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Vale sobe 3% e small cap 'corrige' euforia que puxou disparada de 220% em 1 dia

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira

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(Shutterstock)

11h24: Eletropaulo (ELPL4, R$ 7,18, -0,14%)
A Eletropaulo teve o preço-alvo de suas ações cortado pelo UBS, passando de R$ 13,00 para R$ 9,00, refletindo uma demanda mais fraca, que deve ter queda de 3% na comparação anual em 2016, diante da retração do PIB.

O banco cita ainda rolagem de dívida de R$ 900 milhões a um custo mais alto de CDI +4%, ante média de CDI +1,7%, em razão da liquidez financeira baixa e aumento do custo Brasil. O relatório também lista multas regulatórias reveladas nos documentos da teleconferência do 3° trimestre e visibilidade de fusões e aquisições diante do número maior de ativos concorrentes à vista.

10h39: Telebras (TELB4, R$ 1,36, -19,53%)
As ações da Telebras seguem movimento de correção nesta sessão depois de uma terça-feira de euforia por conta de notícia da Folha de S. Paulo de que a empresa iria se fundir com a Dataprev e Serpro para criação de uma megaestatal de telecomunicações. Ontem, a companhia informou ao mercado que desconhecia o assunto. Do fechamento de terça-feira até hoje, as ações já recuaram 24%.  

Segundo a Folha, o governo federal estaria estudando fusão das três estatais para criar uma megaestatal de tecnologia da informação e comunicação, com objetivo de centralizar tanto seus passivos (dívidas e obrigações quanto seus serviços). Se o projeto andar, a nova estatal nasceria com um capital superior a R$ 5 bilhões e com 7.000 empregados, contra uma Telebras que atualmente vale R$ 254,3 milhões na Bovespa (segundo cotação de sexta-feira).  

10h30: Varejistas
As ações das varejistas têm alta nesta quarta-feira, após dados do setor melhores do que o esperado. Os papéis da Cia Hering (HGTX3) aparecem neste momento como a segunda maior alta do Ibovespa. Subiam também as ações da Via Varejo (VVAR11, R$ 3,09, +1,98%), Lojas Renner (LREN3, R$ 17,10, +1,91%), Le Lis Blanc (LLIS3, R$ 1,80, +1,69%), Magazine Luiza (MGLU3, R$ 13,81, +1,54%) e Lojas Americanas (LAME4, R$ 18,32, +1,22%) - todas acima de 1%. 

Os papéis reagem a nova "alta surpresa" das vendas do setor em novembro de 1,5%, na comparação mensal, bem acima da mediana de recuo de 0,8% apontada por analistas consultados pela Bloomberg. Essa é a 2ª alta seguida das vendas depois de 8 meses consecutivos de queda, usando como critério a comparação mensal. 

Segundo o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, setores parecem ter sido favorecido pelas promoções de novembro relacionadas à Black Friday. Apesar dos 2 meses consecutivos de alta, ele salientou, em entrevista à Bloomberg, que o dado não muda o quadro de desaceleração do comércio, que vai continuar se apresentando nos próximos anos. 

10h19: Vale e siderúrgicas
Números melhores do que o esperado mostram sinais de recuperação da economia chinesa e trazem alívio para as ações da Vale (VALE3, R$ 9,64, +2,44%; VALE5, R$ 7,44, +2,62%), Bradespar (BRAP4, R$ 3,73, +3,90%), holding que detém participação na mineradora, e as siderúrgicas CSN (CSNA3, R$ 3,31, +0,91%), Usiminas (USIM5, R$ 1,16, +0,87%), Gerdau (GGBR4, R$ 3,72, +1,36%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,21, +2,54%) nesta sessão. Na China, chamou atenção o aumento no volume de importação do petróleo e do minério de ferro no último mês, de 9,3% e 11%, respectivamente. 

Sobre a Vale, a decisão de usar US$ 3 bilhões de US$ 5 bilhões de crédito rotativo surpreendeu e trouxe apreensão na véspera, quando as ações caíram 8%. Segundo o BTG Pactual, a notícia sinaliza desafios à frente e faz com que o pagamento de dividendos em 2016 fique ainda mais improvável. O banco avalia, no entanto, que a medida é prudente como ponte para o "gap" de fluxo de caixa. 

Já em relação às siderúrgicas, após a CSN cortar cerca de 300 empregados na última sexta-feira, dos 3.000 que estão previstos, a Usiminas deve iniciar no final do mês demissões de 2.000 funcionários, segundo jornal O Globo.

A Gerdau conseguiu que a Secex investique a existência de dumping nas exportações da Turquia para o Brasil de vergalhões de ferro ou aço ligado ou não ligado. Segundo o BTG Pactual, notícias de antidumping está acontecendo em vários países e, sem dúvida, caso venha alguma coisa nessa frente, será positivo para o setor, que está atravessando um momento delicado. Para os analistas, o papel hoje deve andar em cima dessa notícia. 

10h11: Petrobras (PETR3, R$ 7,11, +1,57%; PETR4, R$ 5,66, +2,35%)
As ações da Petrobras sobem após afundar 9% ontem, indo para o menor valor desde agosto de 2003. Os papéis têm alívio com a alta do preço do petróleo no mercado internacional. O Brent subia 2,01%, a US$ 31,48 o barril, após bater mínima baixo de US$ 30,00 na véspera. Atenção para os dados de estoques de petróleo, que serão reportados às 13h30 (horário de Brasília), e podem trazer oscilação aos preços da commodity. 

 Ainda sobre a estatal, chama atenção no radar entrevista do ex-diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e professor do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, Helder Queiroz. Ele vê ceticismo em dois pontos do novo plano de negócios da Petrobras para o período de 2015 a 2019: 1) a premissa de que o barril do petróleo fechará o ano com cotação média de US$ 45; 2) a meta de vender US$ 14,4 bilhões em ativos em 2016. 

 Questionamentos que vão em linha com pontos frisados hoje pela XP Investimentos, em nota a clientes. Segundo analistas, a premissa de que o petróleo fechará o ano, em média, a US$ 45,00, trabalha com uma hipótese da commodity subir 50%, o que parece improvável. Além da meta de desinvestimentos, extremamente otimismo diante de um setor que sofre com a derrocada do petróleo. Como conseguir vender esse montante com a commodity em forte queda? Até porque em 2015 a empresa só vendeu US$ 700 milhões, muito longe do estimado para o biênio, de US$ 15,1 bilhões, comentam os analistas. 

10h04: Braskem (BRKM5, R$ 26,01, -2,29%)
As ações da Braskem caem após notícia de que a Petrobras tenta acelerar o seu "feirão" de negócios e teria contratado o Bradesco para auxiliar na venda de sua fatia na Braskem, segundo coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Apesar da queda nesta sessão, as ações da petroquímica foram uma das maiores altas do Ibovespa em 2015. 

Sem poder contar com dinheiro do governo e após o tombo da Operação Lava Jato, a petroleira precisa aumentar seu caixa. A fatia que a estatal detém na Braskem é de 36% e vale hoje cerca de R$ 5,8 bilhões.  

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