Ibovespa nesta virada de ano, também não sabe o que é subir há nove pregões, desabando quase 50% este ano.

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira:

Vale (VALE3, R$ 9,65, +7,22%; VALE5, R$ 7,52, +6,82%)
As ações da Vale ganharam força nesta tarde, após abertura das bolsas americanas, voltando a acompanhar os preços do minério de ferro, que subiram na China. Com a virada dos papéis, a mineradora deixa para trás oito quedas seguidas - tendo sua primeira alta em 2016. Na China, o minério subiu 2% hoje, para US$ 40,22 a tonelada. Acompanharam o movimento a Bradespar (BRAP4, R$ 3,50, +4,17%), holding que detém participação na mineradora. 

As siderúrgicas também viraram para fortes ganhos, seguindo a recuperação dos papéis das commodities, com CSN (CSNA3, R$ 3,30, +3,13%) e Gerdau (GGBR4, R$ 3,53, +2,92%). Já Usiminas (USIM5, R$ 1,04, +0,97%) mostrou uma alta mais tímida nesta sessão, assim como Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,12, +2,75%). 

Apesar da arrancada, o Citigroup divulgou um relatório hoje comentando que o minério de ferro poderia seguir trajetória do petróleo e ir para baixo de US$ 30,00 a tonelada ainda este ano, chegando a US$ 20,00 em 2018.

A nova projeção fez o banco cortar também os preços-alvos dos ADRs (American Depositary Receipts) da Vale e CSN: o primeiro passou de US$ 2,50 para US$ 2,00; o segundo, de US$ 2,60 para US$ 2,00, com recomendação de venda. 

Além dele, o Credit Suisse cortou hoje o preço-alvo das ações da Gerdau de R$ 6,80 para R$ 4,50, mantendo recomendação neutra. Ontem, os papéis da companhia fecharam a R$ 3,43, acumulando já no ano queda de 26,24%. Segundo os analistas, novas medidas de protecionismo - que perderam força nesse início de ano - não entraram na conta do valuation da ação.

Petrobras (PETR3, R$ 7,23, +6,32%; PETR4, R$ 5,69, +7,97%)
As ações da Petrobras viraram para alta nesta tarde, assim como as demais ações ligadas a commodities, acompanhando a alta dos preços do petróleo lá fora, que buscam minimizar a queda depois de ter batido a casa dos US$ 30,00 o barril nesta semana, no patamar mais baixo em 12 anos. 

Sobre a estatal, reportagem da Folha de S. Paulo aponta que a companhia decidiu vender sua participação na Braskem depois que o governo não aprovou uma operação de capitalização da estatal por meio do Tesouro. Para a XP Investimentos, a venda da Braskem tende a ajudar o problema da Petrobras - alto endividamento -, porém, não resolve o problema da empresa, relacionado à alta do dólar, que pressiona seu endividamento, e queda no preço do barril do petróleo. 

Ontem, o UBS cortou os preços-alvos das ações ordinárias e preferencias da Petrobras em 33% e 29%, respectivamente. Além dele, o Société Générale rebaixou sua perspectiva de preço para os ADRs (American Depositary Receipt) da estatal de US$ 5,50 para US$ 4,00.

Bancos
As ações do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 13,56, +5,61%) disparam nesta tarde, descolando dos demais grandes bancos listados na Bovespa, tendo como pano de fundo uma elevação de recomendação pelo Barclays, que passou o papel para equivalente a manutenção ("equalweight"), com preço-alvo de R$ 15,00.

Além disso, um dos maiores investidores pessoa física da Bovespa, Luiz Barsi Filho, destacou como grande oportunidade e até mais atrativa do que em 2008, comprar ações do Banco do Brasil "por considerar que a formação de uma estrutura previdenciária lastreada em suas ações parece, não só viável, como oportuna".

Veja mais: Luiz Barsi explica por que comprar ação do BB hoje vale ainda mais a pena do que em 2008

Bradesco (BBDC4, R$ 17,70, +3,03%), que também foi revisado para cima, teve alta mais amena. A instituição elevou a recomendação do papel para "overweight" (similar a compra), com preço-alvo de R$ 21,00. O Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 24,56, +1,45%) também fechou em alta.

Rumo e Gol
As ações da Rumo e Gol têm chamado atenção do mercado pela forte derrocada em 2016: nesses 9 pregões do ano, elas caíram em todos, acumulando desvalorização superior a 40%. 

A pior delas é a Rumo Logística (RUMO3, R$ 2,61, -21,62%), que atingiu sua décima queda seguida. No ano, a queda é de 58,17%, figurando como a pior ação do Ibovespa em 2016, depois de ter ficado entre as maiores quedas de 2015. 

A outra é a ação da Gol (GOLL4, R$ 1,31, -9,03%), que saiu da carteira do Ibovespa este ano, e depois disso não soube mais o que é subir. São 9 quedas seguidas e desvalorização de 49% no período. A ação da aérea também figurou como uma das piores do índice em 2015. 

Além da deterioração econômica e alta do dólar frente ao real, que têm penalizado o ativo, ontem uma notícia do Valor pode ter ajudado a aumentar esse sentimento negativo em torno da empresa. órgão que edita as normas contábeis internacionais IFRS, adotadas no Brasil, publicou hoje uma nota obrigando as empresas a registrarem como dívida em seus balanços os contratos de leasing operacional que hoje são divulgados apenas em notas explicativas. Apesar disso, a nova norma se tornará obrigatória apenas em 2019, o que deve dar tempo para as empresas adaptarem seus sistemas e, principalmente, educarem os investidores sobre a novidade.

Além da Petrobras, as empresas de aviação estão entre as que devem ser mais afetadas pela nova norma. Porém, é importante destacar que companhias como a Gol já dão destaque a esses compromissos "fora do balanço" quando apresentam seus resultados, normalmente apresentando como dívida a despesa anual de leasing multiplicada por sete ou oito anos. Em setembro, a Gol tinha arrendamento operacional de R$ 7,6 bilhões, para uma endividamento formal de R$ 9,5 bilhões.

Varejistas
As ações do setor de varejo, que já figuraram como as maiores altas do Ibovespa nesta sessão, perderam força nesta tarde, apenas com Lojas Americanas (LAME4, R$ 18,41, +1,71%) subindo mais de 1%. Durante a manhã, além dela, Natura (NATU3, R$ 22,75, -0,22%) e Lojas Renner (LREN3, R$ 16,73, -0,65%) apareceram na ponta positiva do índice. 

Apesar do otimismo do mercado com os dados da véspera de vendas no varejo de novembro, analistas da XP Investimentos recomendam cautela, já que os dados melhores em novembro podem ter sido por conta de consumidores antecipando as compras de Natal na Black Friday, o que pode levar a vendas mais fracas em dezembro.

Telebras (TELB4, R$ 1,88, +69,37%)
As ações da Telebras voltaram a disparar nesta sessão, depois de dois pregões de leve correção passada a disparada de 220% na segunda-feira, quando o mercado digeria notícia de que a companhia pudesse se fundir com outras dois estatais do setor de telecomunicações. Além da arrancada das ações, o volume financeiro também segue forte nesta sessão, batendo R$ 2,25 milhões, contra média diária de R$ 10,6 mil nos 21 pregões anteriores a essa semana, que tem sido atípica para o papel. 

Veja também: Após subir 520% em 2 dias, Telebras liga alerta dos vendidos, que "secam" BTC

Cetip (CTIP3, R$ 38,82, +3,35%)
Notícia de ontem a noite na Agência Estado Broadcast aponta que a BM&FBovespa (BVMF3, R$ 10,63, +2,11%) fará uma nova oferta pela Cetip até o final do mês. Valor inicial oferta foi de R$ 39 e foi recusado pela Cetip.

Como a primeira oferta foi recusada, o BTG Pactual espera que a nova oferta seja maior que os R$ 39,00. O banco segue preferindo Cetip neste trade de fusões e aquisições. 

Cielo (CIEL3, R$ 32,60, -0,73%)
O Credit Suisse cortou também o preço-alvo dos papéis da Cielo, que passou de R$ 44,00 para R$ 39,00, mas manteve recomendação de outperform (desempenho acima da média). 

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