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Saldão do BTG, Petrobras, proposta de R$ 400 mi por fatia em small cap e mais 6 destaques

Confira os principais destaques corporativos desta segunda-feira

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(Shutterstock)

SÃO PAULO -  Depois de 4 dias de Bovespa fechada por conta do recesso do Ano Novo, o mercado inicia o primeiro dia útil de 2016 com atenção redobrada na Ásia, após ações chinesas fecharem em queda de 7% e acionarem o "circuit breaker" no primeiro dia em que o mecanismo de proteção foi colocado em prática. Além do destaque para as bolsas internacionais, o investidor segue também um noticiário corporativo no Brasil movimentado nesta segunda-feira (4). Confira os destaques abaixo:

BTG Pactual
O Itaú Unibanco (ITUB4) fechou acordo com o Banco BTG Pactual (BBTG11) no qual pagará cerca de R$ 1,2 bilhão por uma fatia na empresa de recuperação de crédito Recovery e um portfólio de empréstimos inadimplentes, em uma oferta de última hora que superou uma proposta rival. 

Na última quinta-feira, em comunicado, o Itaú disse que pagará R$ 640 milhões pela fatia de 82% que o BTG possuía na Recovery do Brasil quando o acordo obtiver aprovação regulatória. O Itaú também acertou a compra de 70% de um portfólio de R$ 38 bilhões de empréstimos inadimplentes cobrados pela Recovery, que eram administrados pelo BTG, por R$ 570 milhões em espécie, segundo o documento. Ao todo, a Recovery vai render R$ 1,210 bilhão ao BTG, em uma operação que vai tornar o Itaú líder em crédito podre no País. 

Além disso, o BTG concluiu a venda de ações da Rede D'Or por R$ 2,38 bilhões, enquanto negocia a venda do Banco Pan ao BMG, segundo informações do Valor. O banco quer ainda se desfazer de sua parceria com Roger Agnelli na mineradora B&A, disse a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. Oficialmente, no entanto, o banco nega a intenção. 

Petrobras
Uma gestora canadense e um fundo com sede nas Ilhas Cayman ajuizaram duas novas ações individuais contra a Petrobras (PETR3; PETR4) na Justiça dos Estados Unidos, totalizando 28 desses processos, informou o Valor.  

Ainda sobre a estatal, a petrolífera confirmou na semana passada, em seu site na Internet, a meta da empresa de produzir 2,125 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no Brasil neste ano, destacando que a extração da commodity no pré-sal superou expectativas. A produção de petróleo no pré-sal, nas águas ultraprofundas das bacias de Campos e Santos, já responde por um quarto da produção da companhia, com média de 25 mil barris por dia por poço, destacou a empresa no texto sobre destaques operacionais.

Há também no radar notícia de que a companhia busca sócios que banquem fatia da estatal em investimentos, segundo o jornal O Globo. De acordo com uma fonte ligada à empresa, seria a forma de garantir a execução dos projetos sem interrupção por causa de falta de recursos no caixa da Petrobras.

Além disso, a Petrobras disse que o abastecimento de gasolina e diesel no Nordeste foi normalizado. Houve casos de postos que ficaram totalmente desabastecidos. Segundo a empresa, os problemas detectados em Pernambuco e na Paraíba começaram a ser solucionados ainda na terça-feira passada. 

Hoje, as ações da companhia devem repercutir também os preços do petróleo, que alternam entre altas e baixas, após a Arábia Saudita romper relações com o Irã. 

Vale
As mineradoras internacionais apresentam queda na primeira sessão do ano, em reação à derrapada da Bolsa chinesa em meio a dados ruins do gigante asiático. Segundo dados da Bloomberg, as ações das mineradoras recuavam, em média, 2,6% hoje, em um movimento que deve se estender para os papéis da Vale (VALE3; VALE5), quando a Bovespa abrir as negociações, às 10h (horário de Brasília). 

O PMI (índice de gerentes de compras) do setor industrial da China recuou para 48,2 em dezembro, de 48,6 em novembro, segundo pesquisa final da Caixin Media e da Markit. Contrastando com a pesquisa de hoje, o PMI oficial de indústria da China mostrou ligeira alta em dezembro, a 49,7, de 49,6 em novembro, de acordo com dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país na semana passada. Em meio a isso, o Xangai Composto, principal índice de ações na China, caiu 6,9%.

Oi
A Oi (OIBR4) conseguiu na semana passada a aprovação de seus debenturistas para suspensão temporária do covenant financeiro válido para a relação dívida bruta e Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A decisão vale somente para o quarto trimestre de 2015 e foi aprovada pelos investidores que possuem debêntures da oitava emissão, realizada em dezembro de 2011, e da décima emissão, de março de 2013.

Segundo ata da assembleia geral de debenturistas (AGD) realizada na quarta-feira (30), após a suspensão da obrigação durante o quarto trimestre, fica restabelecido o limite na relação dívida bruta/Ebitda para 4,5 vezes. Por conta da decisão, a Oi pagará um prêmio aos titulares das debêntures, que ainda será acordado entre a companhia e os investidores. Ao pedir a suspensão do covenant para a relação dívida bruta /Ebitda, a Oi compromete-se a cumprir o limite acordado nas escrituras das duas emissões para o indicador Net Debt/Ebitda, de 6 vezes.

Log-In
A empresa de mineração e logística Manabi Holding propôs injetar cerca de R$ 400 milhões na Log-In Logística Intermodal (LOGN3) em troca de uma participação entre 60% e 70% na companhia, de acordo com uma fonte com conhecimento direto do plano.
 

Segundo a fonte disse à Reuters, a proposta não é vinculativa e está sujeita à modificação. As assessorias de imprensa da Manabi e da Log-In, operadora portuária e de navios de carga, não comentaram imediatamente. A Manabi opera minas de minério de ferro em Minas Gerais, e está tentando construir um mineroduto de 511 quilômetros e um terminal portuário privado no Espírito Santo.

A proposta ocorre uma semana após a Log-In ter contratado o banco de investimentos Moeis & Co para assessorar sobre o refinanciamento de R$ 1,9 bilhão em empréstimos bancários, disseram três fontes com conhecimento direto da situação.

CCR 
A Concessionária de Rodovia sul-mato-grossense (MSVIA), da CCR (CCRO3), conseguiu junto ao BNDES a aprovação de empréstimo de R$ 2,319 bilhões. A companhia administra 845,4 KM da BR-163 no Mato Grosso do Sul. O trecho faz parte do pacote de rodovias federais concedidas na primeira fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Segundo o BNDES, o plano de investimentos da concessionária soma R$ 4,587 bilhões e a empresa aguarda ainda um empréstimo da Caixa para completar o pacote de financiamento. 

Forjas Taurus 
A Forjas Taurus (FJTA4) informou que a CBC elevou fatia para 89,5% na companhia, após aumento de capital.  

Copasa 
O conselho de administração da Copasa (CSMG3) aprovou programa de investimento de R$ 660 milhões.  

Profarma
A Profarma (PFRM3) concluiu a compra de 50% da Drogaria Tamoio.  

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