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Petrobras e Vale caem até 4% e Estácio sobe 3%; Small cap dispara 20% em 4 dias

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta segunda-feira

Minério de ferro
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O Ibovespa virou para queda acentuada na tarde desta segunda-feira (11), pressionado pelos papéis da Petrobras, que caíram forte com os preços do petróleo intensificando queda lá fora, enquanto a Vale voltou a recuar depois de esboçar uma reação mais cedo.

Das ações que fecharam em alta, destaque para MRV Engenharia, que teve como pano de fundo a expectativa de estímulo do governo ao setor de construção civil, junto com as ações da Cemig e Estácio. O papel da educadora subiu após forte derrocada na sexta-feira, diante de dados alarmantes sobre o Fies.

Fora do índice, o destaque ficou com a estatal Telebras, que operou todaa a sessão entre leilões em meio à euforia do mercado com a notícia de que a empresa pode se fundir com outras duas estatais. A notícia levou a ação para alta de 300% e impressionante giro financeiro de R$ 2,4 milhões, contra média diária de R$ 10,6 mil dos últimos 21 pregões - isto é, cerca de 230 vezes superior à media. 

Confira abaixo os principais destaques de ações desta segunda-feira:

Commodities
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 7,58, -3,56%; PETR4, R$ 6,09, -2,87%) intensificaram a queda nesta tarde, enquanto a Vale (VALE3, R$ 10,24, -2,85%; VALE5, R$ 7,92, -3,41%), que tentou se firmar no campo positivo, perdeu força e virou para queda novamente. 

Lá fora, o petróleo Brent intensificou movimento negativo, marcando queda de 6,40%, a US$ 31,76 o barril, enquanto o minério de ferro caiu 1,4% no mercado à vista chinês, atingindo US$ 40,90 a tonelada no porto de Tianjin, na China. 

Hoje, o Société Générale cortou sua projeção para o petróleo Brent, enquanto o Morgan Stanley disse que vê a commodity a US$ 20,00 o barril, diante de uma rápida depreciação do yuan. Uma alta de 3,2% no dólar implicou em uma desvalorização de 15% no iuan, que poderia pressionar o petróleo para uma baixa de entre 6% e 15%, ou entre US$ 2 e US$ 5 o barril, disse o banco em nota.

Descolavam o movimento negativo as ações das siderúrgicas, que subiram forte na última sexta-feira, em meio à alta de preços do produto de uma gigante chinesa de aço, o que alimentou expectativas de retomada da demanda.

Nesta sessão, os papéis da CSN (CSNA3, R$ 3,37, -1,46%), Usiminas (USIM5, R$ 1,20, +1,69%), Gerdau (GGBR4, R$ 3,78, -3,82%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,22, -2,40%) fecharam entre perdas e ganhos.

Veja mais em: Gigante chinesa dá sinalização positiva e siderúrgicas disparam; chegamos ao fundo?

Educacionais
As ações das educacionais caíram seguindo a derrocada de sexta, quando levantamento da CGU (Controladoria Geral da União) mostrou que mais de 47% dos contratos do Fies estão com atrasos no pagamento. Nesta sessão, Ser Educacional (SEER3, R$ 7,40, -3,27%), Kroton (KROT3, R$ 8,70, -0,57%) e Anima (ANIM3, R$ 10,00, -3,38%) caíam. A única alta era da ação da Estácio (ESTC3, R$ 13,00, +2,77%), que ficou como a segunda maior alta do Ibovespa.  

Contrariando os dados do levantamento, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira que a inadimplência dos estudantes do Fies junto ao Fgeduc é de 3,4%, e não a metade, como apontado pelo relatório. 

Hoje, uma matéria do Valor apontou que o relatório da CGU mostrou que o fundo garantidor do Fies tem saldo de R$ 3,3 bilhões provenientes de aportes do governo e das instituições de ensino - um montante que não será suficiente para cobrir o rombo por muito tempo, dado que a inadimplência será maior do que o esperado. 

A dúvida pode recair sobre as ações do setor, dado que o mercado segue em dúvida sobre as companhias farão para cobrir uma maior inadimplência no programa.

Bancos
Os papéis dos bancos do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 13,55, -2,87%) registraram queda mais acentuada que seus pares do setor, ficando entre as maiores perdas da sessão. Enquanto isso, Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 24,48, -1,17%) e Bradesco (BBDC4, R$ 17,53, -2,83%) recuam cerca de 1%. 

No radar, o banco era pressionado por notícia de que o governo federal pode usar os bancos públicos e o FGTS para aumentar linhas de crédito para construção civil e pequenas e médias empresas, segundo informações da Folha de S. Paulo. 

Telebras (TELB4, R$ 1,81, +223,21%)
Em meio à disparada, as ações da estatal Telebras operaram entre leilões nesta segunda, refletindo a euforia do mercado diante de especulações sobre fusão. Chamou atenção também o volume financeiro movimentado com a ação preferencial hoje, que bateu R$ 3,640 milhões, contra média diária de R$ 10,6 mil nos últimos 21 pregões.

O movimento ocorre em meio à notícia da Folha de S. Paulo de que o governo federal estuda fusão entre Telebras, Serpro e Dataprev para criar uma única empresa para cuidar da área de TI federal. Na terça-feira, os presidentes das três empresas vão se reunir na sede da Dataprev, em Brasília, para discutir novas parcerias e integração de serviços.

JSL (JSLG3, R$ 7,80, +6,12%)
As ações da small cap JSL dispararam pelo quarto pregão seguido, em meio à proposta do conselho de administração da empresa para pagamento de quase R$ 1,00 por ação em dividendos ainda para este mês. Com a alta de hoje, as ações chegaram a ganhos de 20% nestes quatro dias.

Após registrar fortes volumes nos últimos dias, porém, nesta segunda-feira (11) os papéis movimentaram pouco mais da metade da média dos últimos 21 dias, atingindo R$ 361 mil.

Caso seja aprovada, as ações ficam "ex-proventos" em 21 de janeiro, com pagamento ocorrendo dia 29 de janeiro. Nesses 2 pregões, os papéis da companhia já subiram 14%. Por conta da alta recente da ação, o dividend yield (dividendos sobre preço da ação) agora é de 13%, mas para aqueles que compraram a ação antes do anúncio dos dividendos, esse dividend yield bateu os 14,8%, usando como referência o preço de fechamento do dia 6 de janeiro.

Sabesp (SBSP3, R$ 17,25, +2,56%)
As ações da Sabesp subiram nesta segunda-feira, figurando como a terceira maior alta do Ibovespa, após a empresa assinar protocolo com Guarulhos para equacionar dívidas.  

Na sexta-feira, a companhia celebrou um protocolo de intenções com o município de Guarulhos para elaborar estudos e avaliações com o objetivo de equacionar dívidas existentes e as relações comerciais entre as duas partes. 

No início de 2015, advogados da empresa afirmaram que estudavam cobrar na Justiça da cidade uma dívida de aproximadamente R$ 140 milhões. Eles apontavam, na época, que a prefeitura não pagava as mensalidades previstas em contrato desde março de 2014.

Cielo (CIEL3, R$ 33,35, -4,71%)
O Banco do Brasil e o Bradesco estão negociando a compra da fatia detida pelo Citi na Elavon no Brasil, disse à Reuters neste sábado uma fonte com conhecimento do assunto. "A negociação pode ser fechada em fevereiro", disse a pessoa, que pediu anonimato porque as negociações são sigilosas. 

Na sexta-feira, as ações da Cielo subiram 1,74%, por conta dessa informação, pois reduziria, apesar de pequeno, a competição no setor, barrando a "entrada" de um novo competidor no setor, comentou a XP Investimentos. "Seguimos otimistas com o case de Cielo, devido ao valuation atual e excelente gestão da companhia", disseram os analistas da corretora.

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